História Minha Loira Irritante - Capítulo 24


Escrita por: ~ e ~millua

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Nalu
Visualizações 313
Palavras 1.721
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Explicações pela demora do capítulo nas notas finais.

Boa leitura a todos.

Capítulo 24 - Eu confiava em você


Em uma cidade próxima de Magnólia...

— Natsu nunca aceitará isso! — gritou um homem ruivo, batendo os punhos sobre uma mesa grande de madeira. Outro homem, que estava sentado em sua frente sorriu debochadamente.

— Ah, então talvez você o tenha que lembrar o que vai lhe acontecer caso ele não lhe obedeça. — disse o homem presunçosamente.

— Você não pode o obrigar a casar com sua filha!

— Igneel, é claro que eu posso. Tanto posso como vou. Um casamento entre nossas famílias seria um grande investimento. Sua família é uma das mais ricas de Magnólia, assim como a minha. Uma união beneficiaria os dois lados. - o homem explicou calmamente, como se já tivesse ganhado aquela discussão.

— Mas o Natsu...

— O que? Ele é jovem, não deve ter ninguém especial. E a minha filha, Amaya, é bonita como você já viu. Ele se apaixonará por ela em questões de dias e tudo ficará certo.

— Amaya? — Igneel questionou confuso. — Não seria a mais velha? Cristina?

— Minha filha mais velha não me respeita, não terá direitos a minha herança ou qualquer benefício de nossa família. — disse o homem irritado. — ela não passa de uma bastarda. — disse por último em tom baixo.

— Perdão, o que disse no fim? — questionou Igneel afim de estar a par de toda a situação.

— Nada. Enfim, aos negócios. Estamos entendido?

— Eu não sei... — Igneel ainda parecia indeciso sobre sua decisão. — ele me odiará pelo resto da vida.

— Ora, não seja dramático. Ou você prefere passar o resto de seus dias insignificantes atrás das grades?

Igneel ponderou por um momento. Sabia que o que estava fazendo botaria sua relação de pai e filho na merda. Mas não poderia arriscar ser preso, ainda mais por um crime que não cometeu. Natsu iria entender, pensou.

— Está bem. Amanhã mesmo voltarei para Magnólia e anunciarei o noivado. — Disse Igneel em tom cansado e se levantou.

— Ótimo. Agora saia. 

Igneel acenou e saiu, deixando o pai de Amaya com um sorriso sádico nos lábios.

(XXX)

Um mês depois...

POV - Lucy

O pessoal ria e conversavam animadamente, e eu tentava o máximo possível me concentrar na conversa e interagir, mas um emaranhado de pensamentos povoava minha mente.

— O quê você acha? — a voz de Erza soou mais alto. — Lucy?

Pisquei algumas vezes e prestei atenção em todo mundo que me observava esperando uma resposta.

— An... — suspirei pesadamente. - Eu não estava prestando atenção. — admiti em tom cansado.

Todos os meus amigos me olharam como se quisessem desvendar minha cara de enterro. Olhei pra Natsu que me olhava, mas logo desviou os olhos quando viu que eu também o olhava. Idiota.

— Lucy, o que está acontecendo? Você está bem? — Erza perguntou um pouco preocupada.

Sua simples pergunta me fez rever tudo o que houve nesse último mês. E em como os meus sonhos foram destruídos no momento em que pensei que tudo iria, pelo menos, melhorar.

Depois do beijo que Natsu me deu quando eu me declarei pra ele, achava que ele também gostava de mim pelo seu ato. Dormi feliz da vida nessa noite, achando que no dia seguinte ele teria terminado com a Amaya e que ficaríamos juntos. Pura ilusão. No dia seguinte ele apareceu junto dela na escola e a bruaca estava mais feliz do que nunca, como se tivesse ganhado na loteria. Natsu tinha passado a me evitar, como se eu tivesse alguma doença contagiosa. Lisanna também se afastou um pouco, tentei conversa com ela, mas ela não atende mais minhas ligações e não consigo descobrir onde ela mora. Sempre foge de mim quando a vejo na escola. Me pergunto se fiz algo que a chateou. Layla continua lá em casa, tomando as medicações que veio junto de sua mala. Rogue também ainda continua aqui em Magnólia, porém irá embora daqui uma semana, já que suas aulas iriam começar antes do previsto. É, não tem sido fácil.

— Lucy, a Erza te fez uma pergunta... — disse Levy cautelosamente.

— Hm. — ponderei um pouco no que responder. Eu poderia dizer que estava tudo bem, mas nenhum acreditaria. Então falei a primeira coisa que veio na minha cabeça. — Eu e Rogue terminamos.

A cara de surpresa de todos ali era evidente, menos de Natsu, que já sabia que o namoro era falso. Alguns que estavam com bebidas na boca, cuspiram todo o líquido pela surpresa. Aliás, estávamos na cafeteria onde tudo começou. Decidimos vim pra cá depois da escola de uma sexta feira para espairecer e de acordo com Gajeel, dá um tempo dos professores chatos.

— Mas... Por que? — Juvia perguntou descrente. —Vocês eram tão lindos juntos.

— Ele te fez algo? — Gray perguntou com raiva. — só dizer que eu e os meninos damos uma surra nele.

Soltei uma risada fraca com o que ele disse, me sentindo melhor. Era bom saber que eles se preocupavam comigo.

— Não, ele não fez nada, relaxem. — e então expliquei que terminamos por opção de nós dois, que suas aulas voltariam mais cedo e que concluímos que não daria certo um relacionamento a distância. Erza ficou me encarando com dúvida, sabendo que isso não era verdade, já que ela também sabia que não era um namoro de verdade. Apenas neguei com a cabeça e ela pareceu entender.

Levy e Juvia me abraçaram me dando apoio e eu reforcei que estava tudo bem. Olhei as horas, quatro e vinte. Forcei um sorriso e disse que precisava ir com a desculpa que Virgo precisava da minha ajuda para algo.

Minha intenção de ir a cafeteria era esfriar a cabeça, porém, ver Natsu lá só me deixava cada vez mais confusa. Andei sozinha pela rua da cidade e me sentei no banco de uma praça. Fiquei lá alguns tempo, pensando em toda a situação que minha vida se encontrava, me deixando de certa forma culpada por não ter o controle da situação. 

Olhei para o céu, já estava escurecendo e as primeiras estrelas já estavam a vista. Adorava o céu de Magnólia a noite, era tão estrelado.

Respirei fundo e me levantei, me dirigindo para minha casa. O que eu julgo nesse momento ter sido uma péssima escolha. O maior culpado de minha cabeça estar uma confusão, estava sentado na porta de minha casa.

— Perdeu alguma coisa aqui? — perguntei me aproximando, fazendo ele levantar imediatamente.

 — Precisamos conversar... — ele começou com cautela.

— Sobre? — perguntei cruzando os braços sobre o peito.

— A gente. — falou e eu revirei os olhos bufando.

— Não existe a gente e nunca existiu. Agora se me der licença. — falei rude tentando entrar em casa, mas ele me bloqueou minha passagem, me irritando.

— Não dificulta as coisas... — ele pediu em tom baixo. 

— Não dificultar? — perguntei em tô alto. — É isso mesmo produção? Ele tá pedindo pra eu não dificultar. Muito bem, Natsu. Acontece, que você ferrou comigo no momento em que me fez pensar que também gostava de mim. Por que fez isso? Eu confiava em você, me declarei pra você. Contei tudo sobre mim e meus maiores medos, — essa altura do campeonato as lágrimas já escorriam livremente pelo meu rosto. — Eu pensava que você estaria ali pra mim como esteve quando eu chorei pela minha família, mas olha a ironia:  você não estava lá  e quando eu chorei por você!

Pus a mão na boca tentando inutilmente abafar meus soluços sôfregos, e acho que por um momento, por um mísero momento, vi dor em seus olhos, mas acho que isso foi só mais uma ilusão em relação a ele.

— Você não entende... — ele disse cabisbaixo e eu soltei uma risada irônica.

— O que? Iludir? Não, realmente não entendo, já que eu nunca iludi alguém. Me responde uma coisa, não pesa tua consciência saber que tu brincou com os sentimentos de alguém? Alguém que gostava de você...

— Não gosta mais? — ele perguntou, um tanto desesperado. Arqueei as sobrancelhas em dúvida e virei o rosto. 

— Gosto. Mas eu vou fazer de tudo pra mudar isso. 

— Se você pelo menos pudesse saber sobre a Amaya, eu...

— Não fale o nome desse ser inconveniente perto de mim. — o cortei friamente.

— Já vi que conversar com você não vai rolar.

— Não mesmo.

Ele tateou os bolsos e tirou um papelzinho de lá, me entregando. O olhei em dúvida antes de pegar de sua mão.

— É o endereço de Lisanna. — ele disse me fazendo arregalar um pouco os olhos. — soube que procurava por isso. E ah, mais lá na frente talvez você entenda minhas razões por estar fazendo o que estou fazendo no momento. — disse e virou as costas, indo pra sua casa.

Fiquei atômica encarando o papelzinho em minhas mãos. Respirei fundo e limpei o rosto dos resquícios de lágrimas, enfim, entrando em casa, me deparando com a seguinte cena: Virgo, Rogue e Jude, sim, JUDE, rindo como velhos amigos na sala de estar.

— Mas que porra... 

— Lucy! Ela chegou! — Rogue anunciou minha entrada e automaticamente as risadas e os sorrisos cessaram. Era evidente a minha raiva. O último encontro que tive com o homem a minha não tinha sido lá muito... Bom.

— O que ele está fazendo aqui? Cadê a Layla? Ela está bem? — perguntei tudo muito rápido, já me dirigindo para as escadas afim de ir até Layla.

— Princesa, espera. — Virgo segurou meu braço assim que pus os pés no primeiro degrau. — Precisamos conversar.

— E esse homem que se diz meu pai vai participar da conversa? — questionei cruzando os braços.

— Sim, o seu pai, vai. — ela disse me olhando com ternura e eu olhei para todos ali desconfiada. Rogue bebericava alguma bebida desconhecida por mim e Jude, pela primeira vez em anos, não me olhava com um olhar frio. 

Ah, se ele acha que isso vai me fazer abaixar a guarda ele tá muito enganado.

Sentei no outro sofá, o mais longe possível dele e o olhei com tédio.

— Então, o que tem pra mim hoje? 


Notas Finais


Bom gente, e aí, o que acharam do capítulo depois de mais de um ano sem dar as caras?
Não, eu não tenho uma boa explicação pra isso, mas somente uma: BLOQUEIO DE CRIATIVIDADE. Pser. Eu tive um forte bloqueio de criatividade onde eu não conseguia escrever absolutamente nada, e se conseguisse, apagava tudo depois achando um lixo, e isso em questão a qualquer coisa que eu escrevia ou pensava em escrever. Só conseguir escrever um textinho, depois de sete meses sem inspiração pra nada. E depois disso, tive uma problemas familiares que só me deixavam cada dia mais desanimada para as coisas. E ENTÃO UM SER LINDO E MARAVILHOSO APARECEU PARA A FELICIDADE DE TODOS VOCÊS: MINHA melhor amiga. Ela vai me ajudar a terminar a história pra vocês, inclusive, foi ela que me ajudou com esse novo capítulo. Ela está como co-autor ali em cima, millua.

Bom pessoal, espero que tenham gostado desse capítulo, e de acordo com Millua, não vamos mais demorar a postar.
Talvez vocês tenham se esquecido da história ou algo do tipo, então se puderem, dêem uma relida nos capítulos anteriores ou coisa assim. Agradeço muito por ainda estarem nessa história, peço novamente perdão pela demora.

Até.


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