História Minha Louca Vida - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Castiel, Minha Louca Vida, Romance, Shoujo
Visualizações 51
Palavras 3.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


BOA TARDEEE! Como vocês estão? ^--^
Bom, gente, eu espero que gostem desse capitulo e deixem suas opiniões, assim dá pra saber o que estão achando e no que posso melhorar. <3 É só isso mesmo...
Boa leitura, cupcakes! :3
( Gente, percebi que tem alguns erros, é que nem percebi na hora... ent ignorem, oks? Estarei corrigindo!)

Capítulo 15 - Desejo Obscuro


Fanfic / Fanfiction Minha Louca Vida - Capítulo 15 - Desejo Obscuro

P.O.V Ambre ON

Acordei no domingo bem tarde, na hora do almoço. Tive um sono bem pesado por estar exausta. Ontem, sábado, foi meu aniversário, aliás um turbulento aniversário! Eu nunca me senti tão constrangida na vida como me senti ontem, tudo deu errado e ainda meu irmão ficou contra mim! Ele sequer voltou para casa depois, mesmo depois de meus pais tentarem várias ligações fracassadas...

Quando estava escovando meus dentes, meus pensamentos estavam todos inquietos, eram todos negativos e giravam em torno de vingança, eu tinha que agir logo para satisfazer minha ira! Aquela Raquel e também sua irmãzinha patética, Samanta, conseguiram me irritar de verdade. Primeiro a Samanta me rouba o Castiel e depois sua irmã coloca todos contra mim no meu próprio aniversário, até meu próprio irmão! Droga!

Quando me dei conta, havia dado um soco no espelho. Só percebi quando ouvi minha mãe perguntar do outro lado da porta o que havia acontecido.

- Ambre, que barulho foi esse? – Perguntava ela.

A dor que antes não sentia se fez presente quando fitei minha mão cheia de sangue.

- Droga! – Desesperei-me – Minha mão! – Tentei abrir a porta enquanto tremia.

Quando consegui abrir a porta com certa dificuldade, minha mãe pareceu ainda mais desesperada do que eu. Ela me levou de carro até o hospital o mais rápido possível, chegando lá, fui encaminhada até a enfermaria, lá tinha seis camas, três de cada lado e ao redor de cada uma delas continha uma cortina, para dar mais privacidade. Pediram que eu me assentasse em alguma delas e esperasse pela enfermeira, assim o fiz. Não demorou muito até que ela apareceu e fez todos os procedimentos necessários. No fim, acabei levando 5 pontos, mas como perdi uma quantia considerável de sangue e também minha pressão se encontrou baixa, tive que ficar por mais tempo lá tomando soro.

Foi então que uma das cortinas de uma das camas foi aberta e o Dakota saiu de lá, ele estava com vários curativos pelo rosto e também pelo seu corpo. Quando ele me viu, pareceu surpreso:

- Olha só quem está aqui! O que aconteceu com você?

- Longa história. Você já deve imaginar o que provocou isso, né? – Revirei os olhos – Apanhou tão feio assim do Castiel e do Nath para vir a um hospital?

Dake contrariou as sobrancelhas e disse, cerrando o punho:

- Eu realmente odeio aqueles imbecis, eles me paga!! – Alterou o tom de voz. Uma das enfermeiras o olhou impaciente e fez um gesto pedindo silêncio.

- Ah? Realmente quer se vingar, não é? – Murmurei pensativa – Te entendo! Também odeio aquelas idiotas, Samanta e Raquel.

- Acho que temos algo em comum então, Ambre... – Ele sorriu – mas não permitirei que as coisas continuem do jeito que está...

Ele caminhou até perto de mim, pegou um bloquinho de notas que tinha uma escrivaninha próxima e uma caneta, escreveu algo nele e depois colocou sobre meu colo. Eu olhei curiosa para o papel, pegando-o nas mãos:

- É seu número? – Perguntei quando vi que havia escrito vários números.

- Exato – Dake se aproximou do meu ouvido – Eu sou quem mais lhe entende no momento e também pretendo me vingar. Se realmente virar o jogo, venha me procurar, pois eu sei o que fazer, – Então ele se afastou e deu um sorriso malicioso – estarei aguardando ansiosamente pela sua ligação, gata. Nos vemos na próxima! – Ele piscou o olho e saiu.

[...]

Depois de meia-hora, eu voltei para casa. Tomei um banho e descansei, estava na sala vendo televisão quando meu irmão saiu do escritório do meu pai, logo atrás dele estava Francis, que depois veio em minha direção e começou a perguntar como eu estava. Nathaniel me lançou um olhar frio antes de subir pelas escadas, apenas retribui com um sorriso de deboche, vitoriosa.

- Estou bem melhor, papai! – Respondi – Mas... – Abaixei a cabeça triste – O Nath me odeia agora! E eu não quero mais ver ele com aquela garota Raquel! Ela roubou meu irmão, pai! – Comecei a chorar lágrimas falsas.

- Já conversei com ele sobre o assunto. Infelizmente aquele menino não quer me ouvir, porém já o orientei. Não posso fazer mais nada, minha filha, porém garanto que ele vai se ferrar ainda por cair na daquela menina! Você me explicou detalhadamente todo o mal que ela vem te fazendo esse tempo todo, eu realmente acho imperdoável!

- Que pena, pai. Mas obrigado por me entender! – Sequei minhas lágrimas falsas e sorri – Aposto que aquela garota só está se aproximando dele por causa do dinheiro.

- É provável, – Ele disse – tenho que sair agora, se cuide, Ambre! – Me deu um beijo na testa e se retirou.

[...]

No próximo dia fui para a escola mesmo com a mão machucada, afinal, estava na época de provas. Quando entrei no corredor, me deparei com várias fotos espalhadas pelas paredes. Fotos minhas do dia do meu desastroso aniversário, na qual eu me encontrava com o rosto cheio de chocolate e também de quando o pessoal começou a me jogar coisas. Muitos olharam para mim e começaram a dar risadinhas ou cochichar algo.

Eu fiquei furiosa e gritei:

- Vocês ainda riem? Seus idiotas! Eu convidei muitos para minha festa e assim que agradecem?!

De repente um garoto um pouco mais baixo que eu, com óculos fundo de garrafa, apareceu e começou a puxar as fotos da parede, tirando um por um.

- Ela... ela tem...razão! – Confirmou o menino timidamente – vocês são muito ingratos! – Sua voz ficou mais firme – Não vêem que está a magoando? Não se brinca com a desgraça dos outros, seus... seus insensíveis!

- O que você pensa que tá fazendo, menino? – Resmunguei, o encarando. Nem o conhecia, por que diabos ele está se metendo aqui?

- Te ajudando? – Ele arqueou as sobrancelhas, e deu um sorriso quase invisível.

- Ôh, moleque! – Um dos valentões se posicionou na frente do Fundo de garrafa – Pode ir abaixando essa bola, aí, falou? Quem você pensa que é pra falar assim?! – Ele falava enquanto empurrava o menino que logo esbarrou nos armários.

- Eu... eu só falei a verdade... – Ele respondeu.

- Você ainda não baixou essa bola?! – O valentão agarrou o menino pela gola – Quer apanhar, é?!! – Gritou.

- Ei! – Interrompi sem saber o que fazer – Para com isso!

O valentão me olhou e soltou lentamente o menino, então sorriu:

- Tá do lado dele, Ambre? Sério isso? – Ele riu como se fosse algo patético – Coitada, ficou tão carente que resolveu ficar com esse fracotinho aqui!

- Eles formam um belo casal! – Um dos amigos do valentão falou, foi aí que toda aquela multidão de pessoas que cercavam a gente riu.

- Não é isso, seu idiota! Eu jamais ficaria com um cara como ele, ok? – Falei – Eu só acho covardia da sua parte bater em alguém tão fraco – Respondi.

- Dessa vez vou deixar passar... – O Valentão falou e se virou – Mas, dá próxima que você encher minha paciência, não vou perdoar, seu frango! – Ele cuspiu na cara do Fundo de garrafa antes de sair.

Então aquela multidão de pessoas foi indo embora aos poucos, até o corredor se encontrar mais calmo. O menino ainda estava lá caído no chão, cabisbaixo... ele parecia tão triste com a sua derrota. Fui caminhando em direção da sala, mas quando passei pelo menino, ele me chamou:

- Ei! – Ele gritou – Por que você é assim com as pessoas boas?

- Hã? – Fitei ele se levantando.

- Nada. – Sua voz era seca – Só tô passando a mudar de ideia, se algo tão ruim aconteceu com você, foi porque mereceu – Disse, jogando todas as fotos que havia recolhido no chão – Apenas lembre-se disso – Disse e foi embora.

[...]

As aulas passaram e finalmente era a hora de ir embora. Quando eu estava saindo, avistei uma cena: Aquele grupo de BadBoy estavam andando conversando, ao verem aquele menino dos óculos Fundo de Garrafa, resolveram azucrinar. Esbarraram nele de propósito, fazendo todos os livros que segurava caírem no chão. Então, um dos valentões disse:

- Não olha para onde anda, não? – O provocador ria – Ah, me esqueci que você usa óculos fundo de garrafa!

O menino tímido, permaneceu calado. O valentão continuou, ainda assim. Pegou os seus óculos e ficou brincando com os dedos. Então o menino começou a implorar que devolvessem:

- Me devolvam!

- Finalmente resolveu abrir a boca, né? Pena que é tarde demais, seu fracote. – O valentão pegou e jogou os óculos do menino em uma lata de lixo – Boa sorte na sua busca! – O Grupo de BadBoy se mataram de rir enquanto caminhavam até a saída.

O menino parecia não estar enxergando nada, estava perdido enquanto multidões de alunos passavam para lá e para cá pelo corredor, o empurrando. Eu caminhei até o latão e tentei pegar os óculos dele, sem me dar conta que muitos passaram a me olhar estranho por estar vasculhando um latão de lixo. Eu, porém, ignorei, mesmo me sentindo totalmente envergonhada. Quando consegui pegar os óculos dele, caminhei até ele e o coloquei sobre seu nariz e orelhas, fitando os olhos esverdeados tímidos do garoto.

- Toma... – Falei, constrangida.

- Por-Por que você fez isso?! – Ele estava vermelho, me encarando. Então me afastei quando percebi que estávamos muito perto.

- Não entenda mal, só fiz isso porque você meio que me ajudou hoje mais cedo – Respondi – Agora, minha dívida está paga. – Prossegui, estava desconfortável demais pois sabia que Peggy estava me encarando. Com certeza ela já tirou mil fotos desse momento agora e vai sair espalhando falsos boatos – Não me cause mais problemas! Acha que é legal vasculhar um lixo?! – Alterei o tom de voz.

- Obrigado. – Ele sorriu, um sorriso solto.

Eu fiquei um pouco envergonhada. Desde que aconteceu aquela tragédia no meu aniversário, todos passaram a me detestar. Mas ele foi o único que foi gentil.

- Já falei que não foi nada. Tchau! - Dei as costas para ele e saí de lá.

No meio do caminho, me lembrei do número que o Dakota me passou. Eu realmente estava curiosa, e não conseguiria esquecer o que aconteceu facilmente. Resolvi ligar para ele e saber o que ele tinha em mente:

- Oi, Dake. Sou eu, a Ambre! – Cumprimentei.

- Finalmente resolveu me ligar, né? – Escutei uma risada do outro lado da linha – Realmente está louca para ver aquelas meninas sofrerem, né?

- ...Sim! – Respondi me lembrando de tudo – Mas o que você tem em mente? – Perguntei.

- Não dá pra explicar tudo por aqui não, estou meio ocupado – Ele falou e em seguida ouvi do outro lado uma voz feminina, o chamando de “Gatinho, anda logo!”.

- Huh, já entendi! Outra hora eu te ligo, então.

- Calma, gata. Então faz o seguinte: Hoje, às 19:30 você vem me ver lá de frente o Café Amour Sucré, beleza? Para eu te explicar o procedimento.

- Ok, Ok. Não tenho nada agendado mesmo.

- Certo. Falou, então! – Ele disse e então desligou o telefone.

[...]

Quando deu o horário combinado, fui até o Café Amour Sucré. Depois de uns seguntos, o loiro apareceu, sorridente:

- Foi mal pela demora. – Ele falou.

- Tá, te desculpo dessa vez! Mas não vai achando que tenho todo o tempo do mundo, se combinou algo, cumpra! – Reclamei.

- Tá nervosinha, hoje, hein? – Ele disse.

- Claro! Estou de saco cheio!

- Mas calma lá, o plano é o seguinte: Eu não quero ver a Raquel com o Nathaniel, assim como você não quer ver a Samanta com o Castiel. Podemos fazer uma troca de favores, tá ligada?

- O quê? Quer que eu te ajude, então?

- Tecnicamente sim, e em troca eu dou um jeito na Samanta.

- Acho que vai ser fácil, meu irmão é trouxa que faz tudo o que quero! Conseguirei tirar ele facilmente da Raquel – Sorri – Mas quando a Samanta... não quero ver aquela menina nunca mais na minha frente!

- Ok. Antes quero que saiba que eu não faço nada de graça, pois meus trabalhos são sempre bem feitos. – Explicou Dake, como se levasse realmente a sério – você é toda cheia da grana, né? Pra ter feito aquela festa...

- Eu pago o quanto for necessário desde que eu nunca mais veja aquela Samanta! – Falei.

- Certo. Você quer que ela suma, né? É um serviço carinho... – Ele coçou a nuca – Já vi que vai dar um trabalho...

- Diz logo quanto você quer, e decido se pago ou não.

- Ok, pode ser dez mil então!

- O que?! Tudo isso?! – Estava surpresa – É um absurdo!

- Já entendi, então viva sua vida desgraçada até seus últimos anos... – Ele se virou e começou a andar.

- NÃO! – Agarrei no braço dele – Eu não disse isso... é que é muito dinheiro! Não pode fazer um desconto? – Perguntei, Dake ficou me olhando pensativo.

- Tá, já que está tão desesperada. – Respondeu – Faço por 5 mil então.

- Certo! – Sorri – Quando tiver conseguido, me avise que eu te pago! – Minha voz estava mais alegre, mas quando percebi que estava fazendo um acordo um tanto criminoso, perguntei: - Mas... que meios vai usar de fazê-la sumir?

- Existe outro meio além da morte? – Ele respondeu, como se fosse algo óbvio – De qualquer forma, Ambre, os meios não importam! Desde que ela simplesmente suma da sua frente, como você pediu. Então, você terá o Castiel todinho para você. Isso que importa, né? – Dake sorriu.

Isso soa tão estranho. Ele vai matá-la? Será que entendi bem? Eu... eu odeio a Samanta mas nunca pensei em morte! E se ela morresse, o Castiel ficaria tão triste... não, espera! Claro que não! Ele não a ama, e já não os suporto juntos!

- OK! Mas não precisa matar, não é necessário...

- Vai bancar a boazinha agora? – Ele me olhou bravo – Aliás! Não seria uma vingança completa, nesse caso – Ele falou – Mas relaxa, não vai acontecer nada a você. Eu tenho vários contatos também, eles podem se encarregar do serviço.

- Es-Está bem... – Falei, apreensiva.

- Combinado então. Tenho que ir, e lembre-se da grana, ok? Vou te dar um prazo para terminar com o relacionamento do Nathaniel e a Raquel. Três semanas. E quanto a Samanta, pode ficar de boa, meus serviços são rápidos. Em dias, você estará livre dela! – Ele piscou, me deu um beijo na bochecha e se virou – Até mais, caso queira me ligar em off, estou sempre disponível, gata.

Então eu voltei para casa. Antes de dormir fiquei me perguntando se isso era mesmo o que queria.

P.O.V Castiel ON

Acordei na segunda-feira exausto, no domingo passei o dia ensaiando umas músicas e isso me cansou um pouco. Mas para ser sincero, o que me deixou mais exausto foi ter recebido uma ligação do empresário dizendo o dia da minha viagem. Sim, já vou para a turnê em breve. Mas como estou em período de provas no colégio, preciso fazê-las antes de partir. Eu realmente estou arrependido de ter assinado um contrato no qual confirmo minha presença nos shows e tudo mais, naquele tempo eu não esperava que fosse me apegar a Samanta.

A Samanta havia faltado e eu não sabia o motivo. Hoje nem vou ter muito tempo para falar com ela, pois o meu empresário marcou uma reunião, na qual vai estar reunido todos os parceiros da banda. E essa reunião não vai ser aqui, mas em outra cidade que não fica tão longe assim, uns 170 km de distância aproximadamente.

Quando as aulas acabaram, tentei ligar para ela, mas não deu certo. Desisti e parti para minha viagem, estava dentro de um metrô.

P.O.V Samanta ON

Eu não fui para a escola pois havia perdido o horário... ao acordar, percebi que no meu celular tinha uma ligação perdida do Castiel. Tentei retornar, mas não adiantou, disse que o celular dele estava sem área. Então simplesmente deixei para outra hora, imagino que ele esteja ocupado!

Minha irmã não estava em casa, olhei para o relógio e percebi que a aula deve ter acabado não faz muito tempo, então provavelmente ela está passeando pela cidade, como sempre. A mesma coisa com minha mãe, mas no caso está no trabalho. Desde que meus pais se divorciaram às coisas ficaram bem corridas para ela, nunca para em casa! É bem raro!

Eu resolvi então preparar algo para comer, fui até a cozinha após ter escovado os meus dentes e comecei a cozinhar macarrão com atum. Quando conclui todos os procedimentos e deixei a panela no fogo à espera de chegar no ponto, a campainha tocou.

Me perguntei mentalmente quem seria a esta hora e corri em direção da porta, destravei as fechaduras e quando finalmente abri, deparei-me com dois homens. Ambos vestiam uniformes iguais da cor branca que continha um Slogan “Associação Contra-Dengue” no lado esquerdo do peito, também luvas azul-claro nas mãos e apenas um deles segurava uma maleta preta, enquanto o outro segurava uma caderneta, então o mesmo indagou:

- Boa tarde! – Ele olhou para sua caderneta e prosseguiu: – Aqui é a casa da Sr. Juliana? – Perguntou agora olhando-me nos olhos.

- Sim, é... mas ela não está no momento! – Respondi.

Ele suspirou e pegou a caneta que estava pendurada em sua orelha e disse:
- Você é a filha dela, certo?

- Sim.

- Então sem problemas, viemos aqui para verificar a casa. Somos de uma Associação que combate à dengue. Permita-nos entrar? Será bem rápido. – Ele disse e sorriu.

- Claro, fiquem à vontade. – Saí de frente da porta, deixando-os adentrar.

Me sinto desconfortável quando vem pessoas estranhas aqui.

- Pode me mostrar a sacada, por favor? – O mesmo que segurava a caderneta perguntou. Assenti com a cabeça e o levei até onde havia pedido.

Chegando lá ele ficou examinando lugares onde provavelmente encontraria água parada concentrada. Ele pegou um dos vasinhos de flores que havia ali e ficou o analisando.

- Sua mãe... – Ele começou a dizer, mas com a voz baixa, então me aproximei um pouco mais para entender melhor.

- O que tem ela? – Perguntei, ao lado dele, olhando para o vaso também.

- Nunca lhe disse que é perigoso deixar estranhos entrarem? – Terminou de dizer, abaixando levemente o vaso para me olhar. Seu olhar era inexplicável, de certa forma penetrante e misterioso. Senti um leve arrepio na espinha e impulsivamente recuei com um passo largo.

- Sim, sim... já me fa-falou sim. – Desviei o olhar, totalmente desconfortável.

Um silêncio estranho ainda permaneceu, então ele sorriu de canto e falou:

- Você está assustada? – Perguntou ele. Balancei a cabeça, negando.

- Não! Claro que não... – Menti – Você não me faria mal. Até porque trabalha em algo que ajuda as pessoas.

- Tem razão. Pois quem se encarrega do trabalho sujo, não sou eu, – Ele falava e então seu olhar foi para algo atrás de mim, e aos poucos um sorriso malicioso foi se esbouçando em seus lábios – Mas sim ele! – Quando ele terminou de falar, virei para trás rapidamente para ver o que era.

Foi quando deparei com aquele homem que antes segurava uma maleta, arregalei os meus olhos, completamente confusa. Corri para o lado, passando pela porta de vidro que estava aberta e fui até o meu quarto, avistando meu celular em cima da cama. Minhas mãos tremiam, estava com um pressentimento muito ruim. Aliás, esta sensação não me era desconhecida... já senti isso uma vez, quando o Dake quase me sequestrou. Comecei a discar o número do Castiel, errei alguns números, tentei corrigi-los, mas antes que pudesse clicar para efetuar a ligação, senti algo ser pressionado contra a minha boca e nariz um tecido branco que continha um odor muito forte.

- Acha mesmo que pode fugir? – Aquela voz rouca disse bem próxima ao meu ouvido, enquanto suas mãos ásperas tocavam o meu rosto.

Mal pude reagir, minha cabeça começou a doer e vi tudo perder o foco. Com muita dificuldade apertei em efetuar ligação antes que meu celular caísse de minhas mãos, que já estavam trêmulas demais para segurá-lo. Não conseguia entender o que estava acontecendo. Simplesmente apaguei. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!! *u*


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