História Minha Mãe Me Vendeu? - Livro 2 - Pedro - Capítulo 45


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Continuado, O Vizinho Valentão, Pedro
Exibições 6
Palavras 2.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Capa: Victor e Victoria Pereira Andrade, irmãos de Pedro e Jon

Capítulo 45 - Capítulo 45


Antônio: - Só se você quiser, não te obrigarei a nada, só queria ser honesto com você e tirar de mim 20 anos de angustia.

P: - Certo, se não preciso, então não faz diferença... Por que você quer isso? O que vai mudar? Agora você esta livre de nós realmente, livre da Lena furacão e tem uma nova família linda amorosa e com crianças modelo de beleza e notas. Para que ser legal com a gente para abandonar depois? - Ele ainda batuca na mesa com os dedos.

Antônio: - Você está enganado aí. Eu abri mão de tudo, menos de vocês. - Ele vê Pedro o olhar com desconfiança de novo. - Eu entreguei tudo, Peguei um dinheiro que seu avo me deu e montem uma pequena firma de transporte, tem 1 dias só, mas eu presto serviço para alguns amigos que estão em apoiando. Não tenho mais nada com a empresa, não tenho mais a casa, vendi os 2 carros, dei a parte da sua mãe e paguei 3 meses da escola dos meninos, incluindo Jon e tentei pagar a sua mas me lembrei que seu noivo já pagou. Paguei 5 meses do plano de saúde de vocês todos, por que empresa no inicio não da lucro todo mundo sabe, pelo menos vocês tem que estudar e ter saúde. O resto a gente se vira.

P: - Pera ai... - Ele põem a mão na testa, emite alguns sons e da alguns suspiros. - Você realmente largou tudo para trás?

Antônio: - Sua mãe me segurou com ela por 22 anos me odiando, apenas pelo que eu tinha, ela que fique, eu quero terminar minha vida em paz, sendo pai dos meus 4 filhos e vivendo ao lado de alguém que realmente me ama. Eu fui covarde tempo de mais. O André falou e fez coisas por você, que praticamente me lavaram com palha de aço, arrancando toda casca de covardia que eu tinha e me fez enxergar que se você ama alguém, você precisa lutar por ela, independente do que tenha que enfrentar.

P: - Certo, não vou mentir, eu poderia te bater com esse copo aqui e agora. - Ele volta a batucar na mesa. - Mas não é por você ter tido outra família e sido pai dos outros gêmeos... Agente ainda vai conversar sobre isso... espera ai... - Ele faz sinal com a mão também o mandando esperar. - Mas, nada de deixar nada para dona Lena não, ela não merece não.

Antônio: - Você acha que o Jonathan vai querer morar comigo? Sabendo que existe outras crianças lá? Logico que não vai, ele precisa ter onde morar,não é para Lena que estou deixando as coisas, é para vocês.

P: - Jon, apenas para o Jon, eu quero distancia daquela mulher, e da sua casa também, foi mal.

Antônio: - Eu sei. Eu sei...- Ele sente o impacto da honestidade do filho - Mas a empresa é herança de vocês, se eu ficar lá, pode dar merda, por causa do meu nome na lava jato e não posso prejudicar o futuro de vocês.

A: - Como você chegou aqui? - Aparece com um rosto de quem acabou de acordar e de samba canção. - Como sabia onde era minha casa?

Antônio: - Perguntei ao seu Pai.

André puxa uma cadeira e se senta atrás de Pedro o abraçando e ele encosta a cabeça no peito de André.

A: - Está tudo bem? - ele se inclina para olhar o rosto de Pedro.

P: - Sim, estamos tendo um papo até que saudável aqui. Meu pai tem filhos! - Ele fala isso olhando para André com um rosto surpreso. 

A: - Sim, ele me contou, queria saber se você aceitaria, mas eu esperava que ele viesse depois de você sarar. - ele olha de cara feia para o sogro.

Antônio: - Desculpa, eu não podia, são 2 dias de silencio mortal de Lena, essa mulher, quando ela fica quieta...

P: - Ela esta se preparando para destruí o mundo. Eu no lugar dele faria o mesmo, não o culpo por isso amor. Ele até que esta parecendo uma pessoa de verdade agora, por pouco não quis da uns gritos aqui, mas ele está até me fazendo ter vontade de dar uma chance a ele. - Ele olha para o pai. - Só a você, nada de esposa e filhos. - Ele faz seu rosto de desdem.

Antônio: - Sem ninguém, você não precisa. Só quero uma chance de ser para você o que não fui.

P: - Vou te dar uma chance. Primeiro porque eu sou um idiota sem um pingo de amor próprio e eu quero muito ter um pai.

Antônio: - Não acho isso de você, mas tudo bem.

P: - Segundo que, pela primeira vez na vida você saiu da sua zona de conforto e veio atrás de mim, esta na merda e gastou com passagem para me ver. Você poderia ir viver bem com sua família perfeita, nada ia mudar, você ainda ia ser o banana de sempre.

Antônio: - Eu já estou começando a me acostumar a ser tratado assim. - Ele olha para André que apenas sorri e continua sem se meter.

P: - Mass.. Você teve todo esse trabalho, vendeu seu carro para pagar escola do meu irmão, pagou meu plano de saúde. Pai eu estou aqui, não da para usar aqui, deveria ter guardado o dinheiro. - Ele balança a cabeça em negação.

Antônio: - Nem pensei nisso, estava preocupado com vocês de mais.

P: - Eu vou tentar arrumar estagio, assim posso cuidar do meu irmão, não precisa se preocupar com dinheiro para ele.

Antônio: - Nem pensar, você precisa se formar, se você cair doente de novo por trabalhar de mais ele vai se sentir culpado e eu tambem. Eu dou um jeito, sua avó falou que vai cuidar do básico para eles dois.

A: - Se for para o Jon. Unicamente para o Jon eu ajudo. Não se preocupe e estude. - Foi a primeira vez que ele falou alguma coisa.

P: - Quando você ligar eu te atenderei, quando quiser me visitar eu te receberei, serei cordial e tentarei ser um filho legal, é tudo o que posso te oferecer.... Ah e ajudarei você a conversar com o Jon.

Eles escutam uma porta bater e Pedro já assume que seria seu irmão que tinha acordado.

P: - Jon! Temos visita. - Ele grita da cozinha.

J- Quem é desta vez? - Ele chega parecendo um zumbi - Ai puta que... Eu não vou voltar agora! E não vou me separar do Danilo! - Ele já vai se defendendo e se enfia atrás de André.

Antônio: - Não vim te levar de voltam e você faz da sua vida o que bem entender, não ficando doente, se matando, matando os outros, roubando como eu fiz, eu já estou feliz.

J: - Nossa! - Ele olha em cima da mesa o que eles estão bebendo. - Botou o que na bebida dele?

P: - Não sei, ele está estranho, foi de Banana a Pai da noite para o dia.

J: - Será? Isso está com cara de armação.

Danilo entra na cozinha e toma um susto ao ver o pai de Jon lá. Ele não sabia o que fazia nem para onde ia e o cumprimentou apenas com a cabeça.

Antônio: - Olá Danilo, Não vou te fazer nada, pode se sentar. - Ele da um sorriso. - O que tem nesses irmão Vila Nova que encantaram meus dois meninos?

Dan: - Meu pai me perguntou algo parecido. - Ele fala ao se sentar. - Biscoitos. - Ele abre um sorriso.

P: - Sentem os dois, vou falar uma coisa séria aqui.

J: - To indo, só eu pegar mais biscoito. - Ele enche a mão e se senta do outro lado da mesa ao lado de Danilo.

P: - Alguém abduziu nosso pai e transformou ele em um cara digamos que legalzinho.

J: - Ainda pode ser armação. - Ele mantém sua hipótese. 

P: - Cala a boca e escuta, eu também acho que pode ser mas não custa tentar da uma chance a ele. - Ele puxa o pote de Biscoito e faz cara feia. - Se não me ouvir, nada de biscoito.

J: - Ta ta, agora passa para cá. - Ele puxa o pote e olha para o irmão enquanto come.

P: - Papai se separou da mamãe.

J: - Beleza, já começou bem... - Ele olha para o pai e faz um joinha para ele com o polegar. - Já devia estar sendo tenso tomar tanto soro antiofídico.

Antônio: - Gente esses meninos são sempre assim? - Ele olha para André.

A: - Eles estão sendo legais com você ainda... Por ser pai, aquela onda de respeito.

Antônio: - Pow! - Ele se surpreende.

P: - Voltando, agora é a parte que choca. Não bata na minha mesa de vidro linda se não te mato! - Ele aponta o dedo para o irmão.

J: - Combinado.

P: - Papai como o pai do Danilo, tem outra família com um filho e uma filha.

Jon engasgou com os biscoitos e Danilo deu um pouco da água que estava na mesa para ele.

J: - Mano até meu pai com aquela pinta de burro cansado pegava mais mulher que eu? - Ele toma mais água. - Me diz pelo amor de Deus que eu nunca comi minha irmã!

P: - É só nisso que você pensa agora? - Pedro o encara perplexo.

J: - Vou fazer o que chorar? Eu nunca tive pai mesmo que diferença vai fazer? Agora comer irmã é furada maluco. Eu ainda pretendo ir pro céu.

Dan: - Você poderia ter agido assim... Fora a parte de Comer o irmão. Claro. - Ele olha para André rindo.

A: - A diferença é que meu pai era pai né!?

Antônio: - Eu ainda estou aqui e ouvindo vocês falarem sabiam?

P: - É para você ouvir mesmo, se veio pedir perdão tem que escutar até o fim o que a gente acha de você. Seja forte homem! - Ele da tapinhas no ombro do pai.

Antônio: - Pelo menos não fui jogado do prédio.

A: - Não dê ideia a eles... - Ele balança a cabeça em negativa.

P: - Eu duvido que a Victoria tenha te dado mole.

Dan: - Vic? A das fotos da escola? Ela é imã de vocês? - Ele abaixa a cabeça e começa a se entupir de biscoitos.

J: - Ufa ela sempre me deu uns cortes épicos, eu ainda posso ver a escada para o céu. - Ele vira para Danilo e puxa o pote de biscoitos. - E que porra de expressão  é essa ia?

Dan: - Nunca toquei nela, eu juro! Ela não quis, mas não foi por falta de tentar. - Ele olha para Jon com um rosto de quem sabe que fez coisa errada.

Antônio: - Pelo menos ela não caiu na lábia dos piores né. Não entendo como eles acabaram juntos,

P: - Bem vindo ao clube, mas você acostuma, hoje eu até gosto dele. - Ele sorri para Danilo. - Mas em resumo é isso. Ele está arrependido, tem uma família linda, a casa ficou para você e para a mamãe, a empresa é herança nossa e ele deixou e agora está com uma transportadora, você não comeu a sua irmã e eu aceitei dar uma chance para ele desde que eu não seja obrigado a ter contato com a outra família dele.

J: - E o tio Dino? - Ele olha para o Pai.

Antônio: - Todos os tios e tias estão na minha nova casa, não se preocupem. 

J: - Ok. Estou com ele. - Ele aponta para Pedro. - Mas eu sou colega do Victor ele, joga comigo na lan house e tals. A Vic não fala muito comigo por que eu sempre canto ela quando eu vejo. - Ele olha para Danilo. - Cantava, can ta va - Ele se defende -  Ela é gata vai! - Ele ri - Mas não me importo em me aproximar da família dele não, desde que nos trate igual.

Antônio: - Isso é obvio. Mas respeito o seu irmão, ele sofreu mais que você, então precisamos dar um tempo a ele.

P: - Bom que sabe. Então estamos acordados, não quero choro, abraço essas coisas de filme. Quero ação, quero demonstração. Me convença senhor Antônio Andrade, me faça confiar em você.

Antônio: - Melhor do que nada. Obrigado.

Havena chega e se assusta com o aglomerado de gente na cozinha logo pela manhã. Ela cumprimenta todo mundo e vai para o fogão fazer algo para eles comerem.

A: - O senhor deve esta Cansado, tem um quarto no fim do corredor quer tomar um banho ou coisa assim?

Antônio: - Eu vou para um hotel, não posso forçar a convivência. - Ele fala sem graça.

P: - Para de show, vai deitar la no quarto, toma um banho, se você não conviver, não vai adiantar nada essas 12 horas de viagem. A Havena esta fazendo algo para comer, você dorme depois de comer.

Antônio: - Não vou negar nada mais para você e nem negar que quero ficar pelo menos hoje ao seu lado. Vou pegar minha bolsa no carro. - Ele se levanta com dificuldade pela dor nas costas da viagem e vai até a porta.

P: - Eu vou com o senhor. - Ele olha para trás. - E vocês vistam alguma coisa! Havena não é obrigada a ficar vendo desfile de samba canção na cozinha as 9 da manha. 



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