História Minha Mãe Me Vendeu? - Livro 2 - Pedro - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Continuado, O Vizinho Valentão, Pedro
Visualizações 13
Palavras 1.608
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 46 - Capítulo 46


No elevador Pedro balançava seu corpo para frente e para trás tentando esconder o nervoso de estar perto do seu pai. Ele olhava para o pai pelo espelho e quando o via o encarar de volta ele desviava o olhar, Antônio sempre sorria da cena, mas se mantinha calado. 

P: - Por que deixou seu carro na rua? - Ele pergunta ao ver o pai abrir o porta malas. - Tem vaga aqui dentro, ainda mais carro alugado. - Ele procura o controle no bolso. - Entra e põem ao lado do de uma Ferrari preta, box 6. 

O pai obedece e entra com o carro na garagem o estacionando na vaga do filho. Ele sai do carro e Pedro já estava parado o olhando encostado em uma pilastra. 

Antônio: - Isso aqui é para você. - Ele entrega uma bolsa de papel grande e colorida para Pedro - Espero que ainda me lembre do que você gosta. 

Pedro encara o pai ainda achando tudo aquilo estranho mas não iria reclamar de ganhar presente.

P: - AAAAAAAAAAA! - Ele grita e sorri. - Doce de leite! - Ele olha para o pai sorrindo. - Torrone caseiro? Sério que você achou? - O pai assentiu sorrindo. - Bombom da cacau show! Frutas em calda. - Ele falou tudo que havia na bolsa. - Eu estou no céu e no inferno agora. 

  Antônio: - Como assim? Eu fiz algo errado? - Ele se preocupa. 

P: - As loucuras de vocês me causaram ansiedade e eu comi tanto doce que estou com a glicose alta, agora preciso comer com moderação. - Ele faz cara de choro. - Eu quero comer sem moderação!!! - Ele bate os pés no chão. 

Antônio: - Então devolve! - Ele estende a mão e Pedro quase rosna. - Da aqui que vou te comprar algo saudável. - Ele começa a rir. 

P: - Eu não, você me deu e agora é meu! - Ele faz língua e começa a andar na frente.  

  Antônio: - Ei, me espera! Se não esperar não ganha o resto deles... - Ele vê Pedro parar e se virar instantaneamente. - Eu sei que é um pouco tarde, mas eu recebi de Dino suas cartas, 4 delas. Eu teria desistido, mas você sempre manteve a fé de que iria receber o que pedia. Isso me fez ter mais coragem ainda de te procurar, essa criança que mesmo sofrendo tinha certeza que alguém iria olhar por ela um dia, ela merecia um pai. Desculpa demorar 20 anos para tomar vergonha na cara e ser homem o suficiente para ser o que você esperava. 

Pedro olhava para seu pai segurando choro ao ver suas cartas nunca respondidas a papai noel.  

  Antônio: - "Papai noel, eu queria muito poder ter um dia no parque de diversões com meus pais." - Ele lê a primeira carta que provavelmente foi escrita por um professor. - Esse é um passaporte sem data de uso para Disney, quando você estiver pronto para me aceitar eu vou lá com você meu filho. Desculpa sua mãe não ir, mas eu irei. 

Pedro pega o passaporte e dentro tem 4 ingressos individuais. Ele olha para seu pai sem conseguir fazer muita expressão para não chorar. 

Antônio: - "Papai Noel, eu não quero te pedir algo tão difícil dessa vez." - O pai para de ler e segura o choro. - "Eu queria ganhar apenas um carro elétrico igual ao do meu irmão."  - Ele termina de ler e olha para o filho procurando forças para não chorar. - Eu acho que não adianta muito um carro elétrico, aquele carro é de 2 mão, mas com o que eu tenho é tudo que eu posso te dar. - Ele aponta para o Subaru WRX azul que Pedro achou ser alugado. - Eu deixei ele reservado com a ajuda do secretário do  André e peguei ele a caminho daqui.

Pedro vê o pai estender a mão com o chaveiro do carro, até no chaveiro ele pensou, era o chapéu do harry potter. O rosto de Pedro continuou inexpressivo, mas uma lágrima teimosa escorreu e ele logo secou assim que pegou a chave.  

  Antônio: - "Eu não gosto de você, por que você sempre escuta meu irmão e a mim não? Tomara que você caia do seu trenó e quebre a perna!" - O pai seca suas lágrimas e continua a ler. - "Seja mais competente e me traga um play station" . Então esse seu gênio começou com 8 anos? - Ele sorri. - Eu não pude te trazer isso, nem sei se você gosta ainda, mas comprei isso no Aeroporto.

Pedro pega a sacola da Apple e vê um MacBook. Ele olha para o pai ainda com lágrimas escorrendo e finalmente da um sorriso.

P: - Eu sempre quis um desses. - Ele fala se entregando as lágrimas. - Eu sempre quis um desses. 

Antônio: - Essa última você entregou a dino antes de ir para a Inglaterra. você se lembra dela? - Pedro assente com um balançar lento de cabeça. - "Eu não quero nada caro, nem nada que possa te dar trabalho para carregar. Será que se for assim você me traria o presente? Eu queria poder morar aqui, estou com medo de morar em outro país, eu não vou ter o Dino pra cuidar de mim lá."

As lágrimas escorriam sem parar dos olhos dele. Ele olhava para seu filho que estava ali na frente dele sem armas, sem ofensas e principalmente sem Lena para atrapalhar e tudo o que ele queria era poder abraçar ele. 

  Antônio: -  Agora é muito tarde para eu te dar um lar com nós quatro lá dentro, ou cinco contando com seu tio Dino, mas a minha casa sempre estará aberta para você, meu filho, meu pequeno Pedro. - Ele encara seu filho que parece agora estar numa briga interna. 

P: - Por que? - Ele chora e começa a andar em círculo. - Por que agora? Por que quando eu decidi apagar vocês da minha vida, você me aparece sendo tudo o que eu queria? Você acha isso justo? - Ele põem as sacolas no chão e vai andando na direção do pai. - Eu te odeio muito! Você me fez ser uma pessoa seca. - Ele bate no peito do pai que apenas chora o deixando por sua raiva para fora. - Você me fez ser uma pessoa egoísta. - da mais um soco. - Me fez mendigar afeto de amigos. - Outro soco. - Eu só queria um sorriso, era pedir de mais? Um "Meu filho como foi na escola?" ou um "parabéns por vencer sua olimpíada de matemática". Eu queria ter vocês medindo minha febre quando eu estava com gripe, queria ter pelo menos uma assinatura de vocês em meu boletim. Em todo meu histórico só tem Dino. Só meu tio Dino. Eu nem conheci a minha Avó. Quem sabe se eu a conhecesse eu teria a chance de ter um pouco de amor. 

Ele botou a cabeça no peito do pai e começou a bater nele sem parar e chorar. Ainda chorando muito Antônio fecha seu filho nos seus braços e eles ficam ali chorando juntos. André aparece e fica de longe olhando os dois, se alguma coisa ruim acontecesse ele iria, mas agora ele estava feliz, o Pedro tinha posto para fora de verdade, não estava de ironia como lá em cima. 

P: - Eu não falei que não queria essas coisas de lágrimas e abraços? - Ele fala olhando para o pai sem sair do abraço dele. 

  Antônio: - Desculpa, eu esperei 20 anos para poder fazer isso, podemos ficar assim só mais um pouco? 

Pedro volta a por a cabeça no ombro do pai e Antônio passa a mão nos cabelos do filho com uma mão e o aperta forte com o outro braço. André começa a se aproximar e pegar as sacolas que estavam no chão e  Pedro se vira para ver seu noivo e sorri para ele. 

A: - Está feliz meu amor? - Ele pergunta sorrindo e Pedro assente com a cabeça. - Antônio, ele ainda não pode passar por muitas emoções, ele precisa se deitar um pouco. Me desculpa. 

Antônio sorri e começa a se soltar de Pedro de vagar.

  Antônio: - Vamos subir? - Pedro assente com um meio sorriso. - Me empresta a chave do seu carro para eu trava ele? 

Pedro entrega e Antônio pega a mala e algumas sacolas que ainda estavam no carro e ativa o alarme. Ele volta até seu filho e devolve a chave do carro e eles sobem para o apartamento de novo. 

A: - Jon? - Ele chama e o escuta gritar em resposta ao longe. - Trás um travesseiro e uma coberta para sala por favor? 

André senta Pedro no sofá, já no elevador ele começou a passar mal de novo, ele estava com o sistema nervoso muito debilitado então qualquer emoção o fazia fraquejar. Jon chega correndo e entrega os itens pedidos para André. André deita Pedro e o cobre, Jon volta da cozinha com um copo de água que entrega a Pedro e ele toma mostrando como suas mãos tremiam.

P: - Vai ficar todo mundo me olhando com essa cara? Não vou morrer disso não! Ainda tenho muito que bater em vocês! - Ele olha todo mundo de cima a baixo de uma só vez e se acomoda mais no travesseiro. 

Havena trás as delícias que ela preparou e arruma tudo na mesinha de centro para que todos pudessem comer ao lado de Pedro. Eles comeram tudo enquanto conversavam e viam TV. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...