História Minha Mãe Me Vendeu? - Livro 2 - Pedro - Capítulo 51


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Continuado, O Vizinho Valentão, Pedro
Exibições 4
Palavras 1.243
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 51 - Capítulo 51


Sentando na mesa do escritório usando o computador que seu pai lhe deu, para fazer os exercícios que recebeu por e-mail, enquanto André trabalhava sentado de frente pra ele, Pedro estava tentando se manter com a cabeça cheia, mesmo sendo sábado ele não queria sair e não queria fazer nada a não ser esperar por notícias.

A: - Amor, ainda faltam duas horas para eles chegam, você já está a dez horas nessa agonia.

P: - Preciso saber como eles estão. Só isso, mas vou continuar assistindo essa maravilhosa operação de fígado e fazendo minha resenha.

A: - Agora você entende porque botei sua mesa de frente pra minha? Não sou obrigado a ver essas coisas. - Ele faz cara de nojo.

P: - Fraco! Vejo essas coisas batendo mó pratão de arroz com feijão ainda.

A: - Por isso, você tem vocação ou é doido. Estou meio indeciso quanto a resposta.

P: - Estou mais para diodo. Falando nisso posso comer um torone? - Ele faz um rosto pidão.

A: - Só um!

P: - Ebaaa! - Ele sai correndo para a cozinha e volta trazendo dois.

A: - Era um, seu teimoso!

P: - O outro é seu! - Ele coloca na mesa e volta a olhar para a tela.

A: - Esse garoto, ele é esperto de mais... Não adianta me comprar  com doces - ele da a primeira mordida na barrinha. - Adianta sim!

Pedro começa a rir da cara de prazer que André faz ao comer, Pedro ama esse doce desde criança, quando ele ganhava dinheiro de Dino, que agora ele sabia que era seu pai quem dava, isso era a primeira coisa que ele comprava.

Três horas se passaram e nenhuma ligação chegou, Pedro estava com medo de ligar para o pai e ter uma decepção. Então por mais que ele tenha aberto o contato e ficado com o dedo sobre o telefone verde, ele não apertava nele para iniciar a ligação.

Quatro horas depois o telefone toca e ele atende no primeiro toque.

Antônio: - Eiii! Tava ansioso? - Ele escuta o pai rir do outro lado. -  Não pode, olha sua pressão meu filho.

Ele ainda era o mesmo, Pedro sorriu e ficou tão feliz que até esqueceu de falar.

Antônio: - Ué ficou mudo? 

P: - Tô aqui!- Ele fala esbaforido -  Demorou... Estava com a família?

Antônio: - Sim. - Pedro já fica triste por ciúme. - Fui levar Jon para casa e vi minha mãe, tinha anos que não a via, aos 44 ainda tomo sermão...

P: - Achei que estava falando da sua outra família...

Antônio: - Nem cheguei lá, fui ver mamãe primeiro. Jon ficou um pouco abalado com a notícia mas está bem, Danilo ficou com ele.

P: - Pra alguma coisa ele tem que ser útil. - Ele ri - Sou tão acostumado a falar dele que a mania não sai. E a sua mãe? O que ela veio fazer aqui já que ela nunca ligou para gente?

Antônio: - Ela descobriu ontem tudo sobre vocês, ela não sabia de nada e ficou louca. Ela falou que quer muito te ver.

P: - E a mansão? Vai levar sua família para lá?

Antônio: - Não! Aquela é a casa de vocês, nem pensar que eu colocaria alguém lá. Seria falta de respeito com vocês dois.

P: - Obrigado. - Ele sorri feliz - Eu não moraria lá de jeito nenhum. Só tenho memórias ruins lá.

Antônio: - Como você ficou com a notícia? Está tudo bem?

P: - Sendo bem honesto, depois de ver o vídeo, deixei de me importar de vez. Aquela mulher precisa de tratamento. Ela não é normal não pai. 

  Antônio: - Chega uma hora em que nem meu bom senso quer a defender, mas, ela é sua mãe. Tente não ter tanto rancor ok? 

P: - Eu sei que você está fazendo sua parte. - Mas ele ainda estava com um rosto de desdem. 

Antônio: - Agora, eu vou ter que lidar com um bando de repórter que esta na frente da minha empresa. Como se minha vida já não fosse louca o suficiente. - Ele ri - Fica bem viu? Me liga qualquer coisa. Ah! eu não estou mais na merda, a vó de vocês fez um investimento em mim e me deu alguns clientes. 

P: - Uia, Ela não é de todo ruim... Que bom pai. Sucesso para você e cuidado com o que fala com esse povo, eles são mais espertos do que você imagina. 

A ligação acaba e Pedro fica lá sorrindo sozinho, o assunto pode não ter sido dos melhores, mas seu pai não mudou, ele volta a olhar para a tela do computador em sua briga interna, tentando se privar desse sentimento, sua autopreservação era maior que seu anseio por uma família. 

PJ2V Transportadora. Bertioga, SP - Brasil. 

Antonio desce do carro sem deixar o motorista abrir a porta, agradece a ele e caminha até o enxame e abelhas pronta para dar o bote nele que estava em frente a empresa. Ele é completamente cercado e todo tipo de pergunta foi feito e ele respondeu todas o melhor o possível para não denegrir a imagem dos filhos. Quando lhe foi perguntado sobre a esposa, ele falou que estava separado dela a anos já, só moravam na mesma casa pelo bem dos filhos, Quando lhe foi perguntado o por que de ela ir presa ele respondeu que ela fez desvios de verba da empresa da mãe dele e que ela vendia falsificações. Quando lhe perguntaram como estavam os filhos com a noticia, ele foi evasivo e respondeu que os dois estavam tentando lidar com a situação da melhor maneira possível, e que processaria qualquer um que os atrapalhasse a viver e estudar para ter um furo de noticia. Os repórteres não ficaram muito contentes com a resposta dele, mas ele se mantinha firme lá olhando para eles com um semblante cansado, pela viagem e meio triste pela noticia. 

Ele escutou uma série de perguntas e respondeu elas da melhor maneira possível. Quando lhe foi perguntado o por que de ele trocar de empresa, ele foi extremamente honesto, mesmo correndo o risco de perder tudo. 

Antônio: - Eu vivi com uma esposa para manter as aparências para essa sociedade hipócrita que vivemos e para ficar perto dos meus filhos, mas eu tinha outra família, uma esposa de verdade, que me amava e cuidava de mim, aceitou toda essa bagunça da melhor maneira possível, tenho dois filhos com ela, também gêmeos. Então o nome da empresa é o nome dos meus 4 filhos. Pedro, Jonathan, Victor e Victoria. Esse vai ser o meu legado para eles. 

A equipe começou a perguntar a ele coisas sobre a nova esposa, filhos e ele se negou a responder sobre isso, o assunto era Marilena, ele não tinha que falar da sua vida pessoal. O advogado da família chega a empresa e é recebido por Antônio com um sorriso, ele se aproxima e segura a mão dele o cumprimentando e logo se vira para as câmeras. 

- O meu cliente não vai responder mais perguntas no momento, esse caso vai correr em total sigilo a pedido da delatora para preservar a imagem dos seu filho e netos. Peço total compreensão de vocês sobre isso. - Dr Machado sorri para as câmeras e começa a andar segurando Antônio nas costas o ajudando a entrar na empresa. 



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