História Minha Mãe Me Vendeu? - Livro 2 - Pedro - Capítulo 55


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Continuado, O Vizinho Valentão, Pedro
Exibições 2
Palavras 1.306
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 55 - Capítulo 55


P: - Aqui, seu suco. - Ele entrega o suco ainda atônito.

V: - Delicioso, adoro laranja. - Ela sorri. - Pode falar meu amor, eu vim aqui para te responder todas as suas perguntas.

A: - Amor, pode que saiu tão cedo da... Ahhhhhhhhh! - Ele grita e volta correndo pro quarto por estar vestido apenas com uma cueca boxer.

V: - Uuuuu! Gostosão hein!? - Ela fica o olhando de propósito.

P: - Ei... - Ele cutuca a avó. - Vamos brincar de não ficar olhando meu homem!?

V: - Desculpa. Faz muito tempo que a vovó não ver um homem seminu e ainda aparece um exemplar tão perfeito. - Ela ri, mas logo fica seria ao ver o rosto bravo de Pedro. - Já pedi desculpa. - Ela estava se divertindo muito ao irrita-lo.

Pedro suspira e pega seu copo de chá e bebe quase tudo de uma vez.

A: - Desculpa senhora Virginia. Eu não sabia que estava aqui. - Ele entra novamente na sala  alguns minutos depois vestindo uma bermuda e regata com um sorriso sem graça no rosto.

V: - Você estava melhor antes, mas te perdoo. - Ela sorri divertindo-se com o rosto vermelho de André. - Obrigada por se importar com o bem estar do meu neto, graças a você eu pude descobrir o quanto meus amados meninos sofreram.

A:- Não foi nada, faria muito mais por ele. - Virgínia sorri satisfeita ao ouvir isso. 

P: - Por que você demorou tanto para aparecer? - Ele continua, ele não tinha nada a esconder de André e não tinha a menor pena de atrapalhar a conversa deles. 

V: - Agora sim, isso você pode me culpar, eu valorizei de mais os bens materiais da família e de menos a família em si. Não tiro sua razão, mas sabe como é... Antes tarde do que nunca. - Ela se direciona a André. - Até onde eu sei, levou 6 anos para vocês estarem finalmente juntos, ele hoje vive o antes tarde do que nunca não é meu neto? - André sorri assentindo  e também se sente satisfeito por ser tratado como neto por ela. - Você levou 20 anos para ter um pai e hoje ele mostra para você o quanto te ama das maneiras mais loucas, eu nunca pensei em ver meu filho abrir mão até de sua herança para lutar pelos filhos e ele fez isso, porque? Antes tarde do que nunca. Eu sou uma velha, cansada, errada, omissa e orgulhosa, só porque não aceitava a esposa do meu filho, me negava a ver aquela nojenta e com isso perdi de ver meus lindos crescerem, mas hoje eu quero ver, hoje eu quero abraçar e mimar meus meninos. comprar roupas, encher de doces e varias outras coisas. Essas coisas de avó. Mesmo sendo muito tarde para isso, eu quero tentar.

P: - Eu queria entender uma coisa, por que você fez isso com a Lena? Por que você a prendeu?

V: - Ela ousou bater nesse lindo rosto, ela ousou te espancar sem motivos - Ela encosta a mão no rosto de Pedro e começa a escorrer lágrimas nos olhos dela, André não sabia desse detalhe e fica perplexo. - Dino me entregou os laudos médicos, tornozelo, braço, dentes, pulsos quebrados e diversos hematomas. Que mãe faz isso? Você é minha preciosidade, eu tinha fotos suas com medalhas e troféus de prêmios de ciência, matemática, feiras da escola, musica, línguas e varias faixas de aluno do ano e essas coisas. Eu tenho tudo isso em um álbum, também tenho as entrevistas, desfiles e essas coisas do Jon gravados em casa. Alguém que ousa tocar nos meus bebes. Eu não posso deixar sair impune.

P: - Então quer dizer que você fez tudo isso por mim?

V: - 50% por você, 20% por seu irmão, 20% por meu filho e 10% por mim. Ela me roubou, de diversas formas né.

P: - Então quer dizer que você gosta mais de mim? - Ele pergunta aparentemente feliz.

V: - Eu amo meus netos igualmente, mas eu tinha mais orgulho de você, meu menino inteligente, mas sempre pensei nos dois igualmente, 

P: - Então a senhora realmente quer nos conquistar? - Ela assente. - E quanto tempo você vai ficar no Brasil dessa vez?

V: - Até meu último suspiro. Agora moro oficialmente na minha antiga casa, que foi onde vocês cresceram. Mandei reformar ela e se quiser morar lá comigo está as ordens. 

P: - E meu irmão? Como vai cuidar dele? 

V: - Ele vai ganhar um apartamento, seu pai não quer que ele more lá, ele acha que aquele lugar trás lembranças ruins. Mandei ele escolher o apartamento que quiser que eu vou comprar para ele. - Pedro a olha abismado. - Não se preocupe, você tem o mesmo direito. 

P: - Meu sogro já nos deu uma cobertura na praia. Não se preocupe. Mas fico feliz de saber que ele vai ganhar uma casa para ele. Aquele lugar realmente, eu não me vejo morando la. 

V: - Triste, lá foi o lugar onde fui feliz e para vocês é totalmente ao contrário. Eu não sei quanto vai custar a escolha de seu irmão, mas depositarei para você a mesma quantia então. Ai você faz o que achar melhor com sua parte. 

P: - Virgínia, eu não quero dinheiro. Eu vivi sem ele todos esses anos, nem mesada eu tinha, vivia das migalhas do Jon e sempre vivi bem, eu quero uma avó, alguém que me faça sopas, me empurre comida o tempo todo, que me conte historias e que seja minha amiga. Só isso que eu quero. Não preciso de dinheiro, graças a meu noivo eu tenho uma boa quantia e o que eu não tiver ele vai me dar. 

V: - Eu posso! - Ela fala saltando no sofá sorridente. - Eu posso ser essa avó! Quer uma sopa agora? Faço uma de macarrão com carne moída que é divina. - Ela fala animadamente. 

Pedro e André se olham e sorriem, ela era realmente adorável, mesmo Pedro tendo se assustado com a audácia daquela senhoria astuta, ele já gostava um pouco dela a distancia por ver o esforço dela num contrato falho para unir sua família, por ter o vingado e mesmo nessa idade ela veio até os Estados Unidos em pessoa para o ver. 

P: - Se eu dei uma chance ao meu pai, acho que posso dar uma chance a ela também né amor? - Ele olha para André.

A: - Ela parece fazer uma boa sopa. Devemos aceitar? 

Virgínia fica olhando para um e para outro enquanto eles conversam entre sí.

P: - Será que ela sabe fazer aquelas coisas de tricô? - Ele ainda faz um pouco de hora com a avó.

V: - Eu sei eu sei. - Ela responde animadamente e Pedro sorri.

A: - Ai olha! Frio a gente não passa mais. - Ele brinca junto com Pedro. - Será que ela também sabe fazer aqueles doces de leite? 

V: - Eu sei! E compota de frutas também! Eu sei que meu Pedro adora doce de frutas. - Ela lança suas cartas mais altas.

P: - Humm... Ela já está quase me convencendo. - Escutando isso Virgínia sorri. - Ei vó a senhora sabe fazer leite queimado? 

V: - Sim eu s... - Ela para e presta atenção no que Pedro tinha falado e abre um sorriso enorme, as lagrimas começam a brotar dos olhos dela como cachoeiras. - O que você falou?

P: - Eu perguntei se minha avó sabe fazer leite queimado. - Ele sorri e a olha com carinho. 

Virgínia abraça os dois de uma vez já que estavam um colado no outro e chora muito no ombro de Pedro. Ele que também estava feliz e chorando, consolava sua avo acariciando aqueles cabelos ralos e brancos, enquanto sente o mesmo carinho na cabeça que seu noivo lhe fazia. 



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