História Minha Mãe Me Vendeu? - Livro 2 - Pedro - Capítulo 90


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Continuado, O Vizinho Valentão, Pedro
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 90 - Capítulo 90


O final de semana com a família de Pedro começou muito bem, ele fez uma torta doce para a sobremesa, fez quatro potes grandes de biscoitos e levou para casa da avó. Todos almoçaram felizes e finalmente foi ouvido que Gina e Dino planejando se casar. Mas eles iriam esperar Tony e Dadá se casaram primeiro.

O dia dele começou a ficar ruim com a notícia de que a sua mãe estava em coma, por mais que ele sentisse raiva dela, por mais motivos que ele tivesse e ninguém ali poderia falar que ele não tinha motivo para a odiar, ele sentiu seu coração se despedaçar, lógico que o choro doloroso de seu irmão o influenciou muito em sua dor, mas ele realmente sentiu seu coração parar.

A: - Como você está meu amor? - André pergunta assim que ve Pedro sair do closet vestido com roupas apropriadas para entrarem na penitenciária.

P: - Sendo bem honesto, não sei dizer, está machucando, muito, eu achei que não ligaria, mas eu estou com uma coisa apertando minha garganta.

Durante todo o caminho até onde estava a mãe deles, Pedro manteve 100% da sua atenção ao seu irmão, tentando o animar, cuidando e o fazendo descansar um pouco.

Pedro teve finalmente um momento com sua mãe, ela que nunca permitia uma aproximação, teve pela primeira vez na vida um carinho vindo de Pedro, ele passou rapidamente a mão em seu rosto, arrumou os cabelos dela, da melhor  maneira possível e mentalmente conversou com sua mãe enquanto a ajeitava.

"Sabe Lena, você fez muita coisa errada na sua vida, eu também fiz, cometi por muitos dias o pecado da carne, as tentativas de suicídio usando pessoas para chegar a minha morte, mas Deus é misericordioso e me perdoou de tudo a ponto de me dar o melhor marido do mundo, um pai, irmãos e uma avó que é a paixão da minha vida. Se ele me deu essa chance, por que eu não posso te dar também? Claro que se você voltar eu vou viver minha vida e você a sua, mas minha raiva, magoa e tudo que eu tenho de negativo sobre você, acabou, então, por favor viva, porque ele ainda precisa de você."

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Depois de dias cuidando de seu irmão que era a única pessoa que realmente entendia a sua dor, mesmo não sendo tanta quanto a dele, Pedro volta para seu apartamento mas ainda continuou amuado por vários dias.

A: - Amor, eu preciso ir na empresa, não tem jeito, você quer ir comigo? - Pedro que estava na cozinha fazendo o almoço, nem olha, apenas nega. - Eu não quero te deixar sozinho aqui.

P: - Então Almoça comigo, eu estou fazendo picadinho de Carne que você gosta e um arroz branquinho. - Ele começa a picar as coisas da salada e André vai até Pedro e o abraça. - Ai eu vou com você. Bom que eu vejo a Ana um pouco.

Eles almoçam juntos e depois de trocado Pedro vai junto com ele para a empresa, ao chegar lá, as funcionárias já ficam toda estranhas com medo do Pedro, mas dessa vez ele nem olhou para elas.

Ana: - Entra. - Ela fala ao ouvir batidas tímidas na porta. - Oi meu anjo. - Ela se levanta e vai o abraçar. - Senta aqui comigo. Você está tão abatido meu amor, me dói tanto te ver assim. - Pedro abraça a sogra e ela o beija na cabeça.

P: - Eu não pensei que fosse doer tanto Ana. - Ele a olha e ela não consegue enxergar o brilho que ele tinha nos olhos. - Ana por que eu estou sofrendo tanto por quem nunca me amou?

Ana: - Porque ao contrário do que todos falam, você é um menino bom, tem um coração lindo e bem aqui no fundo desse seu coração você a amava, você não faria metade do que fez se não fosse para atingi-la. E se você queria a atingir, significava que você se importava. Claro que a dor existe, o rancor também, o desapontamento nem se fala. Mas eu tenho certeza, que se a Lena aparecesse te pedindo perdão e se esse pedido fosse verdadeiro, você a perdoaria, como você perdoou seu pai e ao Jon. Claro que não tem comparação o nível de coisas, mas você perdoaria, porque esse menininho aqui na minha frente, só quer ser amado. E sua sogra te ama muito viu? Porque além de saber o quão maravilhoso você é por dentro, eu sei o quão bem você faz ao meu bebê.

P: - Eu também amo você sogrinha. - Ele chora abraçado a Ana. - Obrigado por me explicar o que eu não conseguia ver.

André termina de resolver os problemas da empresa e vai até a sala de sua mãe buscar seu pequeno. Ao entrar ele se depara com um Pedro um pouco melhor, ele fica ainda mais feliz de ter o trago junto, ele sabia que sua mãe, com o jeito dela, iria fazer Pedro se sentir melhor.

P: - Nos já vamos? - Ele pergunta tentando se desatar das linhas. Ele e Ana estavam tricotando uma manta. - Eu não sei, mas acho que eu sou o brinde da manta, porque eu não consigo sair de dentro dela.

A: - Quanto custa a manta mãe? Eu pago e fico só com o brinde. - Pedro da seu primeiro sorriso de dias. Foi fraco e quase imperceptível, mas André sabia ler o rosto do seu pimenta como ninguém. - Vamos jantar na casa do papai? Assim você pode ficar mais tempo com a Ana. - Pedro e Ana assentem juntos.

Ana: - Vamos ligar para norma e pedir um pudim de emergência.

P: - Será que meu Jon iria?

Ana: - Seria bom, tem dias que não vejo meu caçula.

Todos saíram juntos da empresa e os irmãos se encontraram na casa dos sogros. Pedro e Jon tentavam não tocar no assunto e se comportaram o mais tranquilo o possível. Todos comeram e conversaram muito a mesa, deliciaram do pudim mesmo não estando gelado, elogiando e repetindo como sempre.

P: - Como está? Tem dois dias que não te vejo. - Ele caminha com seu irmão pelo jardim.

J: - Seguindo, preciso não é? Mesmo uma indo, tenho mais um monte para cuidar, não posso ficar pra sempre assim, acho que nem ela iria gostar de me ver assim. - Pedro assente.

P: - Você é o melhor Jon, mesmo com tudo isso você ainda se esforça pela gente. - Ele apóia o irmão e Jon o retribui com um meio sorriso. - Você começou a mudar na hora certa, agora você é um homem completo, competente, forte e focado na família. Tenho mais orgulho de você que antes. Porque você sempre foi meu orgulho. - Jon abraça seu irmão e os dois seguem abraçados até a casa de novo.

J: - Você está melhor também né?

P: - Sim estou levando, minha dor é ela ter partido sem saber que eu a perdoei.

J: - Ela sabe Pê, ela com certeza sabe, não fique assim. Ela também sabe que você a amava, do seu jeito mais amava.

P: - Não acha que é melhor a gente focar nos vivos. - Ele aponta para Danilo e André que conversavam seriamente na beira do carro. - Eles deram tudo deles pela gente, se você é como eu, também deixou o Dan de lado e o usou como travesseiro apenas. - Jon assente. - A gente já fez em vida, tudo o que podíamos por ela, agora precisamos fazer por quem ainda está aqui, cuidando da gente todos os dias, vinte e quatro horas por dia e sem reclamar.

J: - Vamos. - Ele sorri de verdade. - porque eles merecem.

P: - E muito.



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