História Minha metade da Laranja - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Toneri Otsutsuki
Tags Hinata, Sasuhina, Sasuke
Exibições 95
Palavras 4.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estou bastante negligente com essa fic hehehe

Esse capítulo abre mais o passado do Naru, também acho que irão gostar da virada de jogo que vai ocorrer ♡

Capítulo 28 - Viagem (part.1) = Cidade de Kyoto






  Três horas e meia de viagem, suas costas doíam. Não fora muito tempo sentado de fato, mas a falta de costume unida as constantes posições que Hinata mantinha no trem o deixara em maus lençóis. Logicamente não a acordaria, a menor estava exusta durante toda a viagem, ainda mais graças ao carinho que fizera nos cabelos dela, dormia demais.

  Demasiado movimento, e independente da educação das pessoas, não evitava os vários esbarrões. Pelo visto a chegada até a cidade fora calma, mas a estação estava absurdamente lotada, talvez apenas por sua viagem ter sido feita tão cedo da madrugada, sendo assim poucas pessoas estariam prontas. Mas agora, apenas alvoroço mesmo sendo quase quatro da manhã.

  O trem que estava estganado na estação permaneceu com a descida de todos os presentes, que não eram muitos afinal de contas, Sasuke olhava a perolada com a câmera pendurada no pescoço e os olhos perolados fadados de sono, segurava a mão da menor com todo cuidado, do jeito que ela estava seria capaz de se perder no meio da multidão.


     -- Pensei que Kyoto fosse um campo. -- Gaara comentou assim que segurou suas malas. Várias pessoas andavam arrumadas, e a cidade estava tão fria quanto Tokyo. De fato, as únicas impressões que tinha da cidade eram bem poucas e estereotipadas. Gueixas e campos. Somente isso rondava sua mente quando escutava o nome da cidade, e mesmo sendo japonês, ainda não se importava muito com as outras cidades que cercavam a grande e massiva capital.

     -- Era de se esperar. -- Itachi comentou de mãos dadas a Izumi enquanto o ruivo fazia várias caretas bastante ofendido.


  Mas não estava totalmente errado. Kyoto prosperara muito nos últimos anos, e até mesmo dentro daquela estação eles poderiam dizer ser uma segunda capital japonesa. Lojas, centenas de pessoas ainda mais elegantes que qualquer cidade Norte americana, e a tão famosa globalização que deixava todo o ambiente com uma temática bastante futurista.

  Todos estavam presentes enquanto Itachi e Sasuke alugavam alguns carros para que os buscassem na estação. Ninguém sequer trocava palavras ou nada em excesso. Todos muito cabisbaixos com a situação que os forçara a seguir para a cidade em poucas horas.

  Estavam com medo, independente de tudo.

  Deidara permanecia quieto enquanto temia alguma atitude de Sasori, afinal sua irmã estava perto, e mesmo que sua sexualidade fosse conhecida entre a própria família, ainda possuía certo receio sabendo que o ruivo era um poço de atitudes impulsivas.

  Por outro lado, Shikamaru ainda mantinha uma feição mais apática do que o costumeiro, visto que dentro todos os presentes ele era o mais sério, ainda mais que Sasuke quando irritado. Seus dedos tremiam um pouco lembrando da cena que vira assim que chegou ao lado de Itachi no apartamento onde ocorrera o crime sangrento. Os corpos estendidos, Jiraya totalmente perfurado enquanto Kabuto era colocado na maca pelos paramédicos. E em contrapartida a tudo isso, apenas o sorriso largo com os olhos safira que conhecera do garotinho animado.

  Como ele se tornou isso? Como o mundo o tornou isso?

  Suspirou enquanto Temari apertou sua mão sabendo o que ele sentia nesse exato momento, todos com a sensação pesada, e os piores eram Sasuke, Itachi, Shikamaru e Deidara. Ino por sua vez apenas tentava entender o que aconteceu, seus pais totalmente abalados negaram qualquer informação entrando no primeiro vôo até Londres, enquanto Deidara colocava panos quentes a cada aproximar que davam um ao outro. Sabia que Naruto possuía suas falhas, mas o que o levara até esse ponto?

  Inimaginável, ele morava na sua casa, ao seu lado.

  E ainda com tantas falhas, era seu irmão postiço. Onde ele estaria? O que estaria sentindo? Com quem? Por que? Eram tantas perguntas, e estranhamente seu interior se contorcia sabendo que a maior vítima de toda essa situação era ele.


     -- Vamos. -- Sasuke retirou todos de seus pensamentos. O clima era pesado, e todos percebiam pelos rostos. Beijou a testa da Hyuuga dando as mãos para ela enquanto rumaram para o lado exterior da estação. Os carros chegariam em breve, e em alguns minutos estariam no sítio de Madara e Izuna. Querendo ou não, precisavam se distrair, ao menos sorrir um pouco.






  (  Seus olhos doíam pelas tantas lágrimas...)



  " Eu juro! Juro pra você Shikamaru! "



  Os olhares eram todos incrédulos, e normalmente assim seriam, afinal sempre fora conhecido por suas histórias mirabolantes para todos os seus amigos. Onde quer que fosse, e até mesmo nas turmas mais velhas, Naruto era conhecido por sua habilidade em mentir e criar histórias, pregar peças e gazeta pegarinhas. Mas agora era verdade, agora suas lágrimas eram reais, seu terror, seu caos.

  Por que não acreditavam? Eram seus amigos.

  Ou apenas pensou que assim fosse.


 " Teme! Acredita em mim! Né? "



 " Usuratonkachi, não amola! "



  Seus olhos apenas aumentavam a agonia que um garoto de tão jovem aparentava em meio aquele intervalo de almoço. Todas as crianças com seus lanches feitos pelas mães, até mesmo o seu feito com tanto esmero por sua empregada, afinal Kushina era ocupada, não possuía de sequer cuidar da própria alimentação. Olhava a feição calma do Nara sentado no canto da mesa enquanto o ruivo, cujo chegava a ser tão amigo quanto Sasuke, apenas debochava de sua situação falando que parecia uma garotinha chorando.


  Jiraya lhe disse, uma puta.


  Kabuto conseguira, o que seu padrinho Jiraya iniciou, o Yakushi o fizera concluindo tal ato. Não passava de uma menina, abusado por homens mais velhos, violentado, desacreditado. Mas como acreditariam nele? Jiraya sempre fora cercado das mais belas mulheres, então essa idéia de que o mesmo seria um aliciador de crianças soava errônea e até mesmo bestial. Era o melhor amigo de Minato, tutor, uma espécie de mestre. Jamais acreditariam, nem mesmo Deidara acreditou.


  " Naruto, vamos! "


  O tom era diferente do costumeiro. Deidara continuava andando com o celular em mãos como se o esperasse totalmente contra vontade, mas as mensagens em seu celular mostravam toda sua raiva, estava com pouca paciência esse dia, ainda mais sabendo que seus primeiros quadros vinham sendo totalmente depreciados por críticos de um site que analisava pinturas. Eram seus primeiros passos para adentrar no mundo da arte, e estava sendo totalmente ridicularizado.

  Seus passos se afastavam da escola, era dia de consulta, dia de encontrar Yakushi Kabuto, seu psicólogo que após os eventos de acusação contra Jiraya fora recomendado. Sendo assim acabaram por introduzir o garoto acabara por ser paciente de um monstro, e estar toda semana frente a ele, imune, oferecido por seus próprios pais.


  " Droga Naruto! Vem logo! "


  Sua mão puxava o braço de Deidara enquanto o mesmo apenas tentando manter a força como ordenação ao menor deixara seu celular cair enquanto atravessavam a estrada, estavam bem em frente a escola enquanto o pequeno Uzumaki chorava desesperado sendo vítima dos olhares de todos. Tayuya, que até então morava em Tokyo até se mudar para Londres, e nos outros anos novamente ao Japão, porém em Kyoto, talvez fosse ela o amor de todos os alunos.

  Sasuke, seu melhor amigo e ao lado do irmão mais velho que também o conduzia de volta para casa. Shikamaru, apenas o olhando com reprovação. Gaara ao lado do irmão Kankurou que junto ao menor debochava de seu desespero. Sakura, apenas gargalhando e fazendo demasiadas palavras enquanto seu próprio irmão Deidara xingava buscando o celular que caíra ao canto da calçada.

  Seus olhos sobre a estrada, era o único meio de não ter de ir para aquela consulta com Kabuto. Seus passos se inciaram numa corrida apressada, enquanto apenas tentando manter o ritmo sentira o baque forte que mandou seu corpo para o outro lado da estrada, os gritos desesperados.

  Claridade.

  Seus olhos abriram no hospital, enquanto sua memória acabara por ser totalmente perdida. Os doutores o olhando enquanto seu irmão permenecia parado ao lado da bastarda Yamanaka, que até mesmo era tratada com mais cuidado que o próprio caçula legítimo. Todos pensaram que ele jamais lembraria, principalmente Jiraya e Kabuto. Mas ele lembrou, em silêncio lembrou de tudo que o fizeram, e calado jurou a si mesmo que um dia se vingaria.


  ( Voltando ao atual... )


  Lembranças...

  O gotejar falho daquela defasagem ao teto o fazia praguejar sua atual situação, estava vencido, cansado, totalmente alheio ao que ocorria ao mundo, e de certa forma, com medo. Difícil admitir isso em meio a todo o orgulho e frieza que adquirira com o tempo, ainda mais por ser tão auto suficiente a ponto de levar as coisas nos ombros pregando toda sua falta de importância a situações triviais.

  Mas ele se importava, e acima de tudo, se lembrava.

  Todas as imagens, tudo.

  Talvez houvesse agido pelo impulso, afinal jamais teria outra oportunidade de cometer tal ato, mas agora sozinho naquele beco úmido ele pensava consigo mesmo. Valera a pena? Estava sendo caçado como um animal, sequer poderia mostrar sua face nas ruas novamente sabendo que teria ao que temer. Não apenas a polícia, quanto até mesmo Toneri, e de certa forma, o albino era o que mais lhe amedrontava nesse momento. Conhecia a fama dos Ootsutsuki, e principalmente a de seu " amigo ", era um homem sádico, trajado de alguém calmo e sociável, mas que guardava atrás de sua máscara muito mais que apenas o evidente.

  Tossiu sabendo que estava entregue a úmida parede molhada e suja de tanto lodo. Onde acabara chegando? Por que o mundo lhe odiou tanto? Onde errou? Lembrava de quando pequeno ser o centro das atenções onde quer que fosse, sorrisos, animações e gargalhadas. Todos lhe amavam, e de certa forma, esse fora o seu maior erro, ser alguém amado.

  Jiraya lhe estuprou, tantas vezes que nem lembrava quantas.

  Kabuto lhe usou, enquanto Deidara esperava do lado de fora de suas consultas, talvez pelos seus traços sempre questionados no cenário japonês. Olhos azuis, cabelos loiros, pelo bronzeada. Ou apenas por ser uma criança facilmente induzida e maleável.

  Sangue, choro, ameaças. Seu passado era obscuro.

  Mas seu presente, esse sim era tenebroso.

  Gemeu alinhando suas costas naquela parede, estava escorado tentando ao menos se afundar mais naquele beco escuro, nem mesmo em meio aos mendigos acabaria ficando, afinal sua mente travava em mentiras que agora era procurado até mesmo entre as menores classes. Onde fosse, onde estivesse. Seria achado.

  Sasuke, Hinata, Shikamaru, Ino, Deidara.

  Talvez estivesse errado em continuar sua vingança, mas agora que chegara ao fundo do poço, era de fato melhor se agarrar ao caos, e abraçar aquilo que sempre lhe amedrontou, a solidão.







  O zelador de tamanho edifício apenas saudou a entrada rápida do homem de cabelos grandes, na verdade ambos faziam jus ao termo " gêmeos idênticos ", e até mesmo na conexão que possuíam em agir. O mais velho subiu frontalmente enquanto olhava todos os andares vazios. Era uma manhã bastante gelada em Tokyo, e até mesmo fazia um contraste absurdo levando em conta o calor massacrante dos Emirados Árabes.

  Talvez fosse melhor assim, no automóvel Asuma havia lhe dito que sua filha viajara ao lado da irmã, sendo assim tanto Hinata quanto Hanabi acabariam não atrapalhando suas investigações, não que elas fossem um estorvo, mas precisava de atenção total ao que fazia, afinal sua primogênita agora era a presidente direta de tudo o que envolvia o nome e a marca Hyuuga.

  Era feriado, até mesmo esquecera disso enquanto voltava em seu vôo ao lado do irmão, por sorte o mais novo era muito mais perspicaz lhe avisando, caso não soubesse, de certo acabaria demitindo centenas de funcionários por chegar e não ver ninguém trabalhando. Mesmo sendo variante amável quando queria, algo que jamais poderia ser tocada era sua empresa, algo que era maior até mesmo que sua vida. Era o legado que seus ancestrais construíram com demasiado esforço, e dentro de sua família, o que mais deveria ser presada era a dignidade e a honra daqueles que se foram.


     -- Pretende me dizer, ou não? -- Enquanto o mais velho entrou sua sala de maneira eufórica e apressada, Hizashi apenas o olhava alheio a toda pressa e nervosismo que o outro mantinha enquanto batia os pés e os dedos dentro o avião, e até mesmo no automóvel que os trouxera. Limpou a garganta fazendo o outro perceber que estava realmente querendo uma resposta. Em tantos anos juntos, não lembrava de um momento tão apreensivo por parte de Hiaishi.

     -- Nas duas últimas vezes em que passei no consultório em Dubai, reparei que a placa de inscrição está possui o nome de Ootsutsuki investimentos. Não tenho certeza, mas sondando algumas pastas que solicitei com Neji ainda anteontem, descobri que um dos um dos alvarás de licitação do consultório de Orochimaru está ratificado com um nome bem conhecido aqui da empresa.

     -- E então? -- O mais novo permanecia inclinado na mesa de conferências com os braços cruzados. Sabia claramente que depois dos Hyuuga, o nome mais cotado para grandes investimentos e apólices vinha da empresa dos Ootsutsuki, apenas não sabia que conseguiram se restruturar tão rápido depois da divisão de ações que ocorrera com a queda da bolsa.

     -- Você sabe melhor que ninguém que na última década quase beiramos a falência. Nossa empresa vinha sofrendo um forte agravo de investimentos quebrados nos últimos anos. Então, antes de deixar a empresa nas mãos de Hinata, me certifiquei de que deixaria nossas ações seguras para compra e venda.

     -- Sei disso, eu te ajudei a capitalizar no mercado de ações.

     -- Exatamente! Nós vendemos um contingente enorme de ações nos últimos sete anos, quase metade das ações no percentual geral de nossa economia na bolsa.


  O Hyuga mais velho passava as mãos pelos cabelos enquanto o Hizashi ponderava aquilo estranhando tamanha preocupação. Empresas eram geridas dessa forma, ainda mais algo tão grande quando essa que lideravam. Frações de ações eram vendidas diariamente, assim conseguiam manter suas ações no topo do mercado. Mas de certa forma era preocupante, afinal sabia que quase chegaram ao fundo do poço na última década, assim como os Ootsutsuki, além do mais, em obras governamentais acabaram por investir pesado em obras decadentes e quebradas, o que apenas unida a queda da bolsa os fizeram descer bastante na numerologia dos investidores.

  O grande problema era outro, que com esse acúmulo de capital que arrecadaram para seus cofres, acabaram por acometer a supervalorização de suas ações no âmbito comercial ao redor não apenas de toda Ásia, como em todo Oriente e bases no Ociente. Logicamente quarenta e oito no percentual das ações poderia ser dito como bilhões de dólares para quem investiu no tempo da crise financeira global.  Em outras palavras, quem estava a mando desse investimento de peso na época da decadência, agora poderia se considerar um bilionário em potencial.


     -- E o que o Orochimaru tem com isso?

     -- Ultimamente, nas minhas duas últimas consultas, esbarrei com dois homens. Primeiro, Momoshiki que sabemos ser filho de Hamura, o caçula de Kaguya. E outro que encontrei, estava diretamente conversando com Orochimaru, em sua sala.

     -- Quem?

     -- Kinshiki, o irmão mais velho de Momoshiki. Eles estavam na mesma sala, e isso, unido ao nome dos Ootsutsuki na escritura do consultório, faz a situação de tornar bastante suspeita, você não acha? -- Seu corpo estava demasiadamente cansado, então somente acessou o computador de chave única, somente ele e Hinata sabiam a senha. Lá estavam todos os investimentos, desde os mais antigos, quanto os mais recentes.

     -- Está insinuando que a empresa que comprou as ações, é a empresa dos Ootsutsuki? Caso seja, saberíamos quando estivessemos orquestrando a venda. -- Hizashi comentou sentando na poltrona frontal a mesa. Por parte do mais velho, apenas um sorriso enquanto a tela iluminava seu rosto.

     -- Não caso possuíssem outro nome.

     -- Uma empresa fantasma?

     -- Exato. Union O&O, podemos ler como Ocidente e Oriente, mas provavelmente é apenas Ootsutsuki. -- Suas costas inclinaram consideravelmente mais no estofo da cadeira. Em parte tamanha animação o tomou por saber o que estava acontecendo, não haviam dúvidas, eram eles. Mas também, isso tendia apenas a ser um trabalho extremamente complicado.

     -- Então, se Orochimaru está junto deles, você provavelmente não...

     -- Perfeitamente.


  Hiaishi sorriu olhando de soslaio pela janela da empresa, assim como premeditou dentro daquele avião. Os Ootsutsuki estavam muito calmos para sua situação, então estariam agindo por debaixo dos panos, e infelizmente caíra nas mãos deles, mas confiava em Hinata, sua filha faria a empresa triplicar o que representava hoje em dia, e agora consigo ao lado nos negócios, reestruturariam e capitalizariam novamente todas as ações vendidas, afinal estava de volta, estava curado, curado das mentiras de Orochimaru.

  Mas não seria fácil. Eles planejaram todo esse momento com maestria durante os últimos anos. Sete anos de investimentos pesados, empresas fantasmas, fraudes fiscais e sondagens. Não subestimaria os Ootsutsuki, ainda mais tratando com pessoas que até mesmo lhe impugnaram uma doença mentirosa para o retirar do caminho, conseguiram. Quem fosse a pessoa a frente disso, merecia palmas, uma tirada de chapéu, realmente pensou em cada detalhe. Mas era hora de reverter a situação, e ganhar o jogo enquanto ainda podia.


     -- Devemos procurar os federais, o que estão fazendo é fraude fiscal.

     -- Não. -- O mais velho o cortou com um sorriso de canto aos lábios. -- Ligue para Asuma, nosso dia será cheio. Primeiro passaremos no gabinete do promotor, entraremos com uma ação judicial contra Orochimaru. -- O mais velho disse fechando seu acesso a lista de investimentos e ações.

     -- Irmão, o que pretende? -- Seu olhar cruzava o do mais velho notando uma espécie de animação sádica, como uma empolgação movida a raiva e rancor. E quando seu irmão estava daquele modo, qualquer um que estivesse em seu caminho deveria rever seus atos.

     -- Nosso primeiro contra ataque.







  Centenas de imagens, não apenas nas bancas como também nos telões ao longo de toda Tokyo. Sakura rangia os dentes sabendo que justo hoje seria o dia em que Hinata viria ao público, a nova atração do horário nobre, e a série que sempre quando iniciada acabava retirando a atenção e excesso sobre o dorama, sempre e cansativamente tratado como a segunda atração da televisão japonesa.

  Segundo lugar. Respirou fundo de maneira farta.

  Nada que não fosse o primeiro era aceitável. Ainda mais vindo de uma garota estúpida, que apenas por ser filha da antiga luz dos holofotes, acabou se tornando tão requisitada. Obviamente pensou não apenas duas, mas até três vezes em seguí-los até Kyoto e ver de perto o término daquele relacionamento inútil e completamente desnecessário. Mas não era burra, caso estivesse por perto, toda a culpa do aparecimento de Tayuya cairia sobre seus ombros.

  Venceria Hinata com a inteligência. Tayuya jamais teria Sasuke novamente, não após tudo aquilo que o fizera, mas de certo essa situação seria um divisor de águas para o atual casal. Sendo assim, sem a Hyuuga no caminho, teria Sasuke, toda sua herança, com todo o aparato de voltar ao luxo que perdera com a falência de seus pais. Somente o salário de atriz não lhe trazia o sustento necessário e exacerbado que gostava, e ainda mais ultimamente que nem mesmo um contrato de comercial ou filme estava conseguindo. Sua carreira estagnou, e não aceitaria isso, não enquanto Hinata crescia no ramo artístico com seu nepotismo barato. Jamais.

  Entrou em seu carro bufando com a constante atenção que o centro da cidade tratava essa situação. Era até mesmo melhor que Hinata não estivesse em Tokyo para observar aquela extensa lona que penduraram na lateral de um grandioso edifício, sua foto com o nome da personagem em letras laterais. Toda a promoção para a série estava sendo absurda, ainda mais levando em conta que dez prédios do centro estavam com essas gigantes faixas laterais com os personagens principais. Odioso. Revirou os olhos dando partida no carro, tentaria ao menos passar nos estúdios para alguma discussão de plano de carreira, enquanto esperaria alguma resposta sobre sua maior preocupação, Sasuke.






  O balançar das grandes árvores era até mesmo notório nessa manhã gélida, ainda mais por ser um campo repleto de lagos e várias florestas, acabava sendo totalmente arejado e de ares absurdamente leves e adoráveis. Estavam no coração de Kyoto, o interior da cidade onde acabava sendo palco do sítio abastado que dava vazão para todas as constantes manias de grandezas de Madara.

  Não parecia um sítio, mais parecia uma mansão perdida no meio de uma grandiosa floresta, e nenhum dos convidados escondeu o espanto ao admirar aquilo de perto. Talvez as outras propriedades dos irmãos eram ainda melhores, afinal tendo uma casa assim, dificilmente eles sairiam da mesma. Muitos quartos, e todos acabaram sendo divididos pela escolha pessoal, salvo Deidara que quase engasgou quando soubera que dividiria o quarto com o ruivo malicioso.

  Ino percebera de pronto, ainda tentava entender o porquê do irmão em negar aquilo, afinal o ruivo Akasuna era um pedaço de perdição. Mas preferiu o silêncio ocupando sozinha o quarto principal da casa, Sasuke optou em fazer isso por ela, gostava demais da pessoa que loira de tornara, e estava aparentemente triste com a situação.

  Shikamaru obviamente ficara com Temari.

  Itachi e Izumi ocupavam o quarto ao lado do seu.

  Gaara e Hanabi acabaram dividindo o quarto sem pestanejar muito, afinal de um lado estava o caçula da Sabaku que não queria ser interrompida por estar com o Nara, e do outro a caçula de Hinata, e bom, diria que também não seria muito conveniente que a menor os visse sozinhos entre quatro paredes.

  E bom, conhecendo cada canto da casa, optou em acabar ficando no quarto de Izuna, que obviamente era o mais elaborado e preservado da casa. Possuía muito ciúmes do próprio quarto, mas sendo seu xodó ele não se importaria.

  Os ventos eram agradáveis para o horário, e de certa forma, mesmo sendo um início de tarde nublado, ainda era centenas de vezes menos frio que a capital japonesa fazia nos últimos dias. Talvez poderiam entrar no lago onde brincara quando pequeno, e várias outras coisas.

  Tantas saudades desse lugar.

  Guardava em silêncio as coisas enquanto a porta trancada os deixava sozinhos naquele grande quarto. Havia ligado assim que chegou, avisando Madara que estariam na casa, e de fato seu irmão tinha razão, os mais velhos estavam em Zagreb como de costume. Um tanto triste, gostaria de vê-los após tento tempo.

  Hinata dormia enrolada nas cobertas brancas da cama de casal enquanto Sasuke, com um sorriso frouxo nos lábios, apenas tentava não perder sua atenção das roupas, afinal querendo ou não ele acabava parando vez ou outra para admirar o dorso perfeitamente curvilíneo da menor, onde o lençol fino de tecido brando contornava os traços perfeitos de sua pérola fadada em cansaço. Subia repentinamente pelas pernas alvas que acabavam saindo da coberta, enquanto as nádegas da mesma acabavam avolumando os tecidos de incontáveis fios ao longo da cama.

  Talvez se não fosse por Hinata, ele ainda estaria em Tokyo.

  Certamente não possuía medo por sua vida, essa idéia que tivera fora somente para manter seu maior tesouro em segurança, afinal levando em conta as tentativas de aproximação de Naruto, algo ele tinha em mente, e jamais deixaria sua Hyuuga exposta e entregue.

  Sua. Há alguns dias negava, agora por si mesmo ele dizia.


     -- Ohayo.


  O sussurro da menor o fez sorrir levando em conta o releio do quarto. Onze e quarenta e cinco, riu consigo mesmo, era quase tarde afinal de contas, e sua pérola sempre dorminhoca agora parecia disposta demais enquanto cobria os seios desnudos com o lençol fino. Sasuke guardou as coisas ao canto enquanto fechara as cortinas vendo enfim toda a grama verde que tomava o frontal da casa. Um deque de madeira, uma trilha de pedras ornamentais até uma ponte bem detalhada que cortava todo o lago de uma margem a outra. Tudo tão lindo.

  Sorriu afando os próprios cabelos ao erguer o lençol se colocando ao lado da pequena, que agora vermelha apenas sentia as mãos dele envolvendo aos poucos suas coxas. Arfou ao sentir o mesmo passando sobre seu corpo enquanto nem ao menos deixava espaço suficiente entre o pescoço alvo e sua saliva grossa e impiedosa que ainda entre os dentes violava toda a região deliciosamente arrebatadora.


     -- Ohayo, amor. -- Sussurrou umedecendo os lábios enquanto suas mãos ainda nas coxas dela correram toda a lateral do dorso até chegar nos seios empinados que ficavam ainda mais fartos com a mesma deitada dessa maneira.


  Jamais se cansaria de escutar essa palavra.

  Suspirou enquanto a saliva unia sua arcada enquanto o suor se fazia presente pelo deslizar frenético de ambas as peles em tração. O lençol fino escorria pelas costas dele enquanto o mesmo de abaixava em meio a suas pernas.

  Travou a língua, mordeu os dedos. Ninguém poderia escutar.

  Sasuke respirou sua intimidade deixando claro o prazer ao fazer tal ato, era tão lindo. Deslizou sua língua pela virilha da menor passando os dedos como se desenhasse cada veia que ela possuía naquele corpo alvo que demarcava todas as suas marcas.


  Arfou, gemeu e segurou o grito na garganta. Era frio, era quente, era tudo.


  Sasuke deslizou sua língua pela fenda da intimidade da menor como uma carícia cuidadosa, cada detalhe, de cima abaixo, beijos, toques com os dedos, carícias com a língua que agora um tanto mais enrijecida tecelava seus grandes lábios aprofundando pouco a pouco sua infinidade que aflorava a cada toque mais casto. Sua Hyuuga era apertada, quente, deliciosamente gostosa.

  Fechou os olhos, não aguentou. Seu clitóris fora tocado.

  Gemidos sôfregos rasgavam seus lábios enquanto tremia instintivamente quando ele fazia seu sangue coagular enrijecendo o ponto de prazer que ele mantinha total atenção.

  Seria uma longa viagem, seria deliciosamente longa.



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