História Minha Namorada De Mentira - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki
Tags Mentira, Namorada, Naruto, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 440
Palavras 2.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!!! Voltei antes que o esperado, hein?! Espero que gostem desse capítulo!
Boa leitura!

Capítulo 26 - Limite


Fanfic / Fanfiction Minha Namorada De Mentira - Capítulo 26 - Limite

~Sakura Haruno

No intervalo, saio da sala de aula e caminho até o pátio do lado de fora. Sasuke ainda não apareceu, então envio uma mensagem para ele dizendo que estou no pátio. Sento-me em um banco embaixo de uma grande árvore, a qual faz uma sombra enorme à minha volta e abro meu livro de anatomia, aproveitando para estudar para a prova.

— Medicina, heim? Vejo que não mudou de ideia. — Sasori sorri ao sentar-se do meu lado.

Ainda não acredito que ele está aqui, faz tanto tempo que não o vejo. A última vez que nos encontramos estávamos de férias, no oitavo ano do ensino fundamental.

Ele era meu melhor amigo e digamos que tínhamos uma espécie de amizade colorida naquela época, mas perdemos contato quando seus pais se mudaram para os Estados Unidos.

Eu senti muito sua falta e, vê-lo aqui, agora, é uma surpresa.

Sorrio, fitando seus cabelos vermelhos ao vento.

— Eu sempre quis ser médica.

— É, eu sei. Te conheço melhor que ninguém. — ele sorri de volta — Mas, e seu namoro com aquele tal Sasuke, é sério?

— Sim. — respondo — Gosto muito dele, e, bem, algumas coisas aconteceram. — digo apenas isso, não vou falar para ele logo de cara que estou grávida, não é?

— Entendo, mas e ele? Gosta tanto assim de você também? — Sasori pergunta, abaixando a cabeça e a voz um tanto quanto mais séria.

Se já não fizesse tanto tempo, eu diria que ele está com ciúmes.

— Sim.

— Ah…

— Mas, e você? — pergunto, e ele levanta a cabeça para me olhar. — Como vai a vida? E por que está em Konoha?

— Tudo na mesma, continuo solteiro. — ele responde — E estou de volta porque meus pais resolveram abrir uma filial da nossa empresa de calçados aqui há algum tempo, mas, agora, resolveram passar a presidência para cá e voltar a morar aqui.

— Ah, sim. Bom. — sorrio, recebendo outro sorriso de volta. — Fico muito feliz em te ver de novo.

— Eu também estou feliz por estar aqui, você não imagina o quanto senti a sua falta. — ele fala, tirando uma mecha de cabelo de frente do meu rosto, aproveitando para acariciar lentamente a minha bochecha.

Na hora, minhas bochechas assumem um tom um pouco rosado, estou sem graça pela situação, então afasto um pouco meu rosto, livrando-se de seu toque.

— Eu também.

Sorrio, sem graça.

— Estou interrompendo alguma coisa? — de repente, escuto a voz rouca e um tanto quanto seria de Sasuke atrás de mim, o que faz meu sangue gelar na hora, apesar de que eu não estava fazendo nada de errado.

— Ah, oi, Sasuke. — me viro para trás, encarando seus olhos ônix, ainda um pouco sem graça.

Ele possui o semblante sério, e alterna seu olhar, vez ou outra, de mim para Sasori.

— Nós nos vemos depois. — Sasori se despede e sai pelo gramado.

Quando ele já se encontra longe o bastante, Sasuke me olha ainda mais irritado.

— Mas que droga estava acontecendo aqui?

— Ei, não estava acontecendo nada!

— Nada? — ele me olha, nervoso — Não parecia nada, estava rolando um clima aqui.

— Clima? Que clima, Sasuke? Para de viajar! — falo, fitando-o com o meu semblante sério, torcendo para não estar mais corada.

— Sakura, eu não sou cego, tá legal? Eu o vi acariciando o seu rosto, e você ficar corada. Além de que o modo que ele te olhava não se parece nada com o modo como Naruto te olha. — ele respira fundo — Me fala a verdade, quem é ele?

— O Sasori é meu amigo.

— Eu sei que não é só isso. — ele fala, cruzando os braços.

Dou um suspiro longo.

— A gente ficava às vezes, mas só isso, está satisfeito? — retruco, agora cruzando os braços — Mas, isso já faz quatro anos, é passado, agora tudo que sinto pelo Sasori é um grande carinho por causa da nossa amizade. Só isso. Agora, dá para parar com essa crise idiota de ciúmes e acreditar em mim?

Sasuke me olha por um instante, irritado, mas, depois, suaviza sua expressão. Ele solta um suspiro também longo e se senta do meu lado naquele banco.

— Olha, desculpa ter falado desse jeito com você. — o Uchiha começa, me olhando mais calmo — Mas é que eu vi aquele cara tão próximo de você, tão íntimos, que… Você parecia muito feliz hoje de manhã e agora a pouco que eu pensei que você sentisse algo a mais por ele… Eu…

— Você é um idiota. — digo, chegando mais perto e enlaçando seu pescoço com os braços — Eu te amo demais, Sasuke, nada e ninguém pode mudar isso. — dou um selinho em seus lábios — E você fica muito estranho com ciúmes. — dou uma risada.

— Estranho? — ele arqueia as sobrancelhas.

— Sim. Não combina com o todo poderoso e metido Uchiha. — falo, com a voz meio debochada e dou outra risada baixa.

— Irritante! — Sasuke diz, fingindo estar zangado, mas, em seguida, sorri, beijando meus lábios — Promete?

Olho-o, confusa.

— Prometer o quê?

— Que ninguém nunca vai separar a gente?

Por um instante, fico sem reação, mas logo um sorriso ainda maior brota em meus lábios.

Como eu amo esse cara!

— Prometo. — respondo — E você? Promete?

— Eu prometo. — e com essas últimas palavras, sorrisos e olhares, selamos nossos lábios em um beijo intenso, tendo a certeza de que, se depender de nós, nada mais irá nos separar.

Nunca mais.

 

. . .

 

Adentro o grande prédio da empresa Hozuki sem animação alguma, afinal, não quero ver a cara da Aimi. Desde o dia que Suigetsu me convidou para ir ao congresso com ele, Aimi me olha de cara feia e, vez ou outra, faz algum comentário com alguma funcionária da empresa alto o bastante para que eu possa ouvir, e isso já está me irritando. Agora sei quem é essa Aimi de verdade, não fazia ideia de que ela era tão arrogante e fofoqueira assim.

Se bem que, desde que eu entrei na empresa, ela nunca foi de me tratar muito bem, era até um pouco fria, mas pensei que era apenas por profissionalismo e tal, mas agora vejo que não é isso, a verdade é que ela nunca foi com a minha cara. Desde o início, ela só pensava que eu estava ali porque tinha algo com Suigetsu.

Por fim, dois dias depois do convite de Suigetsu, eu desisti do congresso, não quero dar falsos motivos para Aimi pensar ainda mais mal de mim e também uma viagem tão longa assim comigo grávida pode não me fazer bem.

Suspiro, adentrando a recepção e seguindo logo para minha sala sem nem sequer olhar na cara de Aimi. Ao sentar-me em minha mesa, já encontrando uma pilha de papéis sobre ela, começo o meu trabalho, não posso perder tempo.

Pouco antes do horário do intervalo para o lanche, eu termino meu trabalho e faço hora escorada na cadeira e fechando os olhos para pensar em tudo que está acontecendo, porém estou inquieta demais, então decido sair de uma vez e quem sabe respirar novos ares ajude, não é? Eu caminho para o lado de fora, querendo passar rápido pela recepção para chegar até ao elevador e ir comer alguma coisa do outro lado da rua, porém, antes de chegar à ele, escuto a voz de Aimi se dirigindo à uma colega de trabalho que, não sei por qual diabos o motivo, está ali no andar da presidência.

— Viu só?

— Já deu o horário de intervalo? — a outra funcionária, a qual usa um vestido preto e possui os cabelos loiros, pergunta alto o suficiente para que eu ouça.

Meu sangue ferve em minhas veias por tamanha raiva.

— Não, mas tem pessoa que não precisa se preocupar com as regras da empresa porque sabe que não será demitida, sabe? — Aimi diz, calmamente.

Suspiro, contando até três mentalmente enquanto continuo de costas para as duas. Já estou perdendo a paciência com essa mulher.

— Ah, sim. Entendo. — a outra comenta — Deve ser muito bom ter privilégios assim.

— Pois é. Pegar o dono dá nisso, não é?

Não aguentando mais ouvir aquelas duas, volto a olhar para trás e dou passos na direção delas. Se elas pensam que vão falar assim de mim estão muito enganadas.

— Vocês não têm nada melhor para fazer em vez de ficar falando sobre o que não sabem? — pergunto, irritada, fechando os punhos com força.

— E você deve ter, não é? Na sala do chefe? — Aimi retruca, sorrindo cinicamente e se pondo de pé em minha frente.  

E só o que se ouve naquela recepção nos próximos segundos é o som da minha mão direita contra o rosto dela.

— Sua vadi…

— Lave a sua boca antes de falar de mim, porque a única vadia aqui é você! — digo, irritada enquanto a vejo pousar sua mão na bochecha vermelha pelo tapa — E, para a sua informação, eu não preciso ficar com o chefe para conseguir um emprego!

— Como ousa me bater? Tem ideia do quanto sua vida vai virar um inferno aqui dentro agora? — ela pergunta, visivelmente irritada.

— Eu não tenho medo de você, Aimi! Agora, se me der licença, tenho mais o que fazer do que ficar olhando para essa sua cara feia!

Dou meia volta, mas ela não desiste.

— Você se acha demais, garota! Você vai acabar se dando mal.

— Digo o mesmo para você, cuidado para não se engasgar com seu veneno! — digo, vendo-a ficar cada vez mais irritada — Tenho mais o que fazer, não preciso ficar aturando desaforo de uma vadia qualquer não!

— Vadia qualquer? Dobre a sua língua antes de falar assim de mim!

— Eu falo o que eu quiser, Aimi! Quem é você para dizer o que eu posso ou não falar?

— Alguém que pode te ferrar muito aqui dentro e te fazer perder seu emprego.

Olho-a, fechando os punhos de raiva.

— Vai em frente, eu não preciso disso! — falo e dou as costas, fazendo menção de ir ao elevador — Pensando bem, eu vou facilitar a sua parte, eu mesmo me demito, assim não preciso mais olhar nessa sua cara.

Passo ao lado dela, seguindo direto para a sala de Suigetsu, onde ele estranha a minha atitude assim que eu sento na cadeira em frente a sua mesa. Ele me fita, confuso, e eu peço minha demissão sem sequer falar o motivo.

Claro que ele insiste para eu mudar de ideia, mas já está decidido. Eu não quero passar nem um minuto mais nessa empresa. Eu não preciso passar por essa humilhação só por causa de um salário.

Após resolver toda a questão da minha demissão, sigo para minha ex-sala e arrumo minhas coisas. Antes de sair, aceno para Aimi com uma cara de “até nunca mais, vadia”, fazendo-a me fuzilar com os olhos e entro no elevador, onde suspiro longamente e tento me acalmar passando as mãos pelo cabelo.

Esse foi, sem dúvida, um longo dia.

Um longo e exaustivo dia.

 

. . .

 

~Gaara No Sabaku

— Você parece bem. — digo assim que vejo Ino no corredor, passando ao meu lado no último dia de aula.

A loira para e olha com um brilho diferente nos olhos.

— Como se você se importasse. — ela diz, irritada.

— Por que está me tratando assim?

— Porque você não se importou comigo em uma cama de hospital recém operada! — Ino grita, irritada.

Respiro fundo. Talvez ela tenha, no fundo, razão sobre não ter lhe apoiado quando aconteceu o acidente, mas isso não quer dizer que eu não me importe com ela.

— Foi mal, Ino.

— Foi mal? — ela pergunta, incrédula, irritada e tudo que você conseguir pensar. — Foi mal? Eu quase morri atropelada, e você diz “foi mal”? — faz aspas quando pronuncia as duas últimas palavras — Não foi mal, não, Gaara, foi péssimo!

Fico olhando-a, sem saber o que dizer. Vez ou outra, ela respira fundo e passa as mãos no cabelo, descontrolada, até contar até três e respirar pela última vez para acalmar-se.

— Deixa isso pra lá, não importa mais. — Ino fala, em um tom mais baixo — Agora, me fala, por favor, você desistiu de toda essa loucura de separar o Sasuke e a Sakura, não é?

Olho-a, incrédulo.

 

— O prazer é todo meu. — falo, sorrindo maliciosamente.

Algo me diz que ela pode ser muito útil.

— Bom, já vou indo. — Hana começa a se afastar, porém eu a chamo antes de dar muitos passos. Sigo até ela novamente — O que foi? — ela pergunta, confusa.

— Queria te fazer uma pergunta… Você está afim do Sasuke?

Ela arregala os olhos.

— Como você…

— Eu não sou cego, eu os vi outro dia no corredor. — Hana abaixa a cabeça, assumindo uma expressão triste no rosto.

— É, mas ele não gosta de mim, nem sequer se lembrava da noite em que nos beijamos, e ainda tem aquela garota de cabelo rosa…

— Ela é o de menos. — digo, fazendo Hana me olhar confusa e curiosa ao mesmo tempo. — Olha, podemos trabalhar juntos.

— O que quer dizer com isso?

— Eu sou afim da Sakura, até namoramos uns meses atrás, mas, desde que o Uchiha entrou no caminho dela, Sakura perdeu o juízo.

— Mas o que isso tem a ver? — ela pergunta, confusa.

— Como o que tem a ver? — pergunto, encarando-a. — Eu quero a Sakura, e você, o Sasuke. Se nos juntarmos, podemos separá-los e conquistar nossos objetivos. — Hana me fita com o semblante sério e coloca uma das mãos no queixo, parecendo pensativa. — E então, o que me diz? Topa?

 

— Não. — digo, olhando para Ino sem acreditar que ela realmente perguntou isso. — Eu nunca vou desistir de conquistar a Sakura de volta, pois tenho certeza de que ela ainda me ama e só está fazendo isso para me deixar com ciúmes.

Ino me olha, agora é ela quem está com uma expressão de incredulidade.

— Gaara, cai na real! A Sakura ama o Sasuke!

A raiva sobe à minha cabeça, fazendo-me fechar os punhos.

— Não, ela não ama, Ino! Ela ama a mim! — insisto.

— Deixa de ser idiota e percebe logo que ela já te esqueceu faz tempo. Segue sua vida e deixe-a em paz!

— Me dê um motivo para isso.

— Ela está grávida de um filho do Sasuke, Gaara, isso já não é motivo suficiente para deixá-los em paz?

Eu arregalo os olhos. Não. Isso não é possível.    Sakura não está grávida daquele riquinho metido. Não, ela não está!

— Não mente para mim! — peço para a Ino, já perdendo meus últimos vestígios de controle.

— Não estou mentindo, Gaara. Ela está grávida.

Respiro fundo, fechando e abrindo as mãos.

— Isso não é verdade! Não pode ser verdade!

 


Notas Finais


E então? Gostaram?
Beijinhos e até o próximo.


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