História Minha nova madrasta - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Jessica, Personagens Originais, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Menção Chanbaek, Menção Yoonyul, Soosun, Taeny, Yoonhyun, Yulsic
Exibições 492
Palavras 5.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Ecchi, Famí­lia, Festa, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


SALVE PESSOINHAS DO MY HEART <3

Cheguei mais cedo dessa vez xD Espero que gostem do capítulo meus lindos e lindas :3

Bjs e até as notas finais :D

Capítulo 19 - Hello New York!


Fanfic / Fanfiction Minha nova madrasta - Capítulo 19 - Hello New York!


 Taeyeon 

 



Nova Yorque? O quê? Por que vamos para lá? Não estou entendendo nada. E a julgar pelo olhar desconcertado de Tiffany ela também estava tão perdida quanto eu.



– Nova Yorque? – a Hwang indagou.




– Sim. Vamos amanhã à tarde, passamos três dias lá e voltamos ainda essa semana. – Jaewook explicou simples e direto.



Eu não estava entendendo. Nós quem?



– Nós? – Jaewook me encarou inquieto, sua expressão dizia perfeitamente “você não entendeu ainda?”



– Nós. Eu, você e Tiffany.



Isso só serviu para eu achar ainda mais estranho. E de coisas estranhas eu já havia preenchido a minha cota por hoje.



– Mas por quê? – foi a vez de Tiffany interrogá-lo.



Jaewook sorriu, pelo menos contraiu seu rosto, julguei aquilo como um sorriso.



– Tenho assuntos a tratar por lá e achei que seria bom levar vocês comigo.



– Você achou? – ela retrucou irônica.



– Achei, meus produtores também acharam, os seus também, todo mundo concordou com isso. – Jaewook proclamou levantando-se. – Vamos, arrumem suas malas, quero estar com tudo pronto esta noite, passarão para levar nossas malas amanhã de manhã.



Dito isso ele dirigiu um olhar discreto e rápido para a escada. Tiffany não disse nada, apenas deu às costas e subiu apressada com os olhos sérios e o cenho franzido. Ela não parecia nem um pouco feliz. Estranhei, mesmo para um casamento falso esses dois pareciam se dar bem. Ou talvez ambos fossem bons atores e era isso que queriam que todos pensassem, incluindo eu.



Como ficar sozinha com Jaewook não era uma opção para mim, subi. Ao transpor o segundo andar avistei Tiffany pela porta entreaberta do seu quarto, ela estava sentada na borda da cama, quieta e com os braços cruzados. Parecia em transe, completamente inerte em seus pensamentos. Para evitar surpreendê-la dei duas pequenas batidas na porta. A morena imediatamente virou-se para mim, abriu um sorriso forçado e me convidou a entrar.



– Você sabe porque vamos viajar?



Perguntei porque sabia muito bem que Tiffany conhecia a resposta para essa pergunta. A última frase de Jaewook deixou isso bem claro. Eu evitava me meter fazendo perguntas a morena sobre esse assunto, mas isso não me fazia deixar de pensar nele.



– Possivelmente apenas vamos cumprir mais alguma obrigação do contrato da companhia. – ela suspirou estirando-se pela enorme cama. – Temos que representar bem nosso noivado.



– Hm. – concordei monossilábica. – E isso dá certo?



Seus olhos voltaram-se para mim, Tiffany estava deitada, e por se encontrar nessa posição achei engraçado o formato que seus olhos assumiram. Mais espichados.



– O quê?



– Esse contrato. Mudou alguma coisa na vida de vocês. – Tiffany arqueou a sobrancelha claramente confusa. – O que eu quero dizer é se vocês ganharam mais dinheiro ou algo assim.



Tiffany riu nasalado.



– De certo modo pode se dizer que sim, ganhamos mais dinheiro. – assenti com a cabeça. – Por quê?



Dei de ombros me deitando no outro lado da cama.



– Só fiquei curiosa. Queria entender porque você estava fingindo ter um relacionamento com Jaewook. – não conseguia enxergá-la agora, a luz do teto incomodava meus olhos, estendi um braço com a mão aberta para proteger meus olhos da luz branca.



– Muitas pessoas fazem isso, acho que casamentos arranjados, noivados por contrato, relacionamentos falsos, são normais no nosso mundo, especialmente se as pessoas envolvidas possuem um número considerável de bens. – eu agora brincava de abrir e fechar meus dedos contra a luz do teto. – Talvez você não saiba mas Jaewook não vive apenas da carreira de ator, ele também compra e investe em ações de algumas empresas. A do meu tio é uma delas, nosso noivado falso é apenas uma maneira de todos se beneficiarem sem fazer esforço. Não seria um casamento ruim para mim de qualquer forma.



– Mas vocês vão mesmo se casar? – indaguei esticando a outra mão para tapar a luz que castigava meus olhos.



– Antes eu realmente não me importava em casar ou não com Jaewook, eu também não esperava que ele tivesse uma filha. E que essa filha fosse tão irritante. – ambas rimos com sua última observação. – Mas agora… – enxerguei apenas a mão alva de Tiffany esticada no ar, ela também tapava a luz do rosto.



– Mas agora? – insisti abaixando um braço, o primeiro que foi erguido, já estava cansado de ficar esticado sem apoio.



– Agora não sei mais o que eu quero. – sua mão que balançava no ar encostou na minha para instantes depois seus dedos entrelaçarem-se aos meus, notei que ela virou a cabeça. – E parte da culpa disso é sua Taeyeon.



Virei o rosto para encará-la. Estávamos muito próximas e Tiffany é ainda mais bonita de perto, seus lábios estavam perigosamente perto demais. Tiffany fechou os olhos, sabia o que ela esperava e estava prestes a concretizar o ato quando escutei passos na escada. Com um pulo me levantei, soltando nossas mãos. Tiffany ergue-se segundos depois me encarando estupefata.



Virei a cabeça para a porta e Jaewook passou segundos depois pelo corredor direcionado um olhar discreto ao quarto, caminhava em direção ao seu escritório, a última peça do corredor. Tiffany suspirou estirando-se novamente na cama.



– Ok, não vamos fazer nada aqui. – ela falou virando-se de bruços.



Tiffany trajava uma calça jeans que salientava sua bunda. Vê-la deitada assim, de bruços, com a bunda levemente empinada, me fez ter pensamentos nem um pouco castos. Eu a estava secando e ela com certeza percebeu isso, pude confirmar pelo olhar de canto que me deu e a risada debochada logo em seguida.



– Está apreciando a vista? – perguntou ainda rindo.



– Estava. Vou arrumar minhas malas.



– Aigoo volte aqui! – ela pediu, mas eu já havia deixado o quarto.



Ao encarar meu armário vazio deixei um suspiro escapar. Fazia bons meses que eu havia voltado, mas devido a fatores muito específicos e contratempos – outras palavras para preguiça e má vontade – eu nunca cheguei a desfazer minhas caixas de roupas que ficavam empilhadas ao lado da cômoda. Havia uma caixa para cada tipo de roupa; uma para as camisetas; outra para as calças, shorts e saias; uma menor para as roupas íntimas; diversas caixas. Enquanto fuçava nelas a procura de roupas que considerava desaparecidas encontrei meu antigo uniforme do internato.



– Você deve ficar fofa usando isso. – Tiffany brotou atrás de mim, me assustei com isso e tive dificuldade em camuflar meu espanto. – O que foi?



– Nada, só não vi você entrando. – ela sorriu, direcionando sua atenção à roupa que eu tinha em mãos.



– Você cabe nisso ainda não é? – dei de ombros.



– Não pretendo caber nunca mais. Odeio esses uniformes. – Tiffany soltou uma breve risada antes de roubar o conjunto das minhas mãos.



– Eu acho fofo. Será que eu entraria nele? – balancei a cabeça repetidas vezes.



– Talvez não sirva aqui em cima. – indiquei seus peitos com um breve olhar.



Tiffany riu me entregando novamente o meu antigo uniforme. Guardei a roupa de volta na caixa em que estava. A Hwang parecia interessada em chafurdar nas minhas caixas tirando vez ou outra alguma roupa que achava bonitinha e ficava divagando se a roupa serviria nela ou não. No momento ela analisava milimetricamente um moletom branco que eu não usava a uns bons dois anos.



– Você não tem que arrumar suas coisas Tiffany?



– Vai me expulsar daqui? – arqueou uma sobrancelha acusadora.



– Não é isso eu só queria fazer minha mala sem que me atrapalhassem.



Sobrancelha. Me corrigi apressadamente.



– Quer dizer, eu queria terminar rápido e você está…



Desisti de tentar concertar minhas frases, pareciam, e ficavam, piores a cada tentativa. Tiffany largou a roupa que analisava.



– Você vai usar isso? – indicou o moletom com a cabeça.



– Não.



– Ótimo então me dê!



– Por quê? – indaguei um pouco surpresa.



– Eu adorei ele. – ela sorriu. – Por favor!



– Mas é meu! – Tiffany fez cara de cachorrinho perdido, abandonado, mal amado, esfomeado e todos os “ados” que poderiam existir.



– Por favor Tae! – pediu manhosa. – Por favor! – fez bico.



Muito fofa. Mas o moletom ainda era meu.



– Não vou te dar. Mas posso te emprestar. – Tiffany iniciou outro ataque de aegyo que julgava ser eficiente, na verdade era, mas eu não queria dar o braço a torcer.



– O que eu vou ter que fazer para você me dar esse moletom? – ela apelou fazendo bico e abaixando parcialmente a cabeça com as mãos fechadas logo abaixo do queixo.



Claro que eu pensei em diversas respostas, mas desisti de verbalizá-las, não era o momento muito menos o lugar adequado para fazer isso. Jaewook bem que podia ter escolhido qualquer outro momento para voltar. Apenas fiquei quieta e deixei que ela pegasse o moletom. Minha resposta positiva para seu pedido veio com gritinhos histéricos e extremamente finos por parte de Tiffany. Que após conseguir o que queria saiu do meu quarto me roubando diversos beijos pelo rosto. Devolvendo a peça ao seu silêncio habitual.



Terminei de arrumar minhas coisas e deixei-as na sala, onde Jaewook havia pedido que eu deixasse. Tiffany havia se trancado no quarto, pelo menos foi o que deduzi ao dar de cara com a porta fechada. Decidi não incomodá-la mais, já estava tarde, voltei para o meu quarto, peguei meu pijama e caminhei até o banheiro do andar de cima. Ninguém o usava, Jaewook e Tiffany tinham suítes e Jihun só fazia uso do banheiro do andar de baixo.



Liguei o chuveiro no quente, adorava banhos escaldantes, me deixavam relaxada. Ao encarar meu reflexo no espelho a lembrança recente do beijo com Tiffany voltou imediatamente. Se fechasse os olhos poderia sentir como se estivesse revivendo aquele momento. Abri as pálpebras balançando a cabeça negativamente. Não.



Eu não tinha certeza de nada, Tiffany também não, pelo menos, até eu ter alguma certeza isso não iria mais se repetir.



Foi tudo muito repentino. Tiffany não devia estar raciocinando direito quando fez aquilo. Isso, só pode ser isso. Vamos colocar os fatos em ordem; no primeiro beijo estávamos bêbadas, eu estava quase inconsciente. Isso não conta, bêbados não pensam direito, e até hoje eu achava que ela sequer lembrava daquilo. O segundo estávamos sóbrias. Tiffany que tomou a iniciativa de qualquer jeito. Mas, o que me preocupa, é que eu gostei. Eu não devia gostar.



Isso estava certo? Eu não devia me envolver com Tiffany. É apenas um contrato, com Jaewook, o tempo para Tiffany pegar suas coisas e ir embora é curto. Não vale a pena tentar alguma coisa. Então porque uma parte de mim quer me convencer do contrário? Sim; definitivamente isso não daria certo. Tiffany é famosa, tem muitos fãs, uma imagem a zelar, não me sentiria bem em ser a responsável pelo fim da sua carreira. Ficar com ela era ótimo, não vou negar, mas não podia acontecer mais. Isso, não aconteceria mais, eu me incumbiria de evitar que esses beijos se repetissem, foram só dois. Não precisam existir mais.



Saí do banho com uma decisão tomada. Vesti meu pijama, passei pela cozinha para pegar um copo de água e subi novamente. A porta do quarto de Jaewook estava devidamente fechada, ele já devia ter se recolhido para se deitar. Por outro lado a porta do quarto de hóspedes estava aberta. Não precisei me aproximar para enxergar as malas que preenchiam o quarto. Decidi não atrapalhar Tiffany e rumei direto para o meu quarto.



Surpreendi-me ao encontrar a morena sentada na minha cama com o Senhor Taengoo no colo.



– Tiffany, achei que estava arrumando suas malas. – ela se virou para mim com um sorriso singelo no rosto.



– Eu estava, terminei agora há pouco. – sorriu deixando o urso de lado na cama. – Só passei para dar boa noite. – seus eyes smiles me arrancaram um sorriso tímido.



– Já estou grandinha para me colocarem na cama. – murmurei sentando onde antes a Hwang estava.



– Deixe de ser boba.



Ela se inclinou para arrumar meu edredom que estava embolado, a fitava inescrupulosamente, tenho a impressão de que Tiffany notou, pois sorriu consigo mesma, me deixei distrair com sua ação e mal percebi quando a morena me roubou um selinho antes de se afastar da cama com um doce “Boa noite”.



– Tiffany. – chamei antes da Hwang transpor a porta.



– Sim? – ela se virou.



– O que tem de divertido para fazer em Nova Yorque?



Mesmo com a pouca iluminação que vinha do corredor enxerguei perfeitamente seu sorriso de canto. Ela hesitou em responder, parecia estar catalogando várias alternativas de resposta, por fim decidiu falar, com um ar diferente e um tanto intimidador.




– Vou te mostrar quando chegarmos lá Taeyeon. Por hora, apenas durma bem!



– Boa noite Fany!







Jessica







Yuri demorou a curar da febre, o que parecia ser apenas uma gripe evoluiu para uma infecção na laringe. A morena foi sentenciada pelos médicos a permanecer uma semana em casa de repouso. Por causa disso a proibi terminantemente de sair de casa. Infelizmente eu não podia me dar ao luxo de ficar com ela o tempo todo. Claro que Yuri reclamou furiosa quando disse que chamaria alguém para tomar conta dela.



– Você não vai fazer isso Jessica! Não sou criança e mesmo se fosse não estou a beira da morte! – protestou cruzando os braços.



Sua voz estava estranha, esganiçada, um pouco rouca. Era cômico. Mas Yuri não me deixava rir disso.



– Tem certeza? E se você piorar? Se tiver algum piripaque?



– Sica-ah! – isso foi um gemido? Contive as risadas com esforço. – Não precisa se preocupar tanto! Você vai voltar! São só algumas horas! Não é como se eu fosse morrer no momento que você me deixar sozinha!



Suspirei concordando, ela estava certa, eu estava me preocupando demais. Desde aquele dia não conseguia não me preocupar com ela. Eu não era assim. Yuri se levantou da cama e disse que iria preparar alguma coisa para nós comermos antes que eu fosse para o trabalho. Minha primeira reação foi condenar tal ato, mas pensei melhor e fui tomar um banho. Queria relaxar antes de ir para a empresa. Eu precisava estar relaxada.



Mesmo querendo estrangular Donghae em apenas vê-lo me contive a semana inteira. Estava esperando. Agindo com cautela. No momento infelizmente estávamos ocupando o mesmo cargo hierárquico. Eu tinha o coringa de o dono da empresa ser meu pai. E me aproveitaria disso até morrer se eu pudesse ter o prazer de ter Donghae em minhas mãos implorando por misericórdia. E eu teria. Era tudo questão de tempo.



Secretamente iniciei uma investigação sobre as atividades financeiras de meu colega de trabalho, antes meu amigo. Como esperava a quantidade de dinheiro sonegado e ganho ilegalmente com seus negócios de prazer era grande. Eu tinha os registros, podia incriminá-lo por sonegação, mas isso não era o bastante, eu queria humilhá-lo, da mesma forma que ele humilhou Yuri e as outras modelos.



– Sica! Você vai demorar muito? – escuto Yuri me chamando do corredor.



Respondo que não. Já estava me vestindo. Quando terminei de me arrumar amaldiçoei o relógio por fazer o tempo passar tão rápido. Minha relação com esses malditos aparelhinhos é algo extremamente peculiar. Parece que o relógio decide andar somente quando eu estou dormindo ou fazendo nada. Isso me irrita profundamente. Como não queria me atrasar para a reunião fui obrigada a deixar a comida de Yuri para uma próxima vez, (o que foi muito difícil de fazer).



– Tem certeza? – ela não escondeu a decepção na voz fanha.



– Como quando voltar do trabalho! Se tudo der certo, vou ter Donghae aos meus pés ainda hoje! – não evitei sorrir com maldade.



– Então se apresse minha pequena naja! – ela riu. – Seu coelho pode fugir!



Sorri. Mesmo sendo prevenida pelo médico a evitar contato próximo com Yuri para não ficar doente me despedi da morena com um beijo apressado e com gosto de café da manhã. Desci pelas escadas, demoraria demais esperar o elevador subir, meu carro já me esperava lá embaixo.










A reunião havia finalmente terminado. Mesmo me esforçando não consegui manter-me focada o tempo todo. Não gostava da maioria das pessoas que encontrei naquela sala rodeada de janelas por todos os lados exceto o da porta. Donghae estava sentado bem a minha direita e isso me irritava, do lado dele, aposto que apenas para me provocar, estava o homem que reconheci como o empresário que dormiu com Yuri.



Claro que as condições eram desfavoráveis para se cometer um duplo assassinato naquele momento. Mas nada me impedia de jogar algumas cápsulas de cianureto na água daquele bastardo, eu apenas precisava conseguir o cianureto. Não. Pense Jessica! Você não pode fazer isso! Você seria presa! Levantei da cadeira aliviada. A maioria daqueles velhos babões havia ido embora. Restava apenas meu pai e alguns homens que, juntamente a uma mulher alguns anos mais velha que eu, conversavam próximos à porta. Meu pai raramente aparecia na sede em Seul, como ele mesmo dizia inúmeras vezes, preferia tratar dos negócios nos Estados Unidos.



– Appa! – sorri, ele retribuiu o sorriso.



– Você esteve avoada a reunião inteira, o que aconteceu Sooyeon? – ok ele é meu pai ele pode me chamar assim.



– Eu queria conversar com você Appa. – disse como quem não queria nada.



– Estou disponível agora, daqui a duas horas pego o avião de volta para a América. Tenho uma reunião amanhã de manhã e quero chegar com bastante antecedência.



Isso era típico, meu pai era um homem ocupado, podia no mesmo dia ter três reuniões, uma em cada país diferente. Como não teve filhos homens coube a mim e a minha irmã dar continuidade aos negócios. Meu pai pediu que as pessoas que ainda estavam na sala saíssem. Mal escutei a porta se fechar suspirei aliviada. Agora só havia eu e ele.



– Então, sobre o que você queria conversar comigo?



Respirei fundo. Eu estava prestes a jogar Donghae de um abismo que ele não conseguiria sair nunca mais. Se eu cheguei a sentir pena dele, com certeza esse momento já passou.



– Sobre Donghae.



Ele pareceu levemente surpreso. Porém sua reação não foi tão chocante quanto o que ele disse depois.



– Isso é mesmo interessante. – murmurou falando mais consigo mesmo do que comigo. – Donghae disse que precisava conversar comigo a respeito de você hoje de manhã.



Por um momento senti como se tivesse levado um soco na boca do estômago. Donghae já havia conversado com meu pai. Isso não era bom. Disfarcei minha preocupação enquanto arrumava meu cabelo perguntando logo em seguida da forma mais natural que me foi possível.



– E o que ele disse?



– Um assunto sem pé nem cabeça sobre você e uma modelo que entrou recentemente na companhia. – ele riu enquanto balançava a cabeça em negação. – Idiota da parte dele não acha?



– C-claro.



Acompanhei sua risada, mas estava nervosa demais, por sorte ele não percebeu. Ou se percebeu, deixou por isso mesmo.



– Mas o que você queria conversar sobre Donghae?




– Sobre isso. – coloquei na mesa em frente a ele uma pasta que continha todos os resultados de minhas investigações sobre a vida financeira ilegal de Donghae. – Pelo que essas contas me dizem, Donghae tem lucrado bastante com a sonegação de impostos referentes às suas despesas nas viagens financiadas pela empresa e a maior fonte de seus lucros nos últimos quatro anos foi a venda de nossas modelos em troca de favores e capas de revista.



Conclui tentando ler alguma reação por parte de meu pai. Ele lia atentamente os dados dispostos na folha em suas mãos. O silêncio prosseguiu até que ele tivesse passado os olhos até mesmo nos menores detalhes.




– Isso foi você quem fez? – ele indagou um pouco descrente dos dados na sua mão.



– Sim, iniciei uma investigação sobre as finanças de Donghae, o resultado está na sua frente. – ele assentiu.



– Chame ele por favor.



Murmurou sem que eu conseguisse discernir nenhum tipo de sinal em sua voz. Porém mandei chamar Donghae com um sentimento inexplicável de cumplicidade. Podia sentir que meu pai estava revoltado com a atitude de Donghae. Eu também fiquei. Donghae foi recebido como um filho pela minha família, fomos criados juntos, ele me salvou quando eu tinha dezessete, tivemos uma espécie curiosa de relacionamento, provavelmente nos casaríamos no futuro. Donghae era a única pessoa além de Tiffany em quem eu confiava.



Mas tudo isso não importava mais. Ele não traiu apenas a empresa, não traiu apenas meu pai, ele traiu a minha confiança, podia não gostar mais tanto dele, muito menos demonstrar isso, porém ele ainda era importante para mim. Sua atitude me magoou, incitou minha cólera. Talvez, se ele não tivesse usado Yuri, talvez eu reconsidera-se o que ele fez, mas Donghae não estava usando apenas Yuri, outras modelos também faziam parte dessa sujeira. O ato de vendê-las em contratos abusivos era crime, era desumano.



– Por que me chamou aqui Jessica? A reunião já acabou e eu tenho muitas coisas para resolver! – Donghae entrou reclamando em um tom agressivo, porém calou-se ao notar que meu pai estava na sala. – Senhor. Não esperava encontrá-lo aqui.



Ele fez uma reverência. Meu pai indicou com a cabeça uma cadeira para o moreno se sentar, o que ele fez imediatamente. Com outro gesto de cabeça meu pai pediu silenciosamente que eu os deixasse a sós. Obedeci prontamente. Mal havia transposto a porta já me vi entregue a um estado de nervosismo quase insuportável. Eu precisava saber o que eles estavam conversando. Precisava saber que decisão meu pai tomaria a respeito dos atos de Donghae. E precisava saber logo.



Passou-se exatos cinquenta minutos para que a porta fosse aberta novamente. Diferente de toda a sala que era feita de vidro, a parede que abrigava a porta era de concreto, os dois homens saíram de lá com expressões sérias no rosto. Donghae estava de cabeça baixa, meu pai sustentou com dureza o olhar que eu lhe dei. Suplicante por informações. Quando o moreno passou por mim no corredor o rancor em seus olhos era de um nível assustador.



Ele não disse nada, apenas sumiu com passos duros pelo corredor. Fitei-o cuidadosamente enquanto ainda foi possível mantê-lo em meu campo de visão, quando o perdi de vista me voltei para o meu pai. Meus olhos diziam claramente o que eu não conseguia verbalizar.



– Donghae foi banido da empresa. Não o aceitarei de volta. E espero que quando você assumir a presidência você cumpra meu desejo de mantê-lo afastado. – eu precisei evitar sorrir ao escutar isso. – Eu preciso me apressar, perdi muito tempo com isso.



Ele se aproximou e fez menção de me abraçar, porém, hesitou e desistiu. Eu podia ler perfeitamente em seu rosto que ele ponderava sobre alguma coisa, e essa alguma coisa não era me abraçar. Por fim ele perguntou discretamente. Alguns homens os quais eu conhecia apenas de vista como colegas do meu pai apareceram na dobra do corredor.



– Sooyeon. Qual sua relação com aquela modelo?



Meu cérebro congelou pensando em uma resposta.










Tiffany







Jaewook estava insuportável. Ele parecia ficar misticamente mau humorado somente pelo fato de que teríamos uma viagem pela frente. Já estávamos no aeroporto, apenas esperando pelo nosso voo, Taeyeon dormia em uma posição estranha na cadeira ao meu lado. Por causa da impaciência do Kim mais velho chegamos cedo e mesmo depois de fazer o checking e despachar nossas malas ainda tínhamos uma hora antes da chamada de embarque do nosso voo.



Eu comprei algumas rosquinhas para fazer o tempo passar mais rápido, já havia comido quatro, Jaewook aceitou uma em silêncio. Não ofereci para o pequeno ser loiro ao meu lado porque evitei acordá-la, ela aparentava estar muito feliz dormindo. Mesmo que sua cabeça estivesse em um ângulo estranho que a deixava com uma expressão engraçada no rosto. Enquanto comia a última das rosquinhas e folheava um panfleto de viagens. Escutei o celular do moreno tocar, ele atendeu um pouco contrariado. Jihun, que estava sentado ao lado de Jaewook, juntamente ao rapaz enviado da companhia para nos acompanhar até o avião, direcionaram olhares curiosos.



– Alô.



Disse seco. Voltei meus olhos para a revista, as passagens para a Cidade do México estavam em promoção.



– Como assim hoje?



Desta vez sua voz saiu agressiva. Taeyeon resmungou algo incompreensível e virou a cabeça para o outro lado.



– Agora? Você sabe onde eu estou?



Ele estava muito irritado. Quase gritou a frase seguinte.




– Vou cobrar isso do salário de vocês!



Desligou a chamada com gestos brutos. O rapaz da companhia encarou-o aturdido.



– O CEO precisa que eu vá até a empresa agora, surgiu algum problema com o contrato em Nova Yorque.



Jaewook falava diretamente comigo. Soltei o catálogo no meu colo.



– O que aconteceu? – perguntei mantendo a calma.



– Minha agente não explicou muito bem, mas exigiu que eu estivesse presente ainda esta tarde na empresa.



– E quanto a mim?



– Só um dos dois é necessário no momento. E seu agente vai estar lá.




Como se meu agente e eu pensássemos da mesma forma. Evitei pronunciar essa forma. Suspirei pesadamente.



– Vamos cancelar a viagem? – ele balançou a cabeça em negação.



– Pegarei um voo de madrugada, você e Taeyeon vão agora.



– Mas não vão precisar de mim?



– No momento não, eles afirmaram que vão marcar uma reunião assim que nós voltarmos.



Concordei com um gesto mínimo de cabeça. Não estava gostando dessa história. Mal Jaewook e Jihun saíram mandei uma mensagem ao meu agente pedindo por explicações, como não obtive resposta importunei o rapaz da companhia para que ele me esclarecesse alguma coisa, porém o homem estava mais perdido do que eu.



Como não podia fazer nada me conformei terminando com a última rosquinha da caixa. Tayeoen acordou somente quando a chamamos para entrar no avião. Fiquei me perguntando se ela havia tomado alguma coisa para dormir tanto, mal se viu sentada na poltrona da aeronave fechou os olhos para abri-los novamente só quando já estávamos próximos a costa de Manhattan. Outro agente nos esperava na América quando desembarcamos. Um rapaz simpático chamado Nick alguma coisa Lee, que tinha dificuldade com o coreano, mas se esforçava em falar esse idioma, mesmo tendo percebido que eu era fluente em inglês, podia distinguir alguns traços asiáticos em sua aparência, talvez apenas a cara um pouco achatada e os olhos levemente puxados.




– O que ele disse Tiffany? – Taeyeon indagou logo que entramos no carro que nos levaria ao nosso hotel.



– Que temos o resto da madrugada e o dia de amanhã livre para fazermos o que quisermos.



Ela assentiu. Parecia vidrada com a paisagem lá fora. Eu também estava. Nova Yorque estava mais fria se comparada a Seul, porém o trânsito caótico e trancado era o mesmo. A diferença mais marcante estava obviamente na forma de comportamento das pessoas. Além claro, da aparência física. Depois de bons quarenta minutos naquele carro chegamos a entrada de um enorme hotel. Fiquei um pouco tonta ao olhar para cima na tentativa de contar os andares, inútil, era alto demais para contar.



O nosso guia (como Taeyeon chamava o rapaz da companhia) já estava com tudo pronto para a nossa chegada, tivemos apenas que assinar alguns papéis na recepção do hotel e deixar uma pequena garantia. O quarto de Jaewook ficaria reservado até a chegada do mesmo. Ao tocar nesse assunto, lembrei de mandar outra mensagem ao meu produtor. Esse silêncio todo estava me incomodando.



O saguão do hotel era trabalhado em sua maioria em mármore, paredes brancas e luminárias que custavam uma fortuna. O corredor e o elevador seguia essa mesma regra, sofisticado, caro e sem cor. Dentro do elevador um homem com uma barba monstruosa era o responsável por apertar os botões. A cara de espanto que Taeyeon fez ao fitar o homem ficaria eternamente gravada em minha mente.



– Ele é algum hobbit perdido? – ela sussurrou para que o manager não escutasse.



Contive minha risada em uma tosse falsa. Chegamos no nosso andar, o vigésimo terceiro, Nick disse que nossas malas já estavam no nosso quarto. Ele se despediu com uma reverência, me deu seu telefone se precisássemos de alguma coisa, ou se quiséssemos sair para jantar fora ele viria nos buscar. Como eu havia previsto, não nos deixariam sair sozinhas do hotel. Fechei a porta.



– Achei que ele ia ficar o resto da noite aí de papo furado. – Taeyeon apareceu ao meu lado com um pacote de alguma coisa em mãos. – Só entendi o gud naite.



Sua pronúncia equivocada me fez rir.



– O que você quer fazer? – indaguei me sentando em uma das camas de casal.



– Descansar. Essa viagem acabou comigo. – a loira estirou-se pelo colchão da cama ao lado.



– Mas você dormiu a viagem inteira!



– Foi um sono mal dormido.



Balancei a cabeça em sinal negativo. Taeyeon ligou a TV. Passou por alguns canais antes de desligá-la novamente.



– Esqueci que não entendo nada!



Foi impossível não rir.



– Você não devia rir da ignorância alheia!



Dei de ombros.



– Está com fome? – Taeyeon balançou a cabeça concordando apressadamente. – Ótimo, vou pedir alguma coisa do serviço de quarto.




Havia um pequeno cardápio com alguns pratos, mas Taeyeon quis apenas um hambúrguer, acabamos pedindo a mesma coisa. A pessoa do outro lado do telefone garantiu que não demoraria mais do que meia hora para a comida chegar. Comuniquei a informação à Taeyeon, ela disse que tomaria um banho enquanto esperava a comida.




Assenti em silêncio. Porém não deixei de reparar que esta era a terceira vez que Taeyeon arranjava uma desculpa para não ficar muito tempo comigo. Desde que saímos de casa a menor vinha me evitando, primeiro no aeroporto, antes de dormir refutou todas as minhas tentativas de conversas e durante o percurso do voo colocou seus fones de ouvido e me dispensou para ler um livro.




A comida chegou antes que a Kim saísse do banho, como eu estava morrendo de fome não a esperei. Estava na metade do hambúrguer quando escutei a voz de Taeyeon me chamando da porta do banheiro.




— Tiffany, eu esqueci minha camiseta, pode me alcançar, está em cima da cama!




— Eu estou comendo Taeng! — retruquei dando outra mordida no hambúrguer. — Vem você buscar!




— Por favor Tiffany! — ela amaciou a voz.



— Senhor Taengoo mandou dizer que Tiffany está comendo e não vai atender ao seu pedido! — interpretei o urso.




Escutei Taeyeon praguejar, logo em seguida passos apressados, eu estava comendo sentada em uma das camas, deixei os hambúrgueres em cima do criado mudo, utilizando-o como mesa.




— Sua preguiçosa!




Mandei um beijo debochado em resposta a sua acusação. O hambúrguer estava muito bom e não hesitei em desmontar isso enquanto comia.




— Você tem que provar isso Tae!




Ela havia terminado de colocar a camiseta e penteava os cabelos. O cheiro de shampoo cobriu o aroma que exalava dos hambúrgueres.




— Cadê o meu? — indiquei sua comida com a cabeça, ela começou a comer imediatamente.




— Nossa você estava com fome! — exclamei espantada com a voracidade que ela devorava o hambúrguer. — O que vai querer beber?




Perguntei caminhando até o frigobar. Taeyeon grunhiu algo que eu não entendi, ela estava de boca cheia. O frigobar tinha algumas opções bem variadas, refrigerante, água, cerveja, suco, champanhe, vinho e uma garrafa de uísque. Não sabia o que ela gostava então peguei uma lata de cerveja, uma coca cola e a champanhe.




— Você vai tomar tudo isso? — a loira indagou surpresa.




— Não sabia o que você queria.




Taeyeon terminou de comer antes de se preocupar com sua bebida. Como não era eu quem estava pagando não me incomodou abrir a garrafa de champanhe.




— Você vai mesmo tomar isso? — a loira estava desacreditada encarando a garrafa.




— Só um copo. — sorri.




Taeyeon deu de ombros e pegou a latinha de refrigerante. Terminei meu primeiro e único copo. Como havia prometido. Encarei a Kim que desviou o olhar ao perceber ser o alvo dos meus olhos.




— Por que está me evitando?




— Como assim evitando?




— Você passou o dia fugindo, desviando o olhar, inventando desculpas para sair da minha presença.




Taeyeon ficou cabisbaixa. Deu uma bebericada na latinha antes de responder ainda olhando para o chão.




— Não estou fugindo de você.




— Ah não? — duvidei mudando a cama em que sentava.




Me aproximei dela, imediatamente Taeyeon recuou, batendo com as costas na guarda da cama.




— Você fugiu. — constatei encarando-a.




Ela desviou os olhos. Me sentei normalmente, Taeyeon se ajeitou melhor, cruzando as pernas. Sabia que ela estava fazendo isso por causa daqueles beijos que nem deviam ter acontecido. Como se lê-se meus pensamentos ela começou calmamente.




— Não sei se devemos fazer isso de novo.




— Isso o quê? — me fiz de idiota.




Taeyeon me fitou com urgência. Baixei os olhos. Eu queria perguntar por que, queria que ela me explicasse que não devíamos fazer isso. Embora eu soubesse muito bem.




— Não precisa ser assim. Jaewook não está aqui, ninguém precisa saber de nada.




Disse rápido demais, Taeyeon sorriu fraco.




— Seria bom, mas você sabe que alguém sempre descobre.




Concordei com a cabeça. Taeyeon tomou mais um gole do seu refrigerante antes de largar a lata no criado mudo. Com um suspiro se deitou na cama, deixando as pernas penderem para fora.




— Podemos assistir um musical na Broadway amanhã?




Eu ri com sua proposta.




— Talvez. Não era isso que eu tinha em mente.




Taeyeon se ergueu apoiando o corpo nos cotovelos, ficou nessa posição meio erguida meio deitada.




— O que você tinha em mente?




Sorri me aproximando um pouco mais do meio da cama.




— Lembra que você me perguntou o que tinha de divertido para fazer em Nova Yorque?




Taeyeon assentiu muda. Eu me aproximei mais, ficando quase de quatro em cima da cama. Eu queria beijá-la, ela sabia disso, não se mexeu, considerei isso como um consentimento de sua parte.




— Tem certeza Tiffany?




Ela murmurou antes que nossos lábios se tocassem. Parei onde estava, meus olhos que fitavam ansiosos sua boca encontraram-se com os dela.




— Você não quer?




Taeyeon hesitou antes de responder. Alguns segundos se passaram, ela não disse nada, mas sua mão que estava no colchão encostou de leve na minha bochecha, ela acariciou meu rosto.




— Você é tão linda que dizer não seria um pecado. — sorri acanhada, ela sorriu também. — Ninguém vai saber disso não é? — assenti.




— Ninguém precisa saber disso. E se você não gostar, pode colocar a culpa na coca cola. — Taeyeon riu.




Nos encaramos mutuamente por longos segundos até que a voz da loira se fez presente mais uma vez.




— Você não vai me beijar?




Ela indagou fingindo estar zangada, eu sorri, selando finalmente nossos lábios em um beijo.






Notas Finais


FOI ISSO PESSOINHAS DO MY HEART <3 <3

Espero que tenham gostado do capítulo, o próximo já está a caminho e tenho esperanças de que não vai demorar muito xD Estou postando pelo celular este capítulo então me desculpem se ficar algo errado ou fora da formatação normal!

Bjs mores e até o próximo capítulo ❤


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