História Minha pequena Nashi - Capítulo 84


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Tags Fairy Tail, Lucy, Nalu, Nashi, Natsu
Exibições 440
Palavras 3.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Hentai, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yooo, olha eu aqui de novo! E ainda há quem me chama de menino mal por deixar todos esperando uma semana, naquela expectativa de que as tretas vão ser resolvidas logo.

Lummy: Milagres não contam, ainda é malvado por fazer isso.
Jeff: Não faria se tivesse mais tempo livre >:p

Vamos falar do cap de ontem. Todos. Todo mundo mesmo, percebeu que está rolando algo de muito estranho com a Lucy e tudo o que ela diz ou faz. Estava tudo muito mal contado. E claro, adorei as teorias que alguns de vcs compartilharam, teve algumas que foram além do "Essa não é a Lucy do Natsu!"

Enfim, espero que gostem do "Arco final" da fic, que começou no cap 79 na verdade ˆ.ˆ'''
BOA LEITURA.

Capítulo 84 - Reflexo.


Fanfic / Fanfiction Minha pequena Nashi - Capítulo 84 - Reflexo.

POV NATSU.

 

Abri o portão enferrujado vagarosamente e dei o primeiro passo para dentro daquilo. Lucy olhou em volta antes e então me acompanhou com passos curtos.

 

- Então... – Engoli em seco, andando até a enorme porta – Não precisa responder nada do que ele perguntar se achar melhor. Apenas saiba o motivo pelo qual ele a quis aqui e sobre onde ele enterrou a Michelle.

- Natsu...

- Depois, vamos para o hotel mais próximo, descansamos e vamos para casa em seguida.

 

Não é exagero dizer que aquele ambiente inteiro, em meio ao escuro da rua e ao forte barulho do vento, mais parecia um cenário de filme de terror. Enquanto dava passos cuidadosos pelo solo em erosão notável, me perguntei o que levou os familiares da Lucy a deixarem uma casa enorme e de valor ser consumida pelo abandono.

Pisquei os olhos apenas umas duas vezes durante o trajeto sinistro, tomando cada detalhe: As pedras com musgo espalhadas por todo lado, os galhos secos que balançavam e ruíam das árvores mortas, as folhas que fugiam aos montes pelo vento. Até que chegamos à porta, dez degraus de elevação. A fachada de madeira avermelhada estava descascada, quase não se podia mais ver direito se era mesmo vermelho ou se poderia ser roxo. Tratei de ignorar essa dúvida, erguendo o braço para tocar a campainha.

 

- Não funciona mais... – Lucy disse atrás de mim. Meu indicador travou antes de tentar – Nunca funcionou na verdade. As pessoas costumavam passar trote com frequência e... o papai resolveu inutilizar esse botão.

- Entendo, então é melhor bater – Assim fiz algumas vezes. Olhei para trás, Lucy parecia ansiosa, mas não tanto quanto eu para acabar logo com aquilo e sair o mais rápido possível com ela daquele terreno – Abre logo caramba... Isso aqui está um breu só!

- Está ventando muito também, me sinto congelar – Sussurrou agora ao meu lado – Vamos tentar outra vez – Bateu três vezes em intervalos de cinco segundos. Mas, ninguém veio nos atender – Espera, está aberta Natsu!

- Está? – Empurrei. A porta abriu rangendo feito animal se debatendo pela vida.

 

Dei o primeiro passo para dentro e uma linha de tensão percorreu a minha espinha. A grande sala estava mal iluminada, quase não se podia enxergar os móveis. De relance decifrei dois sofás, um tapete de pele de urso, com cabeça e tudo, uma lareira e um lustre chamativo bem acima dos sofás.

 

- Esta casa... – Apalpei a parede, tentando encontrar o interruptor que talvez nos desse um pouco mais de luz – Me dá arrepios Lucy... – A encarei. Lucy estava séria, pensativa – Me desculpa, mas eu acho que tem assombração aqui agora.

- Natsu, não diga essas coisas – Enconlheu-se, olhando fixo para a escadaria.

 

Quase tive um treco quando vi alguém parado lá em cima de repente, nos observando em silêncio. Caminhei apenas um pouco mais para ter certeza. Era uma mulher trajando típico uniforme de empregada. Seus cabelos esverdeados curtos tinham duas cruzes em cada lado acima da cabeça.

Cheguei a abrir a boca para perguntar. Perguntar muitas coisas de uma só vez. Mas, a mulher foi mais rápida.

 

- Bonsoir, mon nom est Brandish – Disse séria, sem piscar por um momento sequer. Do nada me veio em mente a expressão tradicional do meu amigo Gray quando está com cara de poucos amigos. Ela continuou – Je suis la femme de chambre de la maison.

- Lucy, quem é essa?

- Eu não sei... Eu nunca a vi na vida – Deu um passo a frente, mas segurei seu braço impedindo que continuasse – Natsu?

- Ela é estranha princesa – Encarei a moça, que ainda estava parada depois do que disse em no que me pareceu ser francês – Você, nós não falamos a sua língua! Pode parar de palhaçada?

- ....

 

POV AUTOR.

 

# Dois dias antes, 13h.

 

Lucy estava cochilando com a cabeça encostada no ombro de sua amiga. Era apenas a segunda vez que havia entrado em um avião e como não se sentia bem com as pernas fora de terra firme, decidiu que seria melhor não aproveitar a viagem acordada.

Cana estava observando uma pequena foto que havia guardado em seu bolso, no mais pleno segredo de qualquer pessoa. Mas, quando menos se deu conta, seus esforços foram por água a baixo. Lucy estava acordada agora, sorrindo enquanto curiosamente olhava a imagem.

 

- Você o ama né? – Perguntou baixinho. Cana engoliu em seco, franzindo a testa – É, eu perguntei se você o ama.

- Eu... Eu... – Tentou disfarçar, mas já não era preciso mentir, estava encurralada com a prova nas mãos – Eu o amo sim – Sorriu de leve, corada – É patético não é?

- O granada é um cara legal. Ele é educado, é elegante, sabe muito sobre comidas e bebidas... Eu não acho que gostar dele seja algo patético.

- Granada... – Expirou numa risadinha, olhando para o teto do avião – A Virgo sabe como pôr apelidos que pegam nas pessoas.

- É ela sabe. Mas, ainda não me disse porque acha que é patético amar o Granada.

- Não. Amar o Bacchus não é patético, patética mesmo sou eu por me deixar cair outra vez em sentimentos como este por um homem – Cana virou o rosto de lado, vendo as orbes curiosas de Lucy – Eu Lucy, prometi que nunca mais sentiria a dor de ser abandonada outra vez. Eu desejei viver dentro de uma bolha, onde jamais os homens pudessem me encontrar, me lembrar que sou uma mulher e que ainda existe um coração bobo aqui no meu peito.

- Amar é tão bom – Sussurrou sorrindo, tocando seu colar. Cana logo soube em quem ela pensou – Eu só consigo seguir com a minha vida porque sei que o Natsu estará comigo quando eu precisar de seus abraços, beijos e todo tipo de carinho... Porque sei que temos uma filha que foi fruto dos nossos sentimentos.

- É... – Lambeu o lábio inferior – Amar é bom quando se ama a pessoa certa. Eu preciso de água. Ô aeromoça, poderia me trazer uma água?

- Claro – Respondeu a mulher já de passagem.

 

Lucy continuou olhando para sua amiga com aquele sorrisinho bobo, esperando pela continuação. Cana a fitou divertido e desviou o olhar para os pés, fazendo bico.

 

- Que foi? Hunf... Parece que esse sorriso só vai embora quando ouvir o que quer não é verdade amiga?

- Sim.

- Eu amo o Bacchus e quero dar uma chance para o nosso relacionamento crescer um pouco mais... Ele me pediu isso durante a virada de ano e... Só agora estou realmente pensando sério na proposta.

- Aqui?

- É, aqui. Nas nuvens, sacou? Cabeça alta, pensamento nas nuvens... Ah, é assim que eu me sinto mais a vontade – Concluiu numa risada, que fez o cara da poltrona a frente acordar e chiar – Ops, me desculpe moço!

- Cana, obrigada por compartilhar comigo o que você está sentindo – Lucy a beijou na bochecha, deixando-a corada. Cana então devolveu o beijo, junto de um abraço apertado na loira curiosa e dócil – Hah... Isso foi bom, muito bom.

- Devemos nos abraçar mais vezes. E se o Natsu reclamar eu dou umas porradas para que deixe de bancar o pirralho mimado e egoísta.

- Hahahah, conta comigo.

 

Foram servidos alguns lanches e bebidas às 13h40. Lucy estava começando a ficar pensativa, quase não colocava nada na boca. Isso preocupou Cana.

 

- Come, é amendoim da marca boa – Estirou o saquinho. A loira observou e aceitou – Isso ai, precisa comer para estar firme quando for fazer a pergunta pro seu pai!

- Hunrum...

- Está com medo?

- Um pouco... – Confessou mastigando devagar, quase parando. Seu olhar perdido – Pensei que nunca mais iria vê-lo. Mas sabia que algum dia teria que enfrentar esse medo.

- Sabe Lucy, quando eu tinha a sua idade eu também não queria olhar na cara do meu pai – Cana mostrou suas unhas, fazendo a loira prestar atenção – Eu nunca te contei porque só pinto as unhas de vermelho?

- Não... Por quê faz isso?

- Porque gosto de me lembrar que consegui enfrentar o medo que sentia dele. Que consegui lutar e vencer quando ele tentou bater na minha mãe pela milésima vez.

- A cor das unhas...

- Vermelho, sangue – Lucy sentiu-se arrepiar, encarando-a – Esta é a cor que manchou as minhas unhas quando eu o derrubei no chão e estraçalhei aquele rosto nojento com o maior gosto que alguém deposita no que faz.

- Cana, o quão mais você já sofreu na vida? – Questionou de olhos marejados, vendo que a morena estava segurando suas lágrimas - A cada vez que conversamos, descubro que você é uma pessoa bem mais incrível. Alguém capaz de superar de tudo.

- Eu deveria me orgulhar desse histórico que carrego. Mas, ele apenas me serve para que não sinta medo de mais nada – Tocou a cabeça da loira – Você, também precisa encontrar algo que a faça lembrar que pode superar o medo, não importa como ele surja.

 

xxxxxx

 

As 15h o avião já havia pousado. As garotas pegaram suas malas e rumaram pelo aeroporto. Sentaram-se por um instante, momento em que Lucy pegou seu celular para avisar à Virgo que estava tudo bem. Mas...

 

- Eu não acredito!

- O que foi Lucy? – Pegou o aparelho, tendo a resposta – Nossa, sério que ficou sem bateria justo agora? A Virgo vai matar a gente quando voltarmos.

- Vivi vai mesmo ficar preocupada, falei que ligaria assim que a gente chegasse aqui em Clover.

- Espera, vou perguntar se alguém pode nos emprestar um celular, você lembra do número dela? – Lucy assentiu e Cana levantou-se rapidamente, tocando o ombro de um homem sentado na fileira de trás – Com licença senhor, tem como nos emprestar o seu telef...

- Cana? – O homem disse, tão surpreso quanto ela – Cana e Lucy? Aqui? Nossa, o mundo é tão pequeno hahahah!

- Zeref! – Ambas disseram incrédulas. Uma mulher sentada ao lado com um garotinho no colo também virou seu rosto para ver – Seylah!!

- Cana...

 

Num piscar de olhos, Cana já estava abraçando Zeref e Seylah juntos, sem esquecer do filho deles que estava sem entender nada por ser tão pequeno.

Lucy apenas se levantou e assistiu a tudo com imensa felicidade. Não sabia com detalhes sobre a vida que Zeref tinha com a mulher ao seu lado, mas o pouco que conhecia deles já era o bastante para ficar feliz em vê-los juntos. E o mais importante, ela sabia que havia conseguido fugir de uma vida vazia novamente graças aquele homem.

 

- O mundo é pequeno ou nós que encurtamos os caminhos? – Seylah perguntou divertido, dando um outro abraço em Cana – Amiga... Isso me faz lembrar da nossa última conversa.

- Eu disse que conseguiria seguir em frente, não disse? – Sorriu – Me contem, como que o destino os uniu de novo? – Zeref deu um passo a frente – Zeref, começou com você é?

- Sim, ou melhor, por nós dois ao mesmo tempo – Respondeu de olho no filho, que tentava se livrar de sua mão para correr – Em minha jornada acabei encontrando a Seylah trabalhando de faxineira em uma pousada. Mas foi ela quem me reconheceu primeiro.

- Foi um dia tão feliz... Foi exatamente no último dia do ano passado. O meu desejo foi realizado de última hora, mas chegou.

- E agora, para onde estão indo? – Lucy perguntou tímida, tirando as palavras da morena.

- Para Argeon. Um amigo meu prometeu me dar um trabalho como vendedor em sua loja a qualquer hora em que eu desejasse... Mas eu precisava encontrar a minha família – Sorriu para Seylah, que corou – E agora que conseguimos juntar um bom dinheiro para recomeçar por lá, estamos de partida.

- Kami-sama é justo. Ele não deixa desamparado quem faz por merecer – Cana comentou.

- Você estava pedindo algo emprestado antes de nos reconhecer, o que era?

- Ah, era um telefone. Mas, não queremos incomodar, o seu voo sai a qualquer momento né? – Virou-se – Lucy, ligamos assim que chegarmos ao hotel.

- Tudo bem.

 

xxxxxx

 

- Como assim o sistema telefônico do hotel está instável?! Só pode ser brincadeira carinha, nós precisamos telefonar e avisar que chegamos bem! – A morena reclamou na recepção, após saber do incidente com a rede de hotelaria – Tem pelo menos um carregador que sirva para este modelo aqui?

- Me perdoe senhora, infelizmente não.

- Droga. Lucy, vamos acabar logo com isso. Tomamos um banho, almoçamos e vamos interrogar o seu pai.

- Certo, só espero que a Vivi não esteja pensando no pior a esta hora.

 

Depois que entrou para o banho, Lucy foi abordada por Cana pelada entrando no banheiro sem dizer nada. A loira corou ao vê-la agir tão natural, embora já tivessem tomado banho juntas por ordem de Kyouka.

 

- O que foi? – Sorriu de canto – É porque estou nua? Deixa disso, são só peitos e uma bunda nada demais.

- Eu sei, é que... Faz tempo que não fazemos mais isso, desde quando nos livramos daquele lugar.

- Verdade. Mas agora precisamos adiantar para chegar lá cedo, entra aqui debaixo – Fez bico – vem Lucy!

- Tá... Lá vou eu – Soltou um gemidinho quando a água fria lhe surpreendeu – Igh... Está g-gelada...

- Hahah... Está fazendo quase 29 graus lá fora, não reclama – Começou a esfregar as costas da loira – Me diz, ele foi carinhoso com você?

- Quê?! – Murmurou corada – Do que...

- Natsu. Ele te tratou com carinho na primeira vez de vocês?

- E-Ele... – A loira teve altos flashbacks em apenas segundos – Ele... Ele foi!!

- Ah, não me conformo com meias palavras, meias explicações... – Sussurrou sorrindo de canto – Não me conformo com metade de nada. Buh!

- Kyaaa... – Lucy engoliu em seco – Cana sua boba! Não vou contar nenhum detalhe... Só posso dizer que foi especial.

- Hun... Okay, me desculpa. Eu sei que isso não é coisa que saia dizendo para todos, é único, é nosso – Deu de ombros – Eu só fiquei curiosa, imagino que o Natsu adorou ver um cordeiro feito você nas garras de lobo dele.

 

xxxxxx

 

- Essa sua bolsa me lembra a cabeleira da Levy – Lucy disse tocando a mesma pendurada pelo ombro da amiga – Mas não conta para ela!

- Ela não acreditaria mesmo – Balançou a cabeça de expressão irônica – Vamos embora, o táxi já está esperando a gente.

 

Quando chegaram à casa, Lucy sentiu seu corpo gelar de maneira que nem mesmo dentro de um freezer ela ficaria. Cana observou os arredores, arrepiada.

 

- Chegamos à porta... – Sussurrou olhando para trás – Que jardim sinistro é aquele?

- Tudo está sem vida aqui...

- Eu vou... – Engoliu em seco – Vou tocar a campainha.

- Não tínhamos uma campainha da última vez que sai daqui... – Lucy encarou a faixada – Toca.

- Lá vou eu – Esperou – Que milagre, isso parece tão velho que pensei que não funcionaria.

 

A porta fora aberta um minuto depois. Cana adentrou receosa com Lucy, vendo que tudo estava mal iluminado.

Lucy segurou firme no braço da amiga, seus olhos dilataram e ela começou a tremer sem poder se conter.

 

- Lucy?! Você está bem?! – Perguntou preocupada, mas logo olhou para a escadaria, onde estava a mulher de cabelos verdes curtos em uniforme de empregada – Espera... Você é a Brandish?!

- E-Ela... Só pode ser... – Lucy repetia de olhos arregalados – Aqueles sapatos vermelhos que ela está usando são... Significa que...

- Lucy, aquela é a Brandish! Você não se lembra dela?! – Cana perguntou sem entender nada do que se passava ali – Ela estava presa na casa de prostituição com a gente, bem antes de eu entrar lá ela já estava! Mas vivia isolada de todas porque...

- Maintenant! – Disse a esverdeada.

- ... porque ela só sabe falar em francês... – Concluiu, vendo a sombra de alguém se aproximar pelas costas – Cuidad... Agggrrr!!

- CANA!!! – Lucy gritou desesperada, vendo sua amiga caída no chão em meio ao escuro agora – C-Can... Ahrr... Eu... Eu não estou sentindo as minhas mãos... – Sussurrou apavorada, vendo a pessoa de pé ao seu lado – Lo-ke...?

- Hu... Então você me reconheceu, Lucy.

- Ahhhhhhhhrrr!!!

 

POV NATSU.

 

- Suivez-moi s’il vous plaît, M. Jude vous attend là – A empregada disse ainda lá na escadaria, gesticulando para que subíssemos.

- Natsu, eu acho que ela quer indicar o lugar da casa onde está o meu pai – Lucy disse numa respiração pesada, fechando os olhos – Vamos...?

- Sim. Vamos.

 

Em passos cautelosos eu fui pisando em cada degrau, segurando firme a mão da loira amedrontada comigo. Senti que eu deveria ter coragem por nós dois e sorri para ela em sinal de que tudo ficaria bem.

 

- Natsu... – Ela disse baixinho, assim que chegamos ao andar de cima. O corredor estava muito escuro, nada a decifrar – Obrigada por ter vindo...

- Não poderia ignorar sua vontade, sabe disso.

- M. Jude est à I’intérieur de cette chambre – A empregada falou parando em frente à uma porta, logo foi abrindo – S’il vous plaît.

- É ai? – Perguntei, me aproximando com a Lucy – O pai dela está dentro desse quarto? – A mulher nada disse, continuou nos encarando com a mão estirada para a passagem que abrira – Parece que sim.

 

Quando entrei naquele quarto, uma aura extremamente negativa fez todos os meus pelos subirem. Estava escuro, totalmente escuro, mas algo me fez sentir pavor sem mais nem menos.

Pedi, ou melhor, ordenei que a mulher acendesse as luzes, que deixasse de brincadeiras. Mas, quem falou foi a Lucy.

 

- Obrigada... Obrigada por ter vindo Natsu...

- Lucy? Por que continua dizendo isso?! – Tentei encontrá-la no escuro, não notei quando larguei sua mão – Lucy... Cadê você?!

- Lucy? – Ela repetiu. Em um tom debochado?! Sim, foi assim mesmo – Só se for uma Lucy de elite. Uma Lucy que está numa categoria acima das outras Lucy’s.

 

A porta fora fechada bruscamente atrás de mim. As luzes foram acesas somente no fundo do quarto. Os meus olhos focaram na pessoa caída no círculo de luz. Era a... a Lucy. Estava acorrentada de um segundo para o outro, sangrando.

 

- Lucy?! LUCE! – Gritei, correndo até ela – Lucy, fala comigo! O que está acontecendo Lucy?!

 

Vi dois pés a minha frente. As luzes foram acesas por completo. Fechei os olhos por impulso e ao abri-los para tentar acreditar no que estava acontecendo com a Lucy, eu pensei que estava louco.

 

- Lucy...?! Eu... Eu estou vendo reflexos...

- Não Natsu – A Lucy que estava de pé em minha frente sussurrou, me encarando fixamente – Eu já disse que não. Se eu fosse a Lucy, seria uma Lucy diferente.

- .... Reflexo... Isso só pode ser um espelho... – Senti as lágrimas descendo livremente pelo meu rosto. Abracei a Lucy acorrentada – Isso é um reflexo, coisa da minha cabeça...

- O meu nome é Bianca Heartfilia – Sorriu. Usando do mesmo sorriso que a Lucy, do mesmo rosto, os mesmos olhos, a voz – Não está vendo reflexos e nem ilusões. Você me tocou e tudo mais lembra? Sou a irmã gêmea da sua amada.


Notas Finais


Surpresa.
Conseguiram entender tudo direitinho? hahah

Até o próximo capítulo.


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