História Minha Plebéia - Capítulo 5


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Categorias André Schürrle, Ashley Tisdale, Marc Bartra, Marco Reus, Mario Götze
Personagens André Schürrle, Ashley Tisdale, Marc Bartra, Marco Reus, Mario Götze, Personagens Originais
Tags Alemanha, André Schürrle, Bvb, Futebol!, Marco Reus, Mario Gotze
Exibições 99
Palavras 2.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Obrigada de coração por todos os favoritos e comentários !

Capítulo 5 - A fúria polonesa e a tranquilidade alemã


Fanfic / Fanfiction Minha Plebéia - Capítulo 5 - A fúria polonesa e a tranquilidade alemã

André estava cada vez mais perto de mim, podia sentir o frescor de seu hálito impecável. O calor de suas mãos segurando minha cintura me fazia sentir uma sensação de arrepio. Fiz a besteira de subir meu olhar e acabei encontrando seus olhos, tinham um brilho tão forte e um cor tão linda que quando me dei conta já o estava correspondendo naquele beijo ardente...


Acordei assustada. Observei a minha volta, mas só havia Sara lendo seu livro. Ainda estávamos no trem, viajando. Acalmei minha respiração e abri a garrafa de água que levava na mochila. Tinha sido somente um sonho. O que era esquisito já que eu não era de ficar tendo delírios românticos, ainda mais com alguém como Schurrle. 
-Está bem? Seu rosto ficou o pálido - Perguntou Sara me olhando preocupada.
-Estou! Devo estar enjoada com a viagem. 
-Toma! Bebe uma Coca-Cola. 
-Obrigada! 
Eu peguei o refrigerante e tomei um gole. Enquanto isso observava a linda paisagem pela janela do trem. Estávamos indo para a Polônia fazer um trabalho para a universidade. Nossos professores estavam fazendo uma pesquisa sobre a influência dos países vizinhos na cultura alemã. Nosso grupo ficou com os polacos, estávamos indo visitar algumas cidades na fronteira e tínhamos uma entrevista com um pesquisador de Varsóvia. 
Eu vim só com a Sara, estávamos muito empolgadas. Infelizmente Laura não pode vir. Para tirar o visto para visitar a Polônia levaria mais tempo do que tínhamos disponível para o trabalho. Então ela e Kevin ficaram na Alemanha, eles estão visitando cidades por lá e vão fazer umas filmagens em Görlitz, cidade na fronteira. Eu, como tinha dupla nacionalidade, brasileira e polonesa, tinha os documentos da união europeia então podia viajar sem me preocupar com burocracia. Eu havia ido estudar primeiro na Polônia, depois que me mudei para Dortmund. 
Depois de acabada nossa pesquisa, nós iríamos assistir à partida da Liga dos Campeões e reencontrar Laura e Kevin. 
-Amiga acho que chegamos! -disse Sara animada. Nós pegamos nossa bagagem e fomos começar nossa aventura. 
Fizemos umas filmagens e anotações. Entrevistamos alguns moradores e visitamos três museus atrás das histórias sobre a divisa: guerras, dados de quantas pessoas passavam entre os países, o motivo delas saírem da Polônia, entre outros. Em Varsóvia foi ainda melhor, além da cidade ser lindíssima, encontramos um professor curador de uma fundação que nos deu muito material, inclusive nos deu gratuitamente alguns livros. Aproveitei também para reencontrar algumas amigas da época que morei na Polônia e as convidei para virem conosco ao jogo.
Voltamos muito empolgadas. E também muito cansadas. Resolvemos dormir um dia em Berlim e só depois seguir viagem. Chegamos em cima da hora para a partida e resolvemos seguir direto para o estádio. Nossas mochilas não eram grandes então dava para entrar. Os nossos amigos já estavam nos esperando e eu apresentei Ana e Sofia para o pessoal, contamos todas as novidades, assim como ouvimos os relatos de Kevin e Laura.
-Vamos comprar comida? O jogo não demora a começar! -Disse Laura sempre faminta. Sara e Ana foram com ela enquanto eu, Sofia e Kevin ficamos esperando. Bem na hora em que vimos as wags do Borussia Dortmund passarem mais a frente. Sofi teve um surto, ela adorava acompanhar as wags. Logo, eu e Kevin fomos obrigados a ir junto com ela pedir fotos e autógrafos. Honestamente nunca liguei muito para elas, mas também não tinha problema em acompanhar minha amiga animada. 
-Eu sou sua fã! 
Sofia tirou uma Selfie com a Ann-Kathrin, depois eu tirei uma foto dela com as esposas do Piszczek, do Bartra e a namorada do Reus. Então a Ann foi nos dar autógrafos, que eu peguei apenas para não decepcionar a Sofia. 
-Como é seu nome? -me perguntou a Kathrin
-Roberta!
Ela parou de escrever e me olhou da cabeça aos pés.
-Qual o problema? -perguntei mal humorada.
-Roberta Flores?
-Como sabe meu nome? -questionei espantada.
-Você é a namorada do André! 
-Não! -me apressei em dizer antes que alguém escutasse.
-Bom, ele gosta muito de você! Sua sortuda, André é um fofo! Apesar de ser amiga da Monts eu também o adoro e quero que ele seja feliz.
Me surpreendi com essa, Schurrle havia falado de mim. Não sabia se isso era bom ou ruim. Mas depois que eu me toquei que Ann era wag do Gotze, eles deveriam ter contado da visita ao Let's Rock.
-Olha eu só o vi umas duas ou três vezes. Somos no máximo conhecidos. 
-Deveria conhecê-lo melhor então! -ela disse piscando para mim. Não sabia se estava sendo falsa ou verdadeira. 
-Espera -Kathrin mexeu em sua bolsa e me deu um cartão pessoal -Entra em contato comigo! Soube que é brasileira né? Se souber fazer aquela receita maravilhosa das bolinhas de queijo vai virar minha melhor amiga.
-Pão de queijo...
-Isso! Pao di queiju! Adorei quando fui ao Brasil!
Eu ri do seu sotaque engraçado. 
-Lhe mando a receita! 
-Combinado! 
-Precisamos ir, vamos nos atrasar. Obrigada! -falei encerrando a conversa antes que eu virasse a fofoca do dia. Arrastei Sofia e Kevin até onde nossas amigas nos esperavam com a comida e entramos para achar nossos lugares no estádio. 
-Que história é essa de André Schurrle? -perguntou Sofia e eu bufei de raiva daquele projeto de modelo namorada do Mário. O que eu ia falar para as polacas? 
-Conhecemos o Schurrle num show da Anjos Negros, ele deve ter falado da banda para os amigos. -disse Sara me salvando. Ana e Sofia não falavam bem alemão então elas não haviam entendido uma boa parte da conversa. Resolvi cortar o tema antes que pedissem mais detalhes. Eu tirei fotos do reencontro e fomos contar algumas coisas da universidade para as polonesas. Sentamos em uma área com ingressos para convidados, já que as garotas eram torcedoras do Legia e seria desconfortável colocá-las no meio da torcida aurinegra. 
Os times entraram e o hino da liga começou a tocar. Não pude deixar de sentir um friozinho na barriga, não só pela emoção do futebol, mas também por rever André. Não queria outro reencontro e a vida parecia empenhada em nos juntar. Mas dessa vez estávamos longe do campo. Então achei que iria passar despercebida.
O jogo foi indescritível ainda mais com esse placar maravilhoso de 8x4 para as abelhas. Nos divertimos muito. Foi chato somente porque Ana e Sofia ficaram tristes. Mas elas garantiram que estavam felizes pela viagem e por me rever, então tudo isso compensava o placar. 
Laura me encheu a paciência por causa dos três gols que Reus fez na sua volta. Eu já não ia com a cara dele antes, depois do dia no bar eu passei a detesta-lo. Queria só ver se isso era fogo de palha ou ele realmente ia voltar bem. Mas para minha sorte André não foi titular e entrou só no final. Se ele tivesse jogado e feito gol eu não teria mais paz. 
Nós levamos as polonesas para passear na noite de Dortmund, depois fomos para a república. Estávamos realmente muito cansados. 


Em campo...


Ao final do jogo as wags foram cumprimentar seus amados para comemorar a vitória. Entre elas Ann Kathrin.
-Ei André!!!! -acenou Ann animada para o loiro. Gotze quando alcançou a namorada a olhou confuso. 
-Como é?
-Relaxa Gordinho! Só quero falar uma coisa com seu amigo. 
André se aproximou e cumprimentou os casal.
-Eu achei sua garota! Ela está no estádio! 
André ficou muito feliz e seus olhos brilharam ao ouvir aquilo. 
-Você viu a Roberta? 
-Ela estava com algumas fãs que nos pediram autógrafos hoje na entrada. Tem ótimo gosto ela é linda.
Schurrle olhou Ann desconfiado. 
-Olha só porque sou best da Montana não significa que eu queira sua cabeça loiro. Eu sei muito bem a best que eu tenho. Além do mais eu também sou sua amiga. 
-Obrigada Ann
-Não me agradeça ainda, eu dei meu cartão para a moça, se ela entrar em contato te passo as informações. -disse Ann enquanto abraçava Gotze. 
-Mas, só não comenta nada com a minha ex tá bem?
-relaxa! Monts não vai saber por mim. 
André agradeceu e foi feliz para o vestiário. Não adiantava procurar Roberta agora, o estádio estava lotado. O jeito era torcer que a garota estresse em contato com Ann.


Um dia depois...


Eu estava editando as imagens do trabalho com Sara. Estávamos adiantadas então trabalhávamos com calma, no meio da sala da república, comendo pizza. Não podia estar clima mais tranquilo. Aproveitei para conferir meus e-mails e não acreditei. Havia a resposta da Ann. Eu havia mandado uma receita de pão de queijo para o endereço do cartão dela. Nem achei que fosse ser respondida, mandei somente por educação. Mas a wag de Gotze me respondeu e me pediu para adiciona-la no WhatsApp. Achei estranho, para uma alemã querer tanto contato só podiam ser segundas intenções. Mas mandei meu número mesmo assim. 
Nem cinco minutos se passaram e ela me mandou um oi, junto com uma foto da fornada de pão de queijo. Eu ri entendendo então o que ela queria, devia estar interessada em receitas de comida. Mas fui interrompida com uma ligação de um número estranho. Eu nunca atendo quando não conheço então ignorei. Continuei comendo pizza e fui ao quarto pegar um cabo USB para passar mais imagens para o computador. Enquanto meu celular tocou novamente e Sara atendeu.
-Sim! É o número da Roberta... - a ouvi dizer e voltei para a sala com raiva. 
-Por que atendeu o número desconhecido? -perguntei enquanto Sara me passou meu telefone animadinha.
-Atende amiga!
Achei estranho, mas respondi um alô mal humorado mesmo assim.
-Oi Roberta! 
Era a voz do Schurrle.
-como sabe meu número? -perguntei pra lá de desconfiada, então liguei os pontos finalmente. Ann não queria receitas, a safada queria era meu número para passar para o André. Gritei de raiva.
-Não fica chateada com a Ann -disse Schurrle lendo meus pensamentos -eu precisava falar novamente contigo 
-Eu vou matá-los! 
-Também senti...como é mesmo? Ah saudade! 
Revirei os olhos irritada.
-O que quer alemão? 
-Agradecer por sua torcida no último jogo. E de uma maneira apropriada. 
-eu não fui te ver se é o que acha! Sou aurinegra...
-Ainda bem! Seria difícil se fosse torcedora de um time rival...
-engraçadinho...
-Escuta só quero conversar Ok? Acho que eu preciso me apresentar devidamente e você precisa abaixar a guarda e me dar uma chance 
-Nem sonhando!
-Ela vai!!! -gritou Sara perto do telefone e eu a fuzilei com o olhar. Do outro lado da linha Schurrle riu. 
-Então te pego agora na sua porta para um passeio.
-Oi?
-Olha pela janela...
Ouvi uma buzina e fiquei sem acreditar. Mas lembrei que o jogador sabia meu endereço, já havia me dado carona. Não queria abrir a janela mas minha amiga me arrastou até lá. Havia um carro parado na nossa porta. Quando eu puxei a cortina o vidro abaixou e André acenou sorridente.
-Vai lá amiga! -disse Sara. -Nem que seja para terminar, mas faça isso pessoalmente. 
-Nós não temos nada.
-Ele te beijou.
-Urgh!
-Deixa de ser teimosa! Da pelo menos uma chance! Você está sendo preconceituosa com o cara, só porque uns não prestam não significa que toda a classe é ruim. 
Odiei ouvir aquilo, mas Sara tinha razão. Ela trouxe minha bolsa e me empurrou porta a fora com a roupa que eu estava. Gritei um tchau e entrei no carro do André. 
-Prometo que vai ser legal... -disse Schurrle sorrindo.
-Me faça tudo menos promessas -respondi -Anda logo antes que eu desista!

 

O loiro me levou para passear e pedi que fossemos em qualquer lugar contanto que não tivesse outros jogadores. Eu lembrava bem do meu último encontro com os amigos do Schurrle e não precisava de um replay. Então ele me levou para tomar sorvete. Nós começamos a conversar e ele me contou sobre sua vida, sua família que era muito importante para ele, a vida de jogador. Apesar de ter saído contrariada gostei de conversar com Schurrle. Ele era um homem calmo, sereno, de riso fácil, sua voz por algum motivo fazia meu coração bater mais tranquilo. Eu sempre fui esquentada, era difícil me fazer sentir em paz. 
-E você? -me perguntou o jogador me tirando de meus pensamentos.
-Nada de especial. Sou uma jovem comum 
-Não diga isso. Você é tudo menos comum. Te acho fascinante. Você tem um jeito único. 
Confesso que gostei dessa. Até me permiti sorrir. 
-Eu adoro Rock, futebol, sou maluca o suficiente para cursar história. Quando eu estudava na universidade no Brasil trabalhei em um museu estilo memorial que falava sobre a imigração polonesa no Brasil. Acabei fazendo aulas de polonês por isso. Um dia quando um historiador polaco foi ao país ele se empolgou com nosso trabalho, divulgou no país dele, então ganhamos bolsa de estudos para vir para a Europa. Eu e um outro funcionário do museu. Então originalmente eu vim para a Europa morar na Polônia.
-Eu não fazia ideia! -disse Schurrle me olhando interessado. 
-Eu estudei dois anos em Varsóvia. Amei a experiência. Eu não tive problemas em me adaptar, a cidade era incrível, e acho que já percebeu que não sou muito "brasileira" -brinquei fazendo referência ao meu estilo fechadão, nada a ver com o estereótipo que os alemães tinham de brasileiros. 
-Então você é uma polaca disfarçada! -brincou André e nós rimos. 
-Tipo isso! Na verdade eu tenho dupla nacionalidade. Consegui tirar quando morava na Polônia. Facilitou porque dai não precisava mais ficar renovando visto. 
-E como veio parar em Dortmund? 
-Na verdade cheguei aqui há menos de um ano. Estou quase me formando no curso em Varsóvia. Mas a universidade de Dortmund está oferecendo algumas disciplinas de um curso de extensão que são imperdíveis. Um dos meus professores da Polônia é alemão e me indicou para fazer pesquisa com um professor daqui. Eu estou desenvolvendo um projeto que vai ajudar minha universidade polonesa. Como isso vai beneficiar o campus então eles estão custeando esse ano extra aqui. Assim depois que acabar eu tenho que voltar e concluir minha formação. 
André me olhava parecendo admirado. Mas uma sombra se aplacou por seu olhar. 
-Então significa que...você vai embora em alguns meses? -ele disse triste e eu entendi o recado. 
-Dois para ser mais exata. 
Ele arregalou os olhos. 
-Desculpe. Eu avisei que era um erro essa história...
Mas Schurrle colocou sua mão sobre a minha e sorriu.
-Eu me surpreendi, claro, mas não significa que me arrependido de ter te conhecido. E muito menos isso significa que estou desistindo. 
-Mas...
-Nossa conversa só prova o quão incrível você é e meu carinho só aumenta a cada dia. 
-André eu não sei qual sua intenção comigo, mas isso não vai dar certo. Eu não sou garota de servir de diversão...
-E muito menos eu homem de querer uma coisa dessas...
-Schurrle a gente nunca daria certo!
-Por quê? -ele perguntou enquanto retirei minha mão de junto da dele. 
-Somos muito diferentes. Pertencemos a universos diferentes. Só iríamos nos machucar! Eu não vou mudar para ser a nova wag de André Schurrle e também não é justo que mude por mim. Nós não pertencemos a mesma história, nossos destinos são paralelos 
-Eu discordo! Está tentando me evitar sem nem ter tentado! 
-Porque sei que não vai dar certo.
-Roberta...
-André por favor! -falei irritada. -já tive decepções demais para me envolver em outra. Só quero ficar quieta no meu canto e acabar bem meu ano de estudos.
André pareceu machucado e seu semblante ficou triste.
-Então é isso que sou para você? Uma decepção?
-Não eu...
-Entendi bem o recado. Não se preocupe eu não vou mais te incomodar. 
Schurrle foi embora cabisbaixo e eu fiquei mal. Sentia um vazio imenso tomar conta de mim. Nunca havia sentido algo assim antes. E me assustava que isso começou justamente agora. 



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