História Minha Querida Meio-Irmã - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Personagens Originais
Tags Camren
Exibições 1.160
Palavras 1.710
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente, então, eu sempre quis fazer um fic, e eu finalmente criei vergonha na cara e decidi criar uma, espero que gostem.
<3

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Minha Querida Meio-Irmã - Capítulo 1 - Capítulo 1

Camila Cabello point of view.

 

O ar frio embaçava a janela de nossa sala de estar enquanto eu, nervosamente, esperava junto a ela, tentando observar a vida lá fora. A qualquer minuto o Volvo de Mike estaria estacionando em frente à casa. Ele tinha ido até o Aeroporto Logan para buscar sua filha, Lauren, que iria morar conosco enquanto sua mãe trabalhava, por um ano, em uma empresa em outro continente.

Mike e minha mãe, Sinuhe, estavam casados há apenas dois anos. Eu e meu padrasto nos dávamos muito bem, mas eu não poderia dizer que éramos próximos. Eis, aqui, o pouco que eu sabia sobre a antiga vida de Mike: sua ex-esposa, Clara, era uma artista que vivia na baía de São Francisco; sua filha era uma punk tatuada que, de acordo com Mike, recebia permissão para fazer o que bem entendesse.

Eu ainda não conhecia minha meia-irmã, só tinha visto uma foto tirada alguns anos atrás, pouco antes de Mike se casar com a minha mãe. Pela foto, pude ver que ela tinha os cabelos castanhos claros e uma pele pálida, provavelmente de sua mãe, profundos olhos verdes e feições graciosas. Ela parecia muito centrada, mas Mike me dissera que Lauren tinha entrado em um estágio de rebeldia. Isso incluía tatuagens aos quinze anos e encrencas por beber ainda menor de idade, além de fumar maconha. Mike culpava Clara por ser negligente e por estar focada demais em sua carreira artística, permitindo, assim, que Lauren saísse impune desse tipo de situação.

Mike alegava que tinha encorajado Clara a aceitar um emprego como professora em uma galeria de arte em Londres para que Lauren, agora com dezessete anos, pudesse vir morar conosco.

Embora Mike fizesse duas viagens curtas por ano para visitá-la não estava sempre presente para disciplinar Lauren. Ele odiava isso, e estava ansioso pela oportunidade de dar um jeito na filha, pelo menos durante aquele ano.

Borboletas se remexiam dentro de meu estômago enquanto eu observava a neve que se alinhava pela minha rua. O clima frígido de Boston seria um rude despertar para minha meio-irmã criada na Califórnia.

Eu tinha uma meia-irmã.

Era estranho pensar nisso. Torcia para que nos déssemos bem. Sendo filha única, eu sempre quis um irmão. Ri de quão estúpida eu era fantasiando que aquilo se tornaria algum tipo de relacionamento de contos de fadas de um dia para o outro, como o de Donny e Marie Osmond, ou de Jake e Maggie Gyllenhaal. Pela manhã eu tinha ouvido uma música do Coldplay que eu nem sabia que existia, chamada Brothers and Sisters. Não que ela fale exatamente sobre irmãos, mas me convenci de que era um bom presságio. Tudo ia ficar bem. Eu não precisava ficar assustada.

Minha mãe parecia tão nervosa quanto eu, enquanto corria para cima e para baixo na casa para aprontar o quarto de Lauren. Ela transformou o escritório em um quarto. Nós duas fomos ao Walmart para comprar lençóis e outras coisas. Era estranho comprar coisas para uma pessoa que eu não conhecia. Decidimos comprar tudo em cinza.

Comecei a murmurar coisas para mim mesma, ensaiando o que deveria dizer a ela, sobre o que iríamos conversar, o que eu poderia mostrar para ela. Estava, ao mesmo tempo, um pouco excitada e estressada.

Ouvir o som de uma porta de carro sendo fechada me fez pular do sofá e ajeitar minha saia amarrotada.

Acalme-se, Camila.

Ouvi o barulho de chave girando. Mike entrou sozinho e deixou a porta aberta, permitindo que um ar congelante entrasse na sala. Depois de alguns minutos, ouvi pés esmagando o gelo que cobria a entrada da casa, mas ainda não tinha visto Lauren. Provavelmente ela tinha parado do lado de fora, antes de entrar. Mike colocou a cabeça para fora da porta:

:- Porra, Lauren, entra logo.

Um caroço se formou na minha garganta quando ela apareceu na porta. Engoli em seco e fique olhando para ela por alguns segundos, com meu coração batendo com ainda mais força quando percebi que ela não parecia em nada com a garota da foto que mostraram para mim.

Lauren era menor que Mike, e o cabelo castanho, do qual eu me lembrava do retrato, agora eram longos cabelos pretos despenteados. Ela cheirava a cigarro, ou talvez fosse maconha, porque era um cheiro mais doce. Uma corrente estava presa ao seu jeans. Ela nem olhou para mim, então eu aproveitei para continuar examinando-a, enquanto ela jogava sua mochila no chão.

Bum.

Esse barulho tinha sido da mochila ou do meu coração?

Ela olhou para Mike, e sua voz soou rouca.

:- Onde é o meu quarto?

:- Lá em cima, mas você não vai a lugar nenhum enquanto não disser “oi” para sua irmã.

Cada músculo do meu corpo se enrijeceu enquanto eu, praticamente, em encolhia ao ouvir o termo. Eu não queria ser irmã dela de forma alguma. Em primeiro lugar, quando ela se virou na minha direção, parecia que queria me matar. Em segundo, desde o primeiro momento em que olhei para seu rosto esculpido, ficou totalmente claro que, ao mesmo tempo em que minha mente começava a desconfiar dela, meu corpo foi imediatamente enfeitiçado. Um feitiço do qual eu faria de tudo para escapar.

Seus olhos perfuraram os meus como se possuíssem adagas, mas ela não disse nada. Dei alguns passo à frente, engoli meu orgulho e entendi a mão para cumprimentá-la.

            :- Sou Camila. Prazer em conhecê-la.

Ela não disse nada. Muitos segundos se passaram até que ela, relutantemente, pegou minha mão. Seu aperto foi desconfortavelmente forte, quase doloroso, mas ela soltou depois de pouco tempo.

Pigarrei e disse:

            :- Você é diferente... do que eu imaginei.

Ela olhou para mim com os olhos semicerrados.

            :- E você é bem... comum.

Parecia que minha garganta ia se fechar. Por um breve segundo, pensei que ela ia me elogiar, antes de combinar a palavra “bem” com “comum”. A parte mais triste era que, se você me perguntasse como eu me sentia, parada de frente para ela, a palavra “comum” seria o termo que eu teria usado.

Seus olhos me examinavam de cima a baixo friamente. Apesar do fato de eu ter detestado sua personalidade, ainda estava maravilhada com sua beleza, o que me deixava enojada. Seu nariz era perfeitamente alinhado e, seu maxilar, definido. Seus lábios eram perfeitos – perfeitos até demais – para as porcarias, que, aparentemente, saíam deles. Fisicamente ela era meu sonho, mas, em todos os outros sentidos, era meu pesadelo. Ainda assim, eu me recusava a demonstrar que sua palavras tinham causado qualquer efeito em mim.

            :- Você quer que eu mostre seu quarto? – Perguntei.

Ela me ignorou, erguendo sua mochila do chão e se virando na direção das escadas.

Ótimo. Estávamos indo muito bem.

Minha mãe desceu as escadas e imediatamente puxou Lauren para um abraço.

            :- Fico feliz em finalmente te conhecer, querida.

Seu corpo se enrijeceu antes de se afastar abruptamente dela.

            :- Queria poder dizer o mesmo.

Mike avançou em direção às escadas com o dedo levantado.

            :- Para com essa merda, Lauren. Diga “olá” para Sinuhe de uma forma descente.

            :- Olá para Sinhue de uma forma descente. – Lauren repetiu, em um tom de voz monótono, enquanto subia as escadas.

Minha mãe colocou a mão no ombro de Mike.

            :- Tudo bem. Ela vai melhorar. Deixe-a sozinha. Uma viagem longa não é nada fácil. Ela ainda não me conhece. Só está um pouco apreensiva.

            :- A idiota é bem desrespeitosa, isso sim.

Uau!

Eu fiquei bem surpresa com a forma como Mike falou de sua própria filha, por mais que Lauren tivesse agido mal. Meu padrasto nunca tinha usado palavras como aquelas comigo, mesmo porque nunca as mereci. Mas Lauren estava mesmo agindo como uma idiota desrespeitosa.

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Naquela noite, Lauren ficou trancada no quarto. Mike foi lá uma vez, e eu os escutei discutindo, mas mamãe e eu decidimos deixá-los extravasar, então ficamos de fora de qualquer coisa que estivesse acontecendo entre eles.

Quando fui para cama, não pude evitar parar e dar uma olhada na porta fechada do quarto de Lauren. Me perguntando se sua forma de me ignorar era um indicativo de como seria aquele ano inteiro, ou se ela iria mesmo durar um ano conosco.

Planejando escovar meus dentes, abri a porta do banheiro e dei um pulo ao ver Lauren secando seu corpo molhado depois de sair do banho. Vapor e um cheiro de mulher preenchiam o ar. Por alguma razão, ao invés de correr dali, eu congelei. O mais perturbador foi que, ao invés de se cobrir com a toalha, ela a deixou cair no chão, demonstrando indiferença.

Fiquei boquiaberta.

Meus olhos estavam grudados em seus seios, antes de viajarem até dois trevos tatuados em seu torso e, depois, até as tatuagens que cobriam ambos os braços. Havia água pingando de seu seio, e um piercing em seu mamilo esquerdo. No momento em que meus olhos pousaram em seu rosto, eles encontraram um sorriso cruel. Tentei falar, mas as palavras simplesmente não saíam.

Finalmente virei minha cabeça para o outro lado.

            :- Ah... meu Deus... eu... eu... eu deveria sair daqui.

Enquanto me virava para sair pela porta, sua voz me fez parar.

            :- Você age como se nunca tivesse visto uma garota nua antes.

            :- Na verdade... eu nunca vi.

            :- Que droga para você. Vai ser bem difícil para a próxima garota, com a comparação.

            :- Você é muito arrogante.

            :- Diga você. Não deveria ser?

            :- Meu Deus... você está agindo como uma...

            :- Uma grande babaca?

Era com um acidente de carro horrível do qual não se podia fugir. Lá estava eu olhando para ela novamente. O que havia de errado comigo? Ela estava completamente nua na minha frente, e eu mal conseguia me mexer.

Puta merda, em seu clitóris também havia um piercing. Que ótima forma de ser apresentada pela primeira vez a uma vagina ao vivo.

Ela interrompeu meu olhar.

            :- Não há nada aqui além disso. Então, a não ser que esteja planejando fazer alguma coisa, é melhor que saia e me deixe terminar de me vestir.

Balancei a cabeça, descrente, e fechei a porta ao sair.

Minhas pernas estavam tremendo, quando corri para meu quarto.

O que tinha acabado de acontecer?


Notas Finais


E ai galerô, gostaram? Eu, realmente, espero que sim. A fic também está disponível no wattpad. Só procurar pelo mesmo user que está sendo usado no Spirit.
Beijinhos no coração de todxs. <3


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