História Minha Salvação - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Paramore
Personagens Hayley Williams, Jeremy Davis, Josh Farro, Personagens Originais, Taylor York, Zac Farro
Tags Paramore, Romance, Superação, Tayley, The Only Exception
Exibições 18
Palavras 1.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem : )

Boa leitura.

Capítulo 3 - Your Smile


 

Foi como vê-lo pela primeira vez.

Meu estômago deu um nó, meus joelhos tremiam e minha respiração pareceu ficar presa na garganta. Os meses que passei sem vê-lo não foram suficientes para apagarem as memórias, o tempo que passei trancada em um quarto não me fez esquecer de como era bom tê-lo me olhando tão intensamente.

Senti que desmoronaria se continuasse ali, então dei a volta e tentei achar minha mãe, mas uma força sobrenatural continuava a puxar-me em sua direção. Eu queria ir até lá, queria abraçá-lo e dizer que sinto muito, mas eu não tinha coragem. Era a mesma covarde de meses atrás.

Sai dali antes que começasse a chorar.

Terceira página.

 

Fazia três meses que Taylor havia entrado na banda, e agora, finalmente ocorreria o primeiro show deles para uma plateia considerável. Eu nem era da banda e estava nervosa.

 

—Tudo pronto pessoal?

 

Andy perguntou aproximando-se.

Ele era o dono do local e quem estava organizando tudo para a apresentação.

 

— Claro!

 

Zac falou animado, era o mais inquieto do grupo. Enquanto os outros faziam os últimos preparativos ou conferiam se estava tudo certo com os equipamentos, Zac não conseguia parar em seu canto, ficava falando o tempo inteiro em como isso era incrível. E como iria ajudá-los a alavancar a banda para o sucesso.

Ri de sua animação e segui para o lado de fora, queria tomar um pouco de ar antes de me misturar na multidão que estava lá dentro.

Enquanto a brisa fria tocava meu rosto ouvi alguém se aproximar.

 

— Achei que estivesse lá dentro.

 

Taylor disse parando ao meu lado.

 

— Já vou entrar, só preciso de um pouco de ar fresco.

 

Ele sorriu e pôs a mão em cima da minha que estava repousando sobre o frio metal da barra de ferro fincada no chão.

 

— Nervoso?

 

Perguntei para quebrar o silêncio que se fez presente.

 

— Não. — ele me olhou. — Animado.

 

Nossos olhares continuaram presos um ao outro por um tempo, tempo demais. Antes que minha respiração acelerasse e meu coração começasse a palpitar com mais força que a necessária, desviei de seu olhar e virei em direção a porta.

 

— Acho melhor nós entrarmos.

 

Taylor não disse nada, apenas me seguiu para dentro do galpão.

O lugar estava mais lotado do que quando eu sai, virei-me para ele e disse, meio sem graça pelo momento constrangedor que tivemos minutos atrás.

 

— Acho melhor eu garantir meu lugar. Te vejo depois.

 

Taylor sorriu em resposta e eu caminhei em direção a multidão que pareciam um mar de gente me cercando por todos os lados.

°°°

 

Assim que encontrei minha mãe segurei em sua mão, como se isso a fizesse sentir a necessidade que eu carregava em minhas palavras.

 

— O que houve querida?

 

— Vamos embora.

 

Eu disse, tentando puxá-la para fora, mas mamãe permaneceu onde estava.

 

— O que você tem? — ela me perguntou preocupada. — Hayley?

 

Eu me sentia meio zonza, apoiei-me em um móvel branco e tentei respirar normalmente enquanto minha cabeça dava voltas e mais voltas. Minha mãe continuava falando, mas eu não entendia, apenas via sua boca mexer, porém não conseguia compreender as palavras.

Respirei fundo e parecia que o ar não vinha. Droga! Não! Não consegui acreditar que isso estava acontecendo de novo, a velha situação já tão conhecida, a falta de ar, a respiração desregulada, a pulsação acelerada, o nervosismo. Eu arfei com dificuldade, as mãos suadas, as pernas trêmulas, a visão embaçada e a cabeça girando.

Desabei no chão enquanto tentava respirar, mamãe parou em minha frente e me abraçou, tentando me acalmar. A vendedora nos olhava assustada.

 

— Eu posso ajudar em algo? O que ela tem?

 

— Está tudo bem, — mamãe disse acariciando meu rosto. — ei, tudo bem querida. Você está com a mamãe. Ok? — ela tinha os olhos cheios de lágrimas, mas tentava parecer forte. — Fique calma… respire… isso.

 

Aos poucos, minha respiração foi normalizando, permaneci sentada no chão, com mamãe me abraçando e me embalando enquanto sua delicada mão afagava meu cabelo.

 

— Tome.

 

A vendedora me deu um copo d'água, sua expressão ainda era de preocupação. Mamãe se pôs de pé e me esperou tomar a água.

 

— Venha, vou te levar pra casa.

 

Segurei em sua mão e a segui, a cabeça baixa, sem coragem de erguer os olhos e dá de cara com ele novamente.

Não aguentaria isso, não agora.

Eu ainda não estava pronta.

 

[…]

 

Mamãe me levou de volta, sem fazer perguntas no caminho o que me deixou muito agradecida.

 

— Você está bem mesmo?

 

Ela perguntou novamente.

 

— Sim.— respondi baixo, os últimos acontecimentos ainda rondando minha mente. — Já estou melhorando.

 

Mamãe sorriu e acariciou meu braço.

 

— Eu gostaria tanto que você fosse pra casa comigo. — ela suspirou, tentando conter as lágrimas. — Não acha que já está pronta pra voltar?

 

Abaixei a cabeça, de repente, sentindo a vergonha tomar conta de mim. Não, eu não poderia voltar. Não agora.

 

— Ainda não. Me dê mais um tempo.

 

Ela se aproximou e beijou minha testa.

 

— Tudo bem, pegue o tempo que precisar. — ela sorriu, demostrando que realmente se importava com meu bem-estar. — Só não demore muito.

 

Mamãe se pôs de pé e saiu do quarto.

Deitei-me na cama e fiquei olhando para o teto, pensando em como tudo tinha saído do meu controle. Pensando em como eu gostaria de poder voltar para casa sem que as lembranças me aterrorizassem.

Sem conseguir dormi, peguei novamente o caderno e comecei a escrever sobre a vida que eu tinha, a que eu queria de volta.

 

Quarta página.

 

Gritei pela surpresa, Taylor começou a gargalhar.

 

— Você me assustou!

 

— A intenção era essa.

 

Ela ainda ria, enquanto eu tentava sustentar minha expressão irritada.

 

— Você fica tão linda quando está com raiva.

 

Taylor soltou de repente, fazendo-me corar.

Por um segundo fiquei sem palavras, e por um segundo achei que ele fosse me beijar, porém Taylor deu de ombros.

 

— Eu tenho que ir.

 

— Já?

 

Disse antes que pudesse perceber, abaixei a cabeça envergonhada.

 

— Por quê? Quer que eu fique?

 

Ele sorriu de um jeito que fez meu interior derreter. Não o respondi, a resposta estava estampada no meu rosto, tenho certeza.

 

— Bom…

 

Antes que Taylor pudesse concluir, Thomas e Jeremy apareceram na sala, quebrando todo e qualquer encanto.

 

— Ei, cara, nós vamos até a casa do Dean, bora.

 

Taylor apertou minha mão e sorriu, seguindo os meninos logo após.

Acho que nunca fiquei com tanta raiva e tão agradecida a Thomas como nesse momento.

 

[…]

 

Tentava sem sucesso algum responder a minha lição de casa, mas todo o barulho que meu irmão e os amigos dele eram capazes de fazer atrapalhava todo e qualquer raciocínio.

Bufei de raiva e levantei, saindo do quarto em direção ao quarto de Thomas.

 

— O que vocês estão fazendo?!

 

Gritei abrindo a porta.

Só digo uma coisa: meninos são porcos.

Tinha tanto papel e embalagem de salgadinho no chão que eu não conseguia mais decifrar o que fazia parte do chão e o que era lixo. Ou talvez o quarto dele inteiro fosse uma grande pilha de lixo.

 

— Jogando, não tá vendo?

 

Thomas disse como se fosse óbvio. Revirei os olhos e continuou parada na porta.

 

— O que você quer? — ele perguntou me encarando sem paciência.

 

— Quero que calem a boca. — falei no mesmo tom. — Eu estou tentando estudar!

 

Não esperei pela resposta, apenas bati a porta com força e sai dali. Mas pra minha (in)felicidade enquanto estava retornando para o meu quarto encontrei Taylor no corredor.

— Oi. — ele disse meio sem graça, carregava tantos salgadinho que era difícil dizer se quatro adolescentes iam comê-los ou um time de futebol inteiro.

 

— Você vai levar mais lixo pra lá? Acho que já não suporta mais.

 

Taylor riu e eu senti meu estômago dar uma cambalhote.

 

— Bem, acho melhor eu voltar logo pra lá.

 

— Será que dá pra mandar seus amigos calarem a boca? Eu agradeceria.

 

Disse e adentrei meu quarto, não queria que ele visse os efeitos que ele causava em mim. Principalmente quando sorria desse jeito.

°°°

 

Guardei o caderno de novo e tudo o que pude fazer foi chorar até dormir.

Por que eu não podia voltar a ser feliz? Por que eu simplesmente não conseguia esquecer o que aconteceu?

 


Notas Finais


Até o próximo capítulo = )


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