História Minha Salvação - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Atena, Jason Grace, Percy Jackson, Poseidon, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace
Tags Amor, Filhos, Gravidez, Percabeth, Redenção, Romance, Superação
Visualizações 188
Palavras 1.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Boa vizinhança


Em casa depois do almoço. Deixei Yasmim na sala vendo TV e fui arrumar a casa.


Penso na manhã. 


O Percy.


Será que ele desconfiou?


Tenho que evitar ver ele.


Não deveria ter sentado lá.

É bastante difícil ficar longe das pessoas mais é isso que tenho que fazer.


Tive que me afastar de todos aqueles que eu gosto, sempre mantendo Yasmim distante também.


Não é como se fosse fácil. Minha vida praticamente acabou, vivo é por ela.


Tenho raiva do meu pai. Ele não pensou em mim. 

Pensou na minha dignidade. 


Quando término vou ao banheiro e tiro a roupa.


Meu corpo está marcado, a maquiagem disfarçou um pouco as que a roupa não tampou.


Espero que ele não tenha percebido.


Por favor Deus, não preciso de mais esse problema.


Imagina se ele se meter na minha vida. Descobrir sobre Luke. Ele seria uma pessoa morta.


Todos os vizinhos daqui do condomínio sabe o que acontece, mas fingi que não vê, que não ouvi. 


Fecho os olhos e entro de baixo do chuveiro, ligando-o.


“-é melhor ela não beber muito.-Thalia diz, pegando meu copo.

-Calma Lia, esse é meu segundo copo. -Digo sorrindo.

-Lembre-se que não temos idade pra estar aqui.

Se papai souber disso ele me deixa trancada no quarto por uma semana. 

Estou gostando disso, sair e curtir.

Daqui um tempo farei 14 anos e já me sinto quase adulta.

A música alta, as luzes e a bebida fazia tudo ficar melhor. Eu estava me sentindo viva.

Só de pensar em todas as boates que vamos ir.

Estou tempo de mais cuidando de casa e deixando eu de lado, mas tenho vontade de fugir, mas infelizmente não posso deixar mamãe sozinha com meus irmãos.

-Só mais esse Annie, você não pode ficar bêbada.- Thalia me devolve o copo.

-Deixe a garota se divertir Lia, ela precisa disso.-Silena fala.

Assinto. Eu preciso disso.

-Eu vou ao banheiro, fique de olho nela.-Thalia fala se afastando e eu reviro os olhos. 

Não sou uma criança.

-Vamos dançar.- balanço a cabeça e bebo um pouco antes de deixar meu copo no balcão e seguir ela.

Nunca me divertir tanto.

Era bom dançar, como se não ouvesse amanhã, gritar e rir.

Já estávamos suadas e ofegantes quando voltamos aos nossos lugares. Thalia não havia voltado ainda.

Vejo meu copo intacto e o pego terminando de beber.

-Vou procurar Thalia, fique aqui.- Sil diz se afastando.

Me sinto tonta e tenho vontade de pedir para ela ficar mais minha língua parece presa.

Fico alguns minutos encarando o chão, a música parecia alta de mais, suficiente para ser insuportável.

Não consigo mais pensar direito.

-O que uma menininha tão linda faz sozinha?"


Balanço a cabeça. Não quero me lembrar deste dia.

Essa foi a última vez que vi Silena.

Ela se mudou e nunca mais ouvi falar dela.

Sinto bastante sua falta. Ela era divertida e sempre arranjava um jeito de me fazer fugir de tudo aquilo.


Desligo o chuveiro e me enxugo.

Demorei de mais.

Não posso deixar Yasmim muito tempo sozinha.


Minutos depois eu já estava na sala. 


Yasmim estava na mesma posição, assistindo o desenho. Ela parecia nem piscar.


-Ta gostando do desenho?- me aproximo e ela olha para mim assustada.  Mas relaxa assim que vê que sou eu.


Ela sorri e estende os braços.


-Pega.


Caminho até ela é a pego no colo indo desligar a TV.


-esta com fome?- pergunto encarando seus olhos.


Fico feliz em saber que ela é tão parecida comigo.


Ela parece pensar um pouco e depois nega.


Dou um beijinho em sua bochecha e vou até a porta a abrindo. 


Saio do prédio e me sento na calçada com Yasmim sentada no meu colo.


As vezes é bom observar o movimento. 


Esse condomínio não é um dos melhores, mas é bem bonito e aconchegante. 


A vizinhança é boa, ninguém fica se metendo na vida dos outros- na minha vida - exceto a velhinha que mora no prédio a frente. 


Em todo lugar parecia ter uma vizinha estilo ela. 


Que tira o dia pra sentar e observar todos. 


Se quer saber de algo que está acontecendo aqui é só perguntar a ela. 


Cleide, que tem 75 anos, irá te responder na mesma hora, te contando tudo nos mínimos detalhes. 


Todas as vezes que nos vimos ela sempre joga uma indireta-direta pra mim sobre meu marido.


Ela é uma fofoqueira que não se contenta em cuidar de sua vida  e cuida das outras também.


A neta dela está passando um tempo aqui. Eu realmente não entendo como ela a suporta, parece impossível. 


Tirando essa velha fofoqueira o resto é ótimo.


Aqui tem um parquinho onde posso levar minha filha, quadra e tudo mais. 


O lugar não é muito grande é mais para aqueles que não tem muitas condições e precisa de um bom lugar para ficar. 


O preço​ é ótimo o que ajuda muito. 


Fico um tempo sentada com ela ali. 


Yasmim brincava com as pontas do meu cabelo. 

Quietinha no meu colo, ao menos olhava para as pessoas em volta.


Arregalo os olhos assim que vejo Percy do outro lado da rua.


O que ele faz aqui?


Percy



Olho em volta observando as pessoas.


Estava terminado de arrumar meu apartamento a poucos minutos, quando descido sair um pouco, conhecer os arredores. 


Eu já estava adorando o lugar, é lindo e aconchegante.


Bem melhor do que a mansão que morava antes com minha família. 


Família. Solto um suspiro. 


O que será que eles estão fazendo agora?


Espero que saibam que eu preciso de um tempo. 


-Percy.


Me viro para trás, para apenas encontar pessoas desconhecidas atrás de mim, fazendo suas próprias coisas, com seus próprios pensamentos. 


Solto um suspiro. 


Uma lembrança. Apenas isso. Quase real. 


-Percy!- ouço uma voz a minha frente, mas desta vez é real.


Abro a boca surpreso. 


-Annabeth. - ela estava sentada na calçada. -Que surpresa. 


-Pois é. Não sabia que morava aqui. - fala ajeitando Yasmim no colo. 


-Ola Yasmim.-aceno para a menina que apenas me olha. 


Annabeth sorri sem graça. 


-Desculpe por mais cedo, não tinha acordado muito bem. - diz mordendo o lábio. 


Ela parece fazer muito isso já que estão meio avermelhados, e acho que até inchados. 


Me sento ao seu lado. 


Era estranho o olhar que a garotinha depositava em mim. 


-Ela fala?- pergunto tocando a bochecha dela, que recua. 


Eu sabia que falava, eu havia visto mais cedo. 


-Sim. Apenas algumas coisas... O... Médico, ele disse que... É normal, em breve ela vai estar falando com mais frequência. 


Olho para ela desconfiado. 


Normal? Desde quando é normal uma criança de três anos quase  não falar. 


Ah Perseu, deixe de paranóia, deve que é um problema que ela deve ter desenvolvido quando bebê, ou uma doença, sei lá, e não quer contar. 


-Ah. Gosta de ficar aqui fora?- pergunto, mudando de assunto, sabia que ela estava desconfortável. 


Seja lá o que ela esconde, deve ser grave. 





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