História Minha Sogra Irlandesa - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kushina Uzumaki, Menma Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shion
Tags Crescimento, Drama Familiar, Gaaino, Irlandês, Konohana, Naruhina, Naruhina4ever, Noivado, Problemas Familiares, Revolução Naruhina, Sasusaku
Visualizações 1.121
Palavras 3.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olááááá
Como cês tão?? Eu to bem, obrigada!!
Obrigada pelos lindíssimos comentários do cap passado!! Eu fico mt feliz em responder todos!! Somos, agora, 180 favoritos!! Obrigada a todos e sejam mt bem-vindos, leitores!! Se quiserem comentar, fiquem a vontade e façam essa autorinha feliz :)))))))))))))))
Nesse cap, comecei a explorar os outros dramas q veremos nessa fanfic. O de Sakura e o de Ino!! Temos um hentai nesse cap, mas n será Naruhina!! Nosso casalzinho volta no próximo ;)))))))))
Talvez a leitura das meninas n fique tão diferente, mas estou lutando pra mudar!!
Espero q gostem!!

Capítulo 3 - Capítulo 3


► Sakura ◄

 

A primeira coisa que reparei quando acordei foi que eu não estava no meu beliche e, consequentemente, nem no meu quarto. A segunda foi a cama que eu estava era bem mais macia que a minha. A terceira foi o perfume masculino delicioso que estava presente. As lembranças voltaram a minha cabeça e abri os olhos com um sorriso no rosto.

 

O quarto era quase todo branco com alguns detalhes em vermelho escuro. A cortina estava fechada, mas sabia que estávamos em um hotel chique em Detroit. Me sentei na cama e me espreguicei enquanto bocejava. Procurei por alguém e encontrei nada. Ele não era de me deixar sozinha. Fechei os olhos e joguei a cabeça para trás após suspirar.

 

– Já está acordada? – virei a cabeça para a porta e sorri sonolenta para o homem que retribuiu. Ele carregava uma bandeja com café da manhã pronto e quase não acreditei que estava sendo mimada. – Você disse que precisava sair cedo, achei que um café ajudaria!

 

O homem, em questão, tinha os cabelos pretos longos e os olhos mais escuros que já vi. Estava com uma calça moletom e com seu peitoral magro e extremamente atraente a mostra. Ele se aproximou e sentou ao meu lado, empurrando o café em minha direção.

 

– Obrigada, Itachi – agradeci e servi o café para nós dois. Bebi um pouco e estava levemente adoçado. Não era o meu preferido, mas não vou fazer uma desfeita. – Está muito bom!

 

– Tá vendo? Eu sei fazer um café ótimo! – gabou-se e estreitei os olhos.

 

– Você pediu do hotel, não pediu?

 

– Tá, eu pedi – rimos e aproveitamos a companhia um do outro.

 

Itachi e eu havíamos nos conhecido há mais de quatro anos, no bar do hotel que meus pais moravam lá em Nova York. Fazia poucos meses que eu havia terminado meu namoro com meu ex e achei que estava na hora de procurar uma nova aventura. Foi a primeira vez que tive um sexo casual com alguém e nós nem chegamos a nos despedir ou falar nosso nome.

 

Houve mais dois encontros, um no mesmo bar em Nova York e outro numa baladinha aqui no centro de Detroit. Mas apenas no quarto encontro que nós transamos, deitamos na cama e conversamos. Desde então, mantínhamos nossa relação e tínhamos esses encontros casuais de tempos em tempos.

 

O que eu gostava dessa parada que nós tínhamos era porque nós não falávamos muito de nossas vidas pessoais. Itachi só sabia o meu primeiro nome e que eu ia em Nova York todo ano novo e eu só sabia o seu primeiro nome e que ele vivia viajando a trabalho.

 

– Você demorou dessa vez – comentei e ele assentiu.

 

– O trabalho me levou até Tóquio mês retrasado e só consegui voltar pra Michigan agora – deu de ombros. – Você sempre demora a acordar, por que avisou que teria que acordar cedo hoje?

 

– Minha formatura na faculdade é hoje – contei e vi seus olhos negros se arregalarem, surpresos. Ri. – O quê?

 

– Sempre pensei que fosse novinha, mas não tanto assim! Jesus, estou me sentindo um pedófilo!

 

– Para a sua informação, senhor “Pedófilo”, tenho 26 anos e já sou maior de idade. Sei com quem posso transar, obrigada – brinquei e nós rimos.

 

Após terminamos o café, fui tomar banho e sai do banheiro já vestida com minha roupa de ontem. Itachi aproveitou para tomar banho no outro banheiro e, gentilmente, ofereceu uma carona até “seja-lá-onde-você-vai-se-arrumar”. Não sou boba, não tinha ido de carro e não ia voltar para Ann Arbor de ônibus com esse meu lindo Prada, então, aceitei.

 

Nossa viagem de carro foi rápida e com um papo bom. Nós dois tínhamos uma química muito boa juntos e, mesmo não conversando diretamente sobre nossas vidas pessoais, sabíamos conversar sobre diversos assuntos. O sexo também era maravilhoso e, depois do meu último relacionamento, ter um homem de verdade como namorado parecia deveras interessante.

 

“Oh-oh, estamos pensando em relacionamento de novo!”

 

– Estamos perto, Sakura? – perguntou e virei a cabeça, notando que estávamos na rua da mansão.

 

– Sim, é aquela mansão branca – apontei e ele estacionou em frente. Sorri e inclinei para beijar sua bochecha. – Muito obrigada, Itachi!

 

– De nada. – acenou e, quando fechei a porta do carro, inclinou para falar comigo. – Se quiser comemorar hoje à noite...

 

– Sei onde te encontrar!

 

Só quando ele saiu com o carro que eu atravessei a rua e, como não estava com a chave, toquei a campainha. Meu primo abriu para mim e levantei a sobrancelha.

 

– O que foi? – Gaara perguntou e fechou a porta assim que entrei.

 

– Você aqui? Há essa hora?

 

– Sua amiga loira me acordou às 6, ligando incessantemente para o maldito telefone da minha casa – respondeu com raiva e entendi. Ino sabia ser insuportável quando queria. – Ela está lá encima e mandou você ir para lá quando chegasse!

 

Segui o conselho e encontrei Ino no quarto dela, terminando de tirar sua maquiagem (bases, corretores, delineadores! Era tanta coisa que me deixava louca só de ver) da bolsa para a penteadeira. Os olhos azuis me encontraram e sorrimos com cumplicidade.

 

Quando nos conhecemos pela primeira vez, confesso, nós nos estranhamos. Eu a achei extremamente infantil e ela me achou uma “metidinha”. Quem insistiu para que nos falássemos foi Hinata e nos demos essa chance. Hoje, nós duas somos bem amigas e conversamos bastante sobre maquiagem, moda e rapazes. Até porque, desde o dia que minha melhor amiga começou a namorar Naruto, ela só tinha olhos para o namorado.

 

– Bom dia, Porquinha – desejei e sentei na sua cama, sendo observada com desconfiança.

 

– Está muito bem-humorada, hein? Quem foi o carinha? – falou na cara de pau e coloquei a mão no peito, indignada.

 

– Não posso estar bem-humorada naturalmente?

 

– Pode, amiga, mas você está muito bem-humorada! Entendeu a diferença? – riu e a acompanhei. – Foi aquele moreno que o nome parece hashi?

 

– Itachi – corrigi e sorri. – Ele mesmo. Nós nos encontramos sem querer na comemoração e subimos para o quarto dele! Hoje, ele levou café na cama e ainda me deu carona até aqui!

 

– Que homem, hein? – Ino sentou na cadeira em frente a penteadeira e girou para me fitar. – Ai, aproveita bem! Vocês não sabem muito um sobre o outro, se entendem bem na cama e fora dela!

 

– É, sim – parei e meu sorriso foi diminuindo. – Mas acho que preciso frear essa nossa “relação”.

 

– Precisa?

 

– Sim, ou vou acabar me apaixonando e pedindo mais do que ele está disposto a oferecer – lamentei e a loira sentou ao meu lado, me abraçando.

 

– Já pensou em falar com ele? Você falou que ele levou café na cama e te trouxe até aqui! Talvez, Mirashi esteja afim de um relacionamento e só não falou ainda – o assunto era sério, mas acabei rindo com o “Mirashi”. Ela apertou meus ombros e sorriu comigo. – Vamos tentar ser positivas, sim?

 

– Sim! – assim que respondi, a porta de Ino foi aberta e Hanabi passou, encostando atrás de si. – Hana, bom dia!

 

– Bom dia, Rosinha! Nem precisei mandar mensagem, que bom!

 

– Hanabi, cadê a Hinata? – a loira ficou de pé e com as mãos na cintura.

 

– Como você mesma disse, com o seu irmão – as duas fizeram caretas e conclui que aquilo significada: “eca, meu irmão/irmã está transando”. Não aguentei e gargalhei. – Ino, na verdade, eu queria perguntar se minha família pode acompanhar nós duas arrumando a Hina?

 

– Arrumando a Hina? Por que? Não é nada demais – a Uzumaki estranhou e também fiquei esperando a resposta, confusa.

 

– Ah, é porque a Hinata é a primeira de nossa família a se formar! As Hyuugas querem ver tudo de perto, ajudar a escolher – a morena sorriu e só então que notei o brilho no olhar. – Você se importa?

 

– Claro que não! Mande-as entrar!

 

Ela assentiu e saiu do quarto. Quando voltou, era acompanhada por 4 mulheres e 1 criança. Todas bem vestidas, sorridentes e muito animadas. Eu conhecia todas. Tia Kimiko, mãe de Hinata, foi a primeira a vir falar comigo e Ino com um abraço materno. Yumi (tia da Hina) me cumprimentou com formalidade e Vovó Hyuuga fez um comprimento japonês antes de beijar minhas bochechas. Tenten, que já tinha a idade mais próxima da minha, me abraçou e me parabenizou pela minha formatura também enquanto sua filhinha, Naomi, me beijou na testa.

 

Não vou negar: a família de Hinata era tão amorosa que me fazia me sentir em casa.

 

Como minha melhor amiga demorava, Ino decidiu começar a minha maquiagem e ela era muito boa com os pincéis. Nesse tempo que ela passava o delineador, Hanabi me mostrou o penteado que achou que combinaria com o vestido alugado e eu simplesmente amei. Acenei a cabeça e, embora tivesse sido cuidadosa, fiz a loira borrar.

 

– Merda, o pior que eu estou sem papel – reclamou. – Espera um minutinho, Sakura, vou pegar lá embaixo!

 

Porém, em vez de voltar com o papel, Ino voltou com Hinata que havia acabado de chegar. Pronto, agora, a festa começaria de verdade!

 

Quando estávamos finalmente prontas, eu me senti uma deusa assim que me vi no espelho e minha melhor amiga estava igualmente bela. Sua carinha inocente parecia mais madura e a fenda imensa de seu vestido a deixava sensual. Sua família a cumprimentou e, no momento em que iriamos nos abraçar, a porta foi batida e Naruto apareceu. O loiro estava belíssimo com terno e uma gravata borboleta e sua reação ao ver Hinata foi encantadoramente meiga. Eles se beijaram e acompanhei o coro de “onw, que bonitinhos”.

 

Após termos sido expulsas do quarto de Ino por senhora Hyuuga, consegui falar com Hinata e aproveitamos para tirar umas fotos. Era uma pena que não poderíamos nos ver durante a formatura, mas nós havíamos marcado um jantar num restaurante refinado em Detroit e comemoraríamos apenas entre amigos.

 

Bom, foi o que eu pensei até Naruto me chamar para conversar antes de sair para a formatura da namorada.

 

– Naruto! Assim, você vai atrasar todo mundo!

 

– Eu sei, Sakura, mas preciso de um favor seu – ele olhou ao redor antes de voltar a sussurrar. – Preciso que não vá a esse jantar!

 

– O quê? Claro que vou! – que palhaçada era aquela?

 

– Não, Sakura, por favor! – suplicou e estranhei. Naruto parecia meio desesperado, aquilo não era comum.

 

– Por que não devo ir? Me dê um motivo verdadeiramente bom!

 

O loiro suspirou e passou a mão pelos cabelos. Espera, as bochechas dele estavam vermelhas? Fazia muito tempo que eu não o via corar!

 

– Queria que a Hinata pudesse dissesse a você, mas já que insisti... – respirou fundo. – Eu pretendo pedi-la em casamento.

 

Paralisei no lugar e meu queixo foi parar no chão. O quê?! Um sorriso cresceu em meu rosto e o abracei. Eu estava surpresa? Pra caralho, mas também estava extremamente feliz por meus amigos. Dá para ver de longe o quanto eles se amam e que não vivem mais sem um ao outro!

 

– Ah, estou tão feliz por vocês! – afastei do abraço e apertei seus ombros. – Sei que serão muito felizes juntos!

 

– Obrigada, Sakura, mas eu ainda nem sei se ela vai aceitar – coçou a nuca e riu.

 

Até parece!

 

Na minha formatura, Mebuki e Kizashi Haruno apareceram. Minha mãe tinha os cabelos loiros curtos e os olhos verdes escuros enquanto meu pai tinha os cabelos ruivos espetados e os olhos azuis. A última vez que nós nos vimos foi há dois anos, quando nossas férias coincidiram e nós tivemos que conviver por um (torturante) mês. De lá para cá, a única coisa que havia mudado na aparência dos dois era as novas rugas de idade.

 

Após receber o diploma e jogar a beca, fui até meus amigos antes de ir aos meus pais e tanto Ino quanto Gaara me abraçaram com afeto. Fui para minha mãe que me abraçou e meu pai beijou minha testa com um sorriso. Antes que pudesse curtir o momento...

 

– Que linda formatura, mas acho que seria ainda melhor se você tivesse escolhido Havard ou Yale – Mebuki comentou como quem não queria “nada” e meu pai concordou. Revirei os olhos.

 

Minha mãe e essa mania agradável de sempre ir contra as minhas escolhas!

 

– Bem, uma pena que eu já me formei – respondi com ironia e sorri. – Agora, se me dão licença, vou na recepção com meus amigos!

 

 

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

 

 

Como não havia nada para fazer aquela noite, eu, Gaara e Ino optamos por ir na festa da comemoração da formatura dos vários cursos. O problema? Meu primo querido e minha amiga amada sumiram nos primeiros cinco minutos de festa e fiquei sozinha, sentada diante o balcão do bar. Para completar minha noite, no meu terceiro copo de bebida, um sentimento que nunca pensei sentir novamente me abateu com força e me fez pensar na minha vida.

 

Estava falando da solidão.

 

Não precisava de muito para entender o porquê daquele sentimento ter me invadido. Meus dois melhores amigos já deveriam estar noivos àquela hora, Gaara parecia bem confortável com sua vida de solteiro, Ino também e eu estava sentada num bar me acabando de tequila. Sozinha. Sem ninguém para sequer flertar comigo. No dia que eu deveria estar contente pra cacete porque, finalmente, recebi meu diploma em medicina.

 

Desde o fim de meu relacionamento com Sasori, meu último namorado que quase me bateu por ciúmes se meu primo não tivesse chegado na hora, meu pensamento sobre namoro mudou muito. Eu não queria uma pessoa que pudesse me fazer mal ou que me visse como um objeto, eu queria alguém que me completasse, alguém que “somasse” comigo.

 

– Porque já basta minha mãe para me diminuir – ri de minha péssima piada e senti uma mão tocar meu ombro. Virei e não fiquei surpresa ao encontrar um par de olhos escuros. – Itachi, você veio

 

– Você nunca mandou mensagem para mim, achei que seria importante vir – falou e sentou ao meu lado. Reparei na curiosidade em seu olhar. – O que deseja, Sakura?

 

– Itachi, serei direta: você quer fazer essa nossa relação virar algo mais? Sabe, além do sexo e das conversas! Algo mais sério – ele arregalou os olhos, chocado, e ficou me encarando como se esperasse que eu falasse “ha, é brincadeira”.

 

Não rolou.

 

– O quê? Sakura, eu não sei nem o que dizer!

 

– Simples: sim ou não. Porque, hoje, notei que se ficamos mais algum tempo nessa coisa de sexo casual, eu vou acabar me apaixonando e querendo algo! Então, preciso saber se está disposto a dar esse algo – quando estou bêbada, costumo ser bem direta mesmo.

 

Depois de um minuto de silêncio, Itachi balançou a cabeça e começou a falar com seriedade na voz:

 

– Olha, Sakura, você é uma garota maravilhosa, muito animada e gentil, mas meu trabalho exige que eu sempre viva viajando e-...

 

– Seu trabalho é sua prioridade. Entendo – dei um gole na minha bebida e engoli um gosto meio amargo junto. O já esperado “não”. – Então, espero que você entenda o porquê nosso caso não pode continuar. Sinto muito!

 

– Não, eu que sinto – Itachi sorriu triste e beijou minha testa. Um beijo de despedida. – Espero que possa encontrar o que quer

 

Eu também esperava...

 

– Obrigada, Itachi

 

 

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

 

 

► Ino ◄

 

Andei de um lado para o outro e olhei para a porta mais uma vez. Nada. Será que havia alguém lá embaixo depois que eu subi? Pelo que lembrava, todos haviam combinado de sair para curtir, encher a cara e viver o último dia como universitário. Ah, seria puta falta de sacanagem alguém estragar minha foda!

 

O quê?! Eu adoro sexo, não nego mesmo!

 

Mordi minha unha e meu coração deu salto quando ouvi alguém bater ritmicamente na minha porta. Ai, era ele! Antes que eu abrisse, ele entrou e fechou a porta com suas costas. Meu São Patrício, que homem lindo da porra! Quando ele jogou o cabelo para trás e sorriu de lado, foi um sufoco para não derreter ali no chão mesmo.

 

– Pensei que não viria mais – comentei e ele chegou pertinho, colando nossos corpos.

 

– Foi apenas um imprevisto – respondeu e começou a beijar meu pescoço. Suspirei e me apoiei em seus ombros. – Você está tão cheirosa hoje, Loira...

 

– Oh, Gaara!

 

Nós nos beijamos e começamos a tirar nossas roupas com rapidez. Quando finalmente estávamos como viemos ao mundo, nos jogamos na minha cama e os beijos ficaram quentes pra caralho. O ruivo pegou na minha bunda e apertou com força antes de puxar minha perna sobre sua cinturar.

 

Gemi quando seus dedos longos entraram em mim e já estocavam em um ritmo frenético. Joguei a cabeça para trás e ele aproveitou para mordiscar meus mamilos duros. Ele tirou os dedos e riu maliciosamente para a minha expressão revoltada.

 

– Queria que eu continuasse, Inozinha? – ironizou e quis dar um soco nele.

 

– Cala a boca e mete logo!

 

Gaara se ajeitou entre minhas pernas e penetrou rápido, forte e intensamente, me fazendo revirar os olhos.

 

– Você queria assim? – provocou e envolvi sua cintura. Arranhei de seus ombros até seu bumbum e sorri com safadeza quando apertei.

 

– Quero mais que isso, Gaarinha!

 

Os olhos esverdeados se estreitaram e seu rosnado anunciou o início dos movimentos. E que movimentos! Aquele ruivo tinha um rebolado que, meu Deus do céu, nunca imaginei! Ele não era de falar muito, de me excitar com palavras, mas os apertos, as mordidas, os beijos e os olhares repletos de desejo faziam um belíssimo trabalho.

 

As metidas pararam e, antes que pudesse reclamar, entendi a mensagem em seu olhar. Mordi o lábio assim que tirou o membro e virei na cama, ficando com o traseiro para cima e meu rosto no travesseiro. Me arrepiei quando as mordidas nas nádegas e arregalei os olhos quando pincelou com a língua no meu... sabe, a entrada de trás.

 

– Gaara – chamei sua atenção e ele se afastou.

 

O ruivo poderia ter essa tara, mas não me sentia pronta.

 

Não tardou para ele penetrar na minha intimidade e voltar com o mesmo ritmo de antes. Senti seu peitoral encostar em minhas costas e arfei quando senti suas mãos em meu clitóris e em um de meus mamilos. Me impedi de gritar ao morder o travesseiro com força e o orgasmo chegou a me fazer apertar os dedos dos pés. Ouvi um gemido baixo e senti algo quente na base de minha coluna.

 

Nós dois desabamos na cama de casal e ficamos em silêncio até nossas respirações voltarem ao normal. Observei o peitoral branco descer e subir repetidas vezes e aproveitei que ele estava com um braço sobre os olhos para admirar seu corpo. Gaara tinha um peito malhado, um tanquinho mínimo e coxas grossas, do jeito que eu gostava. Me imaginei apertando ali e mordi o lábio, tentada.

 

– Se você continuar me encarando, nós teremos mais uma rodada – me assustei e fitei seu rosto no momento que ele tirou o braço dos olhos.

 

– Você sabe que conseguimos ter várias rodadas – maliciei e toquei suas coxas. Arranhei devagar e sorri com a tensão de seus músculos. – Nós somos bons nisso!

 

Sem dizer nada, o ruivo me puxou para perto e me sentou em seu abdômen. Ri e inclinei para beijá-lo enquanto rebolava pausadamente até chegar sentar em seu membro. Gaara resmungou contra meus lábios e mordi os dele.

 

Oh, seria uma noite longa!

 

 

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

 

 

Abri os olhos e dei de cara com um Gaara dormindo. Seu rosto ficava até sereno quando ele dormia e nem parecia ser o cara que vivia de feição fechada. Sentei e toquei sua bochecha com leveza e carinho. Senti meu coração acelerar e me afastei com um suspiro baixo.

 

Merda, Gaara no Sabaku. Por que eu tinha que gostar tanto de você?

 

Desde o dia que decidi ficar em Michigan com Naruto, nós dois implicávamos um com o outro. Não sei explicar a razão, mas sempre foi assim. Até mesmo na época que ele havia ido fazer intercambio lá em casa, na Irlanda. Só que uma coisa era importunar quando você era criança, outra era perturbar alguém quando você era adulto. Não demorou para rolar uma tensão sexual entre nós.

 

Tensão essa que só foi verdadeiramente resolvida no dia 19 de janeiro, aniversário de Gaara. Ele havia marcado de vermos um filme no apartamento dele e de Naruto e fomos eu, Hinata e Sakura para lá. Como meu irmão e minha cunhada tinham de trabalhar, eles foram os primeiros a ir dormir. A rosada foi logo depois, alegando ter tido um dia bem cansativo. Ficamos os dois e resolvemos beber. Bebemos, bebemos, bebemos e, no dia seguinte, acordamos pelados no quarto do ruivo.

 

Graças a São Patrício, meu irmão não nos pegou no flagra! Imaginem a situação que ia ser!

 

Eu e Gaara, depois daquele dia, nos afastamos. Mas voltávamos a implicar, a nos pegar e, por fim, a nos afastar. Até que, depois de 2 meses, nós conversamos seriamente e aceitamos o fato que queríamos transar loucamente. Foi quando começamos a ter isso: na frente dos outros, brigávamos feito cão e gato e, quando ninguém olhava, ficávamos como dois amantes apaixonados.

 

O problema era que, agora, sentimentos há muito tempo escondidos em meu coração estavam voltando. Ao mesmo tempo que queria Gaara, me perguntava se valeria a pena tudo o que estávamos passando.

 

Senti meu celular vibrando e vi o ruivo mexer, incomodado. Pesquei o aparelho e atendi sem ver quem era.

 

– Alô?

 

– Ino, tô muito puta com você e com meu primo! – congelei. Sakura parecia bem puta, porém ela ter dito que estava puta comigo e com Gaara me fez indagar se ela sabia algo.

 

– Hã... por que, exatamente, você está puta?

 

– Porque vocês dois me deixaram sozinha na festa e estou de vestido, salto alto e sem carona! – bufou e suspirei, aliviada. Não era nada sobre nosso caso! – Pode, por favor, vir me buscar? Gaara simplesmente não atende a merda do telefone!

 

– Ah, claro! Tudo bem – a ouvi fungar e franzi o cenho. – Você está bem?

 

– Estou, eu... nos falamos depois, ok?

 

– Ok – ela desligou e afastei o celular, preocupada. Gaara sentou ao meu lado.

 

– Tudo bem?

 

– Sim, era apenas Sakura pedindo uma carona. Parece que ela ligou algumas vezes para o seu celular – arquei uma sobrancelha.

 

– Sempre desligo quando estamos juntos – beijou meu ombro e apoiou a testa ali. – Pena que não poderemos repetir a dose...

 

– Com certeza, mas deixaremos para depois – levantei e me espreguicei com preguiça, sentindo-me extremamente gostosa com os olhos verdes me devorando com o olhar. – Vou tomar banho primeiro!

 

Gaara assentiu e entrei no banheiro. Sorri e cocei meus olhos, sentindo meu coração bater louco pelo ruivo. Não tinha como negar: eu estava apaixonada pelo pedaço de mal caminho no lado de fora. Agora, preciso fazer de tudo para conquistá-lo ou não me chamo Ino!


Notas Finais


Sem links hj!!
Confesso q estou morrendo de pena da Sakura :(((((((( A bichinha tá se sentindo bem sozinha, coitada!! O caso dela e de Itachi mal começou pra nós e já acabou, q loucura, em??
Gaara e Ino são uns safadinhos ( ͡° ͜ʖ ͡°)!! Mas Ino já está gostando de Gaara, como vai ser agr??
Pra quem gosta do meu "trabalho", estou pensando em postar uma one amanhã... Mas vou divulgar apenas no próximo cap!!
Enfim, gostaram??


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