História Minha Sogra Irlandesa (HIATUS) - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kushina Uzumaki, Menma Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shion
Tags Crescimento, Drama Familiar, Gaaino, Irlandês, Konohana, Naruhina, Naruhina4ever, Noivado, Problemas Familiares, Revolução Naruhina, Sasusaku
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Palavras 6.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oláááá, tudo bom??
ME DESCULPEM A DEMORA! Mt coisas aconteceram nessa semana, coisas como:
- Minha mãe fez uma cirurgia e advinha quem teve que fazer as coisas em casa? Eu e meu padrasto! Ele cozinha e ajuda na limpeza e eu limpo, dou comida pra minha avó, cuido da minha avó, do meu irmão, dos cachorros. Sem contar de fazer as coisas para minha mãezinha, né?
- Minhas aulas na faculdade voltaram e foram adiadas pra, então, terem as turmas canceladas/bloqueadas, ou seja, tive que correr pra outro campus, correr atrás de matéria...
- Minha inspiração está bem oscilante por causa das situações acima ://////
E eu queria fazer um bom capítulo porque é o capítulo que a Kushina aparece, finalmente! Para compensar, um capítulo bem grandinho pra ocês ^^
MUITO OBRIGADA PELOS 312 FAVORITOS! EU FICO MUITO FELIZ POR ISSO E ME SINTO VERDADEIRAMENTE MAL POR NÃO CONSEGUIR POSTAR A CADA DUAS SEMANAS!
OBRIGADA PELOS 24 COMENTÁRIOS DO CAPÍTULO PASSADO!
LEITORES NOVOS, SEJAM BEM-VINDOS!
Enfim, sem mais enrolação... Espero q gostem!!

Capítulo 7 - Capítulo 7


A viagem foi demorada, mas fiquei acordada o tempo todo. Não porque eu não estava cansada (acredite, estava morta de tantas horas de voo). Na verdade, me forcei a ficar acordada para apreciar a paisagem. As gramas verdinhas, o céu azul belíssimo e os vastos campos de plantações! Em uma hora da viagem, nós chegamos a passar por construções destruídas e abandonadas que davam aquele charme medieval!

 

Era tão diferente de Michigan... Ali, tudo parecia tão vivo.

 

Olhei para Naruto com intenção de perguntar sobre a estrutura e fechei minha boca ao vê-lo cochilando. Sorri e me peguei admirando a beleza daquele homem. A única mudança “drástica” era o novo corte de cabelo que ele começou a usar, que deixava os fios dourados mais curtos. Consequentemente, meu noivo parecia mais maduro e, para mim, mais atraente do que nunca. Toquei seus cabelos devagar e me surpreendi ao ver seus olhos azuis se abrindo.

 

Me afastei, envergonhada por ter o acordado pela segunda vez.

 

– Eu não-...

 

– Eu sei – me acalmou e coçou os olhos. – Não consigo dormir bem quando não estou numa cama, é péssimo.

 

– Desculpa. – minha mão voltou ao seu cabelo e acariciei com leveza.

 

– Você deveria cochilar um pouco. O fuso horário é bem ruim, mas, se quisemos nos adaptar rápido, temos que dormir apenas à noite.

 

– Eu vou ficar acordada até de noite. E olha essa vista! – olhei para a janela e apontei. – Você vê essa grama? Nunca vi uma tão verde! Até o céu parece mais azul. E aquela construção que passou? Era um castelo?

 

– Não sei, há muitos desses por aqui – deu de ombros e o encarei, surpresa. Riu baixo e brincou. – Aliás, não sabia que gostava de castelos!

 

Meu rosto esquentou e ri sem graça. Sei que não pareço o tipo de garota que sonhou em ter um príncipe, morar num castelo e ter uma história de amor de fazer as pessoas suspirarem, mas já sonhei, sim.

 

– Quando era criança, eu amava contos de fadas, príncipes e castelos gigantes – confessei e fiquei envergonhada com sua expressão quase chocada. – O que foi? É tão inacreditável assim?

 

– Não, é que... você sempre me pareceu uma garota mais pé no chão, que não acredita em Papai Noel, coelho da Páscoa e fada dos dentes desde pequenininha. – compartilhou e coloquei a mão no peito, fingindo estar muito ofendida. – Você nunca me provou o contrário!

 

– Se você quer saber, queridinho, eu fui a última a deixar de acreditar na fada do dente! – me vangloriei de maneira brincalhona e Naruto gargalhou, chamando um pouco de atenção. – Eu acreditei até meus oito anos enquanto Neji e Hanabi foram até os seis. Quando eu descobri que era minha mãe que trocava os dentes pelas moedas, fiquei arrasada.

 

– Como descobriu?

 

– Enquanto futucava as gavetas dela, encontrei um vidrinho com os meus dentinhos. Minha mãe tentou inventar uma história, mas, como Neji já não acreditava, parei de acreditar também. Um dia triste para ser uma criança sonhadora, com certeza.

 

Meu noivo me puxou para perto e beijou minha testa. Me envolveu com seus braços com carinho e se apoiou em minha cabeça. Seu cheiro me trouxe calma.

 

– Eu não entendo como nós estamos juntos há quase cinco anos e ainda tem coisas sobre você que me surpreendem – se inclinou para sussurrar em meu ouvido (e me deixar arrepiada). – Minha caixinha de surpresas particular.

 

Ri baixinho e abracei-o com força.

 

– Sua, com certeza – entrelacei meus dedos para mantê-lo naquele abraço e senti meu anel de noivado. Imediatamente, trouxe minha mão para meu rosto e o encarei.

 

Naruto havia dito que sua família ainda não sabia do noivado e, aparentemente, ter o anel daquela posição significava estar noiva. Será que deveria tirá-lo até o momento do anúncio?

 

– O que foi? Está encarando o seu anel há alguns minutos...

 

– Naruto, não acha melhor eu tirar? – questionei e sua feição de espanto me pareceu algo negativo. Tratei de me explicar. – Não estou terminando nosso noivado! Mas lembrei que você disse que sua família não sabe que estamos noivos e o anel entregaria. Não seria melhor deixá-lo escondido até o anúncio?

 

Meu irlandês, em vez de me responder, pegou minha mão e beijou meus dedos, dando atenção especial ao dedo com o anel.

 

– Não! Por mais que eu goste de fazer surpresas, não vou esconder nada e não quero que você esconda. Nós estamos noivos e vamos nos casar. – exibiu um lindo sorriso e retribui, extremamente feliz. – Porém, tenho certeza que meus irmãos não iriam reparar no anel. Minha mãe repararia...

 

– Posso ficar escondendo as mãos até a hora que falarmos... Aliás, pretende falar quando?

 

– Queria falar quando minha mãe e meus irmãos estivessem presentes. Que tal no almoço de hoje? – respondeu e assenti. Acho que minha cara mostrava minha insegurança, porque Naruto beijou minha testa novamente. – Vai dar tudo certo, acredite em mim.

 

Concordei e me aconcheguei melhor em seus braços.

 

Ficamos abraçados e acordados até o final da viagem. Ora conversando sobre qualquer coisa ora apreciando a presença um do outro e o silêncio. Quando o verde foi substituído por construções humanas, prestei atenção no comércio enquanto Naruto fazia carinho em meu cabelo.

 

O veículo parou em uma estação de ônibus que era ao ar livre e recebi um último beijo antes de nos levantarmos. Todos os passageiros desceram enquanto agradeciam ao motorista. Não entendi, mas agradeci também. Foi rápido encontrar Ino, Sakura e Gaara, os três aparentavam o cansaço das viagens.

 

Não que eu estivesse muito melhor.

 

Assim que pegamos nossas malas, minha cunhada apontou para uma estrutura grande com um estacionamento mediano que lembrava um shopping de apenas um andar.

 

– Vamos para lá – falou e já pegamos as malas para levantar acampamento.

 

Entramos no estacionamento e os loiros nos guiaram até a entrada principal que era toda com vidros e enfeites azuis. Pensei que iriamos entrar, mas os irmãos pararam de andar e ficaram ali, parados. Esperando em um lugar aberto e quase vazio.

 

– Pensei que Menma havia mudado – Gaara comentou e foi quando percebi que apenas eu e Sakura estávamos não entendendo nada ali.

 

– Ele mudou – Naruto afirmou e encostou-se na minha mala que ele estava levando. – Mas ele ainda tem esse problema sério com a pontualidade.

 

Ah, tudo explicado agora.

 

– Você não o avisou? – perguntei.

 

– Avisei e disse que chegaríamos por volta das oito – meu noivo suspirou resignado com o comportamento do irmão gêmeo.

 

– Que horas têm?

 

Ino, que já havia atualizado o horário no celular, me mostrou a tela. Eram oito e dez da manhã e, apesar de termos chegado atrasados por dez minutos, era um tempo perdoável.

 

– E quanto tempo vocês esperaram da última vez que vieram? – a rosada questionou pela primeira vez.

 

Os Uzumakis se entreolharam e franziram o cenho.

 

– Quase uma hora – a loira bufou e pisquei chocada. – Mas acho que não esperaremos isso tudo, aquela minivan que está entrando no estacionamento me parece familiar.

 

Acompanhamos o olhar de Ino e uma minivan dourado pálido se aproximava. O motorista estacionou na vaga mais perto possível e, quando saiu do carro e caminhou despreocupadamente até nós, meu assombro foi instantâneo.

 

Menma era igual a Naruto. Igual mesmo. A cor dos olhos, o formato da boca, as marcas nas bochechas, a altura e até o tom de loiro (algo que, em Ino, era distinto). A única diferença que consegui captar enquanto ele vinha foi o corte de cabelo mais longo, com duas mechas chegando na altura de seu queixo.

 

Embora eu já estivesse ciente da semelhança assustadora dos dois, ver pessoalmente foi chocante para mim!

 

Quando o loiro subiu na calçada, Ino foi a primeira a abraçá-lo e ele deu um beijo rápido na cabeça dela.

 

– Está atrasado, idiota – minha cunhada queixou-se assim que se afastaram. – Do que adiantou ficar anos na Inglaterra se não pegou os costumes de lá?

 

– Para sua informação, os londrinos chegam bem atrasados quando querem – Menma ergueu a sobrancelha com uma pitada de ironia da voz (até o timbre de voz era meio parecido!) e foi aí que as divergências começaram. – Gaara, você apareceu, cara!

 

– E aí, Menma! – os dois trocaram apertos de mão. – Pensei que ainda pintasse o cabelo.

 

– Pensei que você já tinha se assumido, mas estamos aí, né? – caçoou e Sakura e Ino gargalharam da feição carrancuda do ruivo que logo revirou os olhos, entrando na brincadeira. Notei os olhos azuis passarem por mim e por Sakura antes de focarem no irmão ao meu lado. – Naruto, meu nerd favorito!

 

– Começou já? – apesar da queixa, meu noivo abraçou seu gêmeo. – Está atrasado!

 

– Ah, qual é?! Foram cinco minutos...

 

– Dez – corrigiu.

 

– Que seja. Não foi de propósito, tive que passar no posto para encher o tanque...

 

– Aí você encontrou uma “gatinha” e ficou de papinho com ela – Ino interrompeu-o e cruzou os braços, com uma expressão de quem já conhecia a peça. – Cadê a novidade?

 

– Poxa, Inozinha, assim você me magoa! – colocou a mão no peito ofendido, porém sorriu de lado. – Ela bem me passou o número do celular, mas não vou ligar nada. Mulher fácil não tem desafio nenhum!

 

Aparentemente, meu cunhado vivia atrás de um rabo de saia enquanto Naruto não era assim nem na faculdade.

 

Ainda bem!

 

– Certo, certo, mas presta atenção aqui – Naruto virou o irmão e lá estava ele, de frente para nós duas que estávamos mais tímidas que o normal. Na verdade, eu já sou bem tímida, mas a rosada não era, então. – Essa aqui é Sakura Haruno, minha amiga e prima de Gaara. Vai passar esses dois meses com a gente.

 

Menma se aproximou e deu um sorriso para minha amiga. Pegou a mão dela e levou aos lábios, beijando com um bom galanteador.

 

– Menma Uzumaki Namikaze, mas pode me chamar só de Menma! Devo acrescentar que nunca conheci uma moça de cabelos rosados tão linda.

 

– Obrigada!

 

– Seria muita audácia perguntar se você pinta lá embaixo tam-...

 

– Nem pense em traçar minha prima! – o ruivo carregou Sakura para longe do galanteador que bufou. – Eu hein!

 

– Você está muito irritadinho, Gaara. Parece que não pega ninguém há séculos! Se está com dificuldades de achar homens, eu tenho uns amigos britânicos que adoram a mesma fruta que você!

 

– Ora seu...

 

– Parem de brigar, vocês dois – Ino interveio. – Parecem crianças!

 

Como se ela e Gaara brigando fossem muito diferentes!

 

– Foca aqui, animal! – meu noivo bateu na nuca do irmão que reclamou de “dor”, porém focou. Em mim. – Essa é Hinata Hyuuga, minha... namorada!

 

O tão falante irlandês ficou quieto e me avaliou com cuidado. Mas não aquela avaliação maliciosa de uma pessoa que queria seu corpo nu! Parecia mais como se ele estivesse testando se eu valia a pena para seu irmão gêmeo e reconheci aquela olhada, pois era a mesma que dei no primeiro namorado de Hanabi. No caso de minha irmã, meu sexto sentido me avisou que o rapaz não era o cara que ela merecia.

 

Será que vai acontecer comigo?

 

O sorriso que surgiu no rosto de meu cunhado desmentiu isso. Ufa!

 

– Satisfação, cunhadinha! – o loiro estendeu a mão e, quando apertei-a com a minha, fui puxada para um abraço. – Eu sinto como se já a conhecesse há anos de tanto que Naruto e Ino falam de você!

 

– Espero que só coisa boa – brinquei e ele riu, soltando-me do abraço.

 

– Nossa, Naruto, como você conseguiu uma garota dessas? – Menma questionou e meu noivo reprovou-o com o olhar enquanto Ino gargalhava.

 

– Eu perguntei a mesma coisa quando a conheci!

 

Lembrei do dia que conheci a loira e ri ao constatar que era a mesma pergunta mesmo. Fitei meu noivo que parecia meio irritado e fui abraçá-lo. Ele abaixou o olhar e sorri para ele, recebendo um sorriso em retribuição.

 

– Conseguindo, ué – beijou minha boca rápido e encostei a cabeça no seu peitoral, envergonhada por ter sido beijada na frente dos nossos amigos. – Se você parasse com sua marra de pegador, já teria arranjado alguém!

 

– E eu lá quero arranjar namorada?! Naruzinho, entenda uma coisa: eu não sou de uma, sou de todas!

 

Ao ouvir o “apelido” de Naruto, ergui a cabeça rapidamente.

 

– Naruzinho?

 

O rosto de meu noivo ficou vermelho e o olhar que mandou ao seu gêmeo dizia que ele iria matá-lo.

 

– É o apelido que eu chamo ele quando quero que ele faça algo muito importante para mim – a Uzumaki respondeu e foi bater em Menma. – Meu irmão utiliza para zoar com Naruto, mas é um apelido só meu, idiota!

 

– Fala isso pro Nagato, então! – o outro acariciou onde apanhou e sorriu em seguida. – Vamos colocar as malas no carro ou vamos continuar enrolando aqui?

 

Conversar era legal, mas estava tão cansada. Para o carro, por favor!

 

Nós levamos as malas e agradeci aos céus pelo porta-malas espaçoso. Tudo ajeitadinho na parte de trás e entramos. Ficou Menma e Ino na frente, Gaara e Sakura no banco “do meio” e eu e Naruto no último. “Os casais ficam no último para se agarrarem e não incomodarem ninguém”, foi o que o irmão gêmeo de meu noivo falou só para nos deixar constrangidos.

 

Do estacionamento do shopping até a casa dos Uzumaki, foi um percurso de 15 minutos. Durante a curta viagem, Naruto foi me apontando os locais que mais frequentava na sua adolescência como um café que tocava música ao vivo ou o até o primeiro bar que o irmão mais velho o levou. Saímos da cidade e um cheiro agradável e úmido tomou conta do ar.

 

– Que cheiro é esse? – perguntei, curiosa, para meu irlandês que sorriu. – Eu tenho a sensação que já o senti antes, mas era mais fraquinho.

 

– Cheiro do mar. Você deve ter sentido em Nova York, mas lá é bem mais poluído que aqui.

 

– Sua casa é perto do mar?! – pasmei e meu queixo caiu quando ele assentiu.

 

Minha nossa, eu demorei 20 anos (literalmente!) para ver o mar para a primeira vez enquanto ele praticamente viveu em frente a um!

 

– Mas a maresia é uma péssima combinação com metal e, depois de um tempo, o cheiro enjoa. – franziu o nariz. – Nem tudo são flores!

 

Passamos por um restaurante e entramos numa rua próxima dali. Nessa rua, reparei que os muros das casas eram mais bonitos e os quintais, bem cuidados. Menma seguiu até o final e parou na frente de um portão de grades pretas, de um muro alto e revestido com pedras claras. Ino tirou um controle remoto pequeno do porta-luvas e apertou, abrindo o portão.

 

Os arbustos, ao lado da rua asfaltada, guiavam o caminho. Quando consegui ver a casa de dois andares, pintada de amarelinho, decorada com pedras avermelhadas, cinzas e brancas de uma maneira nada estranha, fiquei encantada. Na entrada principal, estava a rua e a pequena calçada, porém, ao redor da residência, estava uma grama verdinha e aparada. Não havia jardim, mas a beleza continuava ali.

 

– Bem-vindos à residência dos Uzumaki! Por favor, desembarquem pela sua direita. Ou pela sua esquerda, vocês que sabem. – o motorista deu de ombros e Sakura abriu a porta dela, à direita e de frente para a entrada.

 

Saímos todos e o cheiro da maresia era mais fraco, especialmente porque o cheiro de grama molhada se sobressaia. Nós tiramos as malas e faltava uma quando a porta da frente foi aberta. Viramos para lá e, de dentro da casa, saia uma ruiva.

 

Os olhos azuis escuros, o rosto com algumas marcas da idade. Seu cabelo vermelho era um verdadeiro espetáculo e seu sorriso era igualzinho ao sorriso de Naruto. A blusa de gola alta cobria o decote que o vestido verde escudo deixava e, apesar de parecer estranho, dava uma característica a ela.

 

Quando apareceu, Ino e Naruto gritaram:

 

– Mãe! – e foram correndo abraçá-la, para matar a saudade.

 

Meu Deus do céu, aquela era a minha sogra?! Ela não tinha o corpo de uma pessoa que havia tido quatro filhos, sendo dois deles gêmeos! Nem parecia ter a idade! Ela parecia “inteirona”!

 

Queria envelhecer assim.

 

– Ah, meus filhos, que saudades! – ouvi-a dizer para os dois e beijar a cabeça de ambos. Ino era mais ou menos da altura dela e foi fácil, mas Naruto também era gigante para sua mãe e teve de abaixar para receber o beijo. – Vocês parecem mais magros! Por acaso, estão passando fome? Estão comendo só aquela comida americana? Aquilo não presta, vocês sabem disso!

 

– Mãe, qual é? Não estamos passando fome – a loira respondeu e a imaginei revirando os olhos. – Estou pensando a mesma coisa que pesava no ano passado.

 

– Se estivéssemos “passando fome”, nós não estaríamos aqui – o Uzumaki argumentou. – Mas venha falar com as visitas, dona Kushina.

 

Pronto, já estou nervosa!

 

O olhar dela parou em Gaara e a ruiva soltou um gritinho antes de ir abraçar o rapaz.

 

– Seu sumido! Você saiu daqui prometendo que voltaria para visitar sempre que pudesse! – brigou e o Sabaku sorriu.

 

– Desculpa, dona Kushina, foram muitos acontecimentos. Mas devo dizer que, mesmo depois de quatro anos sem vê-la, a senhora continua linda!

 

Quatro anos? Ah, sim, na formatura do Naruto.

 

– Puxa saco – Ino cantarolou baixo ao meu lado e que susto! Eu não tinha visto ela!

 

– Que susto, Ino-chan. Nem vi você chegar.

 

Ela riu e pediu desculpas rapidinho, fazendo nossa atenção voltar as apresentações.

 

– Mãe, essa é a Sakura. Lembra dela? Ela estava com a família de Gaara lá na formatura.

 

A expressão de minha futura sogra ficou menos animada e a recepção calorosa que ela deu ao ruivo foi substituída por um aperto de mão. Depois, descobri que era porque os irlandeses não eram muito “abertos” a desconhecidos e preferiam cumprimentar assim. Mas, na hora, pensei que aquilo poderia ser um mal sinal.

 

– Prazer em revê-la, senhora Uzumaki – Sakura cumprimentou e Kushina assentiu.

 

– Igualmente, querida. Espero que se sinta à vontade.

 

Então, os olhos azuis escuros pousaram em mim e meu coração parou na minha boca. Seus olhos desceram e apertei minha mão, extremamente nervosa. Quando senti tocarem a mesma mão, ergui a cabeça e Naruto sorriu para mim, deixando-me um pouco mais calma. Nós entrelaçamos nossos dedos e ela reparou, o que me fez agradecer por não ser a mão com o anel.

 

– Dona Kushina, essa é minha namorada, Hinata Hyuuga. Hinata, essa é a minha mãe, Kushina Uzumaki.

 

A mulher continuou em silêncio, ainda me avaliando. Mordisquei meu lábio e sorri da forma mais genuinamente educada que consegui.

 

– É um prazer em finalmente conhecê-la, Kushina – estendi minha mão na maior inocência.

 

O silêncio reinou novamente.

 

– Senhora Uzumaki para você, senhorita Hyuuga. Nós não somos intimas para nos chamarmos pelo nome, não acha? – falou com um sorriso cordial e senti meu sorriso murchar.

 

– Mãe! – Ino a repreendeu, mas Kushina a encarou como se não tivesse feito nada demais.

 

– Que tal entrarmos? Eu estava fazendo uma limonada para a chegada de vocês.

 

Virou as costas e voltou para dentro, ignorando minha mão. Eu não soube como reagir, minha mente congelou e meu nervosismo formou uma bola no começo do meu estômago. Abaixei a mão e o rosto devagar e senti minhas bochechas esquentarem em total embaraço. A partir de agora, acho que devo esperar a pessoa levantar a mão primeiro.

 

– Eu não acredito que ela fez isso! – a loira bufou. – Naruto, por que não falou nada, seu idiota?!

 

“É, por que não me defendeu?!”

 

Olhei Naruto de canto de olho e entendi o porquê. Ele estava boquiaberto, claramente não esperando aquela atitude da própria mãe. Acho que nem eu esperaria um comportamento tão... indelicado da pessoa que me colocou no mundo.

 

– E-eu não previ isso! – exclamou e me olhou, puxando meu rosto para cima. – Hinata, eu sinto muito. Minha mãe não é assim, juro! Vou conversar com ela e pedir... não, exigir um pedido de desculpas.

 

– Não precisa, não foi nada demais...

 

“Na verdade, foi sim! Quem aquela ruiva pensa que é?! Vou arrancar os fios daquela cabecinha!”

 

“Ah, arrancar o cabelo da sua futura sogra é realmente o correto a se fazer!”

 

Minha parte cheia de raiva cruzou os braços, zangadíssima, porém sem falar mais nada.

 

– Não precisa?! Fala sério, Hinata! Um pedido de desculpas é o mínimo que ela poderia fazer!

 

Suspirei.

 

– Será que podemos entrar? Estou querendo descansar um pouco – fugi do assunto e tanto Naruto quanto Ino assentiram, ainda transparecendo suas indignações.

 

– Ih, rapaz, Pimenta Vermelha chegou. – ouvi Menma murmurar e o olhar dos seus irmãos o fez entrar correndo no carro.

 

O interior da casa era muito bem decorado com um papel de parede de flores amarelas e madeira branca nas paredes. O chão de porcelanato claro estava brilhante e os móveis de madeira escuros complementavam a riqueza do local. A escada era bem ao lado esquerdo da entrada. Enquanto subíamos as malas, visto que os quartos eram no segundo andar, ouvi Kushina... quer dizer, senhora Uzumaki chamar Ino para subir as limonadas.

 

A Uzumaki mais nova voltou com o semblante fechado e me ofereci para levar nas escadas, afinal, tinha experiência como garçonete.

 

– Obrigada Hina! – agradeceu e sorrimos. – Minha mãe pediu para avisar que as camas já estão arrumadas.

 

Todos pegaram as bebidas e Menma entrou na casa, subindo com a última mala. A loira se ofereceu para mostrar a residência, contudo, Naruto falou que me mostraria o seu quarto e deixaria nossas coisas lá. Embora houvesse um bom motivo para nos zoarem (“Hm, já vai mostrar o quarto? Nós mal chegamos, seus safadinhos”), ninguém o fez, apenas assentiram e desceram.

 

Seu olhar sério deveria ter cortado as brincadeirinhas.

 

Ele abriu a primeira porta à direita e entrei, carregando minha bolsa. Parei no meio do quarto e admirei cada detalhezinho.

 

Três paredes brancas e uma parede em destaque com gesso alaranjado, com duas camas de solteiro encostadas nela. O armário embutido marrom claro de três portas de correr ficava em frente as camas enquanto a parede da porta ficava diante a única parede com janela. Havia uma escrivaninha ao lado da janela e, próximo à saída, uma pequena estante de livros e uma poltrona laranja. Entre as camas, estava um criado-mudo e, sobre este, tinha um relógio e um porta-retratos.

 

Procurei-o e sorri quando nossos olhares se encontraram.

 

– Esse quarto é tão você – ri e fui até o criado-mudo, pegando a foto. Quando vi que era a família dele toda reunida, me surpreendi com o homem loiro e de olhos azuis que eu ainda não conheci. – Este loiro aqui é o seu pai? Porque, se for, você e Menma são a cópia dele.

 

– Sim, é o meu pai, mas não vamos falar disso agora. – Naruto tirou o porta-retratos de minha mão, sereno e o colocou no lugar dele. Pegou meu rosto com carinho e se aproximou, colando nossos corpos. Seus olhos azuis não desviaram dos meus. – Hinata, sinto muito. De verdade! Eu fiquei tão surpreso com a reação da minha mãe que eu não soube reagir.

 

– Você não precisa se desculpar por algo que não fez – sorri e coloquei a mão sobre a dele que estava na minha bochecha. – Confesso que também não soube como reagir...

 

– Foi muita falta de educação dela. Juro que vou conversar com ela e ela vai pedir desculpas.

 

Finalizou com um selinho demorado e se afastou com um sorriso lindo. Meu humor até melhorou!

 

– Então, nós vamos dormir juntos? – mudei de assunto e ele anuiu.

 

– Eu avisei que nós estamos acostumados a dormir juntos, só não entendi porque ela separou as camas. Como se isso fosse nos impedir de ter a vida sexual ativa!

 

– Naruto-kun! – censurei e meu loiro sorriu, malicioso.

 

– Vamos juntar as camas! Segura a foto para eu tirar o criado-mudo daí. – fiz o pedido e Naruto tirou o móvel com facilidade. – Agora, as camas!

 

– Você tem duas camas de solteiros em vez de uma de casal?

 

– Sim. Eu e meu irmão dividimos o quarto por muito tempo e, quando Menma quis mudar, eu fiquei com as duas camas de solteiro. Em vez de comprar outra, propus de unir as duas e comprar um colchão de casal – enquanto falava, Naruto empurrava uma das camas para o centro do quarto. Quando achou o suficiente, parou e respirou alto. – Facilitou nossas vidas, especialmente quando Gaara veio fazer o intercâmbio.

 

Assenti.

 

O loiro passava para a outra cama quando a porta foi aberta e minha sogra entrou. Seu cenho franzido mostrava sua confusão e seus olhos se arregalaram ao ver o que fazíamos.

 

– Mas o que você está fazendo, Naruto Uzumaki?!

 

– Juntando as camas? – respondeu com uma pergunta irônica e mordi o lábio, pressentindo a merda. – Eu falei que eu e Hinata dormíamos juntos.

 

– Querido, essa cama é do Gaara, não da senhorita Hyuuga – Kushina revelou e meu noivo parou, erguendo a cabeça para olhá-la. – Ela dormirá com Ino e a menina de cabelos rosa no quarto de sua irmã.

 

– O quê?! Mãe, nós dois namoramos há 4 anos! Se acha que nós estamos nos mantendo virgens para o casamento, está enganada!

 

Oi?! Arregalei os olhos e fiquei roxa de vergonha. Não acredito que ele falou para mãe dele que nós transamos! Sei que o sangue dele deveria estar quente pelo acontecimento lá de fora, mas cadê a consideração com a namorada? Encarei-o e não consegui fazer o mesmo com minha sogra, porém senti seu olhar me queimar.

 

– Tá, mas, enquanto vocês estiverem nessa casa e forem namorados, não dormiram juntos! Ponto final!

 

– Ah, mas nós não somos apenas namorados, somos-...

 

– Naruto! – chamei sua atenção e os olhos azuis vieram até mim com um brilho tempestuoso. Cheguei perto e sussurrei. – A surpresa, lembra?

 

O loiro assentiu e respirou fundo para se acalmar.

 

– Vou contar quando estivermos reunidos, eu lembro – sussurrou. – Mas quando ela souber, nós vamos dormir juntos.

 

– Não se preocupe, estarei na porta... – pausei, sem saber continuar.

 

– À frente – sorriu e fiquei aliviada ao vê-lo mais calmo.

 

– Na porta à frente.

 

Peguei minha mala maior e pedi licença a senhora Uzumaki que ainda estava parada na porta. Ela me deu passagem e abri o quarto da frente, observando.

 

Enquanto a parede de destaque de Naruto era laranja, a de Ino era roxa. Duas camas de solteiro, o armário embutido branco. A diferença era que, em vez de estante de livros e a poltrona, havia uma penteadeira enorme com um espelho retangular cercado por lâmpadas. Na escrivaninha, tinha um computador moderno e, ao lado, tinha uma cômoda branca.

 

Minha cunhada tinha tanta roupa a ponto de precisar de um armário de três portas e uma cômoda?! Minha nossa!

 

Pensei em voltar para pegar minha mochila, mas lembrei que senhora Uzumaki pudesse estar na porta de Naruto e desisti. Joguei-me na cama mais próxima da porta e suspirei, cansada. A viagem havia começado tão bem...

 

Não tardou a Ino e Sakura abrirem a porta e pararem de falar ao me notarem na cama.

 

– Pensei que você e meu irmão dormiriam juntos!

 

– Também pensei, mas sua mãe falou que não. – me apoiei nos cotovelos para vê-las melhor e as duas arquearam a sobrancelha. – Algo sobre nós só sermos namorados...

 

– Vocês estão noivos! – Sakura ergueu as mãos, confusa.

 

– Sim, mas Naruto quer contar quando todos estiverem presentes. Ou seja, para senhora Uzumaki e os irmãos dele, ainda somos namorados!

 

– Mas o quê?! Ah, eu vou lá falar com o Naruto agora! – ia pedir para ela pegar minha bolsa, no entanto, a bichinha já tinha fechado a porta.

 

– Amiga – a rosada me chamou e a fitei. – Não me leve a mal não, mas tenho que te dizer: você tá fodida.

 

 

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Durante o horário do almoço, Kushina (dane-se, ela não pode ler pensamentos!) sentou em uma das pontas e fez Naruto e Ino sentarem pertinho dela. Fui sentar ao lado de meu noivo e a dona da casa interferiu para que Menma se sentasse ali e Gaara, ao lado da loira. Para evitar uma briga entre mãe e filhos, sorri para ambos e me sentei ao lado de meu cunhado que mandou um pedido de desculpas no olhar.

 

A comida era um ensopado com batata, cenoura, aipo e uma carne com um sabor novo.

 

– Menma, que carne é essa? – indaguei baixo para o Uzumaki ouvir. – Acho que nunca comi antes.

 

Ele abriu a boca para dar uma resposta que não veio. Pelo menos, não dele.

 

– Carne de carneiro e é claro que você nunca comeu. Vocês, americanos, têm péssimos hábitos alimentares! Não é à toa que você está meio gordinha.

 

“Eu?! Gordinha?! AH, mas essa mulher vai ver só uma coisinha-...”

 

A resposta veio na ponta da língua e me forcei a engolir.

 

“Calma, calma. Primeiro dia e nós precisamos mostrar que somos melhores que isso!”

 

– Mãe! – Naruto e Ino ralharam e, por mais que eu não quisesse brigas, eles estavam empenhados em me defender.

 

– Pô, se a Hinata está gordinha, acho que vou deixar as magrinhas de lado – Menma comentou, risonho e corei. Encarei-o e o loiro piscou para mim, brincando. – Carne de carneiro é bem comum por aqui, pois aqui há muitas ovelhas. Naruto tem um amigo que é pastor de ovelha.

 

– Ovelhas?

 

– Sim, elas são um símbolo irlandês. Dizem que têm tantas que é quase o dobro da população irlandesa.

 

– Caramba! Como elas ainda não tomaram o controle do país? – gracejei e ele riu.

 

– É uma excelente pergunta!

 

– Menma, idiota, pare de flertar com a minha namorada! – embora seu tom fosse divertido, havia uma seriedade velada em seu olhar.

 

O gêmeo revirou os olhos e concordou. Suspirei baixo e coloquei a mão esquerda entre as pernas, comendo no meu ritmo e me mantendo calada até o fim. O clima na mesa pesou e Kushina ignorou isso, falando pelos cotovelos com o ruivo e os filhos. Naruto era monossílabo, Ino respondia sem vontade e Gaara tentava permanecer neutro.

 

Só uma pergunta da loira me fez prestar atenção na conversa novamente.

 

– Onde está Nagato? Ele não vai comer conosco? – olhou para a mãe e o irmão, focando nele. Se ela tivesse fitando a mãe, teria visto uma carranca nem um pouco feliz.

 

– Em Dublin. Foi dormir com a namorada.

 

Ah, entendi o motivo da careta.

 

– Sabe se ele volta hoje? – meu irlandês perguntou.

 

– Claro! Ele deve chegar no final da tarde, se eu não me engano.

 

– Outro que trocou a mãe pela namorada – reclamou Kushina e mordi o lábio, prosseguindo no meu silêncio.

 

Uma coisa afirmo: se a primeira impressão era a que ficava, minha futura sogra mostrava-se uma pessoa mal-educada e inconveniente.

 

No fim do almoço, elogiei a comida deliciosa (porque não iria ser grosseira) e subi para o quarto de Ino. Deitei na cama e abracei o travesseiro. Não iria chorar, muito menos chamar por minha mãe (que já teria dado uma surra em minha sogra), só queria descansar um pouco.

 

Nem vi quando dormir, apenas lembro de ter sido acordada por Naruto que acariciava minhas costas, sentando na cama.

 

– Dormiu bem? – beijou minha nuca e sorri, acenando. – Pensei que só iria dormir à noite.

 

– A tentação foi mais forte. – rimos e fiquei de barriga para cima. Lembrei da cena do almoço e tratei de me desculpar. – Naruto-kun, desculpa se você ficou chateado por causa do Menma...

 

– Não tem porque pedir desculpas. Eu que deveria. – suspirou e começou a passar os dedos entre meus fios. – Me desculpa. Pelo almoço inteiro! É simplesmente constrangedor como minha mãe fala um monte de merda e eu não posso fazer nada além de discutir com ela.

 

– Não quero que briguem – pedi.

 

– Nem eu quero brigar, mas não vou deixá-la achando que pode falar qualquer coisa para você. Chamar você de gordinha? Qual é? Tem coisa mais infantil? – ele repuxou a boca e ri, concordando. – Quando ao meu irmão, eu o perdoei e confio muito em você, porém, às vezes, vem uma vozinha na minha cabeça que me deixa com uma pulga atrás da orelha.

 

– Uma vozinha? Devo me preocupar? – sorri e o irlandês riu, negando. Envolvi meus braços em seu pescoço e meu sorriso aumentou. – Eu não seria burra de trocar você por seu irmão. Como ele disse, ele é de todas enquanto você é só meu.

 

– Mas que noiva possessiva eu fui arranjar!

 

– Como se você fosse diferente – dei língua.

 

Ele se abaixou e me beijou devagar. Um beijo lento, sentimental e com uma pitada de sexualidade. Nós ficamos assim por um tempo e eu amava ficar nesses beijos, era como se meus sentidos fossem preenchidos pela essência de Naruto. Senti sua mão descer até minha blusa e pousar sobre minha barriga, roçando ali. Minha pele se arrepiou e, quando o desejo se apresentou, tratei de morder o lábio dele e nos afastar.

 

– Ah, não! Aquela parada de celibato está valendo mesmo?!

 

O desespero de meu loiro proporcionou uma risada minha.

 

– Nós não estamos nem em um quarto só nosso! Você quer começar e, quando a coisa ficar boa, ser interrompido? – ele balançou a cabeça. – Então, vamos deixar isso de lado por enquanto, sim?

 

Meu noivo assentiu, porém continuava emburrado. Mordi seu bico e, de vingança, ele apertou minha barriga, ameaçando fazer cócegas. Ri e ia puxá-lo para um beijo se a porta não tivesse sido aberta por minha cunhada.

 

– Que ótimo vê-los de boa após as coisas que dona Kushina fez – sorriu verdadeiramente e era muito bom ter Ino como “aliada”. – Mas vim avisar que Nagato chegou.

 

Depois de lavar o rosto no banheiro do corredor, desci com Naruto e encontramos um ruivo abraçado a minha amiga loira. Eles se afastaram e pude vê-lo melhor.

 

O irmão mais velho tinha os cabelos vermelhos como os de senhora Uzumaki, estava no mesmo comprimento do cabelo de Menma e cobria um dos olhos, parecido com Ino. Acho que ele é uma inspiração para os mais novos, só acho. Os olhos eram azuis escuros e o sorriso dele era menos aberto que os dos irmãos, mas continha seu encanto.

 

– Nagato! – Naruto chamou e ele ergueu a cabeça. Quando viu nós dois, sorriu educadamente e terminamos de descer as escadas.

 

– Naruzinho, que saudade, irmão! – meu noivo ficou indignado e com as bochechas coradas enquanto eu tentava prender o riso. O apelido novamente! O mais velho puxou-o para um abraço. – Fica assim não...

 

– Para com isso, babaca! – riram e se afastaram. Quando o loiro colocou a mão na base de minhas costas e me aproximou do irmão, sorri de maneira tímida. – Nagato, essa é Hinata Hyuuga, minha namorada.

 

Não vou mentir, após a recepção de Kushina, estava me sentindo meio inibida. Para o meu alívio, Nagato sorriu educadamente para mim e estendeu a mão que apertei ligeiramente.

 

– É um prazer finalmente conhecê-la. Você é muito mais linda pessoalmente, as fotos não fazem jus a sua beleza – elogiou e corei.

 

– Muito obrigada.

 

Disfarcei o suspirou aliviado. Bom, aparentemente, apenas minha futura sogra não foi com a minha cara.

 

Passei o resto do dia acompanhada de Naruto. Ele me levou para um passeio básico na casa e, minha nossa, tinha muitos cômodos. O que eu mais gostei era uma sala aconchegante no segundo andar que tinha dois sofás, uma poltrona, uma lareira e uma das paredes de vidro com uma porta também de vidro que levava até uma varanda ao ar livre.

 

Sem contar as inúmeras fotos. Cada uma mais apaixonante que a outra! Havia uma da Ino patinando no gelo, Menma e Naruto em uma corrida de bicicletas (com meu noivo perdendo, tadinho) e Nagato com o cabelo preso em um rabo de cavalo no alto da cabeça (cortesia da irmã mais nova que, na época, tinha 8 anos). Quando encontrei uma de Naruto que ele sorria ao lado de um projeto de ciências enquanto segurava o prêmio de primeiro lugar, senti meu peito se encher de encanto.

 

– Eu tinha 10 anos aí e foi a primeira vez que eu ganhei. – meu loiro tocou no porta-retratos e vi o ar nostálgico em seu rosto. – Na verdade, foi a primeira vez que eu ganhei algo, porque Menma era sempre o primeiro em tudo. Foi uma sensação tão boa que acabei ganhando os outros dois anos seguintes.

 

– Era lindo...

 

– Era nada! Era um vulcão que fiz entrar em erupção com vinagre, detergente, corante vermelho e bicabornato de sódio. – contou e reparei que ele não havia entendido o que eu disse. Ri. – Sério, não era bonito, mas fiz um esforço para melhorar nos seguintes!

 

– Não é do projeto que estou falando – fiquei de frente para ele e apontei para o loirinho sorridente na foto. – Estou falando dessa criança adorável aqui!

 

As bochechas dele se avermelharam e ele riu, coçando a nuca. Como não amar esse homem lindo, meu Deus do céu?!

 

Nós terminamos de conhecer o terreno perto da hora do jantar e, logo, fomos chamados por Menma para comer. Kushina até que tentou nos deixar afastados como fez no almoço, mas Naruto pediu para o irmão gêmeo trocar de lugar com ele, ignorando-a. Me senti bem mais confortável com ele ao meu lado, mesmo que isso tenha gerado uma olhada nem um pouco boa de minha sogra!

 

Nagato estava do meu outro lado e ficar entre os dois Uzumakis me deixou mais participativa às conversas. O papo na mesa fluía bem até que...

 

– Pessoal... – Naruto limpou a garganta e respirei fundo para me acalmar. Ao sentir o meu nervosismo, ele pegou minha mão e acariciou com o polegar. – Queria falar uma coisa e, como estão todos presentes, acho que é um ótimo momento!

 

– O quê, mano? – Menma perguntou e limpou a boca.

 

– Então, como vocês sabem, eu e Hinata estamos juntos há quase 5 anos e esse nosso relacionamento me fez crescer e amadurecer, tudo por causa dela. – meu loiro levou minha mão aos seus lábios e me fitou com os olhos brilhando. Sorri, emocionada e apaixonada. – Mas chega um ponto no relacionamento que temos que dar um passo à frente e nós decidimos que está na hora de dar esse passo.

 

– Ai, que emoção – Ino bateu palma do outro lado da mesa, toda animada. Mesmo ela já sabendo, não havia visto a declaração.

 

– Dar que passo? – Nagato tinha as sobrancelhas arqueadas. Ele já deveria saber, porém queria ouvir Naruto dizer.

 

– Já enrolei demais... Mãe, irmãos, nós estamos noivos!

 

Ouvimos talheres batendo com força na louça e olhamos para a direção. Kushina tinha expressão neutra. Quando os olhos azuis escuros foram de Naruto para mim, meu estômago embrulhou nervosamente e meu coração bateu desesperado no meu peito. A ruiva pediu licença e, silenciosamente, levantou-se da mesa, saindo da cozinha.


Notas Finais


Minivan dos Uzumakis > https://media.ed.edmunds-media.com/nissan/quest/2012/oem/2012_nissan_quest_passenger-minivan_le_fq_oem_4_500.jpg
Casa dos Uzumakis > https://0ba89b65d7fdee12ddf6-cc81e2d61ea762e4abfca46439d9f064.ssl.cf3.rackcdn.com/p/422075/5259436.jpg
Casa com mais detalhes > http://www.bestpropertyservices.com/rockfield-house-rockmarshall-dundalk/423275

Menma é um amorzinho, sim ou claro? Nagato tbm vai ser um ótimo cunhado!
Kushina, quer dizer, senhora Uzumaki já chegou polêmica, meu povo... Ela foi mal educada e, em todo momento, fez questão de ignorar ou dar indireta a Hinata! Agora q ela sabe do noivado, lá vem a Pimenta Vermelha! E, acreditem se quiser, Hinata não será a única afetada...
Espero de verdade q tenham gostado, eu reescrevi a cena algum bocado de vezes e achei que deu realmente pra ficar indignado com a atitude da Kushina!
Gostaram?!


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