História Minha Sorte é teu Amor ! - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Mesut Özil
Tags Amizade, Amor, Arsenal, Esporte, Futebol!, Londres, Mesut Özil, Romance, Sexo, Sorte
Exibições 109
Palavras 10.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiiiiii gatinhas!!! \o/
Mais um cap feito com muito amor para vocês, o/
Comentem suas reações, pois é muito importante, quero saber o que passa na mente de todas vocês, e desfrutem da leitura, claro!
Boa leitura a todas, e uma grande abraço!
Beijos
:*************

Capítulo 32 - Presage!


Fanfic / Fanfiction Minha Sorte é teu Amor ! - Capítulo 32 - Presage!

Mesut

O dia tinha sido bastante exaustivo. A reunião demorou cerca de quatro horas para finalmente chegar a um acordo benéfico para ambas as partes,  o Mutllu e o nosso advogado tinham agido muito sagaz e feito tudo profissionalmente não cometendo nenhum deslize. Acabou que o plano do meu irmão foi exposto sem comprometer a minha intimidade e tudo terminou bem, a marca não queria perder nada com o escândalo e também concordaram em ajudar limpar a minha imagem, afinal de contas eu sou o jogador caro e bem quisto do momento, eles não iriam arriscar perder a minha imagem para outra marca concorrente, pois seria burrice demais, logo que eu estava no meu melhor momento, fazendo uma grande temporada e com isso atraia os olhares do mundo inteiro sobre mim. Meu irmão pediu desculpas e mostrou-se muito arrependido do que fez, ele tinha aquele olhar de que acreditava entender o que eu estava passando. Mas eu sabia que ele não entendia porra nenhuma. Pelo menos eu acreditava que tudo estava caminhando bem, até eu receber uma ligação da Mandy informando que seu pai tinha chegado de viagem e que ela daria um jantar com “toda família” presente para oficializar o nosso noivado com o pai. Senti a dor de cabeça de mais cedo voltar martelando meus miolos, o Mutlu preocupo-se com o meu estado e eu acabei contando a ele o motivo de tanta angustia, para logo arrepender-me quando ele elogiou a ideia da Mandy. Droga!

Mas tarde eu estava furioso com o falatório constante na mesa, a minha fúria era ainda maior quando todas as vezes que eu tentava falar com a Isa ou ao menos enviar uma mensagem, alguém exigia minha atenção e frustrava as minhas tentativas; foi preciso eu trancar-me no banheiro do local para enviar algo rápido e esclarecedor a ela, não queria deixa-la preocupada com o meu sumiço. Eu odiava a ideia dela ficar em segundo plano, mas nesse momento eu tinha que aguentar todos eles conspirando contra mim, eu estava fazendo isso por nossa família. Por eles eu arriscaria tudo! Engoliria todos os sapos, se isso fosse o melhor para que a Isa e meu filho ficassem protegidos longe de todo o caos. A noite enfim chegou e com isso o circo foi aberto, o espetáculo de horror amardo, e a platéia esperada posicionada em seus devidos lugares. GRRR! A Mandy queria que eu pedisse a sua mão em noivado oficialmente ao pai, mas isso estava longe de acontecer. Ela que continuasse sonhando! Depois dos cumprimentos serem feitos, não demorou muito para todos estarmos a mesa degustando do jantar caríssimo.   

- Estou muito feliz com esse jantar! Vou ser vovô e a Carmen vovó, é realmente muito emocionante... Meu primeiro netinho! Bem, agora seria ótimo que a Mandy se mudasse logo para o seu apartamento Mesut, não vejo mais nada que os impeça. Afinal de contas, vocês estão gravidos e noivos! A voz do Vittorio soa rouca e firme. Mastigo devagar o pedaço de cenoura que acabo de colocar na boca e, suspiro tentando fazer de conta que não ouvi nada do que ele disse. Todos que estão a mesa olham-me em expectativa, a mão da Mandy encontra a minha sobre a mesa e ela sorrir feliz; apenas a encaro e busco o guardanapo no colo sem muito entusiasmo.

- Não é necessário Vittorio! Eu finalmente falo fazendo o sorriso da Mandy desmanchar desapontado. – Logo vamos nos casar! Então para que pôr a carroça na frente dos bois? Pergunto sem demonstrar alegria com o assunto. Vittorio abraça a Mandy pelos ombros e encara-me com ar debochado e acusatório.

- A gravidez deveria vir depois do casamento, eu suponho! No entanto você não se preocupou em pôr a carroça a frente dos bois, meu caro genro! Agora só resta-me agir rápido com vocês, defendendo a honra da minha filhinha... Por nossa família! Ele sorrir mais seu tom é frio demostrando seu verdadeiro estado de humor. Mandy gargalha fingindo vergonha. Patéticos!

- Naturalmente! Depois de três anos de namoro firme, creio eu que você não imaginou que sua linda filha ainda continuasse virgem... Se estamos “gravidos” é porque ouve um erro de calculo da mesma, já que a Mandy nunca quis ter um filho agora; na verdade ela deixou isso bem claro a mim. Se essa sua insinuação é uma queixa,  relaxe! Isso acontece o tempo todo com casais de longa data, principalmente no seculo de hoje... Somos adultos e lidaremos com isso da melhor forma possível! Falo despreocupadamente causando embaraço a ele e aos outros presentes a mesa. O Vittorio fica vermelho mais não diz nada, ele sabe que estou certo, não precisa passar mais vergonha do que essa. A Mandy quis assim, então que ela também sofresse um pouco com suas escolhas.

- Papai querido! Você esta completamente cheio de razão sobre eu me mudar. Mesut! Vai ser perfeito para procuramos juntos nossa nova casa, e também para organizar nossa cerimônia... Além de que minha barriga esta enorme, todos sabem e vão falar ainda mais... Você sabe como nossa família é tradicional! Pense com carinho, ok? Ela diz em um tom de empolgação. Mas que inferno!

Mutlu encara-me em expectativa. Eu procuro uma saída para essa nova situação, mas nada vem a cabeça para livrar-me; parece que estou em uma inquisição medieval pronto para ser julgado e queimado na fogueira. Olho ao redor buscando uma maldita luz, mas não a encontro. Estamos jantando no apreciado e renomado The Ivy, escolha exagerada da Mandy que não sei como, mas ela conseguiu uma reserva aqui, essa droga de restaurante só faz reservas com quase seis meses ou mais de antecipação. Então tomo um gole do vinho branco que foi escolhido por Vittorio, e pigarreio forte.

Mutlu faz um gesto para que eu acene positivamente e eu engulo seco o obedecendo; para logo ouvir os gritinhos de satisfação da Mandy fazendo com que a comida em meu estômago der cambalhotas de aflição. A Isa não vai gostar nada disso! Meu subconsciente alerta-me e eu cruzo os braços perdendo o apetite. O assunto muda para a agenda de shows da Mandy tirando-me do foco da atenção; mais tarde eu estou voltando para casa depois de um jantar tedioso. Tudo que eu quero é dormir e esquecer o tamanho do problema que eu estou envolvido. Porra!

(...)

Depois de digitar a senha, a porta é aberta e eu ouço vozes femininas vindo da cozinha. Encontro a Isa sentada a mesa tomando lentamente seu chá, enquanto a Bruna passa um café no balcão. As duas sorriem brincando uma com a outra.

- Bom dia meninas! Eu digo meio sem jeito de ter encontrado a Bruna aqui. Isadora olha-me e sorrir feliz, ela levanta-se e vem correndo em minha direção dando-me um abraço apertado e cheio de saudades. Respiro seu cheiro limpo nos cabelos e solto um beijo suave em seus lábios. Bruna nos olha por um tempo e depois responde calma.

- Bom dia Mesut! Ela segura sua xícara em minha direção e oferece-me o liquido escuro e espumante. Eu aceno positivamente sentando a mesa com elas.

- Então! Divertiram-se muito? Pergunto mais animado. Tiro meu boné e relaxo na cadeira.

- Sim!

É tudo que a Isa diz trocando olhares suspeito com a sua amiga, que me trás o café e também senta a mesa.

- Olha só Bruna! Eu queria dizer que não guardo mágoas de seu marido Robert, pelo contrário, depois de tudo eu posso finalmente entender a razão de sua atitude altruísta. Acho que você sabe que eu não quis envolver-em com o processo de denuncia contra ele...Eu não falei nada! Isa olha-me de um jeito apaixonado e segura minha mãos acariciando meu polegar.

- Sei sim, e a propósito Mesut! Muito obrigada por não ter feito! E mil desculpas por esse comportameto um tanto estúpido de meu marido. Robert é um homem bom e só quis ajudar uma amiga-irmã! Ela diz sorrindo amorosa com a  menção do nome do marido.

Sorriu concordando. Isa pega meu braço e põe ao redor de seu pescoço encostando a cabeça em meu peito com suavidade. Ela realmente esta com saudades de mim! Eu penso sentindo-me completamente amado e aquecido por dentro.

- Tudo bem, todos nós temos atitudes impulsivas na vida! Digo olhando para a Isa cúmplice. Ela solta uma risadinha abafada.

- Mas... a Bruna volta a falar encarando-me de um jeito esquisito e dessa vez nada amigável. – Eu serei a primeira a tomar atitudes impulsivas e malvadas se você machucar a Isadora outra vez. Fique esperto!

- Bruh, por favor!  Nãooo! Isadora diz revirando os olhos e gemendo.

- Nada disso Isa, ele tem que ouvir! Espero que você continue sendo esse cavalheiro gentil com ela, e falando nisso, não acho uma boa ideia a Isa ficar aqui sozinha nessa “mansão”.

Eu franzo o cenho sem entender o que ela quer dizer, a cobertura é super segura e a Isadora esta muito protegida vivendo aqui.

- Bem... Eu quero dizer, é meio deprimente todo esse espaço para uma pessoa só... Mas logo teremos novo morador! Ela sorrir apontando a barriga da Isa e eu sorrio de volta confirmando. Bruna pega sua bolsa e despede-se de nós dois com um abraço. A Isa a acompanha até a porta e, eu fico arrumando uma maneira de falar sobre a Mandy a ela, alguns minutos depois ela volta correndo e senta em meu colo enchendo-me de beijos por todo rosto. Caralho isso é bom! Eu penso abraçando-a pela cintura.

- Nossa! Isso tudo é saudades minha, ruiva? Pergunto cínico e ela bate em meus ombros com a cara fechada. Eu enrugo a testa em confusão e ela levanta-se caminhando para a sala, eu a sigo de perto olhando seu traseiro fazer seu movimento sexy deixando-me louco. Ela senta no sofá colocando uma almofada entre as pernas e suspira.

- O que foi, sereia? Ficou chateada com a minha pergunta? Eu digo sem entender essa mudança repentina de humor. Sento-me próximo a ela e acaricio seu rosto.

- Não! Não sei... talvez! É que você perguntou de um jeito que pareceu que não sentia o mesmo por mim... Como se estivesse nem ai pra mim! Ela responde de um jeito birrento fazendo-me sorrir apaixonado. Isa fica ainda mais linda cheia de birra.

- Isadora para com isso! É logico que eu senti a sua falta, meu amor! Você não tem ideia... Mas agora eu estou aqui com você e finalmente teremos todo final de semana juntos. Vem, levanta ruiva, vamos inaugurar aquela piscina lá fora! Eu a puxo do sofá e tomo sua boca com fome de seu gosto. Ela lentamente passa as mãos pelas minhas costas por baixo de minha blusa e arranha gemendo em meus lábios. Eu mordo seu lábio inferior e ela esfrega-se em mim atrevida. Interrompo o beijo e a encaro cínico.

- Ok, vamos matar a saudades de nossos corpos... Primeiro! Sussurro olhando seus lábios com desejo. Ela rir desinibida e eu beijo seu rosto bonito por toda a parte juntando seu cabelo em um rabo de cavalo e, o puxando devagar. Isa fecha os olhos umedecendo a boca e gemendo baixinho meu nome; passo a minha língua em seu pescoço e logo nossas roupas estão jogadas no chão e nossas respirações ofegantes. Estamos nos amando aqui mesmo na sala, mas logo começamos a ter dificuldades com a barriga dela sem encontrar posição confortável no sofá. Nesses últimos dias a barriga da Isa deu um grande pulo e agora ela esta oficialmente grávida para a sociedade.

- Isa vem por cima... Vem logo, ruiva! Eu falo ofegante e um pouco nervoso puxando seus quadris em minha direção. Ela estreita os olhos e nega afastando-se.

- Eu não quero! Estou feia pra você ficar olhando-me de baixo para cima...Olha o tamanho dos meus peitos Mesut... Estão gigantes! Ela fala inquieta olhando-se. Como não olhar para esses peitos enormes e perfeitos! Seguro os dois ficando com as mãos cheia e os aperto com força gemendo baixinho. Isa dar-me tapas afastando minhas mãos e rosna aflita.

- Devagar, amor! Esqueceu que estão sensíveis? Seja gentil com elas! Ela diz trazendo minhas mãos de volta e massageando seus mamilos com carinho guiando os movimentos ao seu gosto. Ela morde os lábios fechando os olhos e, eu fico super excitado com a visão sexy. Linda demais!

- Estão lindos! Sua pele é perfeita de tão suave... Gostosa pra caralho! Sussurro sem tirar a vista de nossas mãos juntas esfregando a carne sensível. Ela volta a abrir seus olhos e eles estão em chamas de desejo. Puxo sua cintura para mais perto e chupo lentamente seus mamilos deixando os pequenos brotos duros. Ela geme alto arranhando meus ombros.

Isa solta-se de mim e corre em direção ao quarto deixando-me de pau duro na sala, cheio de vontade e, completamente confuso. Será que fiz alguma coisa errada? Então seguro minhas roupas e vou em busca dela. Nos encontramos no corredor em uma barruada desajeitada e, ela começa a rir bonitinha. Eu a beijo novamente a segurando firme em meus braços para que não escape outra vez. Isadora segura minhas mãos e passa-me um preservativo.

- Por que isso? Não precisamos mais dessa coisa Isa... Além de que eu prefiro sem essa “borracha” no caminho! Gosto de te sentir completa comigo! Ela desce minhas mãos por suas nádegas olhando-me sensualmente e morde meu queixo. Merda! Porra de mulher linda! Eu penso apertando sua bunda com força.

- Eu também gosto de te sentir completo dentro de mim! É por isso que eu quero que você me coma por trás... Preciso de você todo dentro de mim, Mesut! Ela sussurra safada em meu ouvido.

Logo estamos no quarto. Deixo a Isa deitada confortável na cama e vou ao banheiro em busca de acessórios, encontro o seu Óleo de rosas e, então vejo um lenço na cor azul desses que coloca no cabelo jogado no balcão. Sorrindo o pego e volto para o quarto tendo ideias do que fazer com ele, a Isadora continua deitada em expectativa esperando-me com o lábio inferior preso em seus dentes. Nossos olhos encontram-se apaixonados, e eu caminho devagar em sua direção, subo na cama e fico de joelhos tocando seu corpo a fazendo suspirar; tomo seus lábios e desço meus dedos em sua intimidade acariciando suas dobras lentamente embriagando-me com seus gemidos suaves e calorosos. Levanto suas mãos e as beijo com carinho sem desviar os meus olhos dos dela, a Isa sorrir para mim. Sorriso atrevido e doce. Faço-a ficar sentada de costas e, beijo cada espaço de onde liga sua coluna ao pescoço, ela estica-se gemendo e eu aproveito para a colocar de quatro na cama; a visão queima meu corpo e a adrenalina percorre minhas veias deixando-me muito excitado com a visão a minha frente. Meu pau pulsa desesperado por seu lugar quente e acolhedor. Arrasto suas pernas com minha coxa a deixando ainda mais empinada para mim; coloco suas mãos juntas amarrando-as firme mais sem machucar. A Isadora as posiciona em sua frente sobre um travesseiro grande para dar apoio a sua posição.

- Eu não vou fugir amor...Eu prometo! Ela diz soltando um sorrisinho esperto.

- Shiii! Vamos brincar? Eu vou fazer tudo o que eu quiser com você... Eu não mandei provocar-me, sereia! Então a primeira coisa a fazer é te deixar nessa posição, minha por inteira, amarrada e vulnerável para que eu brinque do jeito que quiser. Só quero ouvir gemidos e meu nome sair dessa boca gostosa...Nada mais, sereia! Sussurro em seu ouvido. Ela geme e morde os lábios sorrindo.

- Ok, Guru do Sexo! Sorri divertida.

Gargalho e a beijo apaixonadamente. Entrelaço meus braços pela sua cintura e desço minha mão encontrando seu clitóris molhado. Acaricio lentamente estimulando a área sensível até ficar inchada entre meus dedos; agarro sua bunda e afasto a carne exibindo sua boceta rosada. Chupo sua dobras e lambo por toda parte bebendo seu sabor de mel. A Isa geme perdendo as forças das pernas; então afasto-me devagar para logo voltar a chupando mais forte pegando-a desprevenida. Ela grita e agarra o travesseiro com força impulsionando sua bunda e boceta em meu rosto. Distribuo beijos e algumas lambidas lentas fazendo-a pingar excitada e pronta pra mim. Derramo o Óleo em suas costas e observo como ele vai caminhando sensualmente para entre suas nádegas, despejo mais um pouco em sua bunda espalhando e deixando-a toda lambuzada  brilhante; Isa geme manhosa com as sensações em seu corpo. Então passo a massageá-la com movimentos suaves e calculados; coluna sexy, bunda arrebitada e finalmente o seu buraco apertado e gostoso. Passo o polegar em círculos lentos na entrada e ela rebola esfregando-se em meu dedo; sorrio excitado e coloco o dedo dentro movendo devagar. A Isadora se contorce e olha-me desejosa mordendo seus lábios safada; coloco o segundo dedo abrindo espaço para que eu posso penetra-la sem nenhuma dor a mesma. Estou completamente excitado e ela também. Espalho mais Óleo deixando meus dedos escorregadios em seu canal apertado. Ouço seus gemidos ruidosos e gemo junto. Retiro meus dedos e abro o pacote do preservativo com os dentes, o visto rapidamente e seguro firme seu traseiro posicionando-me para fodê-la com força. A penetro lentamente no inicio para que ela acostume-se a minha invasão; primeiro a cabeça do meu pau, Isa geme baixinho empinando o traseiro pra mim. Ela rebola sensualmente deixando-me louco com a visão e, depois força a minha entrada vindo ao meu encontro devagar; assim toda base do meu pau esta dentro dela até o talo. Eu fecho os olhos gemendo com a sensação de uma luva de veludo agarrando firme meu pau; ainda mais quente e molhada. Isa remexe engolindo-me todo e eu enlouqueço gemendo e puxando seus cabelos, as estocadas vão de lentas a fortes e, cada vez mais profundas. Ficamos em torno de vinte minutos nessa dança erótica e sexy. Meu suor banha a minha testa e mistura-se com o Óleo perfumado. Pego o frasco e espremo uma boa quantidade no meio onde estamos ligados, causando barulhos molhados completamente gostosos. Deslizo mais rápido e com mais facilidade assistindo meu pau desaparecer dentro dela; saio dela e puxo a camisinha a jogando longe. Isa geme com frustração esfregando a bunda em mim e, eu volto a penetra-la; só que dessa vez em sua boceta. Ela choraminga apertando-me dentro dela e eu agarro a carne de sua bunda castigando-a. Passo a outra mão por debaixo entre suas pernas e encontro seu clítoris; esfrego malvado e dou tapas a provocando. Sinto a Isa tremer sem forças e seus gritos tornarem-se mais altos; a fodo mais forte entusiasmado com seus gritos de prazer. Introduzo um dedo no buraco em sua bunda e, a domino por inteira com arremetidas selvagens. Logo ela desaba em seu orgasmo barulhento com gemidos sensuais e reboladas violentas. Não lhe dou trégua. A viro de frente pra mim e coloco o travesseiro embaixo de seus quadris o impulsionando para o alto; seguro suas pernas e as descanso em meus ombros beijando seus tornozelos. Coloco meu pau em sua boceta ensopada e volto a foder para dentro e para fora com movimentos brucos. Ela esta linda espalhada na cama com os braços atados esticados acima de sua cabeça, seus cabelos uma bagunça bonita de mechas ruivas para todos os lados e seu rosto relaxado de seu primeiro orgasmo. Ela sorri sensual e estica-se mordendo os lábios com um olhar devasso. Cruzo suas pernas deixando tudo ainda mais gostoso entre a gente, Isa geme fechando os olhos em uma expressão sofrida de prazer. Agacho meu corpo e seguro os lados de sua cabeça envolvendo meus dedos em seus cabelos. Com essa posição ficamos ainda mais confortáveis, permitindo troca de olhares mais intensas, beijos quentes e abraços carinhosos. Isa prende-me com seus braços atados e beija meus lábios suavemente; acaricia meus cabelos e, morde meu pescoço e ombro. Sugo seus seios a fazendo gemer demoradamente arranhando minhas costas; logo ela esta sugando-me forte com suas paredes internas em seu segundo orgasmo. Meu sangue ferve e minha respiração fica ruidosa; meus gemidos são roucos e altos em seus ouvidos. Ela volta a morder e arranhar meus ombros. Eu berro seu nome gozando em um extremo tesão e êxtase. Tudo fica escuro ao redor. Afundo meu rosto na curva de seu pescoço; chupo forte a pele suave e cheiro seus cabelos sedosos; para logo  desabar por cima dela totalmente esgotado.

 

(...)

Acordo três horas depois ainda cansado. Viro meu rosto para o lado e encontro a Isa dormindo em um sono profundo com uma expressão relaxada no rosto. Beijo seus cabelos e a barriga suavemente com carinho e, levantando-me para o banho logo em seguida. Decido sair e comprar ingredientes de um churrasco para o almoço, então deixo um bilhete pregado na geladeira avisando meu pulo no mercado. Volto pra casa uma hora depois cheio de sacolas nas mãos e percebo que a Isa ainda não leu o bilhete. Dorminhoca! Vou ao quarto avisar que cheguei e a pego no banho cantando feliz uma música animada em sua língua. Totalmente perdida em sua zona de conforto! Troco de roupa ficando só de shorts e saio do quarto rindo com a cena engraçada; vou em direção da cozinha e, logo preparo as batatas rústicas que ela tanto ama e, as carnes no espeto levando tudo para a área da piscina. Pego minha corona e começo a assar nosso almoço sobre a brasa ao som de “I Took A Pill In Ibiza”. Vejo a Isa aproximar-se usando um biquíni preto e um short jeans da mesma cor, seus cabelos estão úmidos e seu rosto limpo e fresco do banho. Ela caminha de chinelos segurando uma caixa preta em suas mãos pequenas. Fico curioso com o objeto estranho e paro o que estou fazendo virando-me em sua direção a esperando falar a respeito.

- Huuum... que cheirinho gostoso! Ela diz animada sorrindo para mim. Recebo um beijo demorado e carinhoso nos lábios. Ficamos nos olhando tocando um ao outro. Ela sorrir e esfrega minhas costas com carinho. Faço uma careta de dor e ela estranha franzindo a testa.

- O que houve, lindo? Pergunta preocupada. Eu começo a rir virando de costas para ela mostrando seu trabalho de mais cedo. Arranhões e mordidas por toda a parte. No banho tinha sido evidente com a ardência.

- Nossa amor! Olha só que gata selvagem que eu fui com você! Te machuquei todinho ou seria te marquei todinho? Pobrezinho de você! Ela diz rindo atrevida. Riu junto e logo sinto beijos suaves nas marcas. Por fim volto meus olhos para a caixa misteriosa.

- O que é isso ai? Pergunto apontando a caixa. A Isadora suspira e senta-se na espreguiçadeira com uma expressão séria. Estranho sua mudança de humor e faço o mesmo sentando-me perto dela.

- Bem... É algo muito chato na verdade! Ontem precisei voltar ao antigo apartamento por que esqueci minha correntinha no balcão do banheiro. Então o porteiro me entregou essa caixa idiota. Deixaram pra mim na noite que eu me mudei pra cá, apenas com os meus dados... Eu não tenho ideia de quem foi o responsável por essa brincadeira de mal gosto... Eu odiei o “presente”! Ela termina com impaciência. Eu franzo o cenho sem entender nada e ela suspira cansada.

- Você vai entender assim que abri-la! Ela volta a dizer olhando-me nos olhos. Ela parece nervosa e muito chateada.

Isadora entrega-me a caixa com cuidado. Eu sinto o peito apertar vendo sua aflição. Abro cuidadosamente sem querer estragar os enfeites ao redor. Uma caixa preta que esquisito para um presente! Sinto os olhos da Isa pesarem sobre mim enquanto ela envolve as mãos na barriga como uma proteção ao nosso filho. Enfim tiro a tampa ficando totalmente perturbado com o conteúdo macabro dentro. Uma rosa negra? Pelo amor de Deus! Ninguém dar uma rosa negra a uma pessoa, se não for desejando algo de ruim a mesma. Mas que merda é essa? Retiro a rosa negra da caixa e respiro fundo encarando-a. Essa não é a primeira vez que vejo uma dessas; lembro-me da Nese falar sobre esse tipo raro de rosa, em um dos seus momentos de fascinação por coisas diferentes no mundo.

- Essa rosa é uma raridade, Isa! Na verdade ela é uma rosa Turca produzida na região de Halfeti, aldeia na Turquia. Ela corre risco de extinção na realidade! Não sei quem fez ou pode ter feito essa palhaçada com você, mas sei que essa pessoa teve muito trabalho para conseguir uma dessas nessa época do ano... Além de que não é muito legal receber isso, a não ser que fosse um dia de luto, ou o dia de seu velór... Antes que eu termine a frase eu caiu em mim. A últimas palavras fazem meu coração pulsar descompassadamente de angústia.

- Luto? Velório? Isa pergunta rindo tremulamente. – Olha o fundo da caixa, amor! Eu faço assim que ela pede. Retiro fotos de dentro e franzo minha testa totalmente perdido agora. Mandy? Em Berlim? Mas que porra é essa?

- Esse lugar é o Lobby Lounge e Bar! Foi a Mandy que te mandou essa porra? Por que ela fez isso? Ela esta te ameaçando, Isa? Fala Isadora! Pergunto totalmente alterado buscando seus olhos.

Isa nega com a cabeça e suspira nervosa segurando meu rosto fazendo carinho para eu acalmar. Eu fecho os olhos fortemente beijando suas mãos.

-  Se foi ela que fez isso! Ela vai pagar muito caro, sereia! Se ela encostar em um só fio de cabelo teu Isa, não vai prestar pra ela... Eu jogo tudo pro alto! Mandy vai se arrepender disso amargamente! Eu sussurro com raiva.

- Não amor! Fica calmo Mesut, por favor! Você não vê o que realmente esta acontecendo? Não foi ela! Isso é alguém querendo dizer algo a respeito desta foto... Eu não sei amor, estou com tanto medo, na verdade estou muito apavorada com tudo isso... Tô pensando em trancar minha faculdade... Eu não sei! Eu só quero me sentir segura outra vez! Isa põe as mãos no rosto e chora baixinho. Levanto-me da cadeira com as mãos no rosto o cobrindo e o esfrego impaciente. Isso esta indo longe demais! Volto e a tomo nos braços com força. Odeio vê-la assim assustada e frágil.

- Isadora olha para mim! Eu ordeno. Ela obedece de prontidão. - Você confia em mim? Pergunto determinado.

Isa acena que sim e abraça-me forte subindo em meu colo.

- Eu prometo que nada vai te acontecer! A pessoa que fez isto só quer nos assustar... Te deixar fraca e vulnerável, coisa que eu sei que você não é, sereia! Não entendo por que as fotos da Mandy veio junto nisso, mas as coisas vão se resolver logo... Eu prometo! Agora vem aqui, minha sereia linda! Vamos esquecer essa merda e curtir nosso final de semana tranquilos, ok? Sobre a faculdade vamos pensar com calma, nada de decisões precipitadas. Eu termino a beijando carinhoso limpando suas lágrimas com os dedos. Ela beija-me de volta e suspira tranquila.

- Me ajuda com as carnes? Sorrio animando-a e ela devolve-me o sorriso mais confiante.  

Aproveitamos muito nossa tarde juntos. Paramos de falar sobre problemas e, almoçamos tranquilos desfrutando da boa comida e a vista impressionante da cobertura; brincamos na piscina e eu ensino a Isa a boiar na água entre muitas risadas da mesma por causa da sua barriguinha estufada; fazemos planos de na minha próxima “folga longa” viajarmos para algum lugar distante que tenha bastante sol e praia. Terminamos nos amando na piscina ao por do sol. Não poderia ter sido mais perfeito. São exatamente oito horas da noite e, estamos deitados no sofá com a cabeça da Isa encostada em meu peito enquanto afago seus cabelos com carinho. Estamos assistindo a terceira temporada de Friends e, ela não para de rir escandalosa com as cenas engraçadas do Joey; desvio minha vista para o janelão e vejo os chuviscos da chuva rabiscar o vidro fazendo desenhos aleatórios. Acabo parando ali na imagem em desvaneio de pensamentos sobre a caixa e o conteúdo suspeito dentro; saio desse transe maluco com o toque do meu celular. Olho o visor e vejo que é o Mutlu. O que pode ser agora? Penso franzindo a testa.

- Fala mano! Suspiro coçando a cabeça distraído. Isa levanta-se ainda rindo e caminha para o corredor apressada largando os chinelos no caminho. Provavelmente indo fazer xixi pela decima vez; desde que deitamos aqui eu comecei a contar. Gravidas e suas bexigas!

- Irmão, você não imagina quem esta aqui em minha frente louco para te ver! Ele gargalha cínico. Suspiro tranquilo de olhos fechados. Então é algo leve, relaxo minhas pernas no sofá com preguiça.

- Realmente irmão, não faço a minima ideia! Respondo sorrindo.  Ajusto a almofada embaixo de meus pés e cruzo o braço atrás da cabeça tranquilão.

- Nosso primo Serdar, porra! Ele estará de volta a Turquia amanhã a tarde... Onde você esta, Mesut? Vamos jantar todos juntos, cara! Depois vamos a uma boate para ele curtir a noite de Londres. Estamos esperando você aqui em casa, ok? Vê se não demora!

Desliga antes que eu responda. A Isa volta prendendo o cabelo em um coque e joga-se em cima de mim enchendo-me de beijos no pescoço. Seguro seu rosto com a duas mãos e devolvo os beijos com mais intensidade em sua boca.

- Minha linda e cheirosa mulher! Sussurro em seu ouvido a fazendo gemer baixinho. - Amor? Eu começo sem jeito e com vontade de rir.  

- Pode dizer, lindo! Ela sussurra brincando com meu cabelo e voltando a beijar meu pescoço. Estamos entrelaçados. Fecho os olhos e seguro possessivo sua bunda. Ah merda, isso é tão bom!

- O Mutlu me ligou! Um primo nosso esta em Londres e embarca amanhã de volta para a Turquia... Ela para o que esta fazendo e rir debochada revirando os olhos.

- Ok, sr. Özil! Já sei, isso é um adeus a Isadora aqui! Isa solta de meus braços e agarra uma almofada focando na TV. Eu me jogo em cima dela mordendo seu ombro com brincadeira e ela tenta esconder seu sorriso.

- É obvio que não! Eu vou jantar com eles e depois seguir para uma boate, mas prometo que não vou demorar lá... Eu volto pra dormir com vocês dois! Falo acariciando sua barriga durinha. – Até por que, o final de semana é nosso! E eu só estou indo para não fazer uma desfeita com ele. Somos como irmãos, não seria legal!

Isa volta a olhar-me dentro dos olhos e beija-me com carinho tocando meu rosto.

- Ok, tudo bem, amor! Mas você vai voltar mesmo? Ela pergunta com dengo. Safada! Sorrio apaixonado e enfio meu rosto em seus peitos.

- Aham, todinho pra você, sereia! Respondo beijando um seio.

- Ah, então! Compra pra mim aqueles pasteis doces de massa folhada que vende na Delicatessen no centro? Você pode incluir um salgado também, na verdade... Uma coxinha seria incrível agora! Mais vai ser muito difícil achar isso na madrugada; que eu sei que é a hora que você vai voltar. Droga, acho que tô com desejo de gravida, amor! Ela diz salivando de olhos fechados. Eu não consigo segurar a risada. Eu não acredito que ela esta pensando em comida justamente quando passou a tarde toda comendo.

- Coxinha? Nome engraçado! Mas é o quê isso? Tipo coxa de frango? Pergunto demonstrando um falso interesse. Eu tinha comido o salgado no Brasil no ano da copa, só queria mesmo zoar com ela que estava muito concentrada no assunto para perceber.

- Não amor! É uma massa de farinha de trigo recheada com carne de frango desfiada... É tão gostoso, Mesut! Ela diz fazendo uma careta botininha. Lembro dela chamando-se de “Isa a Orca” e tento não rir sem sucesso.

- O quê? Porque desse sorrisinho safado nesse rosto lindo? Eu deveria estar gravida de uma menina e não de um menino comilão como esse. Parece até o pai dentro de uma pizzaria! Você sabe, ele vai estragar meu corpo sexy e você não vai poder reclamar nadinha. Ah, não vai mesmo! Ela diz brincalhona dando tapinhas leves na barriga.

- Eu disse a você que é um garoto! Homens comem muito mesmo, mulheres que são todas frescas demais. O que é uma pena, pois perdem toda diversão!

- Eu não sou fresca! Mas por causa disso serei mesmo “Isa a Orca”! Ela diz dramaticamente.

- Droga! Eu lembrei disso minutos atrás! Falo escondendo meu rosto outra vez em seus peitos. Ouço um “Heeeeey” divertido e logo sinto tapas e puxões de cabelo. Eu não ligo pois estou em um a crise de riso desgraçada.

- Ok, Ok! Eu trago sim, sereia! Não precisa usar de força e violência! Vai ser quantos pasteis, madame? Brinco com ela beijando a ponta de seu nariz.

- Ah, deixa eu vê! Eu quero três deles... Hãa... Vamos lá! Um de maça com canela, outro de de chocolate branco com frutas vermelhas, e outro de doce de leite. Ah, e enquanto ao salgado... Ela pensa mordendo os lábios e dando palminhas animadas. - Pode ser bolinhos de bacalhau! Diz suspirando sonhadora. Fofa e absurdamente linda!

- Sua gravida gulosa, eu pensei ter ouvido três e não quatro! Talvez eu tenha que ser convencido a fazer essa grande bravata na madrugada. Ela desata a rir abraçando-me forte.

- Meu príncipe lindo! Você é o namorado mais fofo, incrível e perfeito desse mundo... Eu te amo muito! Mas se você não trazer tudo isso, seu filho nascerá com cara de pastel. Só avisando! Nos rimos e nos beijamos apaixonadamente.

- Meu filho esta salvo, sereia! Sussurro em seu ouvido.

Levanto-me e ela ergue os braços para eu puxa-la. Vamos ao quarto abraçados. Ela senta na calçadeira e observa-me quieta.

- Você vem mesmo não é, Mesut? Pergunta insegura.

- Sim, meu amor! É certeza, eu te mando uma mensagem assim que estiver voltando. E qualquer coisa você me liga, qualquer coisa mesmo, ok? Ela acena e abraça-me demoradamente. Na porta a Isa segura minhas mãos com uma expressão nervosa, não sei o que deu nela, mas ela parece inquieta.

- Amo você, Isa! Falo acariciando seu rosto. Ela sorrir e solta um beijo no ar.

- Dirija com cuidado! E eu também te amo, Mesut! Ela grita e logo a porta do elevador fecha.

 

(...)

O tempo passa ligeiro. O jantar foi legal carregado de boa comida e boas risadas lembrando historias antigas do nosso passado. Na boate continuou tudo tranquilão, não bebi nada por estar dirigindo então fui muito zoado por todos os caras; a turma tinha ficado grande logo que chegamos a boate. Eu não demorei muito com eles, pois como tinha prometido a Isadora ela teria sua comida em casa. Logo estava no carro dirigindo para o centro, a chuva tinha dito “Olá Londres”, e agora caia torrencialmente dificultando um pouco a visão de fora. A temperatura baixou e o frio estava de matar; estaciono o carro e desço cobrindo minha cabeça com o capuz do casaco para não molhar-me. O lugar estava completamente deserto; mais não só pela chuva, e sim por ser uma hora da madrugada; vejo o letreiro brilhando da Delicatessen e agradeço pelo serviço deles serem vinte quatro horas de funcionamento. Entro no estabelecimento e aproveito para digitar uma mensagem para a Isa.

“Amor, acabei de estacionar pra comprar teus doces! Estou chegando ai daqui a pouco... Ainda acordada? Xx”

Olho ao redor e sinto o cheiro gostoso de caramelo. Logo meu celular vibra.

“Finalmente sr. Özil! Estamos muito ansiosos por esses doces... E não, não estou dormindo, pois seu  filho não deixou... Já estou fazendo xixi de novo! Acredita? :D”

Percebo que estou sorrindo como um bobo para a tela do celular. Minha gravida linda!

“Muito bem filhão! Deixa a mamãe esperta, que papai já esta chegando. XX” 

Coloco o celular no bolso e caminho em direção aos doces. Faço os pedidos e sou reconhecido entrando em uma conversa boba com a balconista e outros dois funcionários do lugar; logo estou fazendo selfies com eles três entre risadas empolgadas. Saio da loja e ponho o capuz novamente para proteger-me da chuva que intensificou, corro rápido para o estacionamento e percebo  que não há nenhum carro ao redor ou pessoas. Aperto o botão de destrava da porta e nada acontece, faço mais uma vez e nada. Começo a ficar ensopado da chuva e um pouco impaciente com o problema. Funciona caralho! Aperto mais uma vez o botão e seguro a alavanca da porta puxando firme.

- Porra de trava elétrica! Esbravejo xingando em Turco. Puxo de novo e a trava ainda esta apertada. Como isso? Esta merda estava normal meia hora atrás. Porra de carro! Chuto a porta nervoso e olho ao redor buscado ajuda. Uma luz de farol é acessa ao longe cegando-me, coloco a mão em frente ao meu rosto para tentar enxergar alguma coisa ao redor e  proteger os olhos do clarão. Talvez, essa pessoa possa ajudar-me, eu não sei. Ouço o motor acelerando aos pouquinhos e reconheço o som inconfundível de uma Lamborghni aventador. A pessoa volta a acelerar exibindo-se e eu aceno  para tentar falar com ele ou ela. De repente sinto algo ruim dentro de mim; como um presságio enquanto olho para o  carro a minha frente. Os pneus riscam o chão com força e o carro corre acelerando em minha direção. O barulho da chuva para intensificando o som do motor. Eu não posso acreditar que é real o que esta acontecendo. O carro esta vindo para cima de mim! Penso perturbado. Meu coração acelera; minhas pernas ficam bambas com a visão a minha frente; aperto o botão da trava desesperado e soco a porta com força. Berro um palavrão e a porta abre de repente salvando-me da morte; jogo-me pra dentro caindo por cima dos bancos  e vejo o carro parar a centímetros da porta escancarada do meu carro. Não consigo enxergar quem esta ao volante, pois chove muito e a pessoa desliga os faróis; o carro da ré e faz uma manobra inteligente ficando um pouco afastado. Respiro com dificuldade erguendo-me e fechando a porta com as mãos trêmulas. Deus! Tento guardar na memória detalhes importantes sobre o carro para usar quando for necessário. É uma Lamborghni aventador disso eu tenho certeza; cor preto fosco e, merda não tenho mais nada. Olho através do espelho quando os faróis voltam acender atrás de mim; travo as portas. Alguém esta brincando comigo ou realmente quer me causar danos sérios! Sem mais demora. Ligo o carro; coloco o sinto de segurança e, ativo o piloto automático.

Começa uma perseguição do caralho. A Lamborghini acelera atrás de mim, e eu faço o mesmo tentando por o máximo de distância entre nós. Estou com medo, nunca passei por isso em toda minha vida; sorte que a estrada esta vazia e, posso acelerar mais um pouco; azar que ela esteja alagada da chuva fazendo os pneus deslizarem na pista. Minhas mãos tremem e o carro de trás buzina três vezes ficando mais perto de mim. E se eu parar e enfrentar o perseguidor? Penso cheio de raiva e adrenalina no corpo. Vou desacelerando, e enfim desisto quando o outro carro não faz o mesmo quase encostando na minha traseira. Filho da puta, psicopata!

De repente ouço o vazio silencioso. Sinto as batidas rápidas do meu coração; a respiração ofegante;  o suor frio escorrendo em meu corpo misturando-se com a água; apenas o chuvisco no meu retrovisor; minha garganta seca e um medo absurdo toma meu peito. Olho no espelho do retrovisor e vejo que o carro sumiu. Será mesmo? Continuo acelerando percebendo que estou nas proximidades do Green Park. Porra, como foi que parei aqui? Vou desacelerando com cuidado, por conta da chuva tudo esta muito escuro e perigoso; tomo as rédeas da situação  respirando fundo acalmando-me. O frio passou, tudo que resta-me é um corpo esgotado pela descarga de adrenalina deste maldito atentado. Passo pelo St. James’s Palace, e relaxo de vez; estou livre de qualquer perigo agora. Tenho que retornar e voltar para o centro, pois estou bastante longe de casa; ativo o GPS para encontrar um caminho mais curto até em casa. Falo o endereço pelo viva-voz e, ouço meu celular tocar. É a Isa, coloco no suporte e atendo.

- Amor? Eu digo ansioso. – Aconteceu algo muito estranho! Eu fui persegui... Paro de falar, assim que ouço um ronco de motor ao longe. Engulo seco. Merda!

- Mesut? Como assim? Amor, responde! Isa fala nervosa do outro lado da linha.

- Isadora! Eu ofego percebendo o barulho mais perto. Não da mais tempo de explicar nada. Desta vez o som não vem por trás de mim e, sim, a minha frente. A porra do carro atravessa meu caminho com muita velocidade; eu desvio rapidamente e, perco o controle. Os pneus raspam no asfalto e meu carro gira descontroladamente, tento de tudo para recuperar o controle mais não consigo. MEU DEUS! 

Então, eu bato com a cabeça no volante ficando tonto e, recebo uma pancada forte no meu lado direito; onde estou sentado. O vidro da janela quebra escorrendo por cima de mim. Mesut? Mesut? Pelo amor de Deus! Responde, meu amor! Ouço de longe a voz da Isa embargada chamando por mim. Sinto uma dor ardente em minha testa  e, toco a região sentindo um liquido espesso molhar meus dedos. Levando minhas mãos vendo sangue. Perco as forças; minhas vista embaça. Desmaio pensando na Isadora. Isa!

 

Isadora

 

O dia com o Mesut tinha sido incrível e, repleto de amor. Eu estava nas nuvens sentindo-me a mulher mais amada, cuidada e paparicada do mundo. Nós tínhamos nos divertido como nunca, as noticias ruins tinham ido embora, dando espaço para a felicidade plena. Ele estava cada vez mais carinhoso e não parava de beijar-me com intensidade, acariciar meus cabelos e, brincar com a minha barriga. Eu amei cada toque, cada risada e suspiro de prazer nosso. Foi um sábado especial! Não restava duvidas. A noite estava sendo ainda melhor, comigo deitada em cima dele recebendo cafuné na cabeça, enquanto assistia o Joey na TV. Não tinha nada melhor do que ver Friends para dar umas boas risadas. Até que o Mesut precisou sair e, eu fiquei mais uma vez sozinha com o meu bebezinho lindo; mas com a promessa de que ele voltaria e traria meus pasteis doces com ele. Isso com toda certeza era desejo de gravida! Ele tinha ido até a porta e, eu tinha sentindo uma vontade imensa de fazê-lo ficar em casa comigo e não ir. Tinha segurado suas mãos sentindo um aperto angustiante no coração como uma saudade melancólica, mas tinha ficado quieta, pois tinha lido em um blog que as gravidas ficavam carentes por seus parceiros, pelo simples fato de se sentirem inseguras e vulneráveis no período da gravidez. Totalmente normal! Logo estava deitada na cama acessando minhas redes sociais, matando o tempo para não dormir e, esperar por ele. Estava ansiosa e meu bebê não parava de mexer inquieto em minha barriga. Recebo uma mensagem do Mesut e sorriu feliz. Trocamos algumas mensagens divertidas e deito-me melhor na cama esticando minhas pernas relaxando. Logo o papai chega, filho! Espero sua ligação, mas ele não retorna. Espero mais um tempo e, resolvo eu mesma fazer a ligação de volta. Tudo acontece muito rápido, eu mal consigo respirar com o medo apavorante dentro de mim; ouço sua voz desesperada do outro lado da linha. Não, Mesut! Por favor! Deus, não deixe que nada aconteça a ele! Levanto-me da cama nervosa sem saber como agir.

- Mesut? Mesut? Por favor, responde! MESUT? Eu grito ouvindo um barulho ensurdecedor de batida ao fundo. O desespero toma conta de mim e, eu começo a chorar desesperada fazendo uma prece; pedindo para que ele  esteja bem. A linha fica muda. Eu preciso avisar a alguém. Mais quem, meu Deus? Penso angustiada. Não posso ligar para seu irmão, muito menos para qualquer outra pessoa de sua família. O que eu faço? O Mesut precisa de mim! Passo as mãos no cabelo e, enxugo minhas lágrimas recuperando minhas forças. De repente um rosto conhecido e amigável vem a minha cabeça. Têm que ser ele! Digito o número nervosa e o espero atender pondo a mão protetoralmente sobre minha barriga. Logo o Mathieu atende a ligação.

- Oi Isa! Esta tudo bem? Sua voz é rouca e sonolenta.

- Mathieu! Mil desculpas... Mas não esta nada bem! Preciso de sua ajuda, na verdade o Mesut precisa... Estou desesperada, Mathieu! Choro sentando-me na ponta da cama. Ouço os barulhos dos lençóis e percebo que ele esta levantando-se de sua cama.

- O que houve, Isa? Pode dizer agora! Ele pergunta com uma voz mais limpa e um pouco alterada.

- Mesut me fez uma ligação muito esquisita! Ele disse que alguém o perseguiu. Então, eu ouvi um barulho alto de buzina e algo como uma batida forte. Deus! Ele não me respondeu mais, Mathieu... Eu estou com tanto medo, amigo! Falo chorosa e tremendo.

- Calma Isa! Fica tranquila para não passar mal, pensa no bebê! A Karen vai ai, ok? E eu vou tentar acha-lo... Vou desligar agora! Vai ficar tudo bem, ruiva! Ele avisa sério encerrando a ligação. Ando de um lado para o outro nervosa e completamente gelada. Faço outra ligação para o Mesut, mas desta vez cai na caixa postal. Amor? Cadê você?

Uma hora depois eu estou sentada no sofá paralisada no tempo. Minhas lágrimas estão secas em meu rosto e, meu corpo esta inquieto assim como o meu bebê dentro da minha barriga. Ele parece notar que tem algo ruim acontecendo! Tento tranquilizar-me para não prejudica-lo, mas não consigo parar de pensar no Mesut; e no que pode ter acontecido com ele. Minha mente esta uma bagunça com pensamentos sombrios. A Karen aproxima-se entregando-me uma xícara de chá; ainda não tivemos nenhuma noticia do Mesut tornando a espera terrivelmente angustiante. O celular da Karen toca acordando-me do transe. Ela parece nervosa e com uma expressão triste. Então ela desliga e olha-me com compaixão contando-me o que o Mathieu a falou. O Mathieu não conseguiu encontrar noticias do Mesut e, fala que precisa subir. Libero a sua entrada e, ficamos os três perdidos em pensamentos.

- Chega! Eu não aguento mais ficar aqui parada sem fazer nada... Eu vou andar por toda essa porcaria de cidade e vou encontra-lo! O Mesut precisa de mim! Eu digo levantando-me e pegando a chave do meu carro. O Mathieu me detém abraçando-me e, eu começo a chorar alto. A Karen faz carinho em meu cabelo segurando o choro. Meu celular toca de repente. Olho o visor. Mesut!  Mostro ao Mathieu e ele sorrir feliz. Atendo fungando forte.

- Amor? Mesut! Pelo amor de Deus! O que aconteceu com você? Pergunto chorando. Ouço seu suspiro pesado. Tapo a boca tentando controlar meu choro nervoso.

 - Amor, fica calma... Por favor! Eu vou  te contar tudo, ok? Eu estou bem...Foi um grande susto... Mais eu estou bem! Ele diz cansado do outro lado da linha.

 

Mandy

(3:00 am)

Os trovões e relâmpagos parecem penetrar em meu quarto. Não preguei meus olhos desde que vim deitar-me. Ouço batidas na porta e tomo um enorme susto; pois na mesma hora vem um relâmpago iluminando todo o quarto.

- Já estou indo! Respondo emburrada. Abro a porta e papai entra com duas xícaras de chá fumegante em suas mãos.

- Olá querida! Imaginei que você não conseguiu pregar os olhos com toda essa bagunça lá fora, então vim lhe fazer companhia... Sabe filha? Lembro de você pequena invadindo o meu quarto e da sua mãe para dormir entre nossos lençóis, com medo das tempestades. Parece que você não se recuperou, querida! Ele rir sabiamente.

Sorriu de volta e aceito a xícara que ele oferece-me. Ele tem toda a razão!

- Acho que nunca vou superar esse medo papai! Respondo sentindo-me mais segura com ele aqui. Ele beija minha testa com carinho.

Papai senta comigo na cama ligando a TV, o noticiário avisa uma tempestade repentina de gelo, uma nevasca vindo do norte e, pede para todas as pessoas abrigarem-se dentro de suas casas por pelo menos as próximas vinte quatro horas. Merda!

- Minha nossa! Ainda bem que estamos abrigados, filha! Papai comenta tomando um gole do saboroso chá de maçã com hortelã. – Sim, verdade! Respondo ajeitando-me entre os travesseiros.

- Agora mudando de assunto... Eu não achei o Mesut muito animado sobre o casamento. Ele me pareceu muito entediado e demostrou bastante fadiga no jantar! Ele mudou com você, filha? Tomo fôlego para respondê-lo. Faz tempo que o Mesut não é mais o bobo que eu dominava! Penso com raiva.

- Não, papai! Ele só esta um pouco tenso com tanta coisa de um vez só, tem o nosso  casamento, nosso bebê e o campeonato pela frente. Você sabe como ele é focado, papai! Logo tudo será resolvido e poderemos ver um Mesut mais relaxado e feliz.

Papai sorrir e segura minha mão apertando forte. A campainha começa a tocar desesperadamente e nos olhamos assustados; papai olha a hora em seu relógio de pulso e, franze a testa em discórdia. Ele levanta-se rapidamente seguindo para fora do quarto. Coloco meu robe de seda negro e o sigo inquieta. Mas quem será a uma hora dessas?

- Papai! Eu grito tentando o impedir de ir abrir a porta. Mas o seus passos são largos e pesados no piso, chego a correr para acompanha-lo, então a porta é aberta fazendo meu coração acelerar com a surpresa indesejada. Deparo-me com a imagem do imbecil do Danilo em nossa frente. Ele esta uma maldita bagunça, olho dentro de seus olhos os encontrando vermelhos; ele sorrir debochado em minha direção e, eu percebo ele cambalear quando troca o peso de um pé para outro. Droga, esse idiota esta bêbado!

- Danilo? Eu pergunto sem acreditar no que eu estou vendo. Tenho vontade de bater-me com força, por tê-lo chamado pelo primeiro nome; com bastante intimidade.

Papai passa seu olhar curioso rapidamente de mim para o Danilo e eu aproximo-me dele sorrindo e fingindo calma. Merda, merda, merda... Mil vezes merda!

- Ah, Oi vocês! Desculpe-me... Doce Mandy! Ele diz meu nome como uma caricia olhando para meu corpo. Eu pigarreio o fazendo erguer as sobrancelhas com diversão. - Eu não sabia que você estava com visitas, é fato! Engraçado, porque eu não dou a minima... Posso entrar? Danilo fala meio arrastado e coça a cabeça em um gesto cínico e jovial.

- O que esta acontecendo aqui, Grace? Papai esbraveja. Seus olhos estão voltados para mim em uma mistura de indignação e raiva.

Puxo o Danilo para dentro e seguro os braços do papai.

- Papai, ele é um amigo! Ele também é cantor e nos conhecemos através de um show... Danilo Arsher, é o seu nome! Bem, eu acho que ele precisa de ajuda, não é mesmo? Falo apontando para o Danilo com um sorriso doce nos lábios.

- O que houve com você, Danilo? Finjo cordialidade para o papai não suspeitar de nada entre nós. Danilo olha-me zombeteiro e suspira.

- É um prazer conhecê-lo, sr. Capristo! Ele diz apertando a mão de papai que parece muito interessado na explicação.  – Bem... Eu fui traído pela mulher de minha vida, sr. Capristo! Perdoe-me por parecer um homem muito fodi...Derrotado! Arregalo os olhos para ele parar mas o Danilo apenas rir. - Mas sua filha tem sido uma amiga maravilhosa nesse momento difícil de minha vida... Eu estava aqui por perto afogando minhas magoas como um homem que perdeu a guerra... Não sei se vocês sabem, mas aproxima-se uma maldita nevasca! Então, o único abrigo que eu encontrei antes que eu morresse congelado nas próximas horas foi a casa de sua filha. Espero que não esteja atrapalhando a sua privacidade, peço minhas sinceras desculpas... Posso tentar outro lugar se vocês acharem melhor, é claro!

- Calma, garoto! Isso acontece com todos os homens, não precisa ficar envergonhado... Apenas supere essa megera! Papai diz rindo empolgado. – Vou lhe fazer um café! E lhe arranjar um casaco seco... Mandy o leve para a sala, sim?

Como ele consegue ser tão convincente? Eu chego a me assustar com isso. Ele parece um maldito anjo cínico em nossa frente. Papai realmente acreditou nesse imbecil. Nós ficamos sozinhos quando o papai vai até a cozinha providenciar o café.

- Você é louco, seu idiota? Chegar aqui a uma hora dessas e ainda mais cheirando a Whisky! Não passou por essa sua cabeça que o Mesut poderia estar aqui? Pergunto quase rosnando de tanta raiva. Passo as mãos no cabelo e cubro meu corpo com a seda negra. Danilo ergue as sobrancelhas debochadamente com o meu gesto.

- Não seja patética! E a verdade é  que ele poderia estar em qualquer lugar agora... Inclusive morto a sete palmos abaixo da terra! Não posso negar que seria bastante refrescante para mim... Você não acha? Ele rir malvado e eu fecho a cara sentindo-me inquieta com esse papo esquisito dele.

- Do que você esta falando? Sento-me no sofá o olhando nervosa.

- Ah... Minha doce Mandy! Você é tão bobinha, não é? Eu amo esse medo em seus olhos... Deixa-me bastante excitado com a ideia! Ele diz roubando-me um beijo. Afasto-me e ele solta uma risada. – Aquele jogador fodido de merda deveria ir para o inferno! Ele me roubou a Isadora...a mulher de minha vida! A minha princesinha! O que você acha que ele merece a não ser a morte? Ele pergunta com uma voz fria e olhos injetados de sangue. O clima fica tenso quando percebo que ele não esta brincando.

As suas últimas palavras causam-me calafrios. O que deu nele para ficar falando em morte o tempo todo?

 - Cala essa sua boca, seu idiota! Não fala isso nem de brincadeira, ouviu? E ai de você Danilo! Se eu descobrir que você mexeu em um só fio do cabelo do Mesut... Eu é que mato você! E te prometo que não vai ser nada bonito... Mesut não a roubou de você... Se você perdeu a sua puta, foi por culpa sua e de mais ninguém! E quer saber? A culpa é toda sua mesmo, dela ter surgido na vida do Mesut e na minha! Pois antes, eu estava com o controle de tudo em minhas mãos, até essa ruiva vadia aparecer no meu caminho. Ela que deveria estar morta agora! Sussurro cheia de ódio lembrando o rosto da vadia.

Danilo vem em minha direção com uma expressão psicopata no rosto quando ouve minhas palavras. Mas então ouvimos os passos do papai no corredor. Danilo para a centímetros de mim e, respira fundo buscando calma. Nos olhamos dentro dos olhos em uma grande batalha até ele afastar-se cobrindo o rosto com frustração.

Papai entra trazendo uma caneca de café e, um casaco grosso em sua outra mão. Parece que vai ser as piores vinte e quatro horas de toda a minha vida; tendo que aturar o Danilo fazendo-se de amiguinho na frente do papai. Eles entram em um papo sobre mulheres e bebidas, deixando-me entediada no canto.

Reviro os olhos e finjo cansaço. Levanto-me para ir ao meu quarto e, ouço o toque do celular do papai que atende logo em seguida. Sua expressão é concentrada e ouço ele dizer o nome do Mutlu; paro em meu caminho e volto curiosa. O papai faz uma cara de surpresa arregalando os olhos, mas eu não consigo deduzir o que ele esta ouvindo. Cinco minutos é tudo que se passa até o papai desligar a ligação e olhar-me apavoradamente. O meu Deus o que será que houve?

- Sente-se querida! Ele diz sério.

Faço imediatamente prestando bastante atenção em seu rosto.

- O Mesut esta no London Bridge Hospital! Sofreu um acidente... Parece que ele dormiu ao volante... Eu sinto muito, filha!

Ponho a mão na boca surpresa e olho acusativa para o Danilo. Ele seria capaz? Danilo parece se divertir com a noticia, mas logo põe uma expressão preocupada no rosto sem perceber que eu o olho. Algo me diz que ele tem culpa nisso.

- Oh, meu Deus papai! Falo tremulamente sentindo lágrimas inundarem meus olhos.

- Por favor, sr. Capristo! Diga-me o estado dele... É realmente horrível o que aconteceu... Pobre homem! Danilo diz curioso demais para o meu gosto. Odeio seu tom de preocupação fingida.

- Sim, é sim! Bem, ele esta bem graças a Deus! Levou alguns pontos na cabeça e, parece que quebrou a clavícula... Vai ficar em observação por conta da pancada na cabeça. O Mutlu estava bastante nervoso e explicou tudo muito rápido. Mas o que importa é que meu genro esta bem!

Eu levanto-me apavorada com a ideia do Danilo ter sido o culpado. Eu o mato!

- Fique tranquila, minha querida! Apenas foi um susto, temos que agradecer a Deus por não ter acontecido o pior... Ele esta bem agora e sendo bem cuidado! Vou lhe buscar um calmante natural, ok? Papai diz com olhos suaves e cheios de compaixão. Eu o abraço derramando algumas lágrimas. – Danilo? Por favor! Segure-a para que eu possa buscar o remédio, a coloque no sofá... Seu estado é frágil! Papai diz demostrando preocupação.

Danilo parece nem ai para meu estado, ele olha algo em seu celular e parece tranquilo ou até mesmo feliz. Mas ouvindo o pedido de papai, ele levanta vindo até a mim e segurando-me com mãos geladas. Papai sai nos deixando novamente a sós.

- O que você fez, seu desgraçado? Eu sussurro cheia de revolta o interrogando. Ele ergue novamente suas malditas sobrancelhas e rir com bastante cinismo. Eu tento o estapear, mas ele segura meus braços com mais força.

- Eu não fiz nada! Não ouviu? Ele dormiu ao volante, o imbecil! Ele responde suavemente causando-me calafrios. – Não fique tão chateada! Ele ainda esta vivo, não esta? Guarde essa energia toda para mais tarde... Estou louco para foder essa sua boquinha! Essa noticia não poderia ter vindo em momento melhor. Agora sinto-me mais leve e disposto! Ele diz acariciando meu rosto e limpando uma lágrima que escorre em minha bochecha.

- Você esta louco! Danilo, por favor! Diga-me que você não tem nada a ver com isso... Você não pod...

- Shiii Mandy! Pare com isso! Eu não fiz nada, caralho! Eu só estou curtindo com sua cara, não percebe? O que esta sendo hilário devido a essa sua reação ridícula... Você é tão estupida as vezes! E fica tão feia chorando pelo filho da puta do jogador...  É ridículo! Ele diz soltando uma risada alta quando eu o empurro e ele cai no chão.  Olho em seus olhos e vejo que ele parece normal. Ele não faria isso! Repito para mim mesma tentando convencer-me.

- Você é um idiota! Sussurro em sua direção.

- E você é outra! Caiu direitinho... Droga, pare de chorar! Eu não estava brincando quando disse que você ficava feia fazendo isso. A única garota que continua linda quando chora é a Isadora... Ela fica linda de qualquer jeito! Ele diz zombando de mim.

- Pare de falar naquela puta! Falo com os dentes serrados de raiva. Ele faz uma cara de divertimento e satisfação consigo mesmo.

- Ótimo! Só assim para você parar com essa merda de choro! Prefiro você com raiva ou cheia de tesão! Sussurra ainda rindo.

- Prometa-me que não foi você... Vamos, Danilo! Ordeno o olhando dentro dos olhos.

- Ainda com essa história? Não fui eu, Mandy! Chega, ok? Não vou ficar repetindo essa porra a noite toda. Dê-me a porra de um tempo! E agora cale essa maldita boca que seu querido papai vem vindo. Olhe ele ai!

Assim que ele termina de falar papai aparece na sala. Ele senta-se perto de mim e entrega-me o remédio junto com um copo de água. Tomo e respiro mais calmo.

- Bem, acho melhor você ir se deitar, filha! Descanse que amanhã tudo vai esta mais calmo e resolvido.

- Sim! Vou indo mesmo... Hã... Danilo?

- Não se preocupe comigo! Me arranjarei por aqui mesmo, apenas obedeça ao seu pai... Como ele mesmo diz amanhã tudo será resolvido. Durma bem, Mandy! Aceno e caminho para o quarto.

Ando pelo corredor relembrando toda a nossa conversa. Danilo parecia possesso quando falou sobre o Mesut e, sobre ele esta morto. Então veio a noticia e ele logo demostrou satisfação causando-me suspeitas. Culpado? Ou apenas coincidência? Precisava falar com o Mesut o mais rápido possível, só ele poderia responder essa pergunta a mim. Dependendo do que ele contasse a respeito do acidente, eu saberia dizer se essas minhas suspeitas estavam certas ou apenas eram coisas da minha cabeça. Deito-me na cama sentindo o remédio fazer efeito. Amanhã eu pego você Danilo! Se você for realmente o culpado...Eu revidarei na mesma moeda, mas não em você... E sim, na vadia ruiva! Ela sim, merecia desaparecer do mapa... Ela e seu pequeno bastardinho! Penso fechando os olhos e sorrindo vingativa.



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