História Minha vida e minhas plantas - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, J-hope, Jimin, Jin, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Evolução Das Personagens, Jikook, Jiyoonkook, Longfic, Namjin, Namyoonjin, Plantas De Estimação, Taeyoonseok, Uma Pitada De Filosofia, Uns Links, Vhope, Yoongi
Exibições 12
Palavras 2.277
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Famí­lia, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


NÃO REVISEI O TANTO QUE DEVERIA, MAS É PORQUE EU SAÍ HOJE, OBRIGADA PELA COMPREENSÃO!
Beijos e coelhos! ❤

Capítulo 2 - Provocando Namjoon e Omma Byun


  “Oi, Namjoon!!”

 Disse correndo desesperado até ele, que tinha uma carranca que dava medo, mas ao mesmo tempo era fofa por ser uma “criança”.

 “Por que você demorou, Senpai?!”

 Namjoon foi criado uma boa parte de sua vida no Japão, ele é muito bom com línguas, então como sua família também se preocupou em ensinar-lhe a língua de sua terra natal, a Coreia  do Sul, ele fala muito bem o coreano, mas ainda tem dificuldades com seu vício de linguagem*.

 Ah! E ele é só um ano mais novo que eu, mas esse poste consegue parecer mais jovem do que é se você olhar para seu rosto, o que discorda de sua altura que de longe passa de mim.

 “Eu cometi um erro ao chamar o Baek de papai de novo, mas o que eu posso fazer se é ele que me cria e me criou desde os meus 9 anos de idade?”

 “Entendi . . . senpai você é idiota?”

 “He,he, tá.”

 Disse um pouco constrangido com as palavras que saíram inocentes da boca de Namjoon, inocência cruel que tem cada criancinha.

 “Aliás, Yoongi-senpai, por qual motivo você nunca me contou de seus pais que te conceberam?”

 “ . . . ”

 “ . . . “

 “Eu esqueço.”

 “Ah! Senpai! Eu achei que era algo importante, seu chato!”

 Ele disse me balançando, esse menino não tem noção da própria força, ainda bem que ele só faz isso comigo, porque uma coisa é uma criança que cresceu sendo apertada e balançada pelo irmão, outra coisa é uma pessoa com irmãos normais que não fazem isso mesmo na adolescência.

 “Namjoon, pare de me matar e olha atrás de você.”

 Ele parou de me balançar e eu estava meio tonto, nada que Baek não pudesse superar se estivesse fazendo manha para que eu vá comprar coisas no mercado.

 Voltando ao meu amigo, juro por Baekhyun vivinho que vi os olhos dele brilharem e parecia que o menino era Jesus porque desceu uma luz no rosto dele que parecia que Deus estava dizendo o que eu digo sempre “Vai lá, se declara, se até eu já vi que vai dar em alguma coisa, então se joga, peste!”, embora eu duvide que Deus fale assim.

 “É . . . É e-ele, senpai! O que eu faço agora?!”

 “Calma Namjoon, não se desespere, respire fundo”

 Disse, puxando ar para os pulmões e depois soltando, ato que o mais novo seguiu.

 “E agora vai lá, SeokJin-hyung é a pessoa mais gentil e amigável que vai encontrar por aqui que eu conheço.”

 E lá foi Namjoon, tremendo que nem um celular em modo “Vibrar”. Jin-hyung é um ano mais velho que eu, ele foi a única pessoa depois de Namjoon que veio falar comigo enquanto eu comia um pedaço da enorme torta que Baekhyun insistia em pôr para meu lanche, dizendo que oferecer comida é uma ótima forma de ganhar confiança e firmar laços.

 Olhando agora, a interação de Namjoon é toda desajeitada e Jin parece um pouco corado, talvez até constrangido. Quando se é um adolescente um ano já faz muito diferença, agora imagine dois para aquela criança que é Namjoon, ele que insiste em pôr Seokjin-hyung em um pedestal, não que eu seja dez mil vezes mais sábio, mas eu sei escutar Baek quando ele me conta sobre como era quando imaginava que Chanyeol era um rei, aí tudo começou com Baek dando um tapa nele por destruir suas ilusões e papai nem sabia.

 “S-Senpai!”

 Parece que eu viajei demais.

 “Oh! Aí vem o pequeno gafanhoto, crianças! E então, como foi?”

 “Ele me deu o número dele e eu vou conversar com minha mãe sobre ele ir lá em casa!”

 “Eita, que o cara é ligeiro! Nem parece o pequeno monstrinho assustado que tinha medo de pedir pra ser amigo do Jin hyung. Bons tempos.”

 Falei fingindo limpar uma lágrima, Namjoon me deu um tapa leve na cabeça e cruzou os braços, virando a cara. Em parte ele fez aquilo porque não gosta de ser chamado de “monstrinho”, apelido sem graça que eu dei pra ele por sair destruindo tudo e parecer ser mais novo do que é com uma altura que parece ser de alguém mais velho e ter uma mentalidade ainda não decifrável pra mim. A outra parte é porque ele sabe que esses “Bons tempos” tiveram fim só hoje e ele estava da mesma maneira que descrevi ontem mesmo.

 “Namjoon, qual o motivo dessa sua fixação em ser amigo do Jin hyung?”

 “Eu não sei, ele parece abraçável, que nem você, senpai.”

 Mais um admirador de minha pele branca, macia e mordível, como Baek diria e papai concordaria.

 “Quando você e Jin se casarem, tratem de me chamar pra ser o terceiro membro da relação.”

 Disse com uma cara de nada, olhando pra SeokJin, ele é bonito, mas podia ser mais corado, acho que tenho uma pequena, minúscula, quase invisível fixação com peles mais escurinha ou mesmo amorenadas, porque eu pareço um fantasma e mesmo que as pessoas digam que isso bonito, é mais fácil eu me casar com um latino americano que vive bem na linha do equador.

 “Mas se nos casarmos você também vai ter que trabalhar pra sustentar a casa, senpai, não vamos deixar você ficar dormindo, pense nas crianças!”

 As vezes o levar à sério demais do Namjoon me assusta, mas não seria uma má ideia se eu me casasse com eles, só teríamos que mudar de país.

 “Tá me chamando de preguiçoso, dongsaeng bobo?”

 Eu dei o típico sorriso de quem vai atacar e sabe exatamente o que fazer para vencer, Namjoon me olhou um pouco assustado e se preparou para correr, mas eu o agarrei antes!

 “SENPAI!”

 Ele gritava enquanto ria como se fosse um condenado à eternidade de cócegas no inferno. Isso pode ter sido um pouco estranho de ter sido dito, mas eu juro que o Namjoon não morreu, até porque o Jin apareceu ali.

 “Ãh, Namjoon?”

 “Que fofo, olha só Namjoon, nosso homem está constrangido e você está em uma posição estranha.”

 As vezes Baek me pergunta porquê eu digo que uma cobra seria a melhor companheira minha e meu símbolo de pessoa. Aí eu digo que quando eu quero, as provocações vão longe, aliás, realmente parecia que eu estava transando de roupa com o Namjoon no sofá do pequeno pátio do prédio do meu curso de inglês, que seria onde passamos nossos intervalos, afinal, eu estava por cima entre suas pernas que tentavam inutilmente me chutar fora.

 “B-Bem, D-D-Des-Des . . .”

 Jin desistiu de tentar se desculpar e baixou a cabeça, corado, enquanto Namjoon tapou a cara com uma almofada que tinha ali. Eu saí de cima do meu dongsaeng e passei o braço pelos ombros do poste 2.

 “Escuta, SeokJin-hyung, eu, você, o Namjoon e um cachorro, viajando pelo mundo com alianças até encontrar um lugar que nos case sendo homens e três pessoas, topa?”

 “Hee?!”

 Gritou estrondosamente meu querido dongsaeng, SeokJin se assustou e ficou mais rubro ainda, diria que ele já pode ser apelidado de carmim!

 “Então está resolvido! Vamos começar sendo íntimos com apelidos, Jin, você será a princesa do carmim, porque você fica adorável quando corado! O Nam vai ser o Monster!”

 “Senpai!”

 “Relaxa! Isso só significa que você é fera!”

 “Espera! Quando que eu concordei com isso?!”

 “Ora, ora, SeokJin! A partir do momento em que você deu mole pro meu Monie!”

 Disse arqueando a sobrancelha, Jin me olhava extremamente vermelho e com cara de choro, fofo, mas muito, muito mais engraçado do que fofo, eu acabei rindo, tirei meus braços dos ombros do hyung e o abracei, deixando ele chorar.

 Namjoon não fez nada porque ele me conhece e já se tocou de que eu não estava falando sério sobre nós três e um cachorro.

 “Calma, calma, já passou, o dongsaeng não vai mais ser maldoso com o Jin-hyung.”

 “Não me assusta assim, Yoongi!”

 “Ok, mas firmando nossa amizade, o Jin vai ser a princesa, o Namjoon o Monster e vocês podem me chamar de Suga!”

 “Senpai, sua forma de fazer amizades é errada!”

 “Nesse mundo, o que é certo, Namjoon?”

 “ . . . eu te odeio.”

 “Não, você me ama!”

 “Jin senpai, pare de chorar!”

 “Monsterzinho do meu coração, Jin é nossa princesa, deixa ele chorar!”

 “EU NÃO SOU PRINCESA!”

 “É o que então?”

 “Eu sou rei!”

 “Nossa rainha!”

 Disse abraçando mais forte o poste 2 e o acariciando como Baek faz comigo.

 O sinal tocou, é isso que dá chegar tão cedo, dá tempo de fazer uma cena dessas, ainda não acredito que Namjoon tem a coragem de dizer que eu demoro!


~*~

 

 Eu estava sozinho mais uma vez, dentro daquela casa que agora parecia enorme. Baekhyun saiu, nem lembro mais no que ele trabalha. As vezes eu me sinto preso, a maior parte da minha vida foi dentro de quartos, mas os quartos em que estive sempre passaram por meu pensamento, em algum momento, como caixas abafadas e pequenas, como prisões e muros que não me deixavam ver o horizonte.

 Aqui eu até mesmo esqueço o nome de minha cidade, de meu distrito, nunca soube o nome do meu bairro e tão pouco o de minha rua, algo por um momento parece me sufocar e me dar vontade de chorar. Como sempre, tudo está silencioso demais, pus a música que mais me acalma, sei que logo eu estarei animado de novo, escutado o que me faz mais feliz da playlist de favoritos.

 Momentos reflexivos virão depois, talvez reveja o que sinto agora. É estranho como há momentos em minha vida comum em que eu quero simplesmente fugi, eu não quero mais ser comum, não quero mais ser eu, me sinto triste por nada, sinto uma estranha sensação que não sei descrever ao lembrar de tudo o que já fiz ou deixei de fazer e me sinto sujo por nada e pelo mundo.

 Pensar demais, eu imagino, nunca foi para mim. Acho que nem um ser humano gosta necessariamente de ter que pensar demais e refletir, não hoje. É muito mais fácil se acomodar em servidão à um sistema aramado mesmo antes de você nascer do que viver de tentar entender e ver se realmente é o melhor. Afinal, é muito melhor olhar a própria vida e se preocupar com problemas só seus, do que se deixar ter que se preocupar com meio mundo.

 Eu devaneio como a criança que sou, como o menino sem foco que sempre fui, como o ser humano que meu irmão tenta criar da melhor forma que ele consegue. Por que ele me ama tanto? O que eu fiz pro Baekhyun querer tanto a mim ao seu lado, mesmo perturbando ele a todo momento, mesmo as vezes sendo um fardo? Mesmo que ele seja talvez jovem demais em sua percepção? Por que ele me cria? Onde nós viemos parar? Por que eu faço tantas perguntas?

 O meu desfoque em assuntos, minhas perguntas sem respostas . . . me pergunto se algum dia a puberdade em criancice nessa minha infantilidade nada poética já foi tão divertida de se refletir.


~*~


 “Suga! Você já tomou banho?!”

 Baek disse logo ao abrir a porta e logo depois adentrando a casa. Eu devo dizer que saí correndo com a minha toalha na mão direita para o banheiro. Na mão esquerda eu levava o meu filho, que de jeito nem um eu deixo o Baek tocar, vai que ele encontra as minhas notas.

 “Suga! Como assim você não fechou as janelas?! Eu disse que era pra fechá-las assim que chovesse! E tu já arrumou o quarto?”

 Mordi meu lábio inferior, embora soubesse que deveria ter feito o que ele disse, nada me fazia tirar a sensação de injustiça dentro de mim, eu sabia que deveria ter feito tudo isso! Eu estava praticando a procrastinação consciente! Só não vi a hora passar enquanto escrevia coisas estúpidas e banais no meu bloquinho de notas, poxa!

 “MIN YOONGI!”

 Ixi! Chamou pelo sobrenome do avô materno, me ferrei bonito agora.

 “O QUE FOI HYUNG?!”

 Gritei para que ele me escutasse, porque provavelmente estaria na sala e distante do banheiro.

 “O QUE EU DISSE SOBRE ESSE QUARTO E ESSAS ROUPAS?! NÃO FOI ASSIM QUE EU TE CRIEI!!”

 Pode parecer muito ele dizer isso, mas Baek realmente tem esse direito. Não que meus pais não gostassem de mim, ou não me amassem, ou até mesmo não tenham me dado carinho e educação, mas como eram ocupados e já tinham o Baek, foi dado à ele essa função de passar a maior parte do tempo comigo. Os primeiros passos, as primeiras palavras, os primeiros tombos, uma boa parcela da minha educação, primeira vez que eu perguntei de onde vinham os bebês, primeiro experimento com plantinhas, segundas vezes, terceiras, curiosidades que eu sempre tinha e perguntas que me afligiam, Baek era sempre quem estava ao meu lado e quem era procurado por mim, ainda é.

 “DESCULPA, OMMA!! EU TE AMO!!”

 Eu gritei como se a minha vida dependesse desse “eu te amo!”, Baek não me deixava chamá-lo de pai, imagine de mãe, não que ele achasse ruim, dizia que se mãe é definição de alguém que aquece, cria, cuida, dá carinho e amor, então ele é uma, ou quem sabe ‘um’, mãe. Mas você já conhece meu querido Baekhyun com ataque de fofura para com seu irmão? Eu aposto que não.

 “SUGA, VOCÊ ANDOU PENSANDO NA SUA VIDA DE NOVO, NÃO É?!”

 “ÉÉÉ!!!”

 Talvez eu tenha uma conversa com Baekhyun de como ele sabe as coisas sobre mim, talvez eu seja muito transparente, espero que ele não me venha com piadinhas sobre meu claro tom de pele.


Notas Finais


* Os vícios de linguagem podem ser classificados como: barbarismo, arcaísmo, neologismo, solecismo, ambiguidade, cacófato, eco e pleonasmo. Vícios de Linguagemsão alterações defeituosas das normas da língua padrão, provocadas por ignorância, descuido ou descaso por parte do falante. - http://m.mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/vicios-linguagem.htm


Links sobre pronomes de tratamento na Coreia do Sul:

 http://www.aprendendocoreano.net/2010/04/gramatica-pronomes-de-tratamento-parte.html

https://soskpop.wordpress.com/2013/04/11/o-que-significa-oppa-unnie-hyung-noona-e-quando-usar/


Ai, ai, porque eu sinto que ainda não atingi minhas expectativas?
Por favor, perdoa minhas mancadas e não desiste de mim, eu vou melhorar, eu prometo, vou parar de procrastinar e escrever direito e revisar direito e parar com essas minhas ansiedades de postar num tiro assim que acabo de escrever, eu prometo que vou revisar mai da próxima vez, até enjoar das palavras!
Tudo pela satisfação de me ver satisfeita com meu trabalho e ver vocês sorrindo comigo!
Beijos e coelhos!


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