História Minha virgem preferida - Capítulo 18


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Mikasa Ackerman, Petra Ral, Reiner Braun, Sasha Braus
Tags Ackerman, Amor, Attack On Titan, Eremin, Erwin, Hanji, Hentai, Levasa, Levi, Levi Ackerman, Levi Rivallie, Mikasa, Mikasa Ackerman, Mina Carolina, Petra, Rivallie, Rivamika, Sexo, Shingeki No Kyojin, Snk
Visualizações 277
Palavras 3.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoas!!! Tudo certo???


Estou muito contente em saber que vocês gostaram do capítulo passado. Foi a primeira vez que fiz um hentai yaoi. Muito obrigada pelo apoio e carinho de todos vocês, e pelos comentários que me deixaram radiante, como sempre! *-*

Capítulo 18 - Ackerman



Ato I – Jean


   Se eu sou apaixonado pela Mikasa? Claro que sou! Quem não se apaixonaria por ela?

   Impossível me esquecer a primeira vez que a vi, sentada no refeitório, quando ainda éramos meros recrutas. Seus olhos, cabelos, tudo nela me deixou vidrado. Mas, no mesmo dia, vi que ela não estava nem aí para mim. Ela era muito mais ligada aos irmãos do que a qualquer outra coisa nesse mundo, e eu me senti um lixo.

   O tempo foi passando e, inevitavelmente, fomos nos conhecendo cada vez mais. E eu me apaixonando mais. Depois de muito tempo, persistência e trabalho, ela resolveu namorar comigo, mas as coisas não estavam dando muito certo.

   Qualquer um notava que ela não gostava de verdade de mim, e isso me deixava frustrado. Como se isso já não fosse humilhante demais, eu me arrastava no chão mais sujo por ela, fazia tudo o que ela queria, como um desesperado procurava por seu amor e reconhecimento, mas ela não parecia ligar para nada do que eu fazia.

   Os meus aniversários são referencia em Trost, os melhores e mais badalados. Recebia presentes e cumprimentos de pessoas que nem conhecia, a casa sempre ficava lotada, e bebida alcoólica era mais consumida do que a água que um ser humano bebe por um mês inteiro. Nesse meu último aniversário eu queria impressionar, a Mikasa, claro!

   Todos da corporação estavam lá, inclusive Levi. Eu não entendia o que acontecia entre os dois, mas eles quase não conversavam no batalhão, mas naquele dia estavam parecendo mais íntimos do que realmente deveriam aparentar. Aquilo estava me incomodando, me deixando com um ciúmes louco, quase incontrolável. Então comecei a juntar as peças soltas.

   Levi e Mikasa sempre estavam cochichando pelos cantos, rindo e sempre sendo taxados como um possível casal, enquanto eu era dado como corno. Eu nunca tinha ligado muito, até naquele dia. E se ela não quisesse fazer sexo comigo, porque já estava fazendo com ele, e só estivesse comigo para disfarçar o "relacionamento" que estava tendo com o superior? Essa possibilidade me arrasou.

   Eu já tinha tentado de tudo para transar com ela. Não, eu não sou um tarado. Sou apaixonado por ela, é diferente! Ela nunca cedia, nem me contava o motivo de sempre me afastar quando estávamos começando... a começar! Eu estava sendo paciente, até porque gostava demais dela. Mas no meu ultimo aniversário eu não aguentei, explodi. Brigamos feio e joguei tudo o que pensava e sentia na cara dela, e eles foram embora juntos. Levi a levou de mim.

    A festa continuou rolando, ainda estava consideravelmente cedo, mas para mim, ela tinha acabado no momento em que vi os dois cruzando a porta. Fiquei sentado no canto da cozinha, com uma garrafa de whisky na mão, bebendo enquanto observava as pessoas se divertindo, bagunçando e quebrando as coisas da casa. Casais se agarravam e brigavam, outros, mais tímidos, saiam do campo de visão de todos os outros, caminhando discretamente para lugares mais ocultos da casa. Quando já estava na minha segunda garrafa, "pingando" de bêbado, tive uma surpresa; Reiner chegou na festa.

   Ele estava com olheiras, o cabelo todo bagunçado e com um corte na boca. Levei ele para meu quarto, onde tinha menos barulho, me equilibrando como podia para não cair escada abaixo, por conta da minha bebedeira. Enquanto limpava o pequeno ferimento dele, Reiner me contava o que tinha acontecido, mas eu não fiquei tão espantado. Ele era bissexual, na verdade eu até esperava que fosse homo.

   Desde que o conheci ele sempre ficava o tempo todo agarrado a Bertholdt, várias pessoas comentavam a possibilidade de eles serem um casal, mas ninguém levava a ideia a sério, até porque, os dois, principalmente Reiner, sempre foram os tipos mais másculos que se poderia conhecer. Acontece que no fundo todos estavam certos, mesmo jogando com uma hipótese que parecia tão certa e, ao mesmo tempo, tão absurda. Os dois eram namorados antes mesmo de fazerem a prova da polícia, mantinham em segredo porque Bertholdt tinha uma certa insegurança quanto a sua sexualidade, pelo que Reiner deixou a entender.

   Naquele dia os dois tinham ido até Trost para tentarem uma transferência, já não estavam mais gostando de trabalhar na cidade onde estavam. Só que Reiner disse que estava preocupado com o namorado, que estava se distanciando dele cada vez mais. Reiner parecia gostar dele demais, chegou a chorar, e eu, bêbado, chorei junto — nós dois tínhamos acabado de levar um "pé na bunda". Só que o negócio foi tão sério com ele e Bertholdt, que os dois chegaram a trocar socos. Caso de ciúmes; o Reiner estava achando que o namorado estava distante por ter encontrado um outro alguém, eu entendia bem isso naquele momento.

   Eu não sei o que aconteceu direito, até hoje só me recordo de flashs, mas, por mais que eu me esforce, não consigo me recordar de como tudo começou, terminou ou mesmo as sensações que senti. Estava muito embriagado. Acordamos nus, cobertos por um fino lençol.

   Eu pirei, estava envergonhado, com medo e... muitas outras coisas.

   Eu não sou gay. Não sou. Não poderia ser.

   Depois de muitos palavrões, indignação e de jogar todas as coisas que consegui alcançar com minhas mãos no chão, Reiner conseguiu me acalmar um pouco, para que conversássemos, mas a verdade era que eu nem queria ouvir a voz dele, só a possibilidade... não, não poderia ter acontecido. Ele disse que é passivo e, de alguma forma, isso me fez ficar um pouco mais aliviado. A ideia de ser penetrado é um absurdo, mas de penetrar, nem tanto. Combinamos de nunca mais tocar nesse assunto, de não falarmos nunca, nunca, nunca, para ninguém sobre o que aconteceu.

   Só que eu sabia e isso bastava.

   Não conseguia mais dormir direito, estava apavorado. Tinha acabado de perder a mulher que amo e, ainda por cima, me tornado... sei lá o quê! Eu tinha uma conta em um site de relacionamentos — um site gay —, mas eu o usava porque sempre achei excitante a ideia de tentar fazer uma lésbica cair na minha. Acho que muitos homens tem isso em mente. Só que eu estava atormentado demais e precisava desabafar com alguém.

   Comecei a conversar com um cara, acabei contando tudo para ele e acabei me conformando com tudo o que tinha acontecido naquela noite. As nossas conversas eram legais, ele, diferente dos outros homossexuais que usavam aquele site, não ficava dando em cima de mim. Ele dizia que só usava a conta dele para poder se comunicar um pouco com pessoas de seu "mundo", já que não era assumido. Resolvemos nos encontrar, ao percebermos que estávamos conversando a pouco tempo, mas que nos entrosávamos bem.

   Quando cheguei no shopping e percebi que aquela pessoa, que eu conversava, era o Armin, eu surtei. Surtei mesmo! Não sabia o que fazer, principalmente quando ele me viu e, com certeza, desconfiou que era eu. Levou um tempo para que conseguíssemos nos entrosar de novo, eu estava muito preso ao que achava ser certo, até que percebi que não é o corpo de uma pessoa que deve ser amado, mas sua alma. Foi aí que decidi que minha sexualidade não importava tanto quanto eu pensava. Começamos a nos encontrar mais vezes, nós dois, juntos, já estava ficando natural para mim.

   O problema é que ele namorava com o Eren e, quando ele descobriu nossas mensagens no computador de Armin, o garoto pirou. Armin ficou desolado, e eu fiquei me sentindo culpado. Ele não merecia sofrer porque quis resolver meus problemas sexuais o usando. Nos tornamos um tipo estranho de casal, sempre marcando encontros que nunca davam certos, até porque, todos já estavam procurando o "Mandiocavoadora" — eu sei, é um codinome horrível, mas coloquei por zoação, não imaginei que iria polemizar!

   Mia um problema que estávamos tentando resolver, é que ele era ativo, eu jamais me submeteria a passivo. Mas ele tinha uma boa lábia, e eu estava confuso demais ainda.

   Fomos descobertos, mas a verdade é que eu sempre dormia e acordava sabendo que alguém descobriria em algum momento. Já estava tão tenso por causa disso que tinha até me afastado de todos os meus amigos e companheiros do batalhão, até Levi percebeu, eu estava no fundo do poço, deprimido como nunca, mas não poderia ver o Armin se quebrando mais uma vez por causa de mim, então disse para ele, que ele deveria conversar com o Eren, qualquer um seria capaz de ver que eles se amavam mais do que tudo. Agora só não sei como farei para encarar todos eles outra vez, Mikasa principalmente.




Ato II – Levi



   Mikasa demorou um tempão no banheiro, imagino que tirar toda aquela tinta tenha sido um grande trabalho. Depois eu tomei o meu banho e Armin o dele, depois de mim.

   O clima daquela casa estava tão pesado que eu estava me sentindo estranho. Mikasa estava triste, parecendo pensar mil coisas ao mesmo tempo, e eu não sabia o que dizer para conforta-la, só esperava que Eren e Armin se entendessem logo.

   Ela estava deitada de lado, então a abracei com força, a dando um pequeno carinho nos cabelos, mas ela estava tensa demais. Tentei "quebrar" aquela situação com beijos, mas não estava  funcionando, então apenas continuei a abraçando, quietinho.

   — Levi, como você está? — ela questionou em um sussurro.

   — Bem.

   — Não viu mais o Anjinho.

   — Não, não vi.

   — Eu fui no orfanato que você viveu. — Balancei a cabeça positivamente, me sentindo incomodado com a conversa.

   — Eee?

   — Acredito que o Anjinho era, realmente, uma representação sua de quando criança. Como você ficou traumatizado, por causa de tudo o que teve que viver, sem familiares, sem ninguém, sua mente fez com que você se esquecesse de tudo o que passou, e essas coisas estavam voltando para você em forma do "Anjinho" — ela disse, parecendo um pouco mais acordada, mas eu não estava muito conformado com aquela teoria.

   — Anjinho é loiro, Mikasa... de cabelo loiro, encaracolado e olhos azuis, e sem chances de eu ter sido uma peste que nem ele! — falei, um pouco alterado pela pressão momentânea que senti, ao me lembrar do meu fantasma.

   — Quanto a forma física de Anjinho, você pode ter, simplesmente, criado uma imagem de você mesmo em sua cabeça. Esse pode ter sido o jeito mais fácil que sua mente encontrou de faze-lo se lembrar de quem você é, como era, como viveu, o que passou. — Bufei, passando a mão pelo meu rosto, aquela conversa estava me deixando nervoso.

   — Melhor falarmos sobre isso depois.

   — Você está fugindo, precisamos conversar sobre sua situação. Precisamos — ela insistiu, mas isso estava me deixando cada vez mais tenso.

   — Eu sei, mas agora eu estou cheio de coisas na minha cabeça. Droga! — A soltei, ficando de barriga para cima. — Tem o nosso relacionamento as escondidas, seus irmãos, Mandiocavoadora ou Jean... sei lá! E ainda tem o Babuíno, que não dá as caras a algum tempo. Não acha que estou com coisas demais na cabeça?!

   — Eu sei, esse é o problema.

   — Vamos dormir, Mikasa. — Me virei para o lado oposto ao dela, meu coração estava apertado e meus olhos estavam ardendo. O dia da prova do batalhão estava chegando, Mikasa ia passar, eu tinha certeza, mas do jeito que nossa relação estava — cheia de problemas —, eu não sabia como iríamos ficar. Não sabia se iríamos conseguir pegar o bandido que tem aterrorizado Trost, nem mesmo se eu iria conseguir me recuperar do surto que tive, chamado Anjinho ou eu mesmo quando menor, como ela disse. Era coisa demais em minha mente.

   Fui acordado por Mikasa, já estava atrasado para ir trabalhar. Ela e Armin estavam escalados para o turno de vigia da noite, então apenas Armin e eu iriamos para a corporação. Mikasa preparou o café para nós dois, mas o garoto estava estranho, com as bochechas vermelhas e sorrindo sozinho. Mikasa e eu nos entreolhamos, com um sorriso vitorioso estampando nossos rostos. Ele não precisava dizer nada para que soubéssemos que ele e Eren tinham, enfim, se reconciliado. Eu devo dizer que fiquei muito feliz por isso. Se depois de terem passado por tantas coisas, os dois conseguiram se resolver, então isso significa que também existe uma chance de Mikasa e eu ficarmos bem. Mas isso não diminuía o medo que eu sentia de ela desistir de mim, por causa das minhas loucuras.

   Antes de sairmos, Mikasa me deu um beijo. Foi um beijo rápido, mas tão caloroso que fez com que eu me sentisse seguro outra vez. A verdade é que eu só não queria perder ela. Passei a mão em seus cabelos, a olhando nos olhos. Queria "vomitar" todas as coisas que estavam presas em meu peito, o receio que sentia por ela estar "cavando" meu passado, mas eu sabia que tinha que confiar. Eu precisava.

   Armin foi comigo para a corporação, ele estava pensativo, e eu não consegui me conter, precisava saber se estava tudo bem mesmo.

   — Você e o Eren conversaram?

   — Mais ou menos! — ele disse, em meio a um riso nervoso.

   — Como assim?

   — Bom, eu aceitei seu conselho, fui no quarto dele, mas ele estava chorando e... Droga, eu fiquei me sentindo um idiota!

   — Vocês dois são! — brinquei, e ele riu por um momento, ficando com o rosto triste em seguida.

   — Nós transamos... — sussurrou.

   — Ótimo! — Bati com a mão no volante, entusiasmado. — Então se reconciliaram!

   — Acho que sim... não sei!

   — Como não sabe, cara?! Ele é apaixonado por você, e sei que você é por ele também. Depois de tudo que passaram ainda dormiram juntos. Isso deveria ser contado como uma vitória!

   — É, mas não sei se as coisas vão voltar a ser como antes.

   — Mas não precisam. Agora vocês têm que fazer com que sejam melhores do que antes! — Ele sorriu.

   — É, você tem razão! Mas e você e a Mikasa? Vocês parecem estar sempre tão tensos, quando juntos. — Bufei.

   — Cara, Armin, muitos problemas têm acontecido.  Mas acho que estamos bem, esse é só... nosso jeito!

   — Bom...  dando certo, e você não machucando minha Avatarzinha, para mim está tudo bem! — rimos. Eu não a machucaria nunca, não de propósito ao menos.

   Ficamos quietos depois disso. Ele perdido nos pensamentos dele, e eu nos meus. A única coisa que queria agora, era resolver o caso "Babuíno" e ficar em paz com a garota que eu amo.

   Chegamos na corporação, e logo fui falar com a Reiss, pedi para que ela deixasse para lá, essa coisa de ficar tentando descobrir quem era Mandiocavoadora. Os dias de folga dela já tinham acabado, então pedi para que ela ligasse para Jean, e desse a ele alguns dias também. Ele ia precisar!

   Conversei um pouco com Erwin, depois fui interrogar um cara, que estava sendo acusado de roubo de joias na cidade. Não era um caso muito visado, já que ele só roubava anéis de ouro e as ocorrências foram pequenas. Mais um viciado roubando para conseguir sustentar seu vício, já estava ficando cansado dessa merda toda.

   Fui para meu escritório, já eram quase onze horas da manhã. Mikasa estava lá, com uma pasta na mão, me esperando. Fiquei intrigado, tranquei a porta e fui em direção a ela, para lhe dar um beijo e perguntar o que estava fazendo ali tão cedo, mas ela se afastou de mim. Fiquei confuso, meu coração disparou.

   Droga! O que estava acontecendo agora?!

   — Precisamos conversar — ela disse em um tom sério, minha testa franziu e senti as rugas tomando conta de minha face. Ela estava parecendo com raiva, e eu não estava entendendo nada.

   — Tá! — Cruzei os braços. — O que foi?

   — Quando você e Armin saíram eu ia deitar para dormir mais um pouco, só que a diretora do orfanato que você viveu me ligou, disse que tinha conseguido algumas informações sobre seus pais. — Arregalei meus olhos, não estava esperando por isso. Nunca imaginei que ela encontraria esse tipo de coisa, nunca imaginei que meus pais tivessem deixado rastro de quem eram. Nunca me preocupei com isso, na verdade. Descruzei meus braços e dei a volta em minha mesa, me sentando em minha cadeira em seguida.

   — Mikasa, eu não quero saber quem são eles.

   — Mas precisa — ela disse, se aproximando e jogando a pasta que segurava em cima da minha mesa.

   Meu coração estava disparado. Olhei para a pasta, mas minhas mãos não se moviam, eu não queria saber quem eles eram. Tinha medo de descobrir o motivo de terem me deixado. Eu era só uma criança. Um nó se formou em minha garganta, meus olhos se encheram de lágrimas, mas eu estava me contendo a todo custo, sentindo meu nariz queimando pelo esforço de segurar o choro. Estendi minha mão trêmula, e peguei a pasta, olhando-a por alguns minutos antes de, quase que involuntariamente, começar a abrir. Mikasa permanecia séria, de pé, olhando o que eu fazia, e já estava começando a me sentir sufocado com toda aquela tensão. Quem eram eles,  por que... por que me deixaram? Por qual motivo eu deveria tentar descobrir isso? Por que isso deveria importar para mim, depois de tanto tempo?

   Virei a primeira folha para frente, era uma ficha, nela tinham duas fotos, a de uma mulher, e outra de um homem. Estavam bem vestidos, mas a foto parecia ter sido tirado de uma tira de jornal. Olhei para Mikasa, sentindo as lágrimas rolarem por meus olhos. Minhas mãos tremiam ainda mais, cada vez mais, eu estava em choque. Abri minha boca para falar, mas nada saia, estava engasgado com minhas próprias palavras, meus temores, os temores dela.

   Mikasa começou a andar pela sala, ficando de costas para mim em seguida. Olhei para aquela folha mais uma vez, vendo os nomes que estavam escritos embaixo das fotos. Ackerman. Ackerman.

   — Meus pais eram donos de mais de 60% das ações de um hospital. Sua mão teve você lá, mas morreu no parto. Depois descobriram que a morte da sua mãe foi causada por uma falha médica. — Ela se virou para mim, as lágrimas não paravam de rolar de meus olhos, mas eu estava  tentando me manter calmo. Em vão, pois não parava de tremer. — Seu pai entrou em depressão, então não teve como cuidar de você. Minha mãe quis pegar você, te adotar, mas seu pai não permitiu que ela sequer se aproximasse.

   — Mi... — tentei chama-la, mas minha voz falhou. Estava petrificado, a olha-la.

   — Você foi mandado para um orfanato e, anos depois, seu pai me sequestrou, junto com dois outros homens. — Meu coração se apertou ainda mais. Ao ver aquela foto eu pude reconhecer ele, dos arquivos de Miksa, mas ouvir ela falar... era demais para mim. — Naquele dia ele ligou para minha mãe, chantageando-a para que ela passasse todas as ações que tinha do hospital para o nome dele, caso contraio, eu morreria — suspirou, pesadamente —, mas então o Eren me salvou, meus pais morreram e eu fiquei com o fardo de ter que governar aquele maldito hospital. Coloquei uma pessoa no meu lugar, para falar por mim, mas sabia que uma hora ou outra teria que assumir. Comecei a estudar medicina por isso, para poder tomar conta do hospital com mais humanidade, era o desejo dos meus pais. Fui adotada pelos pais de Eren, que também trabalhavam no hospital, mas eles morreram pouco tempo depois, e eu fiquei sozinha outra vez.

   — Eu... — engoli em seco —, eu sinto muito... — foi a única coisa que saiu.

   — Seu pai era irmão da minha mãe, Levi. Levi Ackerman.



   Continua...
 


Notas Finais


Hihi, as coisas melhorando para uns, piorando para outros! E agora, gente????!!!


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