História Minotauro - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 2.160
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi! Eu demorei sim pra voltar, mas é como eu já falei, não sei quando vai sair capitulo novo pq estou concentrada em OGDP. Obrigada pelo carinho de vocês, espero que gostem do capitulo, a história ainda não rendeu muito, mas eu prometo que o que vem por ai é MUITO LOUCO!! <3 <3
Boa Leitura! s2

Capítulo 3 - Capitulo 2


Aaron atravessou a rua até a porta do barraco e usou a chave para conseguir entrar, o que fez de forma silenciosa para não acordar a namorada caso a mesma estivesse dormindo. Trancou a porta e deixou as coisas que carregava em cima da mesa feita com ripas velhas que estava na sala e foi em direção ao quarto.

    - Aari? - ele ouviu Hania chamá-lo e suspirou com alívio.

    - Sim amor, sou eu. - respondeu antes de entrar no quarto precário onde Hania estava deitada sobre várias camadas de papelão e lençóis, sua aparência estava melhor, ela seu rosto não era mais tão cinza, mas o olhar continuava cansado.

    - O que aconteceu? Seu rosto está cheio de hematomas, brigou com quem? - perguntou alarmada.

    - Estou bem, foi só uma briga.

    Hani mordeu os lábios apreensiva, mas ela sabia que o namorado não ia falar nada enquanto não quisesse, então deixou para lá.

    - Senti sua falta. - ela disse ainda fraca - Conseguiu alguma coisa?

    Aaron sentiu um gosto amargo na boca de impotência, ele não fora capaz de fazer nada para melhorar o estado dos dois, e apenas trouxe comida para casa graças a boa vontade de Taylor Caniff. Ele negou com a cabeça e se abaixou ao lado do rosto da amada para checar sua temperatura, ela ainda estava quente embora não tanto quanto os dias anteriores, ele se levantou e jogou mais lenha no fogo da lareira improvisada em uma lata de lixo.

    - Mas eu trouxe comida… Na verdade, Taylor me mandou pegar.

    Ele pode ouvir o suspiro insatisfeito da garota.

    - Me desculpe querida, mas era isso ou passar a noite com fome.

    - Tudo bem, você fez o que pode… Então quer dizer que falou com o Taylor hoje?

    Aaron assentiu, mas não disse nada, ao invés disso deu as costas para a menina e foi até o outro cômodo buscar a comida, voltou para o quarto e com alguma dificuldade Hania se sentou e cedeu espaço para que ele sentasse ao seu lado. Os dois se enrolaram e comeram em silêncio o pão mergulhado no molho de carne. Depois Aaron retirou as coisas e ajudou Hania a se levantar para escovar os dentes com folhas de hortelã, que infelizmente estavam acabando e para conseguir mais seria uma luta já que eles se encontravam no inverno. Os dois se limparam, Aaron entregou a última pílula para Hania e enfim retirou os casacos extras para se deitar ao lado da namorada.

    - Então, como foi o encontro com o comandante Caniff? - perguntou ela se deitando virada para ele, o hálito dela tinha um cheiro forte de hortelã.

    - Ele pediu para o Grier ir atrás de mim, por isso estou machucado, mas não foi nada. - ele acrescentou rapidamente - Ele queria falar sobre a entrevista… - Hania se empertigou na cama preocupada.

    - Eu falei para você que ele iria se preocupar, disse que já está treinando há um ano?

    - Ele chegou tarde, se dependesse dele eu só treinaria um mês. Não, não disse nada.

    Hani assentiu e deitou a cabeça no peito do rapaz.

    - Você não sabe o tamanho do medo que sinto de te perder, não sei o que farei se você for escolhido, ou pior, se for morto no labirinto…

    - Ei… - ele entrelaçou os dedos nos dela - Vai ficar tudo bem, não vou te deixar.

    - Tem coisas que não podemos controlar, Aari. Não podemos dar um jeitinho na entrevista, só temos uma chance, e se por acaso você for escolhido, vai ter que ganhar.

    - Se eu for escolhido então não terei mais razões para lutar, vou ficar longe de você, nunca mais nos veremos, eu prefiro…

    - Nem pense nisso! - ela apertou os dedos machucando a mão dele, mas então afrouxou novamente - Não posso suportar a ideia de você morto.

    - Mas você nem saberia.

    - Não importa, Aaron! Eu exijo uma promessa! - ela se sentou e encarou o fundo dos olhos do namorado com toda a intensidade que conseguiu reunir - Prometa que vai lutar, se for escolhido, vai fazer de tudo para ganhar e conseguir aquela droga de cura! Vai viver feliz e conquistar outra forma de ajudar as pessoas.

    - Hani, eu não sou capaz de seguir em frente sem você, você é meu tudo…

    - Eu também, Aari, mas não posso ser egoísta a ponto de te impedir de ter uma vida melhor. Me prometa que vai tentar.

    - Eu não posso, não vou conseguir sem ter seu apoio. Vou ficar para sempre sozinho...

    - Se você não prometer, eu também não garanto que ficarei bem se você se for. - ela apertou as mãos do namorado com lágrimas nos olhos.

    - Você não faria isso! - ele respondeu com a voz embargada. Porém Aaron sabia que a garota não estava mentindo, seus olhos azuis incrivelmente penetrantes agora fundos graças à doença olhavam para o fundo de sua alma, calculando quais os próximos passos que ele andaria.

    - Me prometa! - ela pressionou.

    Aaron mordeu os lábios e olhou para os lençóis, ele não poderia arriscar a vida de Hania, além disso, caso viesse a falecer ela não ficaria sabendo. Ele iria tentar apenas pela sua palavra, mas não poderia garantir.

    - Eu prometo.

    Hania relaxou à contra gosto e voltou a deitar com a cabeça no peito dele.

    - Você sempre foi um homem de palavra meu amor, espero que se mantenha assim.

    - Vou fazer, por você, apenas por isso. Mas também precisa honrar a sua palavra!

    - Vou honrar, agora durma, talvez amanhã eu já esteja suficiente boa para sair.

    - De jeito nenhum! Você precisa repousar!

    Hani sorriu, ela era feliz por ter uma pessoa que se preocupasse tanto com seu bem estar, mas também tinha espasmos de pavor ao pensar que apenas algumas semanas definiriam o futuro dele, que em apenas algumas semanas ela iria descobrir se viveria para sempre ao lado do amor de sua vida ou se simplesmente o perderia para um teste que poderia leva-lo a morte.Beijou o rosto do namorado antes de fechar os olhos e se entregar para o sono.

 

***

 

    Quando Hania acordou Aaron não estava mais ao seu lado, ela já se sentia bem mais disposta, então levantou e organizou os lençóis, penteou os cabelos e colocou a roupa mais quente que conseguiu encontrar antes de ir para a sala, em cima da mesa estava um saco de couro com um esquilo dentro e uma maçã. Hania sorriu para o esquilo e comeu a maçã, Aaron tinha conseguido, ele havia caçado mais de um animal e provavelmente a esta hora estava vendendo o bicho na feira.

   Então ela terminou de comer e passou a preparar o esquilo para o almoço, tirou a pele do animal e deixou pendurada do lado de fora para secar, e então começou a preparar a carne, pegou a única panela que eles tinham e deixou cozinhando no fogo da lareira improvisada. Deixou todo o sangue em uma garrafinha de plástico, tudo deveria ser aproveitado, nunca se sabe quando se vai precisar de um litro de sangue. Enquanto esperava a carne cozinhar a garota costurou os rasgos nas roupas e consertou a rede para as armadilhas, tirou a panela do fogo e separou a carne em sacos plásticos, um esquilo valia muitas refeições, comeu a sua parte e deixou a de Aaron separada para que ele comesse ao retornar.

    - Ei, que cheiro gostoso! - era ele que entrava com alguns sacos de couro.

    - Aari! - ela correu até ele é se chocou contra seu corpo, feliz apenas por vê-lo. Depositou um leve beijo em seus lábios frios antes de se afastar. - Você conseguiu!

    - Sim! Hoje tive mais sorte, perto dos pinheiros tinham vários esquilos pegando pinhas, consegui três animais e várias frutas secas. - ele disse empolgado e soltou as sacolas em cima da mesa.

    Ela o conduziu até o quarto com o prato de comida na mão, ele se sentou e comeu com avidez. Depois os dois se sentaram e conversaram sobre as atividades do dia e a rotina de treinamento de Aaron, quando já estavam descansados o suficiente ele foi para fora da casa treinar, não permitiu que Hania saísse de casa ainda, então a garota organizou as poucas coisas que pertenciam a eles caso tivessem que sair da casa às pressas.

    O mundo dos desfavorecidos não contava com tantas regras, então a casa deles poderia ser invadida a qualquer momento, sempre o melhor a fazer é estar devidamente preparado para tudo, uma invasão, ou até mesmo uma avalanche. E vivendo com os Caniff essa não é a lição mais complexa a se aprender. Hania também desconfiava que a qualquer momento algum capanga do meio irmão comandante poderia tomar a moradia dos dois, mesmo que Aaron tenha pagado o aluguel. Quando anoiteceu o rapaz entrou em casa junto com dois baldes de água, completamente imundo, o cabelo completamente desgrenhado e cheio de sujeira, as roupas salpicadas de neve e a pele branca estava cinzenta em muitas partes.

- Você estava treinando ou rolando na neve? - Perguntou a moça com um sorriso nos lábios. - Nossa você está fedendo!

- Muitos exercícios! - Ele se moveu de forma lenta esperando para dar o bote.

- Eles envolviam um gambá raivoso? - Hani riu apontando para os arranhões.

- Não sei, me dá um abraço e descobre!

E então ele avançou na direção dela, a garota gritou gargalhando e correu ao redor da mesa para que o namorado não a alcançasse. Eles pararam em extremidades diferentes.

- Okay, pare com isso. - Ela riu apontando o dedo indicador para ele. - Você precisa mesmo de um banho.

- Ah não Hani! Nesse frio é impossível. - Ele reclamou.

- Você não deita comigo até se limpar! Eu preparo tudo.

Aaron bufou sorrindo e se jogou no chão para descansar, ele se sentia muito cansado depois de tantas atividades e tudo o que queria era deitar e dormir, mas é claro que não faria antes de se higienizar adequadamente, ele tinha senso!

Hania colocou água em uma panela e deixou sobre a lareira/lata de lixo, enquanto esperava esquentar separou pedaços de tecido para usar como ducha e outro maior para secar o corpo, e por último quando já estava quente, com cuidado para não desperdiçar, derramou um pouco de álcool na água.

- Tudo pronto. - Ela o chamou. - Tira a roupa e deixa aí fora.

- Olha, existem outras situações menos embaraçosas pra quando você quiser me ver sem roupas… Ai! - Ele começou a brincar, mas ela bateu nele com um pedaço de pano.

Rindo, Aaron tirou as vestes ficando apenas com uma bermuda simples, ele começou a tremer instantaneamente, Hania o puxou pelo braço até perto do fogo.

- Vamos terminar logo com isso. Vira de costas.

O rapaz deu as costas e ela molhou o tecido na água e esfregou no corpo dele, e mesmo com o líquido quente ele ainda estremeceu com o frio, ela tentou ser o mais breve possível sem estender muito o banho para não deixá-lo doente, fez apenas o necessário para a limpeza. Logo em seguida o cobriu com o tecido longo e mandou que ele se deitasse e se cobrisse enquanto ela pegava roupas limpas. Depois de se vestir, Aaron se deitou e se enrolou, Hania guardou a bagunça e deitou ao lado dele.

- Eu estou bem melhor agora, graças a você. - Hania disse espalmando a mão em seu peito e acariciando.

- Ainda acho que é cedo para comemorar.

- Nem estou mais com febre Aaron! Posso voltar a te ajudar na caçada, e no mercado.

- Não não! - Ele discordou a olhando nos olhos dela. Se a doença voltar não vai ter como eu te ajudar…

- Aaron, quando estamos juntos conseguimos vender e caçar em maior quantidade, foi horrível ficar presa aqui sem fazer nada e ter que te ver se matar de trabalhar pra gente sobreviver. - Soltou de uma vez tudo o que queria ter dito durante os dias que ficou doente. - Vou com você amanhã no mercado você querendo ou não.

- Hania… - Ele contestou, já sabendo que era uma briga perdida.

- Vá dormir Aaron. Eu te amo.

Ela o beijou e deu as costas para o namorado se aconchegando de qualquer jeito nos cobertores e no papelão duro. Aari não insistiu, e a abraçou antes de fechar os olhos.

- Eu também te amo. Para sempre.

Ele sussurrou. E estava tudo perfeito naquele momento, a cama não era confortável, os lençóis não eram quentes o suficiente, em um mês ele poderia ser escolhido para a morte certa. Mas nada importava, estavam juntos, tiveram uma vida juntos, e seriam para sempre apaixonados, ou pelo menos enquanto a vida durar.

 


Notas Finais


Bem melosinho né gente? kkkk não vai ser assim por muito mais tempo...
Obrigada por lerem, por favor comentem o que acharam, é essencial a opinião de vocês agora, pra mim saber se estou indo bem.
Bjs <3


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