História Minseok é pai solteiro? - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun, Xiumin
Tags Comedia, Exokids!, Menotaroletarussa, Sehun!kid, Xiuhan, Xiumin!pai
Visualizações 49
Palavras 2.288
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente! Bom esse é o plot que eu recebi do desafio da roleta russa lá no grupo "me nota, desflop" e eu espero que quem doou goste da fic, mesmo eu tendo mudado algumas coisinhas para eu conseguir deixar a história fluir de um jeito bom para mim! Boa leitura <3

Capítulo 1 - Imagino que deve ser muito difícil ser pai solteiro.


Minseok sempre acordava tarde, e naquela quarta-feira não foi diferente. O garoto de vinte e cinco anos que morava sozinho — Obviamente bancado pelo seu pai que não aguentava mais o jovem na casa dele — era o maior vagabundo que todos seus vizinhos já conheceram algum dia.

O boêmio estava na casa dos vinte e cinco anos e nunca tinha nada para fazer, além de ficar o dia todo sentando em uma cadeira de praia observando o movimento de seu bairro enquanto bebe algum refrigerante ou uma cerveja. E Para não dizer que não fazia nada, Minseok as vezes ia levar o seu currículo por pura pressão dos pais que diziam que não iam bancar ele pelo resto da vida, porém não chegou a ser chamado por nenhum comercio ou empresa, o que não era um real problema para ele.

Como ninguém é blindado do tédio, Minseok cansou de mexer em seu celular e resolveu aproximar-se das mulheres que vice-versa passavam em frente à sua casa usando todos os seus dotes de sedução que se consistiam em cantadas ruins e idiotas que obviamente não davam em nada.

— Vai se foder! — A mulher indignada com a ousadia do jovem além de xinga-lo, jogou em sua direção uma pedrinha que encontrou na calçada.

— Ai! — Gritou enquanto passava a mão no local onde a pedra bateu. — Eu não quis ser inconveniente.

— Mas foi. — Quem se aproximava era Sehun, seu vizinho que viu toda a cena de longe. — Você acha mesmo que vai conquista alguém assim?

Sehun era uma criança que toda a vizinhança gostava. Era educado, fofo, inteligente e amigo de todo mundo, porém Minseok achava que Sehun era só mais um pirralho chato que vive se intrometendo nos assuntos que não deveria. Por exemplo, como Minseok deveria ou não agir para conquistar alguém.

— E o que você sabe sobre isso, pirralho? — Debochou.

— Eu sei que pelo menos não posso mexer assim com mulheres, minha mãe que disse. — Sehun realmente era uma criança espertinha. — E eu até tenho uma ideia para te ajudar, mas você com certeza sabe mais do que eu. 

— Ei, espere. — Não é como se Minseok realmente estivesse interessado na tal ideia da criança, mas não custava nada ouvir e talvez dar umas boas risadas. — Conte sua ideia.

— Eu estou em férias de verão e eu não aguento mais ficar em casa fazendo nada e todos meus amigos estão viajando para lugares legais. — Minseok franziu a testa. Não estava entendendo onde Sehun queria chegar. — Então, sei lá, eu posso fingir que sou seu filho e você fingi que é pai solteiro, todo mundo gosta de criança.

— Você ta falandp sério? Digo não é uma péssima ideia, mas eu não quero ser seu pai, nem de mentira!

— Tá bom então. — Disse virando-se e indo embora. — Estarei jogando Video Game caso você mude de ideia... Pai.

A última fala de Sehun fez a cabeça de Minseok doer só de pensar em ser pai, e piorou só de imaginar ser pai de um molequezinho como Sehun, mas de qualquer forma a proposta não era tão ruim assim, e sempre dava certo nos seriados e filmes de comédia romântica que assistia de vez em quando.

— Espera! — Sehun parou de caminhar e virou-se novamente para Minseok. — Tudo bem, eu aceito ser seu pai de mentirinha, mas só até eu arranjar alguém.

Sehun era visivelmente o que mais estava feliz com aquilo tudo, nunca teve o seu pai verdadeiro muito presente em sua vida por conta do tempo corrido em que tinha no trabalho, então ter um que fingisse pelo menos estava de bom tamanho.

Agora que você é meu pai, você tem que fazer tudo o que eu pedir!

— Ei, Ei isso não estava nos planos...

— Você quer desencalhar, né? — Minseok fez que sim com a cabeça. — Então precisa lidar como um pai, agora me leve até a lojinha que vende coisas gostosas, por favorzinho!

Minseok bufou e aceitou por conta da insistência do menorzinho, já estava se arrependendo um pouco de ter aceito tudo isso e ter caído na conversa de uma criança, mas de qualquer maneira não havia mais volta.

Os dois andavam lado a lado até a loja de conveniência que ficava na próxima esquina, enquanto Sehun tagarelava sobre os animes e desenhos que mais gostava e Minseok ficou impressionado de como o gosto dos dois eram parecidos. Tudo que Sehun assisti, Minseok havia assistindo há muito tempo atrás quando era apenas uma criança.

Minseok até contou sobre como ele gostava do desenho Pororo, e que fez a sua mãe ir de Guri até o centro de Seul aonde o personagem estaria para poder vê-lo e tirar uma foto. Não conseguia nem conter o sorriso no rosto contando essa história por conta da saudade e nostalgia que sentia desse tempo e também de sua mãe que sempre fazia de tudo para ver o filho feliz.

Quando chegaram na conveniência a conversa ainda não tinha acabado, Sehun queria saber mais da infância de Minseok e como ele já tinha engatado no assunto não pararia tão cedo de contar as lembranças.

— Um dia eu fugi de casa por que meu pai havia brigado comigo. — Minseok ria ao se lembrar do dia. — Mas eu acabei voltando dez minutos depois por que eu estava com muito medo de ficar sozinho na rua, e quando eu voltei fiquei de castigo por um mês.

— Você era uma criança rebelde, então? — Perguntou enquanto pegava uma batata chips da prateleira.

— Eu era uma criança de boa, só foi esse dia e nunca mais.

Sehun já havia pegado tudo que queria na conveniência, e quando Minseok olhou aquela cestinha cheia de porcarias e viu que tinha apenas uns 7177 wons, no máximo algumas moedinhas a mais perdida nos bolsos da calça, mas nada mais que isso.

— Sehun, não sei se tenho dinheiro pra tudo isso... Será que você não pode deixar algumas coisas para outro dia?

Sehun não queria deixar para outro dia, mas Minseok só andava de moletom praticamente e nem ao menos tinha um emprego, então entendia a situação do seu pai-quase-que-adotivo.

— Tudo bem. — Suspirou cabisbaixo colocando de voltas as coisas que menos queria na prateleira.

— Obrigada por entender. — Minseok sorriu fraco e deu umas batidinhas amigáveis na cabeça de Sehun.

Enquanto o caixa passava as compras, Minseok e Sehun continuaram a conversar como se fossem um pai e um filho, e nem estavam fazendo de proposito ou algo do tipo, tudo fluía tão naturalmente que o vendedor da lojinha teve que se intrometer um pouquinho para elogiar a relação dos dois.

— Nossa, vocês são pai e filho?

— S-Sim? — Minseok não tinha sido muito convincente na sua resposta, assim ganhando um chute disfarçado de Sehun. — Somos sim. Eu sou pai solteiro.

— Vocês parecem ter uma relação muito boa e bonita. — Sorriu. — Suponho que deve ser bem difícil ser pai solteiro.

— Sim, sim. Não é fácil sustentar essa criança aqui sozinho. — Minseok dava o dinheiro ao vendedor enquanto conversava sobre sua falsa paternidade.

— Eu imagino mesmo. — Disse colocando as mercadorias na sacolinha. — Aliás, meu nome é Luhan, muito prazer.

— O meu é Minseok e o dele é Sehun! E o prazer é todo meu.

Sehun sabia que tinha algo de errado ali, não sabia exatamente o que, mas sentia um clima estranho, tipo um clima de flerte? Minseok estava mesmo flertando com um cara? E vendedor da conveniência? A mente de Sehun tentava assimilar tudo aquilo, mas estava um pouco impossível já que era uma criança e nem nunca tinha ouvido falar que dava para um homem gostar do outro.

— Vamos embora, estou cansado. — O tom de Sehun era de raiva por não aguentar mais ficar ali em pé ouvindo todos aquele blábláblá.

Minseok despediu-se de Luhan e finalmente saiu da loja para a felicidade de Sehun. O menino nunca quis tanto ir pra casa e se acabar em todos aqueles salgadinhos que havia comprado para comer enquanto estivesse jogando ou assistindo TV, e também estava se coçando para tirar uma dúvida com o seu querido pai de mentirinha.

— Ei, você estava dando em cima do tal do Luhan?

— O que?! — Indagou. — Não!

— Estava sim! Você disse “O prazer é todo meu.” e “Você também gosta de crianças? Que coincidência!” — Repetiu a fala de Minseok com a voz mais grossa numa tentativa de imita-lo.

— Olha. — Minseok respirou fundo e agachou-se na calçada para ficar do tamanho de Sehun. — As pessoas não escolhem por quem elas vão se sentir atraídas, entende? Então as vezes eu me sinto atraído por mulheres, e as vezes por homens e tá tudo bem com isso.

— Ok, eu não sabia que isso era possível.

— Seus pais nunca falaram isso pra você? — Sehun balançou a cabeça negativamente. — Bom, mas agora graças a esse seu pai aqui, você sabe! Agora vamos.

Os dois continuaram andando, e diferente da ida que foram conversando aos montes e sem parar, agora eles iam quietos pois Sehun tentava assimilar tudo aquilo na sua cabeça de nove anos de idade, era como se sua mente tivesse se expandido e ao todo não era ruim, era bom saber dessas coisas e Sehun de certa maneira estava feliz que o seu plano havia dado certo.

[...]

Haviam se passado algumas semanas desde do dia em que tudo começou. A relação de Minseok e Sehun melhorou muito com toda essa brincadeira de pai e filho, o Sehun finalmente pode sentir a sensação de ter um pai — Mesmo não sendo o seu de verdade — que não fosse ausente e Minseok também começou a vestir algo que não fosse só o seu moletom cinza, pelo menos para ir até a lojinha do Luhan por que ele queria impressiona-lo de alguma forma e mostrar que ele estava tentando melhorar toda essa imagem e fama de vagabundo que ele tinha no seu bairro.

Sempre que dava Minseok ia lá na conveniência só para conversar com Luhan enquanto deixava Sehun andando pelos corredores da loja escolhendo o que iria levar. Porém naquela quarta-feira Sehun não poderia ir a lojinha junto de Minseok pois tinha ido viajar com os pais para passar uma semana na casa dos tios, o que deixou Minseok um pouco preocupado de ser tratado diferente por Luhan por não estar junto de Sehun, porem juntou toda a sua coragem e foi entrando para dentro da loja e pedindo mentalmente para que Luhan continuasse o tratar bem igual das outras vezes.

— Olá, hoje eu vim sozinho.

— Ah, oi! O que houve que Sehun não veio hoje? — Perguntou preocupado.

— Nada demais, só foi passar uns dias na casa dos tios.

— Que susto, achei que tinha acontecido algo sério, mas que bom que você tá tendo um tempo sozinho, né?

— Ah é meio solitário para mim, já que eu não tenho ninguém sabe.

— Você vai achar alguém um dia...  Veio procurar alguma coisa especifica? — Disse mudando simultaneamente de assunto.

— Não, eu só quis vim conversar com você mesmo, como eu disse estou me sentindo muito solitário. — Na verdade Minseok queria ter respondido que estava procurando sim algo especifico e esse algo era Luhan, porém o pareceu um pouco atrevido demais, e não tinha boas lembranças da última vez que foi tão cara de pau assim.

— Certo, vamos conversar então. — Sorriu.

— Como o Sehun vai ficar fora por esses dias, você não gostaria de sair comigo?

— Tudo bem, mas... Por que eu?

Por Deus! Por que Minseok foi ter uma queda logo por alguém tão lerdinho como Luhan? Fazia dias que Minseok estava dando fortes indícios que estava muito na dele, não é possível que não tenha percebido nenhuma delas.

— Por que você é legal e eu gosto de você, ora! Eu sei que eu não posso ter muito dinheiro e que eu ando parecendo um mendigo, mas eu sou legal também, você não acha?

— Eu acho sim! Você é muito legal, mas é que eu não estou entendendo muito bem onde quer chegar...

— Eu quero te conhecer mais, sabe? Quero sair e quero falar mais sobre você. — Disse enfatizando o “você” da frase. — Quero conhecer além do Luhan da lojinha, quero conhecer o Luhan o chinês que tem ambições, sonhos e afins.

— Só pra confirmar, então você quer ter um encontro comigo?

— Sim, eu quero! — Minseok pedia tanto que Luhan entendesse logo de uma vez! Não tinha como ser mais direto que isso. — Meu deus eu ‘tô há duas semanas vindo aqui e flertando com você.

— Me desculpa eu sou meio lerdo assim mesmo. — Riu coçando a nuca. — Mas de qualquer forma, eu aceito sim.

— Pode ser no sábado em um restaurante? — Luhan fez que sim com a cabeça sorrindo logo em seguida. — Eu conheço um restaurante bom e barato, se você não se incomodar.

— Claro que não me incomodo! É desse tipo de restaurante que eu gosto mesmo. — Riu juntamente com Minseok.

— A gente se vê no sábado, tchau! — Disse acenando com um sorriso que nem mesmo cabia em seu rosto e saindo logo em seguida comemorando e falando sozinho. — Eu não acredito que consegui!

Minseok estava aliviado e extremamente feliz por finalmente ter descolado um encontro, e ainda por ser alguém legal como o Luhan, mas é claro que não iria conseguir nada disso se não fosse por seu querido filho de mentirinha e a sua ideia que parecia absurda no começo, mas que no final acabou até dando certo, porem como nem tudo é só flores na vida, Minseok teria que lidar com as consequências quando fosse explicar para Luhan que: Na verdade não é pai solteiro, que Sehun tem um pai e uma mãe que são seus vizinhos e que tudo isso foi um plano dos dois para Minseok arranjar uma boca para beijar.

Mas a explicação para essa confusão toda pode ficar para outro dia. 


Notas Finais


Gente não vou mentir, foi muito difícil escrever essa fanfic por que eu não imagino o minseok sendo um vagabundão gritooo, mas eu tentei ao máximo é isto.


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