História Miraculous - As aventuras de Lady Bug - Amor revelado - Capítulo 18


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino, Sabine Cheng, Tikki, Tom Dupain
Tags Lady Bug, Miraculous, Romance
Visualizações 220
Palavras 3.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiiii!!! Finalzinho de tarde com surpresinha para vocês!
Boa leitura!

Capítulo 18 - Amor cruzado


Fanfic / Fanfiction Miraculous - As aventuras de Lady Bug - Amor revelado - Capítulo 18 - Amor cruzado

Chat Noir pulou na sacada de Marinette com a destreza que lhe era peculiar. Bateu duas vezes no alçapão que dava acesso ao quarto da garota, contudo não obteve resposta. Resolveu abrir e entrar, descendo a pequena escada de acesso.

- Princesa? Está acordada?

Não havia ninguém no quarto. A casa parecia silenciosa, o que ele achou estranho, pois ainda eram nove e meia da noite.
Chat decidiu perambular um pouco pelo quarto enquanto a esperava. Provavelmente não demoraria a voltar. Começou a reparar os detalhes do cômodo que ele já se habituara a visitar.

Suas fotos como Adrien ainda estavam dispostas nos mesmos lugares, nas paredes e no porta retrato. Ele sorriu. Se ela não havia tirado as fotos era porque ainda sentia algo por ele.
O felino ficou surpreso quando viu alguns recortes de jornais onde ele estava ao lado de lady Bug como Chat Noir. Aquelas fotos não estavam ali antes. Ele sentiu uma pontada no peito. Lembrou-se do que Plagg lhe dissera. Será que ela estava com o coração dividido, assim como ele?

Ouviu o barulho de alguém subindo as escadas e a porta do quarto se abrir. Quando Marinette entrou no cômodo, o gatuno perdeu o fôlego. Ela estava apenas com uma toalha enrolada no corpo. Os cabelos negros como a noite estavam presos em um coque frouxo no alto da cabeça, deixando a mostra o pescoço e os ombros nus. O pedaço de pano rosa mal cobria o belo par de pernas bem torneadas.
Ele sentiu a temperatura do ambiente subir consideravelmente. Aquela toalha deveria ser de quando Marinette ainda era criança, porque simplesmente não tampava quase nada do corpo curvilíneo da garota.
Ela não o viu de imediato, mas assim que virou-se em direção ao armário estacou.

- Chat! – Pôs a mão no peito, os olhos azuis arregalados – O meu Deus! Você quer me matar?

Marinette viu que o gatuno ficara paralisado e os olhos verdes estavam pelo menos um tom mais escuro do que o normal. O rosto com um leve rubor e a boca entreaberta como se ele quisesse falar alguma coisa, mas não conseguia. Sentiu o olhar dele percorrer toda a extensão do seu corpo e só então ela se deu conta de que a única coisa que a cobria era uma minúscula toalha rosa.

Sentiu seu rosto esquentar e o corpo estremecer com aquele olhar.

- Chat... V-você p-poderia subir e me esperar lá em cima?

Ele mal conseguia se mover, mas tentou se recompor o melhor que podia.

- Claro... – murmurou com a voz rouca. Subiu as escadas sem dizer mais nada. Nenhuma piadinha ou galanteio saíram da boca do loiro naquela hora. Estava ocupado demais com a difícil tarefa de voltar a respirar.

Ele chegou à sacada e sentiu o vento frio da noite parisiense bater em seu rosto. Recostou-se na grade tentando ainda controlar as batidas descompassadas do coração. Suas mãos tremiam.
Oh céus, estava perdido! Aquela visão de Marinette apenas de toalha era algo que não sairia de sua mente tão cedo e lhe custaria mais algumas noites sem dormir.

Enquanto isso, Marinette tentava se acalmar enquanto vestia suas roupas. Além do susto que tomara quando percebeu a presença de alguém no quarto, não pode deixar de perceber o desejo nos olhos de Chat Noir, fazendo com que seu próprio corpo reagisse aquele olhar...

Desceu para a cozinha na intenção de conseguir um pouco mais de tempo para voltar a encarar o loiro com o mínimo de sanidade.

Depois de alguns minutos, Chat pensou que ela não subiria mais. Já estava em uma luta interna cogitando se descia no quarto de novo ou ia embora, quando ouviu o alçapão se abrir.

Marinette subiu com duas xícaras de chocolate quente, uma manta e um cobertor. Ele foi até ela ajudando a trazer as coisas.

- O que é tudo isso? Vai dormir aqui em cima? Ou não quer que eu desça para seu quarto de novo? – Ele alfinetou olhando-a divertido. Já havia conseguido se controlar.

Ela lhe lançou um meio sorriso e retrucou

- Vejo que já recuperou a fala Chat!

Ele fez uma careta

- Não pode me culpar... Foi demais para meu pobre coração!

Ela lhe estendeu a xícara de chocolate quente

- Tome, deve estar precisando depois de ficar aqui nesse frio. Desculpe a demora.

- Tudo bem! Precisava mesmo esfriar... a cabeça.

Ela fingiu que não entendeu. Pegou a manta e estendeu no chão, próximo a grade. Colocou o cobertor nos ombros e sentou-se sobre a manta trazendo consigo sua xícara de chocolate. Fez sinal para que ele se sentasse a seu lado.

Chat Noir sentou-se pegando a ponta do cobertor que ela lhe estendeu

- Obrigado. – Agradeceu enquanto sentia suas narinas sensíveis serem invadidas pelo já conhecido perfume de baunilha.

Ela deu de ombros

- Já que o herói de Paris insiste em me visitar não posso deixar que se resfrie.

- Você é uma fofa Marinette!

Ela sorriu bebericando seu chocolate. Ainda estava nervosa com a proximidade dele, mas tentou conversar para relaxar

- Meus pais não estão em casa. Saíram para uma festa. Acho que bodas de uma cliente especial da padaria. Eu não quis ir.

- Hum... Não gosta desse tipo de festa?

Ela meneou a cabeça negando. Na verdade não quisera ir porque esperava que o gato fosse aparecer, mas não admitiria isso pra ele por nada no mundo.

- Na verdade só estava cansada. – O que também não era mentira

- Não tem dormido bem à noite princesa?

Ele perguntou com um sorriso malicioso, de quem já sabia a resposta

- Não muito - ela admitiu

- Problemas?

- Os de sempre e mais alguns novos... Alguns... Sonhos perturbadores também.

Ele queria muito saber que tipo de sonhos ela tinha e se ele aparecia neles.

- Conte-me.

Ela corou. De jeito nenhum!

- Hã... Deixa pra lá, não gostaria de me lembrar disso agora...

Ele não insistiu

- Está bem, e como foi seu dia?

- Cansativo, tenso e complicado.

- Nossa princesa, o que houve? – Ele se aconchegou mais no cobertor, ficando ainda mais próximo de Marinette. As pernas de ambos já se tocavam. Ela suspirou

- Eu e o Adrien teremos que fazer uma nova apresentação no Hotel Le Grande no fim do mês.

- Mesmo? Por quê?

- Será um baile para entrega do prêmio da exposição de história. O júri pediu nossa participação. A princípio eu não queria ir... Mas ele acabou me convencendo.

- E como ele conseguiu essa proeza?

Ela sorriu sem graça

- Ele me disse que se eu não me apresentasse com ele e recusasse o convite, não teria nenhuma desculpa para ir ao baile e o pai com certeza não deixaria. – Chat ia dizer algo, mas ela o cortou – Eu sei, sou uma idiota por sacrificar minha paz de espírito por causa dele. Mas é o primeiro baile dele na escola, o pai realmente não o deixa se divertir ou sair para fazer o que ele gosta então...

- Ficou com pena dele... – Chat murmurou chateado

- Não é pena Chat! É simplesmente uma vontade imensa de vê-lo feliz...

- Mesmo com tudo que aconteceu? – Ele perguntou com genuína surpresa

- Mesmo assim... Eu não desejo o mal para o Adrien, pelo contrário, quero que ele seja feliz, mesmo que eu não faça parte dessa felicidade.

Ele sentiu um nó no estômago

- Você é incrível Marinette! E pare de dizer que é idiota.

- Obrigada gatinho. – Ela fez um carinho no cabelo dele. Chat aproveitou a chance e deitou a cabeça no colo dela. – Ei! Não seja folgado!

- Também estou cansado princesa. Deixe-me descansar aqui só um pouquinho... – ele disse fechando os olhos

- Você também anda tendo dificuldades para dormir chaton?

- Um pouco. – ele estava amando as mãos dela acariciando sua cabeleira

– A noite apesar de fria, está linda – ela disse olhando a lua brilhante

- Sim, muito linda – ela voltou seus olhos para Chat e viu que ele não estava admirando a noite, mas sim olhando-a fixamente.

Ela enrubesceu, mas não desviou o olhar dos hipnotizantes olhos verdes.

- Em breve será natal... – Ela falou apenas para quebrar o silêncio

- Você gosta do natal?

- E quem não gosta? – Ela sorriu, mas viu uma sombra de tristeza nos olhos felinos – Traz lembranças ruins pra você?

Ele deu de ombros, fingindo que aquilo não importava muito.

- Algumas perdas e momentos de solidão. Nada demais.

Uma idéia surgiu na mente de Marinette

- Vou fazer um presente de natal pra você!

Ele sorriu e acariciou o rosto da garota

- Não precisa se preocupar com isso chérie.

- Mas eu quero! Você me deu um presente maravilhoso e nem foi meu aniversário.

Ele riu e desceu a mão pelo pescoço de Marinette em busca da correntinha com pingente de gatinho que ela agora não tirava pra nada.

Ela estremeceu com o toque

- Você já me deu muito mais que imagina...

- Eu? – Ela riu sem jeito – Sou péssima para dar presentes! Até nisso consigo me atrapalhar

- Como assim?

Ela abaixou o olhar e riu, mas o sorriso não chegou até seus olhos.

- No aniversário do Adrien há alguns meses eu fiz um presente pra ele.

Chat ficou surpreso com aquilo. Recebera vários presentes de suas incontáveis fãs, um presente de seu melhor amigo, Nino e o outro de seu pai. Mas não havia recebido nenhum presente de Marinette.
Com certeza ele se lembraria do fato.

- Sério? E... Ele gostou? – Perguntou a fim de entender o que acontecera.

- Então, a atrapalhada aqui não conseguiu entregá-lo na escola. Eu bem que tentei, mas a Chloe fez a gentileza de me atrapalhar... – ela suspirou – Daí eu deixei a Alya me convencer a levar o presente até a casa dele. Fomos recebidas por uma voz no interfone que acredito ser da secretária do senhor Agreste. Ela nos avisou que Adrien estava em uma sessão de fotos e quando eu falei do presente ela abriu uma caixa de correio eletrônica, dessas super avançadas sabe?

Chat começava a se incomodar com aquela história. Qual seria o desfecho daquilo...

- Sei, eu já vi dessas por aí...

- Pois bem! Deixamos o presente nessa caixa e fomos embora. Pensei que estava tudo resolvido. Fiquei o dia todo imaginando se ele havia gostado do presente e como iria iniciar um diálogo decente com ele quando viesse me agradecer...  

Ele tinha até medo de perguntar, mas precisava saber

- O que você fez para o Agreste princesa?

- Um cachecol azul. No dia seguinte Adrien apareceu com ele na escola. Mas quando a Alya o elogiou por estar usando-o, ele disse que o pai havia comprado pra ele como presente de aniversário.

Chat engoliu seco. Nathalie havia entregado o presente pra ele dizendo ser do pai. Não seria surpresa nenhuma se em meio aos seus tantos compromissos Gabriel se esquecesse de comprar um presente para o aniversário do único filho.
Mas ainda havia algo que Chat precisava saber. Reunindo forças para não parecer muito abalado ele falou

- Que pena chérie, mas porque você não contou ao Agreste que tinha sido você a lhe dar o presente?

Ela suspirou, mas sorriu de modo tão doce que o gatuno sentiu o coração falhar uma batida.

- A Alya me perguntou a mesma coisa – Ela virou-se para olhar para Chat – Mas o Adrien estava tão feliz por achar que havia recebido o presente do pai... Que eu simplesmente não queria estragar isso entende?

Chat estava perplexo com o desprendimento e abnegação de Marinette. Ela demonstrava seu amor por ele em cada gesto ao longo daqueles meses e ele sequer havia notado. Ela abrira mão da chance de se aproximar dele no seu aniversário com aquele lindo presente apenas para que ele ficasse feliz com o pai.

- Você é inacreditável Marinette! – Ele falou emocionado

Ela sorriu meiga

- Qualquer um faria a mesma coisa Chat. Não se trata de nenhum ato heróico.

- Você está enganada. Poucos fariam o que você fez princesa.

Ela corou

- Eu fiz porque o amava demais para deixar aquele sorriso feliz ser apagado...

Antes que Chat pudesse conter-se ele já estava com a boca colada na dela em um beijo ardente. Marinette se surpreendeu a princípio, mas logo se derretia nos braços do gatuno, correspondendo às expectativas dos lábios do loiro com a mesma intensidade.

O beijo foi longo, lento, com gosto do chocolate quente que ambos haviam tomado. Marinette sentiu as mãos de Chat subirem até seus cabelos e soltar a presilha fazendo com que as madeixas de ébano caíssem por seus ombros. Ele acariciou os fios com tanta delicadeza que ela suspirou, deliciando-se com o toque gentil. Depois as mãos foram para seu rosto, esquentando-o com um toque suave. Os polegares acariciando suas bochechas, enquanto os lábios continuavam unidos numa agonia sem limites.

Quando o beijo terminou, ela viu as íris verdes daquele mesmo tom escurecido de antes, quando ele a vira apenas de toalha. Marinette sentiu seu corpo arrepiar novamente.

- Eu preciso ir princesa... – ele sussurrou sem desgrudar os olhos do seu rosto.

Ela apenas balançou a cabeça afirmativamente. Ele sorriu

- Então me mande embora porque eu não estou conseguindo sair...

- E-eu... Também n-não consigo... – os cabelos dela estavam desgrenhados pela forma como ele havia afundando as mãos na maciez dos fios, a pele estava quente e ruborizada, os olhos brilhavam e a boca vermelha pelo beijo intenso...

- Droga... – ele murmurou e beijo-a novamente.
As línguas se entrelaçaram em uma dança erótica que fazia com que ambos perdessem totalmente a noção de tempo e espaço. Chat descolou os lábios dos dela apenas para descer para o pescoço macio onde beijou e distribuiu leves mordidas que desencadeavam pequenas descargas elétricas por todo corpo de Marinette.
A língua do felino passeou por seus ombros e colo enquanto ela arfava em seus braços contendo com dificuldade os gemidos de puro prazer com aquelas carícias.

Ela prendeu o fôlego quando a língua subiu novamente alojando-se em sua orelha. Ele mordeu-lhe o lóbulo devagar, arrancando mais suspiros de puro êxtase.
Marinette acariciou os cabelos loiros e depois a nuca do felino, deixando leves arranhões. Abria e fechava as mãos nos ombros cobertos pelo uniforme negro, em uma espécie de massagem, descendo até as costas esguias. Suas unhas curtas não machucavam, mas causavam sensações indescritíveis no gatuno. Com a boca ainda na sua orelha ele sussurrou

- Princesa...

Ela lembrou-se do sonho que havia tido na noite anterior e isso só fez com que sentisse mais calor e o apertasse mais contra seu corpo.

Ele voltou a beijar-lhe a boca sedenta com paixão. Trouxe à mente a recente imagem dela apenas com uma toalha cobrindo o corpo. Ele queria Marinette, todas as céluilas do seu corpo ansiavam por ela, queria possuí-la ali mesmo.

Ele assustou-se com o rumo dos seus pensamentos e em um breve momento de sensatez Chat Noir percebeu o que estava fazendo. Separou-se dela com cuidado, já estavam sem fôlego.
Ele encostou a testa na dela em uma atitude carinhosa.
Ela era linda, doce, meiga e também era apaixonante, quente, viciante.
Lembrou-se rapidamente das vezes em que Chloé havia dito que Marinette era sem sal. Riu internamente pensando em como a loira estava enganada. Não tinha idéia de como a bela garota de olhos azuis era fogo abrasador!

- Eu realmente preciso ir princesa... Ou daqui a pouco não vou conseguir me controlar.

Marinette abriu os olhos que estavam de um azul profundo como o oceano. Ela ainda o olhou confusa, mas ao entender o que ele dissera seu rosto corou violentamente e respirou fundo soltando as mãos que ainda estavam apoiadas no ombro dele.

Ele a ajudou a levantar-se e colocou o cobertor com delicadeza sobre seus ombros. Estava fazendo um esforço sobre-humano para não agarrá-la de novo e levá-la até o quarto, deitá-la na cama e terminar de vez com o tormento de ambos. Mas precisava controlar seus hormônios, tinha responsabilidades e tinha valores. Ela era importante demais pra ele e jamais iria desrespeitá-la ou desrespeitar a casa dos pais dela.

Era difícil separar-se de Marinette, mais uma vez ele lhe acariciou a face e desafiando seus próprios limites beijou suavemente os doces lábios, se embriagando mais uma vez com o cheiro de baunilha.

- Não vou me desculpar dessa vez chérie...

- Não precisa... – ela respondeu ainda com a boca próxima demais

Ele se afastou e beijou-lhe a mão com seu jeito galante

- Boa noite minha princesa

- Boa noite gatinho

Marinette deitou-se na cama e afundou o rosto no travesseiro. Tikki já havia dormido, o que era ótimo porque não estava em condições de dar explicações. Ela ouviu a porta da frente de sua casa abrir e fechar e passos no andar de baixo. Os pais haviam voltado da festa. Logo depois sua mãe entrou no quarto e Marinette fingiu estar dormindo. Sabine apagou a luz e desceu.

Marinette ficou ali no escuro repassando na memória cada momento que esteve com Chat Noir.
Ela não conseguia definir todas aquelas sensações que ele lhe causava. Em seus quase dezesseis anos, sua experiência amorosa era zero. Nunca havia beijado nenhum rapaz, nem sido tocada por ninguém!
E agora ironicamente estava envolvida com dois de uma só vez!
Ela sentia-se um pouco estranha por ter beijado Adrien e Chat Noir, mas por algum motivo inexplicável não sentia que era errado. Havia alguma coisa neles que simplesmente a atraía como abelha no mel.
E o mais inacreditável era que haviam sido experiências bem diferentes com dois garotos completamente diferentes.
Com Adrien tudo era doce, suave como um dia quente de verão. Mas com Chat Noir as coisas eram mais intensas, um desejo desenfreado, uma urgência em cada toque, como uma tempestade noturna.
Era uma loucura total.
Marinette suspirou. Antes era fácil ignorar Chat Noir, eles se viam apenas durante as batalhas contra os akumas, não tinham tempo para conversar. Ela se irritava com suas cantadas e piadas bobas de gato, além se seu jeito arrogante e convencido.
Mas bastou alguns encontros com a atrapalhada Marinette para que ele se revelasse com um caráter bem diferente. Ele sabia lhe ouvir e nunca a julgava. Era sempre carinhoso mesmo quando vinha com as cantadas ridículas que ela já se acostumara. Ele também tinha um lado doce e gentil que lembrava muito o até então amor de sua vida.
Será que devia dar uma chance a ela mesma e aquele gato atrevido? Mas e ele? Será que a comparava com Lady Bug? Se assim fosse ficaria decepcionado porque ela era bem diferente da heroína.
Porque ele a beijava se estava apaixonado pela joaninha, que no caso era ela mesma?
Talvez estivesse confuso como a própria Marinette estava.
Nossa, em que encrenca havia se metido quando aceitara a entrada do felino na sua vida fora das batalhas!
 Era mais fácil quando apenas podia ignorar suas investidas e considerá-lo apenas como seu parceiro no combate contra o mal.
Agora admitia para si mesma, não havia mais como negar... Estava irremediavelmente apaixonada por Chat Noir e acabara dividindo o espaço que era apenas de Adrien em seu coração!

Chat Noir entrou pela janela do seu quarto na mansão Agreste, desfazendo logo sua transformação.

Foi direto para o banheiro na intenção de tomar um banho frio, pois o vento lá fora não havia sido suficiente para resfriar a temperatura em seu interior.

Ao sair do banho, Plagg estava esparramado na cama comendo o maldito camembert.

- Pelo amor de Deus Plagg! Já te disse para não comer esse queijo fedorento na minha cama!

- Nossa cama meu caro! E porque está todo irritadinho? Não ficou um bom tempo na companhia da sua princesa? – falou o gatinho cheio de malícia

Adrien revirou os olhos e depois suspirou pesadamente sentando-se na cama ao lado do kuami

- Você estava certo... Eu não posso mais brincar com os sentimentos da Marinette desse jeito – passou as mãos pelos fios dourados, frustrado – acho que ela está gostando de mim também... Quer dizer do Chat Noir... Eu vou parar de visitá-la. – falou sem muita convicção

- Eu estou sempre certo sobre os humanos! Vocês são estranhos... Você fez de tudo para conquistar o coração dessa moça, agora que ela está a fim de você e do seu alter ego você simplesmente quer deixá-la. Não acha que desse jeito vai partir o coração dela... De novo?

- Droga Plagg! Eu não sei o que fazer! Entrei em uma tremenda confusão de sentimentos que ainda nem consegui assimilar

- Você é muito lento...

- É sério? E o que você entende sobre o amor?

- Eu amo camembert meu caro. Ele não me faz sofrer, somente quando não o tenho por perto.

- Esse queijo horroroso nem se compara com as mulheres Plagg, principalmente a Mari...

O kuami revirou os olhos e deu de ombros

- O fato é que – ele engoliu o último pedaço do queijo – Você também está apaixonado por ela ou não?

Adrien refletiu sobre a pergunta do kuami. É claro que ele sentia alguma coisa pela garota de cabelos negros e olhos azuis que sentava atrás dele na sala de aula. E era muito forte e intenso. Ela embaralhava seus sentidos e atualmente estava deixando seu mundo de cabeça para baixo. Mas o mesmo acontecia com a sua Lady. A diferença era que Marinette era muito real, estava ao seu alcance, enquanto Lady Bug parecia seu sonho impossível, inalcansável! E ele já estava cansado desse amor platônico, principalmente agora que experimentava tantas sensações alucinantes nos braços de Marinette. O problema era quando encontrasse novamente com sua lady... Sabia que seu coração lhe daria uma nova rasteira, lhe pregaria outra peça. O coração do homem é enganoso, ele já ouvira dizer...

Plagg deitou-se para dormir, desistindo de obter a resposta do seu portador que agora olhava pela janela a escuridão da noite.

Adrien ainda absorto em seus pensamentos emitiu um longo suspiro...
Era oficial! Ele estava amando a doce Marinette e a fantástica heroína de Paris Lady Bug.


Notas Finais


Obrigada a todos que estão acompanhando! Até a próxima e um forte abraço!


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