História Miraculous. - Capítulo 12


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathanaël, Plagg, Tikki
Exibições 177
Palavras 1.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - 2 temp- Não vai me dar a mão?


Os relâmpagos iluminavam o céu naquela noite, não haviam estrondos, trovões, vilões para combater, apenas a paz. O cheiro de chuva e cigarro entrava pela janela de Marinette que suspirava ao sentir o vento bater-se contra seu rosto, ela tinha uma xícara vazia nas mãos e dois suspiros presos no pulmão, mas naquele momento ela procurou apenas prestar atenção nas nuvens, que se iluminavam suavemente com os clarões, a garota se encontrava na sacada de sua casa, onde ninguém a via, exceto uma pessoa.

-Pensando um pouco, my lady? –Uma voz suave lhe preencheu os ouvidos e ela sorriu ao ouvir, mas quando se virou, não viu ninguém, a garota suspirou e até se sentiu um pouco triste por estar ouvindo vozes.

-Você deu pra ficar invisível de novo... não? –Ela disse virando-se e tomando um susto, não houve sequer a chance de olhar quem lhe havia tampado os olhos, o movimento a deixou assustada, ela não se mexeu, podia ouvir a respiração de perto, suave e calma, o que por algum motivo lhe deixava com mais medo ainda.

-Bom.. Vejamos então se o que os olhos não veem o coração não sente. –Logo ela sentiu seus lábios serem tocados, ela conhecia aquele beijo, suave, quente e preciso, encaixando-se perfeitamente com as batidas de seu coração, aquele que geralmente lhe deixava com a cabeça leve, que a embebedava em plena sobriedade. As mãos se retiraram lentamente de seus olhos, deixando-lhe ver claramente aqueles olhos sorridentes, de um verde que só ela conhecia, no mesmo momento, ela não pode conter o sorriso. –Como vai, princesa?

Ela não hesitou em abraça-lo, pulando em seu corpo suado por baixo da roupa preta, que aliás sempre lhe caiu muito bem, ele riu e a segurou girando-a, dançando apenas a vista do céu que pareceu iluminar-se mais uma vez, gorjeando felicidade.

Ele apenas parou quando suas costas se recostaram no parapeito do local, ela tinha um sorriso tão bonito, que lhe fazia irradiar-se com risos altos, ambos se amavam.

“Por que?!” Chegou ao ouvido de Marinette um clamor, ela se vira para trás rapidamente e até corre um pouco, mas nada se viu, entretanto quando se virou..

“Adrien! Adrien.. por favor... eu não quero esquecer de você! Fala alguma coisa!” Clamava ela pelo amado que estava ao chão, Marinette sentiu um soco no estômago, não como um impacto, mas sim a ardência forte, ela foi para trás e chegou até mesmo a fraquejar as pernas que estremeceram.

“Não... como deixei isso acontecer?! COMO PUDE DEIXAR ISSO ACONTECER?!” Disse sua forma enquanto olhava os cabelos opacos do loiro e passando a mão suavemente em sua testa, como quem quisesse desesperadamente uma resposta, uma mensagem, um ponto, mas ela sabia, podia sentir que no fundo, aquela Marinette a sua frente, não teria resposta alguma.

“Pobre alma, sofrendo por amor... eu entendo sua dor, a vontade de tê-lo de volta, de ver ao menos seu último suspiro, de lidar com isso e vencer, saber que tudo vai ficar bem...” Marinette sentiu um arrepio extremo ao ouvir o tom aveludado, sua cabeça se virava aos poucos mas logo a figura lhe apareceu, andando até a própria imagem e a garota.

“Adrien...” Rogava ela aos prantos, a cada passo que a figura chegava perto do loiro mais grande o sorriso se tornava, os olhos chegavam a parecer admirar a cena, os cabelos negros como carvão nem mesmo brilho tinham, apenas sombras, de repente uma borboleta pousou ao seu ombro, e logo outra, até que um milhão delas cobriram a casa toda.

"Ele se foi, querida. Não vai lhe responder, por que você não... me deixa lhe ajudar a levantar? A esquecer isso... você quer não quer?”

“Ele...” A sombra lhe calou e sorriu virando o rosto da garota para que pudesse vê-lo, mas Marinette pode ver quando o olhar de sua outra eu, relaxou, como se de repente não doesse mais.

“Vamos, me dê a mão Marinette, você sabe que... eu sou o melhor remédio”

“Vamos, me dê a mão Marinette, você sabe que... eu sou o melhor remédio”

Ambas falaram ao mesmo tempo e sua imagem se levantou dando a mão para sombra com lágrimas ainda nos olhos, logo as borboletas lhe perfuraram o pescoço entrando dentro de seu corpo e formando dela apenas um monte de insetos dos quais se alimentavam.

A sombra se virou, olhando Mari no chão.

“E você, querida? Não vai querer... me dar a mão?”  Um riso alto se deu, quase tão cruel quanto tudo que já ouvira, e logo ela sentiu as mesmas borboletas subindo por suas mãos, ela gritou... mas ninguém veio.

 “Bonne Nuit, LadyBitch.”

 

...

 

Marinette acordou sem ar na cama, ela suava e os pulmões sequer podiam puxar o ar de que precisavam, seus cabelos estavam molhados de suor, e o corpo recebia choques quase tão grandes quanto descargas elétricas, ela porém suspirou, fechando dentro de si o furacão que ocorria dentro de seu peito, não se via alguém rir daquela maneira desde.... Bom, desde nunca, era o que ela achava pelo menos.

Ela jogou-se novamente no colchão recusando-se a levantar a àquela hora da manhã, seu corpo se colidiu com a cama como um peso, o que fez o móvel ranger um pouco, ela queria chorar, mas não se deu ao luxo, vinha tendo sonhos como aqueles a mais de duas semanas, desde quando Adrien havia desaparecido no verão passado, eles completariam um ano, mas ele a deixou esperando na cafeteria e nunca mais apareceu, não haviam ligações, mensagens, pontos, vozes ou pessoas que sabiam do garoto, foi estrondoso para ela como todos esqueceram tão rápido daqueles belos olhos verdes, era doloroso ser a única, ninguém sequer lembrava-se de seu nome, coisa que até ali, ela nunca esqueceu.

Seu relógio despertou lhe dando um susto, por quanto tempo ela havia ficado ali? Pensando nele daquela maneira? Não importava, Tikki acordou com o barulho e desejou-lhe bom dia como sempre, Marinette respondeu nem tão animada, mas a Kwami presumiu que talvez fosse normal, era cedo e ela começaria o primeiro do médio naquele dia, não que isso a preocupasse de qualquer forma.

-Acho que.. eu preciso de um banho. –Disse Mari com outro suspiro preso no pulmão, com esse já se contavam três, quantos ela poderia aguentar até perder o ar?

 



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