História ♡•Miraculous•♡ - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Personagens Originais
Tags Adrinette, Ladrien, Ladynoir, Marichat
Visualizações 22
Palavras 1.390
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Só digo uma coisa à vocês:
Volta às aulas já é um saco
E fica ainda pior quando falta internet T-T

~♡~
Boa leitura :3

Capítulo 7 - Folhas modificadas


Fanfic / Fanfiction ♡•Miraculous•♡ - Capítulo 7 - Folhas modificadas

_ Bonjour, alunos. Gostaria de apresentar à vocês a mais nova aluna do Colegial: Jane Arkesaw. _ A professora falou, chamando instantâneamente a atenção de todos na sala. Após alguns segundos de sua frase, uma garota de longos cabelos loiros com mechas coloridas entrou pela porta, o rosto queimado do sol mostrando descontentamento por estar lá. _ Seja bem-vinda, Jane. Escolha um lugar para se sentar durante as aulas.

Ela observou por alguns segundos antes de sentar-se ao lado de Adrien, sorrindo. Naquele momento, Alya colocou sua mão sobre meu ombro, como se estivesse tentando me segurar para impedir qualquer que fosse a reação. Respirei fundo. A novata não seria um problema entre ele e eu.


Clima estrelado

02/08 - Volta às aulas

01:12 AM

Pov Marinette

Fechei meu caderno, antes de massagear as têmporas com os dedos. Pouco se passava da meia-noite, e o mais perto que eu havia chego de dormir fôra um pequeno cochilo sobre a apostila de matemática, rendendo três páginas molhadas e uma conta à caneta estampada em minha bochecha. As sombras alongadas proporcionadas por minha luminária transformavam todo o meu quarto em um digno cenário de filmes Hollywoodianos recheados de fantasmas rancorosos, vampiros sedentos por sangue e sociopatas escolhendo à dedo suas vítimas antes de cenas com tripas espalhadas pelo chão.

_ Ugh. Estou andando tempo demais com a Jane para pensar em sociopatas enquanto estudo matemática. _ Murmurei, encarando o teto. Por cima da mesa, meu celular começou a tocar de forma extremamente baixa o refrão de uma das minhas músicas favoritas.

"She says left, and I say right"

"She says yeah, and I just might"

O atendi antes que continuasse, apenas para ouvir a voz de Jane um tanto abafada. Ela provavelmente estava igual à mim, tendo que fazer silêncio para não ser incriminada por seus pais. _ Sei que não te acordei, por isso não vou pedir desculpas de ligar à essa hora.

_ O que houve, está tudo bem? _ Perguntei, tentando encobrir um bocejo. Nunca havia sido um segredo para as pessoas que eu só estudava realmente para uma prova na noite anterior à ela, explicando a aparência e comportamento típicos de zumbi no dia seguinte, e a nota vermelha assim que o boletim é entregue.

_ Adrien não me falou o horário das recuperações, mas creio que você precise de ajuda com alguma matéria, provavelmente matemática ou biologia. Quer que eu vá em sua casa?

_ Tipo, agora? _ Perguntei, antes de morder a tampa da caneta. Não sabia ao certo se era o sono, desgaste mental devido a matéria ou os dois juntos, mas eu realmente não conseguia entender onde Jane gostaria de chegar com esse assunto.

_ Não. Amanhã, depois das aulas. _ Ela respondeu, em tom de deboche. _ Você tem ainda seis horas para estudar e dormir um pouco. Chego aí em dez minutos no máximo. Tente não cair nos braços de Morfeu enquanto isso.

_ Não cairei. _ Respondi, antes que ela desligasse. Quem diabos é Morfeu?!

Já no intervalo, Alya e eu procuramos os garotos para conversar. Logo ela e Nino começaram uma longa discussão sobre um cantor do qual apenas um gostava, de nome Simon ou semelhante. Adrien comentou algo sobre meus desenhos da aula de artes, antes de sermos interrompidos por ninguém mais, ninguém menos, que a novata.

_ Adrien, por quê não me apresenta aos seus amigos? _ Ela sorriu um pouco, o empurrando de brincadeira. Parecia se divertir ao atormentar as pessoas. Seu estranho sotaque me indicava que havia vindo das Américas. Com sorte, diria um local como Bolívia, Suriname, ou, na mais arriscada das hipóteses, Peru.

_ Claro. _ Ele forçou um sorriso, obviamente um tanto encomodado com a presença da garota. _ Aquele é Nino e, discutindo com ele, Alya. Esta é Marinette, a garota mais talentosa da nossa sala.

Senti meu rosto queimar com a frase, mas tentei disfarçar o máximo possível. Ele provavelmente se referia ao dia em que Alya havia me emprestado um io-io para brincar durante as aulas de educação física, em uma das semanas em que estive com o pé engessado.

_ Mari, esta é minha prima, Jan...

_ Jane Arkesaw Agreste. _ Ela caminhou para mais perto de mim, e pude perceber o quanto era baixa comparada à nós dois. _ Estive no Brasil por dez anos, por isso o sotaque e tudo mais. Já foi para a América do Sul?

Um leve som de batida no vidro de minha janela indicava que Lady Bunny se encontrava do lado de fora, provavelmente recebendo castigo do frio que se fazia. A abri com cuidado, e ela entrou sem dificuldades. _ Sabe que eu poderia ter aberto a porta, não sabe?!

_ Não teria a mesma graça. _ Ela respondeu, forçando um pouco para esconder o sotaque recém-adquirido. Desde o epsódio da Madame Meduzza, deixamos de nos falar pois sua família acabou voltando ao Brasil para visitar uma avó ou semelhante, e também pois ela estava brava conosco seja por qual fosse o motivo. _ Você tem uvas?

_ Apenas chocolate e biscoitos. _ Falei, lhe estendendo o prato com ambos. Uma luz a envolveu por alguns segundos, antes que se destransformasse de volta ao normal. BooHoo voou até o prato, pegando um pouco do chocolate.

_ Obrigado, Mari. _ Ele falou, antes de olhar em volta, quebrando um dos pedaços ao meio e separando. Senti uma pontada um tanto forte em meu coração ao perceber que eram para Tikki.

_ Não sou a melhor em biologia, mas posso te ajudar com isso. _ Jane quebrou o silêncio, tirando seus fones e analisando cuidadosamente todas as minhas (poucas e confusas) anotações sobre partes de plantas. _ Podemos revisar matemática assim que acabarmos aqui.

_ Okay. _ Concordei com a cabeça, pegando um biscoito do prato. Sem querer, esbarrei na pilha de chocolates que BooHoo organizava, baixando a cabeça para evitar de qualquer forma seu "Olhar do Descontentamento Supremo", como chama Jane.

_ Como é lá? _ Perguntei, sem nem mesmo entrar em seu quarto à tempo. Jane sorriu, abrindo uma das três malas e a colocando sobre a cama. Ela havia, literalmente, acabado de voltar do Brasil, e parecia ter muito o que contar.

_ Não tão diferente desde a última vez em que fui. _ Seu sorriso ainda era pequeno, indicando que guardava o melhor para depois. Tirou algumas roupas da grande mala, antes de dois embrulhos de tamanho médio. _ Foi um pouco difícil, mas consegui encontrar.

Abri o primeiro embrulho, revelando um livro de colorir entitulado "Todas as maravilhas do Brasil", frase que tive de pedir à Jane que me traduzisse. No outro, um dicionário Português/Francês e um livro intitulado "Alice au Pays de Merveilles" de acordo com a letra grossa do Post-it levemente colado em sua capa. Alice no País das Maravilhas, em português.

Enquanto eu folheava cuidadosamente as páginas com ilustrações de praias, artes de rua, entre outros, Tikki voou de minha bolsa em direção ao ombro de Jane, tocando em uma de suas mechas coloridas. _ Seu cabelo está com um cheiro engraçado! Parece até sal...

_ É que fiquei na praia dessa vez. _ Ela riu, e BooHoo apoiou-se junto de Tikki. Mesmo naquela época a conhecendo à apenas três meses, havia uma coisa que eu já sabia sobre Jane: Ela gostava de viajar. Gostava MUITO.

_ Entendeu? _ Ela me perguntou, após terminar de desenhar mal todas as divisões de uma flor. Concordei com a cabeça, tentando lembrar em qual momento havíamos aprendido tudo aquilo. Nem mesmo a simples afirmação de que os espinhos das rosas nada mais eram que folhas modificadas para proteção contra predadores era capaz de entrar em minha mente.

_ Estou exausta, Jane. Não consigo entender esta matéria, e muito menos conseguirei ficar acordada amanhã para escrever mais que o nome durante a recuperação. _ Falei, me dirigindo até a cama.

_ Nunca pensei que isso fosse se tornar realidade, mas dessa vez tenho razão em lhe dar uma bronca! _ Ouvi sua voz um pouco distante, e a cama parecia me envolver em uma bolha protetora contra o mundo cruel ao redor. _ Já que você está dormindo em pé, deixarei um resumo para que estude antes da prova. Não acho que vá adiantar muita coisa, mas, de qualquer forma, você ainda pode pedir cola ao Adrien.

_ Adrien está de recuperação em artes, não em biologia... _ Falei, a voz abafada. Esperei alguns segundos, apenas tendo o silêncio como resposta.

Finalmente. Posso dormir em paz.


Notas Finais


Toque do celular da Mari:

♡• Man I Think I Love Her - Stereo Skyline •♡
https://youtu.be/6sbYPEmEV9A

~ SAD •♡•


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