História Miraculous Ladybug- Um conto diferente - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug), Turma da Mônica Jovem
Personagens Carmem, Cascão, Cebola, Hawk Moth, Magali, Mônica, Plagg, Tikki
Tags Ladybug, Tmj
Exibições 62
Palavras 1.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Fluffy, Luta, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Mudança indesejada


Mudar de país vai ser legal, hunpf. Claro, eu devia imaginar que meus pais estavam dizendo aquilo só pra me animar. Tudo bem, eu sei que essa mudança para a França é importante, pois será a chance de meus pais abrirem seu próprio negócio, mas custava ter me deixado morar com minha avó, lá no Brasil? Posso estar parecendo uma mimada e tal, só que as coisas estavam tão... Perfeitas! E agora eu teria que começar tudo de novo: os amigos, a escola, tudo! Está certo que eu já conheço muito bem a França e sei falar perfeitamente em francês, porque morei até os meus sete anos e já viajei diversas vezes aqui, mas nesse caso é totalmente diferente. Eu estava com quinze anos e indo para o ensino médio! Me (re) acostumar, com toda certeza não seria nada fácil.

—Mônica eu sei que você queria ficar lá no Brasil, mas você tem que entender que a gente não pode largar você lá com sua avó, como se fosse a única escolha. A decisão final foi essa, até fazer dezoito anos você terá que fazer e ir aonde a gente mandar. E outra quem sabe você não acabe gostando mais de morar na França? –Minha mãe repetia aquele mesmo assunto, o qual já vinha tomando todas as nossas conversas basicamente desde que eu soube que a gente iria se mudar.

Poxa, ela não me iria “largar” com minha avó, ela só me daria à permissão de morar com ela. Simples e fácil, assim ela e o meu pai não precisariam ficar escutando minhas reclamações o dia inteirinho.

—Agora que o assunto morreu me ajude com essas caixas. São as últimas, e a propósito essas são do seu quarto. E por favor, não fica com essa carinha querida. Sei que você está triste, mas isso é tudo para seu bem! –Minha mãe disse e depois me entregou algumas caixas e eu, negligentemente as peguei e subi em direção ao meu quarto.

Sério, pra mim aquilo era um porre. Tinha algo mais chato? Ah, sim tinha. As aulas, que começariam no próximo dia. Deitei na cama e fiquei pensando como seria o meu primeiro dia na nova escola. Provavelmente seria um desastre, mas tudo bem.

 Depois de um longo tempo perdida nos meus devaneios me sentei e decidi guardar as coisas que estavam no quarto, para não ficar tão bagunçado. Abri caixa por caixa, e na última fiquei emotiva. Tá, pra ser sincera muito emotiva. Eram coisas que ganhei dos meus antigos amigos e da minha avó. Tirei cuidadosamente um autorretrato que ganhei da turma, um diário e uma bolsinha linda que minha avó havia me ensinado a fazer, e outras coisas do tipo. Acho que fiquei lembrando tanto, que acabei dormindo.

Acordei totalmente desorientada no outro dia. Eu ainda não estava acostumada com as quatro horas de diferença de fuso horário, e por isso acabei perdendo um pouco a hora. Fui em direção ao armário e coloquei qualquer roupa que vi primeiro, fiz minha higiene e fui correndo pra escola. Mas claro, antes me despedi dos meus pais que estavam totalmente ocupados com a organização da padaria.

—Tchau filha! Tenha uma boa aula. –Meu pai me entregou uma caixa quando se despediu, cheia de seus gostosos croissants. Tinha a conta aproximada de todos os alunos da minha sala, incluído o da professora.

Por pouco eu consegui chegar à escola, o engraçado da história é que ela era na frente da minha casa, literalmente. Quando eu entrei na sala, senti todos os olhares sobre mim. Uns com curiosidade, outros apenas olhando e uns com desprezo.

Uma menina dos cabelos grandes veio em minha direção e quase me derrubou com seu “abraço”.

—Mônica quanto tempo! –O fato era que eu não me lembrava de quem era ela. - Sou eu, a Magali! A sua amiga de quando você era pequena. Não se lembra? – Uma vaga lembrança veio, ela era aquela menina doce e magrinha. Sinceramente, eu tinha certa inveja dela, porque ela comia de tudo e nunca ganhava uns quilinhos.

Cumprimentei-a e fui em direção a minha mesa. Imagina a minha reação, quando vi um menino e seu grupinho colando um chiclete na minha cadeira. Tive vontade de fazer o maior escândalo. Mas me segurei, pois eu não queria causar uma má impressão sobre mim.

—Com licença, acho que essa carteira é minha! –O tal menino se virou e pude ver claramente quem era. Sim. O Cebolinha, aquele menino que implicava muito comigo. Era impossível se esquecer dele. E me parece que não havia mudado nada, só de aparência.

—Me desculpa, eu só estava tentando tirar o chiclete da sua carte... –Antes que ele pudesse completar o que estava dizendo, a professora chegou e ele retornou a sua mesa.

Sem escolha, tive que pegar um papel e colocar por cima daquele chiclete asqueroso, igual o sem vergonha do Cebolinha. Bendito Sansão, me fez falta agora! Ai se eu tivesse com ele aqui, não pensaria duas vezes em atacar nele! Calma Mônica, às vezes ele tinha uma explicação boa. Quem eu quero enganar? Ele estava junto com o grupo da Carmem e era óbvio que ele estava me fazendo aquilo só pra me irritar.

—Senhorita Mônica? –A professora veio em direção da minha mesa. – Acho que no primeiro dia de aula, você deveria prestar atenção na aula. Não acha?!

—Me desculpe professora. –Eu respondi imediatamente e mesmo sem querer comecei a prestar atenção na aula, o que foi bem difícil. Pois era aula de história... E eu meio que posso ser meio lerda pra esse tipo de matéria.

Finalmente, depois de meio século, a aula acabou. Confesso que eu não estava mais aguentando. A pesar que as aulas daqui tenham uma dinâmica mais fácil de aprender. E eu estava com fome, muita fome, porque os croissants acabaram antes mesmo de eu comer, e claro eu fiquei sem.

Enquanto eu atravessava a rua, um senhor quase foi atropelado. Eu corri a tempo e salvei-o. Não sei o que eu faria se ele tivesse se machucado feio. Ao contrário de mim, as outras pessoas que estavam ao redor fingiram que nada tinha acontecido e seguiram o seu caminho, o que era ridículo.

—O senhor está bem? –Perguntei meio aflita.

—Estou bem, minha jovem! Muito obrigado, eu poderia ter morrido. Tome - Ele me deu uma caixinha vermelha. – Fique com isso, como um presente meu.

Fiquei um pouco receosa de aceitar, uma parte de mim era totalmente gananciosa e me pedia para pegar a caixinha. Mas outra parte sabia que o que eu tinha feito não havia passado da minha obrigação.

—Não precisa, eu só fiz algo que uma pessoa com coração faria. Mas mesmo assim agradeço. –Compartilhei como senhor um sorriso, devolvendo a caixinha que ele havia já colocado sobre as minhas mãos.

—Eu insisto! Aceite, você salvou minha vida. –Ele novamente estendeu a caixinha pra mim.

O senhor ficou me encarando, como se a vida dele dependesse de eu pegar ou não aquela caixinha. O que eu fiz? Boa pergunta. Simplesmente peguei a caixa e agradeci. Eu não podia dizer não. Não com ele me encarando daquele jeito.

Cheguei em casa, e corri para o meu quarto. Joguei minha bolsa no chão e me sentei na cadeira da escrivaninha. Abri cuidadosamente a caixinha e tcham, um bicho saiu de dentro.

—Olá! -Ótimo, aquele troço falava também!

—QUE DIABOS VOCÊ É? – Berrei sem cerimônia, enquanto corria de um canto ao outro do quarto. – O-oque você quer?!

—Calma Mônica, eu sou amigo. Não precisa gritar... –Antes que ela pudesse terminar de falar, coloquei um copo em cima dela. – Tudo bem, se fica mais tranquila comigo aqui dentro, assim será. Mas, agora posso explicar?

Concordei um pouco assustada. Afinal era um inseto vermelho enorme e que ainda por cima falava. Qualquer um poderia se assustar nessa ocasião.

—Eu sou um Kwami e meu nome é Tikki. –Ela disse levantando os bracinhos.

—Kiwi o quê? –Eu ainda estava tentando assimilar as coisas.

—Kwami! - Ela me reprendeu, enquanto revirava os olhinhos. – Eu sou uma Kwami! E eu concedo poderes.

O que eu estava fazendo da minha vida? Eu estava falando com um inseto! Só posso estar ficando louca. Isso deve ser tudo loucura que minha cabeça está inventando. Aquele trocinho continuava falando, mas eu não aguentei e abri a porta do meu quarto para chamar meus pais.

—Não Mônica, não faça isso! Ninguém pode saber sobre mim, está bem? –Tikki falou, enquanto sobrevoava por cima de mim. – E você foi à escolhida, você será a nova Ladybug! Só você pode ajudar com o coração de pedra.

—Coração de pedra?! –Perguntei sem hesitar.

—Você não viu na televisão? –Ela me perguntou como se fosse algo muito óbvio. – É mais uma vitima do Hawn Moth!

Olhei novamente sem entender completamente nada, ela se revirou e me explicou toda a história.

—Quer dizer então que eu serei uma heroína? –Indaguei torcendo um pouco os lábios. –E-eu não estou pronta pra isso. Eu acabei de chegar e ainda não estou totalmente segura do país e ainda por cima eu sou muito desastrada! Tenho certeza que não será uma boa ideia...

—Mônica, você foi à escolhida! Escolhida para ser a Ladybug, uma heroína - Ela sorriu de forma serena para mim. – Tenho certeza que você se saíra muito bem. Aliás, você não lutara sozinha. Você terá a ajuda do Chat Noir, como já te expliquei.

—E como eu faço para me transformar nesse tro... Quer dizer na Ladybug? –Perguntei e ela sorriu.

—Diga “Tikki transformar”.

—Tikki transformar? –Sem que eu pudesse perceber, aquela coisinha foi puxada para dentro do brinco que o senhor havia me dado. Masoq? De repente uma roupa vermelha começou a grudar em mim. Aquilo era completamente esquisito e muito grudado ao corpo. Com certeza não era muito a minha praia. Me olhei no espelho. Seria aquilo mesmo? Eu, uma heroína? Olhei para a varanda e decidi, às vezes seria legal se arriscar. E pulei, de prédio em prédio. Quase morrendo, porque né? Não é nada fácil usar um yo-yo para se pendurar nos prédios, não sei quem teve essa ideia, mas pode ter certeza que a pessoa que criou isso tinha minhoca na cabeça. Qualé, de todas as heroínas do mundo, eu peguei justo uma que usava um yo-yo como arma? Eu mereço.

 


Notas Finais


Oin amores <3 Aqui estou eu, como prometido! Com mais uma fanfic, desda vez misturando os universos de Ladybug e Turma da Mônica jovem. Nunca vi uma fic assim, e achei legal trazer para vocês...Espero que tenham gostado hehe, deu um trabalho lascado fazer esse capítulo. Ah, só dando uma explicadinha rápida, é meio que o universo da Ladybug, porém com os personagens (e as características dos personagens ) da turma da Mônica jovem.... Link da minha outra fic:https://spiritfanfics.com/historia/mon-petit-amour-6350455


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