História Mirai Nikki 2 - O jogo Recomeça - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Mirai Nikki
Exibições 3
Palavras 1.545
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 33 - Ajuda!


Olhou ao redor e viu a paisagem de sua cidade que se rendia vagarosamente ao anoitecer.

Suspirou aliviada e limpava o sangue que saia de seu nariz,tentando controlar a respiração.

Encostou suas costas no vidro do elevador e deslizava,sentando no chão do elevador.

Olhou para o lado e o sol já estava em seu ponto,se escondendo devagar.

Suspirou e apertou o celular.

Os olhos claros não saiam da janela do escritório de seu tio e sua mente não parava de lembrá-lo.

Taido estava muito pensativo,sentado na antiga cadeira de seu tio,com curativos em seu rosto e faixas em seu corpo.

Seu braço estava na tipoia e tinha algumas assinaturas de colegas de trabalho sobre o gesso,que nem eram tão amigos assim.

A porta do escritório se abriu e uma moça loira,com roupas formais e papéis em seu braço,entrou.

-"Com licença,Sr.Harada."-disse a moça educadamente e colocou os papéis sobre a mesa.

Ela,percebendo o silêncio do rapaz,suspirou e disse.

-"Vai ficar tudo bem,Taido."

Taido,no entanto,segurava as lágrimas e apenas suspirou.

-"Terei que sair agora."-informou.-"Poderia atender as ligações um instante?"-pediu,um tanto suplicante.

-"Posso sim."-respondeu calmo.

Ela então saiu e fechou a porta e Taido suspirou.

Vagarosamente,o elevador passava andar em andar e isso era mostrado no painel logo acima que Mari estava a encarar.

Olhava ao redor e até sorriu olhando para as faces de vidro que a rodeava ao imaginar que estava flutuando no ar.

De repente,um estranho impacto vindo de cima do elevador assustou Mari e fazia o elevador tremer e balançar.

Se desequilibrava e caia para os lados,conforme o balanço do elevador.

O celular escapa da mão de Mari e desliza para o canto do elevador.

-"NÃO!"-gritou,esticando a mão,tentando pegar o celular.

Do alto,a porta esta aberta e homens,vestidos com ternos,estão a se jogar sem medo,sob o comando de Nara,e caiam em cima do elevador.

-"Vão e a façam cair."-ordenava Nara,na porta,olhando para baixo.

Com o peso aumentando,os cabos começaram a se partir,um por um,e o cabo maior estava se partindo aos poucos.

O sorriso de Nara se alargou,a vitória estava próxima,mais uma vez.

Mais e mais homens se jogavam e caiam sobre o elevador,para o desespero de Mari,que era o tempo todo jogada de um lado para o outro dentro do elevador.

Tentava pegar seu celular,mas,sempre que estava perto,o tremor e o balanço os jogavam para lados opostos.

-"Eu preciso...''-murmurou para si,já irritada a esticar a mão.

Agarrou o celular e o tremor veio mais uma vez,com muito mais força.

Seu tempo de sobreviver estava se esgotando.

Mari desbloqueou o celular e,sem pensar muito,foi rapidamente para a tela de discagem.

Suas mãos tremiam segurando o celular e já estava a soluçar.

-"Eu preciso de ajuda!"-disse,com voz chorosa,encarando o celular,como se ele a ouvisse.

Números foram discados rapidamente,sem a ajuda de Mari.

Mari olhava espantada e clicou na tela,no botão que encaminhava para a chamada.

Pôs o celular em seu ouvido e ouviu os bipes.

-"Está chamando!"-sussurrou para si mesma.-"Atende,por favor."-clamava baixinho,olhando para o teto do elevador,com medo.

"Poderia atender as ligações....atender as ligações...a..a...a..atender as...atender...atender...a...atender...atender....atende..atende...atende..."

Apertou os olhos e os abriu vagarosamente,ainda sonolento.

Um barulho o incomodava e fazia seus ouvidos doerem.

Taido olhou ao redor,estava no antigo escritório de seu tio,aconchegado em sua cadeira macia,e percebeu que havia dormido.

Sua visão foi melhorando conforme despertava e o barulho que o incomodava ficou mais reconhecível,era o toque do telefone da sua sala.

Arregalou os olhos e se levantou rapidamente,apressou até a porta e saiu,quase que correndo para sua sala,que eram algumas portas depois do escritório de seu tio.

Abriu a porta e apressou-se para junto do telefone,e...

-"Alô?"-Taido atendeu,ofegante.

-"Alô!"-uma voz feminina e chorosa,respondeu.-"Eu preciso de ajuda! Por favor!"-disse,em tom de desespero.

-"Espere! Se acalme!"-aconselhou,preocupado e confuso.

-"Por favor! Eu estou no antigo prédio onde morava a família Sakurai!"-disse mais uma vez em desespero.

-"Palace..."-sussurrou,começando a compreender.

-"Escute,preciso que confie em mim e acreditar que não enlouqueci."-pediu a voz.

-"Você acredita?"

-"Eu só queria que tudo fosse apenas um sonho ruim."-disse e chorou.

O elevador então tremeu mais uma vez e desceu um pouco.

Mari gritou,tirou o telefone da orelha e viu a luz vermelha brilhar.

Pôs o celular na orelha novamente-"Ei me escute! Eu fui sequestrada pela filha do prefeito! Ela me manteve presa por três dias,mas,consegui escapar.
Agora estou num elevador e,não sei como,mas ele está prestes a cair comigo dentro.
Ela..."-Mari começou a soluçar-"...matou minha melhor amiga. Por favor você precisa me ajudar."-implorou,chorando.

Taido estava abismado.

Sua mão tremeu e seu pele se arrepiou.Virou-se e olhou sobre o ombro o grande mural que possuia.Encarou a foto de Mari,com a pulseira que estava pendurada ao lado e seu coracão gelou.

Mari ainda implorava na linha,chorando muito.

-"Confie em mim,Mari! Já vou te buscar!"-Taido disse e desligou imediatamente.

Foi até o mural,olhando fixamente a foto de Mari,e o descobriu,revelando o grande mapa que tinha.

Seus olhos então pararam na foto que havia a marca rosa ao lado.

Uma menina de cabelos curtos e uma franja sobre a testa,olhos claros e sorriso simples,não aparentava tanta maldade.

Logo ao redor da foto da identidade dela,haviam fotos de investigacões aleatórias,manchetes dos jornais e etc.

Nara olhava para baixo,vendo o elevador cheio de corpos em cima,com o seu celular rosa em mãos.

Uma fila de homens e mulheres estava atrás dela,hipnotizados,boquiabertos,a babar sem parar,todos moravam naquele prédio.

Olhava o cabo,que estava corroído prestes a partir,e se enfurecia.

-"VAMOS! SE PARTA!"-Nara gritava para os cabos,já impaciente.

Fez um sinal com o dedo e mais um homem se jogou e caiu sobre o elevador.

Mari dentro do elevador,tentava manter o equilíbrio dentro do elevador para alcançar a porta.

Estavam parados a alguns centímetros acima de uma entrada para um andar,que era o décimo,segundo contador eletrônico.

Mari dava passos cuidadosos em direção a porta,temendo que ele caísse a cada passo que dava.

Se encostou e se apoiou na porta de metal,rindo alivada,mas,ainda muito aflita.

Com as costas na parte metálica,ergueu o celular e o desbloqueiou.Foi a área do diário e logo começou a ler as previsões.

"18:45-yoko vai cair nas mãos de Nara."

Mari se espantou com tal previsão e levantou o olhar para olhar o relógio.

Antes que seus olhos enxergassem a hora,um vulto negro passou pelo elevador e as paredes de vidro rapidamente se quebraram,com a sua extrema velocidade.

Mari gritou e cobriu o rosto.

Os estilhaços choviam em cima dela e até a cortavam.

O vulto passou também por Nara,que rapidamente tirou a cabeça para não ser atingida.

Mas,a ponta da unha do ser tocou vagarosamente a ponta do queixo de Nara e ergueu o rosto de Nara.

Tudo então ficou em câmera lenta.

Nara olhava nos olhos da criatura,que não fazia muito esforço para erguê-la,e se assustou ao ver que o ser era Yoko.

Yoko passava vagarosamente por Nara,a olhando de canto seriamente.

Os olhos de Yoko brilhavam em verde,seus cabelos estavam soltos e balançavam sobre o rosto e as costas de Yoko.

-"Não pode ser!"-pensou Nara,em voz alta.

E Yoko sorriu.

O tempo voltou ao normal e Nara foi arremessada para trás fortemente,caindo como morta sobre as pessoas que estavam em fila.

O vulto passou e um forte vento invadiu os corredores e arrombou todas as portas de todos os andares,dessarrumou os quartos e jogava mais homens de Nara para fora do prédio ou contra a parede.

Os mesmos ventos bagunçacam os cabelos de Yoko,que estava de pé,no corredor,com olhar calmo mediante a destruição que fizera.

Os ventos se cessaram e alguns homens se levantaram,como zumbis.

Nara se ergueu,com dificuldade,e olhou Yoko,enfurecida.

-"ATAQUEM!"-gritou e apontou para Yoko.

Avançaram sobre Yoko,gritando e Yoko apenas suspirou,fechando os olhos.

Uma espada,longa com lâmina afiada,totalmente prateada,se formou em suas mãos e Yoko abriu os olhos.

Avançou sobre os homens os cortando ao meio com facilidade.

Nara olhava tudo aquilo chocada e confusa.Ergue então os olhos e viu os cabos.

Eles se partiram e o elevador cedeu.

Yoko então arregalou os olhos e se virou para olhar os cabos e entrou em desespero.

-"MARI! NÃO!"-gritou em desespero e o brilho de seus olhos oscilou.

Nara então avançou sobre Yoko e envolveu seu pescoço com o braço,pressionando para sufocá-la.

Yoko se soltou,mas Nara atacou rapidamente com socos em seu rosto.

A cada soco,Yoko ficava mais zonza e sua visão oscilava.

Nara então a empurrou,sentou por cima de Yoko e voltou a socá-la com força.

-"MARI..."-Nara a soca-"..SIM!".

E a cada soco repetia essas palavras com mais euforia e com o sorriso mais largo.

Nara parou ao ver que Yoko não lutava mais e se levantou.

Em pé,Nara olhou ao redor,vendo todo estrago que Yoko,ou os ventos de Yoko,haviam causado.

Olhou para o corpo de Yoko e sorriu.

-"Por que lutar agora,garota?
Sua amiga já morreu."-e gargalhou.

Seu celular então vibrou,assustando Nara que logo o pegou e viu que era uma ligação.

-"Diz!"-Nara atendeu.

-"A garota ta viva!"-informou a voz do outro lado da linha.

-"COMO ASSIM A PRIMEIRA ESTÁ VIVA?"-Nara gritou revoltada.

-"Sorte."

Nara se enfureceu e estava prestes a jogar o celular no chão,quando,como num estalar de dedos,sua raiva desapareceu e se virou para ver Yoko.

Seu sorriso se alargou e acenava positivamente com a cabeça vagarosamente.

-"Vigiem a garota! Ela não irá longe."-ordenou Nara e logo desligou.

Se aproximou do corpo de Yoko,segurou uma de suas pernas,e começou a puxá-la.



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