História Mirror - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Tokio Hotel
Personagens Bill Kaulitz, Georg Listing, Gustav Schäfer, Personagens Originais, Tom Kaulitz
Tags Kaulitzcest, Kcest, Toll, Twc, Twincest
Exibições 23
Palavras 1.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Obrigada a todos que continuam lendo essa fic, dedico esse cap para meu bro T. Hewitt. Infelizmente já estamos chegando ao fim, provavelmente o próximo capítulo será o último (ou não), está na hora de saber o que aconteceu com o Bill, e o que Tom realmente fez para ele ter ficado assim, caso tenham dúvidas, estarei respondendo nos comentários.

Capítulo 6 - Capítulo 6 - O que você fez?


 

- Tom... O que aconteceu comigo?... Por que eu disse que jamais iria te perdoar? – Nesse momento, Tom gelou.

- Bill... Eu... Fiz muitas coisas erradas, eu falhei em ser seu irmão, e também em ser seu... – Senti meu coração disparar a ficar ansioso com a continuação daquelas palavras, então nós éramos algo a mais do que irmãos? Tom abria a boca para falar, mas falhava. – Seu... Ah Bill... Como eu queria jamais te contar, te poupar de dores, não só as físicas, mas as emocionais também, é por minha culpa que você tem essas marcas...

Tom desceu lentamente seus dedos pela minha pele, acariciando suavemente cada uma de minhas cicatrizes, meu corpo começava a arrepiar e minha respiração começava a ficar mais irregular.

- Tenho medo que você realmente me odeie pelo resto da vida...

- Tommy... O que você fez? – Minha voz estava carregando uma tristeza que nem mesmo eu reconhecia, eu sentia uma necessidade de acalmá-lo, de o confortar e dizer que estava tudo bem, mas ao mesmo tempo sentia que eu realmente poderia me machucar, e era isso que eu temia, porém preferia a verdade, custe o que custar. – Sabe... Eu tenho medo, porque eu não sei o que houve, aconteceram coisas bizarras comigo e... Esse tempo todo, eu te vi, e te ouvi de uma forma diferente... Sei que vai pensar que estou louco, mas eu estive com você, eu vi a forma que estava sofrendo e eu... Não... Eu não te odeio, eu não sinto isso, não sinto raiva, rancor, eu sinto amor por você...  Eu não sei explicar... Eu não consigo sentir nada negativo ao seu respeito, eu sei que você sofreu tanto, Tom... Tanto, então confie em mim, você pode me contar, eu vou entender...

Tom levou uma de suas mãos até o meu rosto e me olhou de forma bastante profunda, eu senti um leve tremor subir pelo meu corpo, como um gesto tão simples e caloroso poderia me causar tamanha paz? Eu fechei os meus olhos e sorri, porque de alguma forma, eu confiava nele, e sabia que ele não quer me machucar. Tom desceu sua mão até meu pescoço indo em rumo a minha nuca, em um gesto simples, ele me puxou para mais perto de si e começou a sussurrar baixinho em meu ouvido, sua voz se misturava com a água que escorria por nossos corpos em um ritmo calmo, aconchegante

- Bill... Você esteve comigo durante todo esse tempo... Aqui no meu apartamento, e eu cuidei de você como se fosse a coisa mais preciosa da minha vida... - Senti meu corpo começar a tremer e algumas lembranças voltarem repentinamente como se estivesse vendo um filme antigo. - Você é a minha vida, meu menino, Bill... Sobre o que você disse... Eu ouvi alguém falando comigo, uma voz distante, não sei como, parecia ser de outra dimensão... Mas era nítido, estava aqui no meu apartamento. Por isso eu acredito em você...

"Me peguei observando o lugar que eu morava, era tão lindo e simples, não tinha muitas coisas, mas eram minhas coisas, me pergunto como eu as consegui, como eu consegui parar ali..."

- E você... Bill, você parecia um boneco, sem vida, sem emoções, sem sentimentos, você só levantava e andava quando eu te puxava pelas mãos ou quando eu te erguia... E quando eu vi você ali do lado de fora, eu quase surtei pensando que era minha alucinação, ou que talvez o Georg tivesse "te" mandando para zoar com a minha cara, mas quando percebi que você não estava aqui dentro e sim do lado de fora, eu fiquei tão feliz... Você me disse que não se lembrava de mim, certo? Mas de alguma forma você lembrava de mim, de nós... Não acha isso estranho? Isso é porque você na verdade, nunca esqueceu.

"Acho que não me lembro de como conheci o rapaz do outro lado do espelho, faz tantos anos... Só sei que com ele eu tive todos os tipos de sentimentos, dos mais bonitos até os mais angustiosos, ele era uma mudança constante..."

- T-Tom... Vo... Você e... Nós... – Tom afastou um pouco o rosto e voltou a me olhar, agora nossos olhares se fixaram e meu rosto começou a esquentar por conta do momento, não conseguia evitar o nervosismo e a ansiedade que crescia dentro de mim.

- Sim, nós nos amávamos, Bill, e esse foi o meu maior erro... 

"De alguma forma, ele havia conquistado o meu coração, e esse foi o meu maior erro."

Senti um nó na garganta e uma enorme vontade de chorar, ele me amava, ele estava ali... Então o que realmente aconteceu?

- Tommy... M-mas e a garota loira? V-vocês eram namorados, não é? Calma... Eu estou confuso!  – Tom deu um suspiro pesado e meus olhos não desviavam dos seus, eu queria ter certeza, queria saber quais eram os sentimentos dele, suas dúvidas, também queria saber se seu medo era igual ao meu.

- Eu vou te contar tudo desde o começo... - Tom passa a mão em seu rosto em sinal de nevosismo e logo voltava a me olhar com aqueles olhos castanhos, carregados de dor, e com calma suas mãos deslizaram até chegar no meu rosto, onde uma leve caricia se iniciava. - Tudo começou quando nossos pais se separaram e bem, eu não podia ficar na casa de nenhum dos dois porque queria minha independência, e você Bill, tão pequeno e frágil aos meus olhos, não queria desgrudar de mim, nossa mãe bebia muito e era um pouco violenta, e nosso pai já estava com outra mulher. Então perguntei se você queria morar comigo, e você disse "sim" sem pensar duas vezes... No começo não tínhamos tanta intimidade, mas você sempre demonstrou um carinho "diferente", e isso me encantou tanto, mas tanto, que um dia, quando você pediu para dormir comigo, eu descobri que meus sentimentos eram mais intensos... - Tom abaixa o olhar com calma a voltar a deslizar os dedos pela minha pele úmida. - Só que eu tive medo, medo de estragar tudo, dos nossos pais descobrirem, dos nossos amigos, as pessoas as nossa volta... Bill eu tive que me afastar de você. Não queria que eles olhassem para a gente com nojo, como dois doentes, malucos por simplesmente nos amarmos! Eu não quis nada disso! 

- T-Tom... E-eu... - Sentia o meu corpo tremer e uma tontura se aproximar como um golpe certeiro, tinha que ser forte para continuar a ouvir o resto, mas simplesmente não conseguia, Tom percebeu o meu estado, então desligou o chuveiro e passou uma toalha por volta do meu corpo. 

- Calma, Bill, me desculpa... Você está bem? Eu devia ter esperado mais... Você não está pronto para ouvir tudo assim, de uma vez... Me desculpa...

-  E... Estou, Tom, está tudo bem... Eu só preciso deitar um pouquinho... Me ajuda?

 



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