História Mirror - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, Ashton Irwin, Bridget Malcolm, Drama, Mirror
Exibições 28
Palavras 3.060
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


↯ capítulo não betado

Capítulo 3 - Lost Boy


Fanfic / Fanfiction Mirror - Capítulo 3 - Lost Boy

Menino Perdido

“Você está por baixo da minha pele, mais do que qualquer um já esteve”

 

— TIA! — Bella chama assim que pisa na sala, chamando a atenção de sua mãe postiça e seu melhor amigo. Sorri largamente, girando nos calcanhares e fazendo a saia rodar — Como estou?

Anne, que conversava com o filho na sala de estar em uma de suas habituais visitas ao novo apartamento dos dois, sorri largamente.

— Aonde vais tão linda assim?

— Tenho um encontro — diz animada, mal percebendo a careta de Ashton — O nome dele é Cameron.

— Futuro promissor?

— Com certeza.

— Quando vou conhecê-lo?

— Espero que em breve.

— Aprovada — pisca o olho, fazendo a jovem sorrir e ajeitar o cabelo claro. Seus olhos pousam em Ashton, que observava tudo calado desde o sofá, bebericando seu chá para disfarçar o incômodo no assunto.

— E ai Ash? O que dizes, acha que ele vai gostar? — coloca as mãos nas ancas finas, fazendo a atenção do homem voltar-se automaticamente para aquela área.

— Seria um idiota se não gostasse — diz a coisa mais sincera que poderia dizer, escondendo o fato de que não queria que ele gostasse.

Arabella sorri, lascando um beijo na bochecha de cada um e avisando que não sabia a que horas voltaria.

 

— Ash?

Ele ouve sua voz arrastada desde o sofá, movendo a cabeça para trás, forçando um minúsculo sorriso ao ver Bella na porta, com chaves e botas em mãos.

— Como foi?

Ela bufa, fechando a porta e largando as chaves no balcão da cozinha. Deixa o calçado no canto do sofá e joga-se ao seu lado, inclinando a cabeça ao ver o filme de comédia que ele via.

— Mais chato do que imaginei. Ele é perfeito, mas não rola clima — choraminga, e ele comemora internamente, contendo o sorriso — O que estás vendo?

— Vem cá — ele apalpa o lugar ao seu lado, vendo-a arrastar seu corpo até deitar a cabeça em seu peitoral e ele poder enrolar seu braço em sua cintura.

— Tua mãe já foi? — pergunta, a voz soando rouca e baixa, e ele apenas assente, vendo-a fechar os olhos lentamente — Acho que vou dormir um pouco.

Ashton a observa. Sentia-se estranhamente feliz, contudo, não podia deixar de lamentar por sua pequena, a qual o tal Cameron não conseguira nem mesmo entreter. Planta um beijo demorado em seu cabelo, abaixando o volume da televisão e deixando a mão livre sobre os fios claros, viajando de cima a baixo.

 

— Como assim “eu terminei com ele”?

— Tecnicamente, ele terminou comigo.

Maxxie geme, frustrada, e coloca um disco enorme do Michael Jackson atrás de outro.

— Apesar de teres perdido um partidão, não me espanta. Tu enrolavas o homem há dois anos.

Bella franze a testa, acomodada sobre o banco atrás do balcão onde a amiga trabalhava.

— Ele era uma boa pessoa e me fazia sentir bem, eu só não estava apaixonada.

— O que Ashton acha disso?

A loira morde o lábio, olhando-a com receio. Maxxie semicerra os olhos ao ver sua expressão.

— Você não contou para ele.

— O que eu ia dizer? “Oi Ash, tudo bem? Ah, eu terminei com Cameron. Foi ótimo falar com você”? — afina a voz, fazendo a morena se erguer do chão e apontar um dedo para ela acusatoriamente.

— Qual é teu problema? Terminas com teu namorado gostosão que te amava e não queres falar com teu melhor amigo sobre o assunto? Por acaso gostas dele?

— O quê? — abre a boca — Não! Ele é como meu irmão, eu nunca gostaria dele.

Maxxie suaviza a expressão e cala-se, voltando ao seu trabalho sem dizer uma palavra, como se soubesse de algo.

— Acho que tenho que ir. Os meninos já vão começar os preparativos para o show — suspira, vendo a mensagem do amigo em seu celular — Tu vais, não é?

— Vou. Só tenho que acabar de desempacotar isto e te encontro lá.

Bella assente e despede-se com uma breve palavra, ouvindo o sino da porta ao abandonar a loja, vendo um carro desconhecido parado no acostamento. Franze a testa quando a janela é abaixada e Luke sorri para ela.

— Ashton me pediu para te buscar porque ele tinha que montar algo no palco.

Ela dá a volta e entra ao seu lado, colocando o cinto e vendo-o ligar o motor.

— Como ele está?

— Nervoso. Todos estamos — ri fracamente, as mãos tremendo sobre o volante.

— Vai dar tudo certo. Vocês já fizeram isto muitas vezes e vão arrasar — sorri, fazendo-o repetir o gesto.

— Obrigado, Arabella.

— Ah, só Bella — cora furiosamente.

O caminho é lento e silencioso, preenchido apenas pela música suave que soava pelo rádio, uma estação que sempre repetia as mesmas canções. Ela apoia o rosto na janela, observando o movimento se carros aumentar enquanto se aproximavam do centro de Sidney. O bar, pelo que sabia, ficava em uma parte além do movimento, algo como um bar de motoqueiros.

Ela desce quando Luke estaciona em frente a uma construção não muito grande, e pode ouvir uma música indie já do lado de fora. Aperta a jaqueta contra si, seguindo-o pelo fundo do bar, na área onde descarregavam as bebidas, e por uma porta que range ao ser aberta, destrancada. Entram na primeira porta do corredor estreito, onde se podia ver uma escada no final, e o barulho da banda logo preenche seus ouvidos.

Michael sorri largamente assim que a vê, correndo até envolvê-la em seus braços e plantando um beijo em sua bochecha.

— Bella! É tão bom te ver de novo — ela ri, afagando o cabelo do jovem.

— Igualmente, Mike. Não pareces nada nervoso.

— Nem um pouco. Vamos arrasar!

Faz um gesto estranho com os punhos, erguendo-os no ar, e ela solta uma gargalhada. Seus olhos viajam pelo camarim improvisado até pararem em Ashton, que afinava uma guitarra no canto. Franze a testa, estranhando o comportamento afastado do amigo, mas ignora-o e junta-se a Michael e Calum, que discutiam algo sobre marcas de cerveja. Em certo ponto, olha novamente para onde Ash estava, agora conversando seriamente com Luke, os dois cochichando e Ashton balançando a cabeça de vez em quando.

— Ei, já temos que subir — Calum anuncia, e ela pisca, desviando o olhar do melhor amigo.

Ergue-se para ajudá-los a levar os cabos dos instrumentos para o palco, e luta com eles na pequena escada que dava acesso aos fundos do bar, onde atravessam a parte afastada da multidão para chegar ao palco agora vazio. Ninguém os nota, e Bella observa os homens grandes e robustos rirem e darem largos goles em suas cervejas, mulheres com pouca roupa coladas em seus braços e garçonetes servindo com pressa. Sente vontade de vomitar, mas se concentra em sua tarefa de ligar os cabos às caixas de som e deseja-lhes boa sorte, descendo do palco para pedir algo no bar. Sente um cutucão em seu braço no momento em que a bartender lhe estica um copo de coca-cola e vira o rosto para ver as madeixas bagunçadas do cabelo de sua amiga.

— Cheguei na hora?

Bella assente, vendo-a se sentar no banco ao seu lado, na parte mais perto do palco, e pedir uma tônica para a morena atrás do balcão.

— Como eles estão? — questiona sobre os gritos eufóricos, vendo os garotos checarem os instrumentos no palco. Arabella encolhe os ombros, dando um gole em sua bebida quando ouve o assopro de Michael no microfone.

— Acho que bem.

— Hm, oi. Sou o Mike, estes são meus amigos, e vamos tocar algumas músicas.

O jovem limpa a garganta e toca o primeiro acorde, dando a brecha para a banda começar com uma música agitada e pesada.

— Qual deles é Ashton?

Ela suspira ao colocar os olhos em seu baterista, apontando o mesmo e fazendo a amiga rir ao seu lado.

— Nada mal. Aposto que esses braços musculosos sabem fazer alguma coisa.

Bella faz uma careta, reprovando-a.

— Eu sei Bella, território proibido. Tudo bem, tenho outros três para escolher — murmura, pensativa, lançando um olhar para o palco.

— Espero que não penses que podes usar os melhores amigos do meu irmão para afogar as mágoas do Jesse.

Maxxie revira os olhos, carrancuda.

— E lá se vai o clima.

Bella sorri, voltando a atenção para a banda no palco, que agora cantava o refrão da música punk. Ashton parecia radiante, a pele já coberta com uma finíssima camada de suor e as longas madeixas indo para frente e para trás conforme ele batucava em seu cajón.

Sete músicas depois, Arabella já havia pedido uma cerveja e sentia-se um oitavo mais animada. Estava envolta em uma conversa com Maxxie quando sente uma presença masculina ao seu lado e o cheiro de cigarro barato preenche suas narinas. Faz uma careta, e vê um homem velho e robusto parar ao lado de sua amiga, que olha-o com repulsa.

— Ei gatinhas, não deviam estar sozinhas aqui. Posso pagar uma bebida?

Bella vira o rosto, encarando duas íris negras e repletas de malícia, e afasta-se delicadamente, até estar sentada na ponta do banco. O homem de cerca de quarenta anos sorri, mostrando o buraco que tinha no lugar onde deveria haver um dente, e o hálito de cerveja bate em seu rosto.

— Estamos bem — Maxxie murmura bruscamente, afastando o boi ao seu lado com um empurrão.

— Ei, ei, ei. Não gosto de agressividade — ruge, agarrando seu braço quando Arabella ameaça se levantar e o homem ao seu lado empurra-a pelo ombro.

— Vamos com calma. Se vocês colaborarem, prometemos ser gentis — agarra uma mecha de seu cabelo e cheira-o, fazendo a loira se contorcer no lugar com asco — Aposto que as vadias estão loucas para abrir as pernas.

Ele aproxima sua boca da sua, sendo impedido quando alguém agarra seu ombro e puxa-o com uma força tremenda para trás, fazendo-o cambalear e esbarrar em uma mesa. Bella olha para Ashton, assustada. Seus olhos encontram suas íris de um verde escuro, uma cor que ela vira poucas vezes no amigo, antes de ele desviar o olhar e avançar no homem robusto.

Ela soluça, chamando-o, quando mãos firmes seguram seus ombros, puxando-a para longe enquanto via o gigante se levantar e olhar com raiva para Ash. Fecha os olhos com força, sendo levada para fora do bar, e o ar fresco bate em seu rosto. Ela arfa, soluçando, e as mãos a ajudam a se sentar no meio-fio da calçada.

— Está tudo bem, Bella. Respira fundo.

— Ashton...

— Ele está bem. Se a coisa for longe demais, os meninos o tiram de lá. Além disso, aquele cara mereceu.

— Meu Deus — ela suspira, a voz cortada pelo choro contido na garganta, e vira o rosto para encarar Calum — O show...

— Que se dane, Bella. Aquele homem podia ter estuprado vocês. Ashton ficou descontrolado quando o viu em cima de você, saltou até ele como um animal raivoso. Tens que entender, se ele te fizesse alguma coisa... Acho Ash não suportaria.

Aquilo a faz arfar, como se tivesse levado um soco no estômago.

Se ele te fizesse alguma coisa... Acho Ash não suportaria.

Oh, Ashton...

— Preciso vê-lo — ela levanta-se em um pulo, segurando a barra de sua jaqueta com força.

— Acho que não é uma boa ideia.

— Calum, sai da frente — resmunga quando o moreno para delicadamente à sua frente, segurando seus ombros e impedindo-a de entrar.

— Desculpe Bella, mas Ashton me mataria se eu fizesse isso, e tenho mais medo dele do que de você.

Ela retorce o rosto, ofendida, e tenta soltar-se de seu aperto quando a porta é aberta, revelando uma figura acabada. Seus olhos marejam instantaneamente, e Calum a deixa correr até ele. Joga-se contra si sem se importar se estava ferido, voltando a soluçar, e sente seus braços envolverem sua cintura, apertando-a contra si com tamanha força, como se ela fosse escapar.

— Oh, Ash... — solta um suspiro arrastado, segurando seu rosto entre suas mãos para poder ver o estrago — Meu Deus.

Ele observa seus olhos marejados, inchados e de um profundo azul. Segura suas mãos e beija-as, gemendo quando seu dedo indicador toca um ferimento acima da sobrancelha esquerda.

— Me desculpa.

— Ele te tocou? — Ashton analisa-a rapidamente, apoiando a palma da mão na lateral de seu rosto para poder incliná-lo e ver seu pescoço livre de marcas.

— Estou bem — nota o movimento de sua mão abaixando a manga da jaqueta, e segura seu braço delicadamente, afastando o tecido para poder ver a coloração vermelha no lugar. Seus olhos escurecem, e ela segura seus ombros instantaneamente — Ei, olha para mim. Eu estou bem, ele não pode me machucar. Tu me salvaste Ash, estou bem.

Ela espera. Dois, três, seis segundos, e então ele desaba. Ela cai de joelhos com ele, segurando sua cabeça contra seu peito enquanto o mais velho chorava. Procura por Calum, mas estavam os dois sozinhos. Sussurra em seu ouvido e fecha os olhos, deixando-o molhar sua blusa com água salgada. Conhecia-o bem o suficiente para saber quando precisava derrubar a máscara de irmão mais velho e pai e desabar. E ela sempre estava ali para isso.

— Eu estou bem — repete novamente, os olhos ainda inchados e vermelhos do choro.

— Bellz...

—Vem, vamos para casa — cola os lábios em seu cabelo suado, afastando-se minimamente — Vou buscar as chaves de Luke.

Deixa-o ajoelhado no chão enquanto se apressa para dentro do bar, onde a confusão já havia cessado. O homem que a assediara não estava mais ali, nem seu amigo, e ela suspira de alívio. Aproxima-se rapidamente de Luke, que afagava os ombros de uma Maxxie conturbada. A amiga ergue o olhar assim que a vê, os olhos castanhos inchados como se ela quisesse chorar.

— Como ele está? — aperta as mãos em volta de um casaco preto masculino grande demais para seu corpo, e Bella sorri minimamente para Luke em agradecimento.

— Conturbado. Vou levá-lo para casa, mas preciso de chaves.

— Toma. Eu e Maxxie vamos no carro de Michael — o loiro coloca as mãos no bolso da calça e deposita o molho sobre suas mãos. Bella segura-o com segurança, lançando um olhar preocupado para a amiga — Deixa, eu cuido dela.

— Obrigada — sorri o mais sinceramente que consegue, e sai sem se despedir dos outros.

Ashton a esperava ao lado da porta de passageiro do carro de Luke, com os ossos semilunares das mãos apoiados na testa e os dedos emaranhados nos fios bagunçados. Entra no carro em silêncio assim que a porta é destravada, e apoia a cabeça na janela, fechando os olhos. Bella morde o lábio, contendo-se para não chorar, e gira a chave na ignição.

 

Ela fecha a porta vagarosamente, deslizando a jaqueta pelos braços enquanto Ashton desaparecia no corredor. Suspira e leva os dedos ao cabelo, tentando desesperadamente ajeitá-lo. Por fim, segue para o quarto do amigo, onde ele tentava com mãos trêmulas abrir a caixa de primeiros-socorros que guardavam no armário do banheiro. Ela senta-se ao seu lado na cama, puxando a mesma para si e abrindo-a com um estalo. Ele encara o chão enquanto Bella puxa suas mãos machucadas para seu colo e começa o cuidadoso trabalho de limpá-las. Depois, fica em pé à sua frente, inclinando-se para frente para limpar seu rosto. Sobrancelha, olho e lábio. Engole o choro e vai ao banheiro para guardar a caixa. Busca uma toalha no armário e ajuda Ashton a chegar até a ducha, ajudando-o a tirar a blusa e calça e colocando-o debaixo da ducha. A água morna cai sobre seu corpo abalado, e ele fecha os olhos, apoiando a cabeça na parede de vidro enquanto ela molhava sua roupa e lavava seu cabelo com carinho. Ao terminar, volta ao seu quarto para buscar uma calça de moletom e uma cueca limpa e deixa-as no banheiro, trancando-se em seu próprio quarto para colocar um pijama.

Desliza com os pés descalços até o quarto em frente ao seu, vendo um Ashton abatido e exausto sentado na ponta da cama. Move os lençóis e puxa-o delicadamente para debaixo deles, deitando-se à sua frente. Ele fecha os olhos, sem tocá-la, e logo sua respiração se acalma. Arabella suspira e engole um soluço. Oh, seu garoto perdido.

 

— Ash?

Ele a encara, sorrindo para a garota deitada em sua cama.

— O que foi?

— Nem me lembro há quanto tempo te conheço. Acho que passei mais tempo contigo em minha vida que com meus pais — murmura, tristonha.

Ele suspira, deixando a tarefa de física de lado para deitar-se com ela, encarando o teto assim como Bella fazia.

— Isso te chateia?

— Acho que não. Todos na minha turma dizem que a gente se gosta, e não entendem como podemos simplesmente ser amigos — franze a testa, fazendo-o rir.

— O que dizes a eles?

— Que não preciso gostar de cada garoto que aparece em minha vida como elas. As garotas da minha sala perguntam se podem te pegar emprestado — faz um bico manhoso, encarando-o debaixo dos cílios claros.

— Elas até que são bonitinhas...

— Ash! — Bella solta um grito, fazendo-o rir e rolar para cima dela, prendendo seu corpo no colchão — Sai! Que gordo!

Ele sorri enquanto a garota de quatorze anos se debate embaixo dele, apertando seus ossos com os braços. Ele sabia o quanto havia ganhado massa muscular desde que atingira a adolescência.

— Ash, por favor — ela choraminga, encarando seus olhos.

— Oh, sua pequena ciumenta, não te preocupes, não estou de olho em namoradas ou peguetes.

Arabella revira os olhos, empurrando-o e fazendo-o rolar para o lado, libertando-a. Ele solta uma gargalhada.

— Seu egocêntrico — ela acusa, mas ele pode ver o medo hesitante em seu olhar.

— Vem cá — estica os braços, onde ela se aninha após hesitar — Não vou te trocar por nada neste mundo, Bellz.

— Eu sei. É que na tua idade os garotos já começam a fazer coisas — faz uma careta —, e tu podes perceber que é idiotice ficar cuidando de uma garota mais nova quando tem muitas de tua idade em tua turma que já querem fazer isso.

— Eu não as quero, Bella. E eu adoro cuidar de ti, pirralha.

— Eu te amo, Ash.

Sua voz sai hesitante, e ela cora violentamente. Nessa idade, os dois sabiam perfeitamente o quanto essas palavras podiam significar. Com os anos, as três palavras eram ditas tão cuidadosamente, como se um deles entendesse o significado errado.

— Eu também, pirralha.

— Você está tatuado em meu coração — sorri, divertida, lembrando-se de uma poesia que lera na aula de literatura.

— E você no meu, Bellz. Para sempre.

 

“Nós estamos quebrados. O que nós devemos fazer para restaurar nossa inocência e toda a promessa que adorávamos?”


Notas Finais


↯ não se esqueçam de comentar e favoritar, compartilhar com seus amigos e toda aquela burocracia
↯ teaser: https://youtu.be/FrmM6GDHpZg
↯ trailer em breve
↯ recomendo U.N.I: http://socialspir.it/3782942
↯ guilt: http://socialspir.it/5777480


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...