História Mirror - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, Ashton Irwin, Bridget Malcolm, Drama, Mirror
Exibições 18
Palavras 3.400
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


↯ capítulo betado, portanto, se encontrarem qualquer erro, me avisem
↯ willa na fotin

Capítulo 4 - It Sucks My Emocional


Fanfic / Fanfiction Mirror - Capítulo 4 - It Sucks My Emocional

Isso Ferra Com Meu Emocional

“Você me faz feliz. Você me mantêm rindo. Você faz meu mundo um lugar melhor”

 

ELA ACORDA COM O CELULAR VIBRANDO NA MESA DE CABECEIRA. Olha rapidamente para Ashton, que dormia pacificamente, para seu rosto ainda inchado, e joga os lençóis para o lado. Agarra o aparelho e sai do quarto rapidamente, vendo o nome na tela antes de atender, já fechando a porta.

— Oi.

— Bella, graças a Deus. Estive te ligando toda a manhã — a voz da amiga soa arrastada do outro lado, e ela morde o lábio, sentando-se na ponta do sofá.

— Me desculpa, Ash chegou arrasado de ontem e dormi até agora.

— Ash? Achei que eras tu que tinhas sido assediada.

— Ele fica abalado com essas coisas — murmura baixo, mexendo na barra de sua camisola — Aconteceu algo?

— Queria saber como estavas.

— Estou bem, acho. Não chegou a acontecer nada de importante, então vou ficar bem.

O silêncio se arrasta, e Bella afasta o celular por um minuto para ver se Maxxie havia desligado. E lá estavam: os números passando a cada segundo, avisando que estavam falando há poucos minutos e a chamada ainda não havia sido cortada.

— Agradece ao Luke por mim. Ele me ajudou muito ontem, devo muito a ele.

— Acho que tu vais ter que fazer isso. Não sei se vou sair de casa hoje — a loira suspira, o olhar caindo automaticamente na parede corredor, e ouve a amiga inspirar do outro lado da linha.

— Queres que eu vá ai?

— Não, é melhor se ele ficar sozinho. Liga para o Michael e diz para não virem, por favor. Sei que vão insistir.

— Okay, manda-me o número por mensagem.

— Tudo bem. Depois te ligo.

Ela encerra a chamada e compartilha o contato rapidamente, silenciando o aparelho e deixando-o sobre a mesa de centro. Vai em ponta de pé até o quarto e abre a porta minimamente, vendo os caracóis de Ashton espalhados pelo travesseiro e sua boca semi aberta. Sorri e volta a fechar a porta, virando-se para entrar em seu cômodo. Veste um casaco por cima da camisola e fecha o zíper, calçando seus chinelos e deixando-se ir de short de pijama para a sala. Agarra as chaves do carro do amigo no balcão e sai do apartamento silenciosamente.

 

O barulho de panelas é a primeira coisa que ela capta ao fechar a porta de entrada, tirando o casaco de seu corpo e caminhando lentamente até a cozinha, pousando as sacolas na bancada e encarando um Ash com cara amassada e cabelo bagunçado.

— Oi —ela sorri — Como te sentes?

— Com fome. Não tem nada para comer, então ia preparar uns ovos.

— Comprei umas coisinhas na padaria — anuncia alegremente, e ele tira as sacolas de cartão de dentro das de plástico.

Dois pratos são colocados sobre o balcão, e eles sentam-se para comer. O único som é o de Bella a se levanta para buscar suco e dois copos, e então o silêncio. Ela cutuca seu croissant, desconfortável, e lança um olhar para o amigo, que parecia extremamente adorável com olhos meio fechados pelo sono.

Ele a pega encarando e suspira, deixando a comida inacabada de lado para puxar o banco dela para mais perto, a dois palmos de distância.

— Me desculpa, eu só estava com medo.

— Eu sei — ela murmura, e ele a observa abaixar a cabeça e mexer na barra de sua roupa.

— Sinto muito por teres me visto daquela maneira.

Seus olhos erguem-se novamente, e Arabella franze a testa, parando o movimento de seus dedos.

— Eu não me importo de te ver chorar, Ashton. Odeio te ver acabado assim, sim, mas estou aqui para isso. Como tu sempre estiveste lá quando eu precisei.

Ele sorri verdadeiramente, colando a testa à sua e fitando o mar azulado e calmante.

— Tenho tanta sorte por ter ido naquela porcaria de parque, Arabella Deyville.

Ela gargalha, e seu hálito bate no rosto dele. Fecha os olhos, apreciando o som que idolatrava, e sente dedos em seu cabelo, enrolando-se no emaranhado de fios dourados. Ele geme em resposta.

— Acho que tens que cortar o cabelo, Ash.

Ele sorri, afastando-se de seu toque, e agarra sua mão, erguendo os dois do assento e guiando-a para o banheiro. Ela ri atrás dele, sabendo seu objetivo, e senta-se obediente na tampa da privada enquanto ele desaparecia e voltava com uma toalha e tesoura. Senta-o em seu lugar, colocando a tolha em volta de seus ombros e fechando-a na frente com um prendedor de cabelo. Oh, como sentia falta disso.

Ela recorda-se da primeira vez que fizera aquilo, ainda pequena, e cortara um chumaço enorme na frente, deixando-o ridículo, e dos cursos de cabeleleiro que tomara com a amiga de Anne apenas para aprender a cortar.

Ele fecha os olhos quando a garota molha as mãos e passa-as por seus cachos longos, deixando-os úmidos. Seus dedos seguram delicadamente uma mecha que chegava aos seus cílios, e corta-a acima da sobrancelha. Ash a observa durante o processo, vendo-a fazer caretas e cantarolar consigo mesma, concentrada enquanto fios dourados caiam sobre sua toalha branca e pelo piso. Assim que acaba, ela sorri e abana seu cabelo, deixando o resto de fios cortados caírem. Tira a toalha cuidadosamente e deixa-o sozinho no banheiro para colocá-la para lavar.

Assim que volta, vê-o parado em frente ao espelho, analisando-se. Ela morde o lábio e apoia-se da batente, olhando-o através do espelho.

— E ai?

— Eu adorei. Obrigado, Bellz — ela sorri quando um beijo é plantado em sua bochecha, e ajuda-o a varrer a sujeira do chão.

— Queres que eu te leve ao trabalho? — ele questiona, lançando um olhar ao relógio na parede, e ela abana a cabeça.

— Vou ficar aqui contigo, Willa pode dizer que fiquei doente — sorri docemente, e ele faz uma careta — Vem, quero ver um filme.

Bella agarra sua mão e solta uma risada, puxando-o consigo até o sofá, onde o senta. Busca o controle na mesa de centro e abre o programa de Netflix na televisão enquanto Ash puxava uma coberta da ponta do sofá, cobrindo-os.

— Como é minha vez de escolher um filme, vou optar por um romântico clichê — ela murmura, misteriosa, fazendo-o rir — Amor sem Fim.

Ela pode ouvi-lo protestar, mas silencia-o com tampando sua boca e encosta as costas no sofá, com seus braços a rasparem.

Arabella passa as duas horas fazendo comentários, rindo ou protestando o quão clichê aquilo era, e ele passa as duas horas observando sua face. O reflexo da luz da televisão em seu rosto e as caretas que fazia, ou os lábios repuxados quando gargalhava. Ela cai no sono perto do final, e sua cabeça cai no ombro do amigo, que pausa o filme e coloca na televisão de cabo, ajeitando a amiga com a cabeça sobre o cobertor em seu colo e zapeando pelos canais, não conseguindo conter o minúsculo sorriso em seus lábios.

 

Bella resmunga, girando o pescoço lentamente, passando os dedos pelo lugar dolorido, e encontra-se sozinha no sofá. Desenrosca as pernas do cobertor, tropeçando ao tentar levantar-se, e chuta-o para longe. O cheiro de comida invade-a instantaneamente, e ela geme de fome. Ajeita o cabelo, amarrando-o em um coque no topo da cabeça, e desliza para o balcão da cozinha, onde Ashton picava cenouras.

— Bom dia, Bela Adormecida — ele sorri, beijando a lateral de sua face, e ela lança um olhar para a chaleira no fogão.

— O que estás cozinhando?

— Carne de porco.

— E por que tem uma chaleira no fogão?

— Para teu chá.

Ela resmunga, abanando a cabeça rapidamente.

— Nem pensar, Ashton. Eu odeio chá — protesta manhosa e ele abana a cabeça.

— Precisas deixar de lado o café e tomar algo que acalme teus nervos. Ontem foi tenso para todos — ela nota a tensão em seu corpo e encolhe-se, cedendo, sabendo que ele apenas queria cuidá-la.

— Está bem, mas quero uma grande xícara de café amanhã — estende a língua e desce da bancada, posicionando-se ao seu lado para ajudar.

— Como está teu braço?

Bella estende o mesmo, virando-o e analisando a mancha escarlate. Encolhe os ombros.

— Vai ficar bom, não foi nada demais.

Ash abre a boca e, ouvindo seu celular tocar, ela aproveita a fuga para buscar o aparelho na mesa de centro, sorrindo ao ver o nome de Anne na tela.

— Bella! O que aconteceu com meu filho? Liguei para ele umas cinco vezes e ele não atendeu — a mulher resmunga do outro lado, fazendo Bella lançar um olhar engraçado para ele.

— Deve estar silenciado. Como vocês estão?

— Ah, sabes como é, Lauren está uma adolescente rabugenta e rebelde. Não me lembro de Ashton ter sido tão maléfico nessa idade — suspira dramaticamente, fazendo a loira sorrir.

— Ele sempre foi muito maduro para sua idade.

— Eu sei. Falando nisso, como está tudo por ai? Ash me disse que tinham um show ontem.

— Oh, correu tudo bem.

Ashton a observa, curioso, quando ela morde o lábio, hesitante. Era uma péssima ideia contar a Anne do pequeno acidente.

— Fico feliz por ele. Como anda a universidade, filha?

— Puxada, mas estou adorando — Anne solta uma risada com a felicidade na voz de Bella.

— Que bom. Tu mereces toda a felicidade do mundo, Bella.

— Obrigada, Anne — murmura sinceramente, lançando um olhar para Ash.

— Ashton está por ai?

— Claro, vou dar o telefone para ele.

— Obrigada, Bella. Espero que venhas nos visitar em breve.

— Eu vou — ela garante antes de estender o aparelho para o amigo, que termina de cortar as cenouras e limpa as mãos em um pano, agarrando o celular.

Ele murmura algo e afasta-se, deixando-a tomar seu lugar. Bella dá uma olhada no forno, onde a carne vermelha já estava sendo cozida, e faz uma careta ao ver o sachê de chá no balcão. Ouve os murmúrios de Ash no corredor e adianta-se a cortar as batatas, deixando-o assumir o lugar quando retorna.

— O que ela disse? — ela questiona ao sentar-se novamente na bancada, no espaço inutilizado.

— Parece que os meninos estão muito rebeldes e precisam ver o irmão, então nos convidou para ir almoçar lá semana que vem.

— Estou com saudade dos três — ela murmura.

— Eu também.

— Mas tu os viste na viagem — aponta, e ele dá um passo para trás, o olhar tornando-se frio inexplicavelmente.

Bella franze a testa, questionando-o, mas ele se desvia e pede-lhe para colocar os pratos na mesa, a voz fria e distante. A loira insiste, mas dá-se por vencido quando é ignorada, e ele afasta-se mais que o suficiente para deixá-la passar e buscar os pratos. Arabella fecha a cara, magoada consigo mesmo por ter dito algo errado e nem saber o que era.

O jantar passa-se extremamente silencioso, em um ambiente desconfortável, e Ash desaparece pelo corredor assim que deixa sua louça na pia. Bella suspira ruidosamente, levantando-se para lavar o resto das coisas, e concentra-se na tarefa para tirar o aborrecimento da mente. Enfim, desliga a água fria e olha para a sala vazia, sentindo um aperto no coração que não sentira há anos: o vazio.

 

— Bom dia — cumprimenta assim que entra na sala, carregando sua bolsa e celular nas mãos.

— Oi Bella — Willa sorri, divertida, enquanto mordiscava um sanduíche, balançando os pés desde a mesa de madeira.

A mais nova enxota-a rapidamente, sabendo como sua chefe ficava quando mexiam em suas coisas, e observa-a sentar-se na poltrona de couro enquanto ajeitava as coisas na sala.

— Como foi teu dia?

— Oh, Ashton está me ignorando — murmura tristemente, verificando a ordem das pastas na estante como fazia todas as manhãs.

— Outch, o que você fez agora? — Bella resmunga, de costas para a colega.

— Eu sei lá. Aquele garoto anda tão estranho desde que voltou — admite, checando as horas em seu celular antes de ligar o computador e largar-se na poltrona ao lado.

— Quando a Jeferson chega? —ela ri do apelido ridículo que Willa dera para sua chefe de sobrenome estranho e encolhe os ombros, lançando um olhar para a comida em suas mãos.

— Na hora que ela quiser, acho. Nunca chega em uma hora fixa. E tu, não tens laboratório?

— Nah, só daqui a uma hora — termina o lanche, amassando o papel cartão em uma bola e arremessando contra a pequena lata de lixo do outro lado, acertando — Vais vir na festa sábado?

— Não sei. Talvez, se Ashton tiver acabado com a birra e quiser vir comigo.

— Ouvi falar que uns alunos vão trazer bebida escondida.

— Willa!

— O quê?!

— Deverias denunciá-los — aponta o óbvio, apontando para a morena e logo para si mesma — Nós duas somos o exemplo que deve ser dado à próxima geração.

Recebe um revirar de olhos.

— Sei. Blá, blá. Pareces a diretora fedidona. Te vejo no almoço, Fera.

Levanta-se da poltrona e gira a mão no ar, desaparecendo pela porta. Dez minutos depois, quando Bella terminava de ver a agenda de consultas marcadas para alunos, a psicopedagoga loira entra, balançando os fios lisos de um lado a outro e dando um mínimo sorriso a Arabella.

— Bom dia, Arabella — a estagiária encara-a, desconfiada, quando sua chefe deixa a bolsa no chão e senta-se na cadeira giratória, suspirando — Será que podes me trazer um café? Vou começar a organizar as fichas de hoje.

Bella assente e abandona a sala, fechando a porta atrás de si e dirigindo-se ao refeitório. A aquele horário, no meio da manhã, as únicas pessoas ali eram as cozinheiras, que conversavam alegremente, e alguns professores sentados nas mesas, aproveitando o intervalo entre aulas. Ela cumprimenta as cozinheiras e pede um café puro, amargo e negro como sua chefe, afanando um croissant para si e voltando ao consultório. Bate na porta levemente e quase bufa quando vê a carranca no rosto da loira, que encarava o computador fixamente.

— Jack Kane tem consulta hoje?

— Hm, sim — ela murmura, lembrado-se rapidamente do menino com problemas para se socializar. Deixa o café na mesa e afasta-se alguns passos.

— Quero que marque uma consulta com os pais. Você não me avisou que já fazia tanto tempo que falei com eles pela última vez — Macpherson bufa.

Bella morde o interior da bochecha e força um sorriso, assentindo antes de pegar sua agenda, telefone e fichário. Abandona a sala novamente e pisa fundo até o corredor vazio. Suspira e folheia as páginas até encontrar os contatos dos pais do referido aluno. Disca o número rapidamente e, após quatro toques, a mãe atende o telefone.

— Alô?

— Senhora Kane? Sou Arabella Deyville, estagiária de psicopedagogia da escola de seu filho — murmura formalmente, apoiando-se nos armários azuis.

— Oh, ele está bem?

— Sim, sim. Apenas chequei que faz um tempo que não marcamos um encontro para falar do progresso de Jack. A senhora está livre na quinta? — apoia o celular entre o ombro e a lateral do rosto, empurrando o bico da caneta para anotar o encontro.

— Quinta, sim, sim. Eu levo meu filho à escola, então poderia ser nesse horário?

— Mas é claro —rabisca o horário e nome da mãe rapidamente — Tenha um bom dia, senhora Kane.

— Obrigada.

Bella arfa, ajeitando o cabelo atrás da orelha, e fecha sua agenda e fichário antes de marchar para sua pequena sala ao lado da de sua chefe. Seu nome estava estampado em uma placa branca, em letras negras e visíveis, e ela abre a porta, as coisas bem organizadas em seus braços.

— Olivia? — franze a testa, encarando a adolescente que brincava com seus dedos, sentada na poltrona no canto da sala. Fecha a porta vagarosamente, hesitante — Está tudo bem? Por que não estás na aula?

A loira limita-se a encolher os ombros, e Bella pousa suas coisas na mesa de madeira, apoiando-se na mesma para fitar a garota.

— Estão te incomodando de novo? — pergunta lentamente, sabendo o quão delicado era aquele assunto.

— Sempre me incomodam, não é agora que vão parar — rola os olhos castanhos — Mas não é por isso que vim. Quero que ligue para minha mãe e peça para me tirar da escola.

A mais velha semicerra os olhos, cruzando os braços.

— Por quê?

— Não aguento mais isto aqui. Quero estudar nos Estados Unidos e viver com meu pai, mas minha mãe não me deixa de jeito nenhum.

— Olivia... — suspira pesadamente, inclinando a cabeça — Achei que estavas melhor. Achas que precisar de uma consulta com a Macpherson?

— Ah não — resmunga — Aquela mulher fala mais dela mesma do que ouve o que eu digo.

Arabella contém a risada, e firma os pés para manter a pose durona.

— Bem, infelizmente, não posso ligar para tua mãe a não ser para falar de psicologia. Se estás tão infeliz, deverias fazê-la te ouvir e entender. Ou então, aguenta mais um ano, e então podes ir para a universidade e te livrar de todos os babacas.

Olivia a encara, mordiscando o lábio, parecendo pensar, e então suspira, erguendo-se da poltrona com sua bolsa cruzada no pescoço.

— Tanto faz. Vou mandá-los se ferrarem e tentar convencer minha mãe, se não, terei que aguentar um ano. Não pode ser tão ruim.

O peito de Bella enche-se de orgulho e ela sorri, piscando.

— Depois da chuva vem o arco-íris.

O sinal soa do outro lado da porta, e logo as vozes altas tomam conta do corredor. Olivia encara a madeira e a maçaneta, reticente, e Arabella firma as mãos em seus ombros, fixando o olhar no mesmo lugar.

— Tens que encarar tudo de frente.

A adolescente assente e passa pela batente sem olhar para trás, ajeitando sua bolsa enquanto passava despercebida pelo corredor lotado. A jovem suspira, cansada, e busca o telefone entre suas coisas para ver se havia qualquer mensagem. Geme de angústia, esperando ver algo de Ashton, e joga-se na cadeira, piscando os olhos turvos de lágrimas se formando. Era incrível como ele tinha poder sobre seu emocional.

 

— Bella! — a garota ergue a cabeça, fitando sua amiga do colegial com tédio. Um copo vermelho com bebida — algo ilegal para menores de 18 — estava em sua mão, e um sorriso exagerado adornava seu rosto — Vem, vamos fazer a brincadeira da garrafa!

— Não — abana a cabeça, fazendo bico — Estou esperando por Ashton.

— O quê? Ele te deixou aqui enquanto ia trepar no banheiro? — revira os olhos enquanto a morena ria descaradamente, e cruza os braços, começando a irritar-se.

— Deixa de ser idiota, Charlie — resmunga.

— Deixa de ser careta, Bella! Tu não consegues fazer nada sem teu precioso Ashton, parece que vocês estão grudados com cola. Ele deve se cansar de te ter sempre no seu pé.

— Vai se ferrar! — grita sobre a música, sendo ignorada enquanto a garota bêbada se aproximava, o bafo de álcool chocando no rosto da loira.

— Aposto que eu conseguiria tirá-lo de ti para uma boa trepada.

Foi o estopim. Bella agarrou o cabelo da suposta amiga e lançou sua cabeça violentamente contra o chão. A morena, alterada demais para revirar, queixou-se e levou um tapa no rosto quando tentava se levantar. Arabella estava vermelha, cheia de ódio, e pronta para subir em cima da garota indefesa quando um par de braços rodeiam sua cintura e erguem-a no ar, arrastando-a para longe. Ela não precisa se virar para reconhecer a colônia masculina ou o toque sobre si.

— Me solta, Ashton! — grita furiosamente, debatendo-se — Vou acabar com a raça daquela vaca!

Ela a ignora, puxando-a para fora da casa e somente então soltando-a. Segura seus ombros, inclinando-se para ficar da altura de seu rosto vermelho e cômico.

— O que foi aquilo, Bellz?

— Ela disse que ia te roubar de mim para dar uma "trepada"  — resmunga, cruzando os braços e fazendo um bico carrancudo.

— Oh, Bellz... Tu sabes que ninguém poderia me tirar de ti para nada.

— Ela é uma idiota, Ashton — ela suspira, afastando-se do toque do amigo e mudando de humor subitamente, os olhos marejados.

— O que foi? Por que estás chorando?

— Porque ela tinha razão — murmura baixo, alto apenas o suficiente para ele ouvir — Ela disse que tu te cansas de me ter em teu pé toda a hora.

Ashton suspira, sabendo o quanto comentários assim abalavam a garota de 15 anos, que ela sempre achara que o prendia a si. Mal sabia ela que ele era que havia se acorrentado, e não pretendia se soltar tão cedo.

O garoto acolhe-a em seus braços, deixando-a fungar enquanto afagava seus cabelos, murmurando o quanto ela era importante em seu ouvido.

E, aquilo, ali, era onde ele sempre iria querer estar: segurando-a em seus braços.

 

“O coração quer o que ele quer. Não existe lógica para essas coisas. Você conhece uma pessoa e se apaixona, e é isso”


Notas Finais


↯ hey hey, me desculpem pela demora, tive um probleminha com meu computador e eles só arrumaram quarta-feira
↯ capítulo pequeno e chatinho, mas necessário para a ponte da fanfic (se segurem) *--*
↯ não se esqueçam de comentar e favoritar, compartilhar com seus amigos e toda aquela burocracia
↯ teaser: https://youtu.be/FrmM6GDHpZg
↯ trailer: https://www.youtube.com/watch?v=ScJerM4iE8Y
↯ guilt: http://socialspir.it/5777480
↯ recomendo: https://spiritfanfics.com/historia/hurricane-inside-5814323


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