História Mirror - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Escolha Perfeita (Pitch Perfect)
Personagens Personagens Originais
Tags Bechloe
Visualizações 110
Palavras 1.937
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei um dia mais cedo do que o prometido, ne gente. Isso é porque eu amo vocês ♡♡♡
É pra ouvir a música título do capítulo, por favor.

Capítulo 12 - Why worry?


Chloe

Enquanto nos beijamos, sinto meu corpo arder em cada mínima partezinha.

Sinto Beca sorrir entre o beijo. Suas mãos pousam uma em cada lado do meu rosto, e ela para de me beijar aos poucos. Seus dedos acariciam minhas bochechas, e em seguida, sua mão afasta minhas franjas que caiam nos meus olhos.

Ela sorri e suspira. Seus lábios levantando uma pequena fumacinha de vapor gélido.

- Está frio. Vamos entrar. - Digo.

- Acha que seus pais já chegaram?

- Não. Daria pra ver ou ouvir daqui.

Sou a primeira a descer pela treliça. Lá embaixo, permaneço perto da treliça, esperando Beca descer.

A apoio, e ela da o último impulso, atarrissando.

Ao entrar em casa, meu corpo logo sente o contraste com a temperatura externa. Sou envolta por um calor aconchegante.

- Beca, quer jantar?

- Não estou com tanta fome. Comemos muita pipoca no cinema.

- Acho que vou pedir uma pizza.

- Como você consegue?

- O que? - Solto o telefone sobre a bancada, enquanto me volto à ela.

- Comer tanta massa e contiuar…

- Contiuar? - Me aproximo. O suficiente pra que pudesse olhá-la nos olhos bem de perto.

- Ah, esquece.

- Ah, eu não vou esquecer. - Dou mais um passo em sua direção.

- Eu ia dizer gata.

Sorri. E levei minha mão à cintura dela.

Meu olhar está preso ao dela, e me sinto completamente extasiada.

Seu suspiro toca minha face, e eu finalmente desvio o olhar. Mas desvio para seus lábios.

- Então me acha gata? - Sussurro.

E então, ouvimos risos e vozes altas vindas da sala, parecendo cada vez mais próximas.

Tio Ryan, mamãe e papai entram na cozinha.

Me afasto rapidamente de Beca e pigarreio.

- As mocinhas se divertiram, hoje? - Papai pergunta.

- Olha essas carinhas de anjas. É claro que se divertiram. - Tio Ryan me lança um sorriso esquisito.

- Ryan, quantas vezes eu já disse que a palavra anjo não sofre flexão de gênero? - Mamãe fala rindo.

- Ai, eu sei, fofinha. Mas é meu jeito de falar.

- Ok. - Mamãe continuava rindo.

- Perdoe minha esposa, que apesar de não lesionar há anos, ainda se mantém fiel à profissão. - Papai brinca.

O clima parecia leve e descontraído, porém, entre eu e Beca as coisas estavam estranhas.

Quando a pizza finalmente chegou, depois que meu pai fez o pedido, nos reunimos em frente à TV para comer.

Assim que terminei uma fatia, tio Ryan me puxou "discretamente" pra cozinha, com a desculpa de que queria companhia para buscar mais pizza.

- Me fala por que me arrastou pra cá, tio.

- Me conta o que tá havendo.

- Como assim?

- Entre você e a Beca.

- O que? N-nada.

- Florzinha, eu não nasci ontem. Seus pais podem não ter reparado, mas quando entramos naquela cozinha, tava rolando um clima entre vocês duas.

Suspirei profundamente, massageando as têmporas, enquanto decidia se falaria a verdade ou não.

- Ok…Tem razão. Tem algo acontecendo.

- E o que é, hein? - Ele parecia animado. Estranhamente animado. Seus olhos chegavam a brilhar.

- Nós nos beijamos. Duas vezes.

- VOCÊS SE BEIJA… - Rapidamente coloquei minha mão sobre sua boca.

- Meus pais não podem nem sonhar com isso. Eu ainda tenho medo de contar sobre minha sexualidade.

- Amorzinho, isso não é nada. Até semana passada, você tinha medo até de usar boné e parecer lesbica por isso. Aliás, até semana passada, só Beth e eu sabíamos que você é gay.

- Isso é verdade. Agora todos os meus amigos sabem.

- Está vendo como isso não é nada demais? Em breve você vai estar saindo toda purpurinada do armário.

Nós rimos.

- Mas menina, me conta sobre os beijos. Foi legal ?

- Legal? Sabe como é chegar de uma corrida de 12 km e finalmente beber água?

- Jesus, menina! Foi com tanta sede ao pote assim? Então tu deve ter chegado a segunda base.

- Quer saber? Essa foi a pior analogia que eu já fiz. E não, nós não fomos até a segunda base.

E rimos mais uma vez.

- O fato é que…acho que estou gostando dela. Gostando tipo, muito mais do que como amiga. E isso me assusta.

- Por que te assusta?

- Por vários motivos. Tipo, eu não sei se teria o apoio dos meus pais. Mas, o que mais me detém é o fato de que Beca é uma pessoa muito fechada. Então eu não tenho como saber se ela sente o mesmo, ou se sente menos.

- Isso tudo é muito complicado. Mas relaxa. Não se sobrecarregue com esses pensamentos. Com o tempo, até as pessoas mais fechadas se abrem. E eu já disse um milhão de vezes que seus pais jamais te condenariam por ser gay.

- Obrigada, tio. Eu não sei porque, mas confio em tudo que você diz. - O abracei. - Vamos. Agora vamos voltar à sala, antes que venham atrás da gente.

Beca

Eu me diverti naquela noite.

O tio da Chloe era muito engraçado e desnocado. Ele atendia muito bem ao estereótipo gay. Mas por dentro ele era muito mais do que isso. E eu conseguia ver.

Acho que pessoas extraordinárias atraem pessoas extraordinárias.

Eu sou a única exceção à regra.

Jamais vou entender como uma família tão boa e unida se dispôs a me ajudar.

E nunca, nunca vai entrar na minha cabeça como uma garota como a Chloe pôde se sentir atraída por mim.

Essa ruiva…está me invadindo de um jeito inacreditável.

Meus pensamentos quase completamente monopolizados por ela.

Cada lembrança de momentos com ela, vindo à tona e me fazendo rir como idiota. Ou me arrepender, nos casos das coisas ruins que disse a ela.

Chloe, sem querer, já havia provado que merecia minha confiança.

Assim mesmo, me vejo temerosa. E se ela não gostar da bagagem de coisas ruins que vem comigo? Que carrego comigo, como um fardo extremamente pesado?

Estavamos nos preparando para dormir, quando ela parou por um momento, após terminar de jogar mais edredons sobre a cama.

Me perguntou:

- Qual é a história da foto? - Percebendo meu olhar perdido, resolveu explicar. - Do dia em que fomos à fazenda dos meus avós.

- Ah, aquela foto. - Me sento na cama, sentindo um embrulho imediato no estômago, acompanhado de um bolo na garganta.

- Tudo bem, se não quiser fizer o que é. Eu já te desculpei. - Diz. Ela se senta ao meu lado, e busca minha mão, acolhendo-a entre as suas.

- Não, não. Eu quero falar. - Digo, e pela primeira vez, com uma certeza plena a me dominar. - Aquela foto é… - Ergo meus olhos, encontrando os de Chloe. - é uma das únicas lembranças que tenho da minha mãe.

- Sinto muito.

- E eu agi como uma idiota porque não queria que você me visse chorando.

- É só isso mesmo?

Sinto seu olhar desconfiado pesar sobre mim. E desabo. Deixo as lágrimas que inundavam meus olhos, inundarem meu rosto.

- A verdade é que…meu pai não era uma boa pessoa. Ele não era só uma vítima do alcoolismo.

Minha voz soa embargada e entrecortada. Luto para que possa sair minimamente inteligível.

- Ele costumava bater na minha mãe, e as vezes, em mim. Naquele dia da foto, eles tiveram uma briga feia, e ele empurrou minha mãe. Ela acabou batendo a cabeça e por isso levou três pontos. A foto foi tirada pouco depois de voltarmos do hospital.

A ruiva estava me encarando atentamente. E tudo pareceu choca-la.

Era como se coisas assim fossem inconcebíveis para ela, de tão distantes de sua realidade.

- Oh, Beca, eu sinto muito. - Sinto seus braços me envolverem carinhosamente, e descanso meu queixo em seu ombro. As lágrimas continuam descendo.

Não sei precisar quanto tempo permanecemos assim.

Sei apenas que foi tempo suficiente para que me sentisse bem. Como se a dor fosse mera coisa do passado.

Nos afastamos calmamente.

Chloe me olha cuidadosamente, me lançando um sorriso lindo.

- Você não pode deixar que isso te afete mais. Aproveite que está aqui, e construa uma nova vida. Reescreva sua história.

Permaneço em silêncio, apenas sorrio em resposta.

- As vezes, você é séria demais. - Ela diz. E sem aviso, me ataca com cossegas, fazendo com que me deite na cama.

Eu estou rindo, e ela também.

Ela está por cima, e contiua fazendo cossegas. Suas pernas presas ao meu quadril, e seu rosto próximo ao meu.

Só então, com um reflexo de luz da luz, consigo ver lágrimas no canto de seus olhos.

Ela havia chorado. Chorado com o que contei. Chorado por mim.

Sorri pensando a respeito.

As cossegas haviam parado.

Naquele momento era apenas olhar sobre olhar.

Nossas respirações pesadas e constantes, sem mudar de ritmo.

Chloe me beija outra outra vez.

Sinto seus lábios macios de novo.

Baby I see this world has made you sad

Some people can be bad

The things they do, the things they say

But baby I'll wipe away those bitter tears

I'll chase away those restless fears

That turn your blue skies into grey

Suas mãos sobre meu rosto, sua língua dentro da minha boca.

Levo minhas mãos à sua cintura, a empurro delicadamente para o lado, sem descolar nossos lábios.

Nós mudei de posição porque não queria que aquele beijo fosse além de um beijo.

Além disso, nosso beijo de lado, deitadas, me lembrava nosso beijo no telhado.

Meu coração bate rápido outra vez.

E me sinto viva. Como nunca antes me senti.

Why worry, there should be laughter after pain

There should be sunshine after rain

These things have always been the same

So why worry now

Passos meus dedos sobre as lágrimas já secas dos cantos dos olhos da ruiva.

Ainda nos beijamos.

Sinto sua mão sobre minha cintura. Sua mão não para de alisar minha cintura. E sou preenchida pela sensação de que em determinado momento aquela mão iria descer pro meu bumbum. Mas não acontece.

Baby when I get down I turn to you

And you make sense of what I do

I know it isn't hard to say

But baby just when this world seems mean and cold

Our love comes shining red and gold

And all the rest is by the way

Continuamos nos beijando, parando apenas por breves segundos para tomar fôlego.

Why worry, there should be laughter after pain

There should be sunshine after rain

These things have always been the same

So why worry now

O frio da noite parece estar distante da sensação térmica que temos.

Estávamos mais do que aquecidas.

Nossa noite de beijos termina quando o sono chega.

E adormecemos abraçadas.

Chloe

O cheiro dela está impregnado nas minhas roupas, como se pertencesse a elas.

Aspiro seu aroma assim que desperto.

E ao olhar para o lado, vejo que Beca ainda dorme tranquilamente.

Bastou que saísse da cama para beber água para que o frio me invadisse.

Assim mesmo, opto por água gelada ao chegar na cozinha.

Bebo dois copos cheios de água, e volto pra cama sorrateiramente, tentando não acordar Beca.

Mas era tarde. Vejo seus olhos se abrirem, enquanto me procura na penumbra.

Não digo nada. Apenas lhe dou um selinho.

Ela sorri, provalmente sentindo o gelado dos meus lábios.

Se vira para o lado, tentando voltar a dormir.

Seria normal se sentir ridícula por se sentir como uma adolescente boba, sendo mesmo uma adolescente?

- Beca. - Chamo.

- O que? - Pergunta, sem me olhar.

- Nada. - Me calo.

E Beca parece quieta, como se houvesse adormecido outra vez.

O que é isso que estou sentindo? Parece que está crescendo cada vez mais.

Beca

Eu não consegui dormir enquanto Chloe não se deitou outra vez.

Mas ainda estava curiosa sobre o que ela diria.

Eu sei que é errado o que estou fazendo. Mas não consigo me parar.

Poderia ficar com ela sem envolver sentimentos, certo?

Podemos nos beijar. Só não podemos nos apaixonar.

Mas me pergunto, se isso já não estaria acontecendo?

Mas eu nunca me apaixonei, então poderia mesmo facilmente confundir as coisas.


Notas Finais


Se o contador de palavras do spirit contar menos que 2000 palavras, ele está errado. Beijos, amores ♡♡♡♡


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