História Misadventures - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Tags 2jae, Fantasia, Rock, Shortfic, Werewolf
Visualizações 32
Palavras 2.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH. bem, esse é um 'interlúdio' antes da merda ser feita. Preferi dividir para todos os capítulos terem 2.000 palavras e não ficar maçante e.e O próximo vem logo, logo!

(((gente, a música que eles tocam vocês não são obrigadxs a ouvir, ok? pensem em qualquer rock que vocês 'gostem'. Apenas coloquei essa banda em específico porque acho que combina com os personagens. É isso mesmo, tchau)))

espero que goooooooooostem, lá vai

Capítulo 3 - Mete o louco neném, que a lua vem pegar...


Fanfic / Fanfiction Misadventures - Capítulo 3 - Mete o louco neném, que a lua vem pegar...

Jaebum era lindo. Eu não sabia como contar isso pra ele, é claro, mas ele era. Desde o jeito muito grosseiro de ser, até a ingenuidade que não combinava com o fato anterior. Ele não sabia correr direito, nem fritar batatas, nem carregar peso. Isso tudo talvez mudasse depois de sua transformação, mas não era uma lei universal e fixa que funcionaria 100% corretamente.

Convivemos muito durante as semanas que sucederam nossa aventura. Repetimos aquele mesmo caminho várias vezes para ver se Jaebum teria a mínima capacidade de seguir o caminho, caso algo desse errado e eu não pudéssemos ajuda-lo.

Ele estava muito animado com o show de sua banda, que finalmente estrearia no tal Celeiro Underground. Todos os dias eu ouvia-o cantar uma palinha de alguma música ou correr do nada em pura ansiedade.

De certa forma, eu também estava ansioso. Queria vê-lo em seu ápice, estar ali com ele.

Conhecíamo-nos há tão pouco tempo, mas... Argh. Você entende, adolescentes não sabem lidar com nada. Havia milhares de coisas passando todo o tempo na minha cabeça. Era como se um rádio ficasse tocando dentro dela por horas. Ri comigo mesmo por ter me tornado tão agitado quanto Bum nesses dias de convivência, ele vivia dizendo que tinha um zumbido na cabeça, como uma voz do Diabo incitando-o a fazer coisas erradas. Nos embebedamos de vinho junto com o pessoal da banda, juntos corremos para uma parte da floresta que tinha pedras e acampamos lá por três dias, sem saber distinguir horários ou costumes da cidade. Éramos apenas nós e o mundo, mostrei pra eles a minha realidade e fiquei muito contente com isso, senti que finalmente tinha amigos e não estava mais tão sozinho como imaginava... Exatamente a ideologia da música deles.

E é por isso que eu estava me olhando no espelho pela milésima vez, antes de ir ao show. Os garotos estavam lá desde cedo ajeitando os preparativos. Eu sentia que hoje era o dia, o grande dia.

Peguei carona com Jinyoung, ele teve que buscar um cabo de guitarra que Jackson havia esquecido no estúdio. JR era uma das pessoas mais gente boa que conhecia, porque ele sabia falar sobre tudo na maior calma possível. Tudo o que falava tinha duplo sentido e eu tinha certeza que era ele quem escrevia as músicas do GOY6. Fomos abraçadinhos de moto, enquanto ele me dizia o quanto os rapazes eram uns imprestáveis que se esqueciam de tudo e provavelmente ainda faltariam coisas que eles não lembravam.

Chegamos lá e estava começando a encher de gente. Por mais que morássemos no meio do campo, o pessoal que ouve rock nas outras faz questão de juntar ônibus e vir prestigiar as bandas que vão se apresentar. Acho isso uma ótima iniciativa de incentivo para quem está começando, é realmente importante ter esse apoio quando a gente acha que a nossa música não é boa, ou se acha bobo por ter um sonho ligado ao sucesso.

De qualquer forma, o som que tocava era uma música do Black Sabbath*, entrei junto de Jinyoung meio que admirado com o cheiro bom de shampoo que tinha no lugar, ao que, segundo Jackson, todos os rockeiros de cabelo comprido os lavam antes de ir a shows. Ou talvez tenha sido o acaso. A luz já estava parcialmente apagada e só o que iluminava eram os holofotes acima do palco montado há alguns metros de nós, com uma bateria e vários cabos que se espalhavam pelo chão. Mark se sentava displicentemente no canto, concentrado com seus fones de ouvido e repetindo os movimentos das suas baquetas. A precisão dos seus braços me assustava, acho que nunca seria capaz de tocar aquela coisa. Sou muito desastrado pra qualquer tipo de instrumento.

Yugyeom veio me cumprimentar logo depois, com aquele espírito paterno que ele tem, envolvendo meus ombros e perguntando como eu estava me sentindo para a noite. Eu respondi que estava bem, mas que era ele quem iria se apresentar, afinal.

- Seremos melhores do que imagino, cara. Pode ter certeza. – ele riu – Já afinei a guitarra sete vezes!

Então foi a minha vez de rir, passeando com o olhar pelo local, procurando certo alguém. Eu detestava ter concentrado toda a minha atenção em uma pessoa, mas preferia culpar a paixão por esse feito. É, eu estava apaixonado, mas ainda não conseguia exprimir isso para Jaebum. Contar para ele com a naturalidade com que falamos de cerveja ou de música.

Segui conversando com Yugyeom até o backstage*, onde Jinyoung estava revisando os cabos e seu baixo pela milésima vez. Eles estavam nervosos, mas tentavam manter a pose de machões, como se fizesse aquilo todo dia. Aquele lugar estava abarrotado de pessoas que, diferente de eu que não conhecia praticamente nada sobre o gênero, veria os erros deles quanto a acordes e musicalidade, quiçá faria chacota deles mais tarde aos veteranos da cena musical. Falariam sobre o GOY6 no dia seguinte, e garantir que falassem bem era missão deles, assim como tentar a chance com uma gravadora. Era muita pressão, tanta que era notada pelo simples fato de Jackson estar tendo surtos de riso e dizendo ‘’Precisava de um rivotril aqui comigo, cara’’.  

Eu não conseguia me concentrar em mais nada quando Im Jaebum passou pela porta da sala em que estávamos. Seus cabelos estavam úmidos e bagunçados, a regata rasgada fazia algumas tatuagens tímidas aparecerem, a calça apertada me fez imaginar coisas demais.

- Relaxem, meus bebês. Tá tudo sob controle!

- Tudo sob controle! – Jackson respondeu nervosamente.

- Tudo. Sob. Controle. – Mark continuou, abraçando Jinyoung pelas costas e dançando com ele ao som de uma música que tocava muito alto na festa. – Porra! Quero quebrar tudo, acho que vou quebrar minhas baquetas hoje.

- Você irá. – Yugyeom respondeu, rindo alegre e puxando-os para uma roda – Nós vamos dar o nosso melhor, vamos destruir tudo para que jamais se esqueçam de nós, feito?

- Feito, meu bruxo! – Jackson respondeu.

Seguindo seu líder, os guris se direcionaram para o palco. Bum se abaixou para falar comigo por uns minutos enquanto se posicionava em frente ao microfone e os outros ajeitavam seus instrumentos.

- Tô feliz pra caralho que tu veio nos ver, Jae. Cê é parceiro.

- É claro que eu viria, seu bobo. – ri para ele, que riu mais ainda em resposta, iluminando todo aquele lugar com aquele sorriso maravilhoso – Me faça sentir vontade de ser metaleiro hoje, ok?

- Tá me desafiando?

- Bem, se sinta desafiado. – respondi. Jaebum estava próximo demais de mim àquela hora, eu podia sentir sua respiração, me sentia envergonhado por estarmos em frente a outras pessoas, mas ao mesmo tempo me sentia tão feliz.

- Te liga, tenho que fazer isso pra dar sorte... – disse, encostando sua testa na minha e me dando um beijo em seguida, nem me dando tempo para me preparar. O meu mundo ficou tão nublado quanto à aura daqueles que ouvem música agitada. Era como se uma banda de post-hardcore estivesse ao meu lado, tocando no máximo volume, e o toque dos dedos do Im em meu maxilar fosse as vibrações da caixa de som atingindo o meu corpo. Por quê? Porque demoramos tanto a fazer isso? Porque não aceitamos que havíamos nos apaixonado desde o começo? Eu não queria derrubá-lo do palco, porém puxei-o para perto. O público reagiu com entusiasmo ao nosso beijo, aplaudindo e caçoando conforme nos separamos.

- Vá tocar duma vez.

Jaebum se ergueu e começou a falar com a plateia. Falou que eles eram os GOY6 e que iriam mostrar um pouco de seu talento naquela noite. A baqueta de Mark bateu três vezes.

Even though I'm on my own, I know I'm not alone
Because I know there's someone, somewhere praying that I make it home
So here's one from the heart, my life right from the start
I need a home sweet home to call my own

Yugyeom e Jackson começaram a tocar. Fui tele transportado para um planeta distante onde só tinha aquela música, onde só aquela voz era ouvida, onde só aquele instrumental tocava. Eu nunca havia ouvido ela antes e me senti cativado, levado pela batida desconhecida que fez o resto do povo mexer a cabeça e dançar em pura animação.

Pude sentir a energia que eles passavam com o som, vê-los concentrados em suas próprias partes. Naquele momento, soube que era mais do que eletricidade que os movia em prol da melodia – era amor, o mais genuíno de todos, tal qual eu com a lua e com a natureza. Faziam parte de uma coisa só, e me senti maravilhado por estar vendo-os assim.

Quando se está de fora é muito difícil entender a paixão das pessoas, compreender o quanto aquilo que dizem amar significa para elas. Jaebum era música 24 horas por dia, porém só senti o choque que passa por todo o nosso corpo enquanto estamos no palco quando fitei ele gritando daquela maneira, entregue a si mesmo e aos amplificadores.

Jackson já estava no chão e chutando tudo quando chegou à parte do breakdown, de acordo com as aulas de metal que Jinyoung me deu.

Breakdown nada mais é do que o momento em que o vocalista para de cantar, as guitarras e a bateria começam a dar tudo de si nos riffs e pedais duplos, causando uma overdose de ‘’fritação’’ em quem ouve. Não consegui evitar de encarnar o espírito  e ir para a roda punk, sendo empurrado por todo mundo que via em minha frente, dando pulos e até arriscando pechar em alguém com toda minha força. Eu gritava o mais alto que podia junto com alguns que murmuravam a melodia por obviamente não conhecerem a banda. Fechei os olhos e pude me imaginar tropeçando nas pedras no riacho, sendo atropelado pelo meu próprio corpo que era embalado pela forte correnteza.

A sensação? Bem...

Simplesmente incrível.

Quando eu me senti assim antes em minha vida? Talvez nunca. Observei o Im cantando com os olhos fechados, focado em seu trabalho. Ele estava todo suado. Encarando-o dessa forma, pude perceber que ambos demos um pouco de nós para o outro. Eu lhe dei toda a calma que tenho, os momentos de simples felicidade sem problemas, sem nervosismo ou raiva. Já ele me deu esse caos gostoso, uma energia violenta que me toma por completo, a agitação.

- A segunda música é chamada Moving On!

O que se seguiu foi um solo de Yugyeom e a volta da magia. Não entendo muito de música e muito menos dos músicos, nunca me interessei por esse mundo antes de estar aqui. Acho uma pena que eu tenha demorado tanto tempo. Nesse momento, pretendo usar esse novo conhecimento para as coisas que gosto, como procurar mais pela expressão musical dentro do K-pop, procurar mais sobre o que esses artistas passam.

Aprendi na convivência com a GOY6 que cada música é uma obra. Tudo é arquitetado especialmente para quem vai ouvir, dedicação extrema. Cada minuto daquelas melodias eram feitas detalhadamente, mesmo que parecessem um pandemônio quando ouvidas na primeira vez.

Tudo a ver com metal assusta da primeira vez – a gente tem tendência a ter aversão àquilo que não conhecemos e as vezes estamos perdendo coisas memoráveis! Então, procure conhecer coisas novas e até coisas que você pensa que odeia. Pode ser surpreendente, assim como eu me surpreendi quando ouvi um screamo e Jaebum quando o fiz conhecer o Seventeen. Somos muito afetados pelo meio em que vivemos, ele manda em nossas gostos porque é impossível não ouvir a música dos seus vizinhos e do rádio. Entender que existem gostos particulares e mundos que não sabemos, principalmente na música, nos faz pesquisar mais e consequentemente nos tornamos mais culturalmente ricos.

Desenvolvendo essa reflexão foi que vi o show de GOY6 finalmente acabar depois de cinco faixas, quatro originais e um cover do Metallica, porque obviamente o Im não perderia a chance! 

Nunca questione o quão longe um rockeiro pode ir em nome de sua banda favorita.

- Que tu acha, foi foda?

Ouvir a sua voz conversando comigo e ver ele extasiado foi uma das coisas mais belas que já vi. Me desconcertei por um momento antes de responder:

- Hm, bem, eu gostei bastante...

- AH É, SÉRIO? – Jesus, aquela energia toda.

- Juro.

Depois tudo passou como um zunido: as pessoas em volta, o abraço grupal, o cheiro de humanos, a correria, os outros shows. As cervejas, os beijos envergonhados, as conversas e, enfim, a hora em que Jaebum começou a se sentir mal.

Isso foi, aproximadamente, às onze e meia. Eu havia praticamente esquecido que dia era hoje.

Era noite de lua cheia.

Nem reparei nisso a noite toda, nos distraímos tanto com o Celeiro e programas que-

- Jaebum... - disse, encarando-o com preocupação. Ele sorriu cafajeste e virou-se para seus amigos.

- Garotos, eu os amo. Vocês foram perfeitos nessa noite, vocês deram tudo de si, vocês são meus heróis. Eu acredito no nosso sonho, acredito que poderemos tocar o coração de todas as pessoas que entenderem o que queremos passar. Nós vamos construir nosso futuro, eu prometo.

E foi com essa despedida que ele beijou o rosto de todos os caras. Jackson ficou emocionado e queria abraça-lo, mas ele disse que realmente tinha que sair, e rápido. Em meio a risadas deixamos o Celeiro para trás.

Eu não poderia leva-lo para a encruzilhada, ele iria sozinho, seguiria seu caminho sem precisar de mais nada, era instintivo. 

Eu não poderia leva-lo para a encruzilhada, ele iria sozinho, seguiria seu caminho sem precisar de mais nada, era instintivo.

Na porteira onde a fazenda do evento começava, segurei seu rosto entre as mãos e o beijei mais uma vez. Em breve eu me transformaria também e iria encontra-lo.

Era assim que esperava que fosse.

- Não te preocupa, Youngjae... Eu sou mais sinistro que o diabo.

Ri alto, dando um selo em seus lábios mais uma vez. – Terei que concordar.

- Me deseja sorte?

- Boa sorte, Im Jaebum.

Caminhou em direção à estrada, mas antes me lançou um sorriso apaixonante. A lua olhava cruel para nós e eu a encarei pedindo por compreensão. Que ela ajudasse aquele maluco a não morrer.

Que ela o trouxesse a sorte no azar, porque mais azar era impossível. 


Notas Finais


*** A música do Black Sabbath era Paranoid, pros intimos.
** BACKSTAGE é tipo uma reunião antes do show, maybe vocês já saibam disso


para os interessados e que já ouviram/conhecem um pouco de metalcore, aqui está o link da música: https://www.youtube.com/watch?v=RSbAuvL7Fwk

énoistop

beijossosos da amenda


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