História Mischievous Destiny - Capítulo 5


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Categorias Sherlock, Sherlock Holmes
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Jim Moriarty, Mary Morstan, Molly Hooper, Mycroft Holmes, Sherlock Holmes
Tags Jim Moriarty, John Watson, Mary Morstan, Molly Hooper, Mycroft Holmes, Sherlock, Sherlock Holmes, Sherlolly
Exibições 32
Palavras 2.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá vocês!

saboreiem esse capítulo delícia... Eu revisei três vez,
espero que não tenha deixado passar nenhum erro,
se acharem algum me avisem para eu corrigir.

boa leitura!

Capítulo 5 - Start All Over


– Molly

Lembrava-me perfeitamente da primeira vez que vi Sherlock...

Era o primeiro dia de aula do primeiro ano no colégio, ele era do último ano e tinha sido escolhido para fazer um discurso de boas vindas. Mary estava ao meu lado, me recordo perfeitamente da sua cutucada nada leve em minhas costelas, me provocando por eu estar babando no veterano.

Se eu tinha me encantado com sua voz e postura elegante?

Totalmente. Eu e mais algumas pobres desavisadas, afinal ainda não conhecíamos a fama de arrogante e insensível de Sherlock. Ele sempre andava sozinho, raramente era visto na companhia de alguém, todos sabiam o quanto ele era brilhante, demais até, Sherlock era um perfeito gênio.

Eu estava no laboratório de química, terminando o trabalho que o professor pediu quando para minha surpresa o vejo entrando no laboratório. Sherlock entrou como um furacão, pegando e espalhando coisas numa bancada, até então não tinha notado minha presença ali – eu estava na bancada próxima.

— Olá! Sou Sherlock Holmes! – se apresentou quando me notou ali.

— M-Molly Hooper.

— O que acha de um café? – meu coração deu uma pequena parada ao ouvir sua pergunta quando ele me encarou com seus olhos de coloração estranha, nem verdes nem azuis.

— Pode ser.

— Ótimo, já que está ai busque para mim. Gosto do café preto e com duas colheres de açúcar, pode deixar aqui na bancada mesmo, preciso buscar um livro no armário quando eu voltar eu tomo.

‘’1ª coisa que odeio em Sherlock Holmes: a maneira que ele acha ter direito de falar com as pessoas”

Eu realmente não esperava um pedido de desculpas de Sherlock.

Sinceramente não sei por que pensei que seria fácil ser amiga de Sherlock. Bom... Eu me empenharia pelo menos, apesar de quando ele se desculpou – por essa eu realmente não esperava – tentar não me render àqueles fascinantes olhos nem azuis nem verdes – Santa Mãe! Eu poderia passar horas encarando aquelas orbes sem me cansar.

Olhar dentro dos olhos de Sherlock era como deixar-se envolver por uma vastidão desconhecida – acabei cedendo e aceitando suas desculpas. Até porque no fundo eu já tinha relevado os acontecidos, mas não esquecido.

Chegamos ao restaurante praticamente no mesmo tempo em que Mycroft, ele terminava de cumprimentar os pais, Sherlock se sentou sem cerimônia, cumprimentei Wanda e parabenizei Timothy, Mycroft puxou minha cadeira para eu me sentar e depois sentou-se.

— Obrigada, Mike. – agradeci.

— É Mycroft! – me corrigiu. — Bom que seja, pelo menos eu sei agir como um cavalheiro.

Não consegui esconder um risinho, imagino que de alguma maneira Mycroft devia saber sobre o ocorrido no metrô e tentava alfinetar o irmão, a expressão de desagrado de Sherlock confirmava isso. Tirando as eventuais provocações sutis entre os irmãos, o almoço foi tranquilo.

Sherlock não me deixou voltar dirigindo para casa, suspeito que tinha relação com minha cantoria de antes no carro – ele não fez questão de conversa e muito menos eu, quando chegamos à casa cada um foi para eu lado.

. . . . . . .

— Alô?! – consegui atender meu celular depois de tocar insistentemente.

— Minha Molly! Como você está querida? – meu pai falou do outro lado da linha.

— Bem! Estou com saudades! Como você está? Como é ai? Por que transferiram você para a América do Sul? Você nem ficou um mês nas Bahamas!

— Também sinto sua falta querida! Estou me adaptando ainda, fui transferido porque me voluntariei para supervisionar um projeto, uma vez por mês volto para Bahamas, assim mantenho minha pesquisa lá e ajudo aqui no Peru, você vai adorar aqui! Já comprei as passagens para você vir me ver durante o half term*. – me contou empolgado.

— Fico feliz que esteja tão animado papai! Ainda falta um tempo, mas já estou ansiosa... Mary pode ir junto?

— Claro, considere como meu presente de formatura para ela.

— Obrigada! Ela vai surtar. – começamos a rir no telefone. — Compre a passagem dela e me mande, por favor, quero surpreende-la. Desde quando disse que estava ai Mary não para de falar que quer uma lhama ou alpaca de presente, então pensei em leva-la até elas.

— Mande um beijo para ela. – pediu depois de dar uma risada. — Preciso desligar querida, qualquer coisa me ligue ok? Te amo.

— Pode deixar, também te amo.

Separei meus materiais para fazer a lista de exercícios que o professor de química tinha passado e pedido para entregar no dia da prova. Já tinha feito metade dos exercícios quando tive essa ideia louca de que talvez Sherlock pudesse conferi-los para mim. Peguei as folhas do exercício e fui até o quarto da frente, bati e esperei.

— O que você quer Molly? – perguntou abrindo a porta e escorando no batente.

— Se não estiver ocupado, poderia conferir estes exercícios que fiz.

— Me deixe vê-los. – entreguei as folhas a ele. — As devolvo depois, era só isso?

— Sim.

— Ótimo. – disse me dando as costas, claramente me dispensando.

Ignorando sua grosseria dei as costas a ele, fui até a cozinha e pensei em preparar um bolo para Timothy já que deixaria para comprar seu presente amanhã, separei os ingredientes e me concentrei em minha tarefa.

Preparei a massa do bolo e o coloquei para assar, estava preparando a calda ouvindo música quando tive aquela sensação de que alguém te chama sempre que se está com fones de ouvindo – duetava com Pink o refrão de So What, me arrisquei até tocar air guitar com a colher em minha mão que anteriormente me servira de microfone, quando o vi.

Merda.

De todos naquela casa que podiam aparecer na cozinha e ver meu showzinho, tinha que ser justo Sherlock? Senti meu rosto esquentar, tirei os fones de ouvido e o encarei. Podia ser pior, você podia estar ouvindo Crazy in Love e bancando a Beyoncé, minha consciência tentou me consolar. Oh, cale a boca, ordenei.

— Seus exercícios, Britney Spears. – deixou minhas folhas em cima da bancada. Claro que ele iria me zoar pela minha cantoria.

— Obrigada. – agradeci e voltei minha atenção para a calda.

— O que você está fazendo? – virei-me na direção de sua voz e dei de cara com Sherlock parado atrás de mim olhando por cima de meu ombro – quando foi que ele chegou tão perto?

— Um bolo para seu pai, se quiser pode provar a calda. – ofereci a colher a ele. Primeiro ele encarou a colher como se avaliasse se o objeto oferecia algum risco, depois a mim. — Ela não vai te morder, Sherlock.

— Eu sei. – pegou a colher de minha mão e passou na vasilha com a calda, depois colocou na boca fechando os olhos. Eu sabia que o doce estava bom, então ele que não se atrevesse a dizer o contrário.

— E então? – minha pergunta o fez abrir os olhos.

— É... Está tolerável. – avaliou me devolvendo a colher, virou-se e saiu da cozinha.

Após arrumar a bagunça que fiz na cozinha fui terminar meus exercícios.

Depois da janta todos comeram meu bolo, estava tão ‘tolerável’ que Sherlock e Mycroft repetiram seus pedaços.

. . . . . . .

Geralmente nas tardes Sherlock tocava violino na sala, como na maioria das vezes ele tocava de olhos fechados eu adorava observá-lo tocando, seu rosto ficava tão sereno que eu quase esquecia o quanto ele podia ser arrogante e insensível – porém não menos elegante... Ou lindo.

Não podia negar que Sherlock era um excelente violinista – quando não estava arranhando notas propositalmente no instrumento torturando os ouvidos alheios, e nem que eu nunca me cansaria de ouvi-lo tocar.

Na sala da casa dos Holmes tinha um piano de cauda preto, lindo, quase idêntico ao de mamãe. Sentei-me na banqueta e acariciei as teclas sem tocá-las, lembrando todas as vezes que mamãe tocou até eu adormecer e aquelas tardes que passava me ensinando tudo que sabia.

— Você também toca? – a voz de Wanda me tirou de minhas lembranças, ela sentou-se ao meu lado.

— Faz tempo desde a última vez, mamãe ainda... Devo estar enferrujada. É seu?

— Mais de Mycroft e Sherlock que meu, apesar de Sherlock preferir tocar violino e Mycroft não admitir o quanto toca bem, por que não toca para mim?

— Eu?! Mas...

— Isso! Por favor, Molly! Estamos só nós duas aqui em casa, não precisa ficar com vergonha, toque algo para eu ouvir. – pediu apertando meus ombros tentando me encorajar.

A última vez que toquei tinha sido antes do acidente, respirei fundo para me concentrar e deixei meus dedos fluírem pelas teclas https://www.youtube.com/watch?v=9d-27qQr-Xw. Fechei os olhos e toquei a favorita de mamãe, bom, tentei porque devo ter errado algumas notas. Contive a vontade de chorar, raramente eu tocava piano sozinha, mamãe sempre me acompanhava especialmente se fosse essa música.

— Molly querida, isso foi lindo! – Wanda me abraçou, depois segurou minhas mãos nas suas. — Foram poucas, mas tive a oportunidade de ouvir Elizabeth tocando, não seja modesta Molly, você toca muito bem.

— Obrigada! – abracei-a enquanto recebia um carinho semelhante aos que mamãe fazia no meu cabelo.

Tinha dispensado o convite de Mary para ir com ela e John ao cinema – ela ainda estava eufórica desde que lhe entreguei seu presente de formatura adiantado durante o intervalo.

— Feche os olhos. – pedi. No dia anterior as passagens de Mary tinham chegado, junto com dois chaveiros de lhama.

— O que você vai fazer? – perguntou enquanto fechava os olhos.

— Algo para te animar. – Mary tinha reclamado durante as primeiras aulas sobre o quanto sua nova colega de quarto era barulhenta e nas poucas horas de sono que teve... Seu humor estava péssimo. — Abra suas mãos e não se atreva a olhar Morstan! – ordenei enquanto colocava as passagens, um dicionário de espanhol e seu chaveiro de lhama em suas mãos. — Pode abrir os olhos.

— O que... – Mary não conseguiu terminar de formular sua frase, olhou de mim para as passagens algumas vezes antes continuar. — Não! Está de brincadeira comigo? Não brinque comigo Molly Hooper, isso é o que eu estou pensando que é?

— Sim, peça autorização a seus pais e comece a treinar seu espanhol señorita. – brinquei.

Depois disso Mary só falou na viagem, encheu a caixa de mensagens do meu pai com agradecimentos – John me devia o bom humor de Mary. Mesmo sabendo que eles não iriam se incomodar com minha companhia, decidi ficar na casa. Timothy e Wanda tinham saído para jantar, Mycroft ainda estava trabalhando e Sherlock estava no andar de cima – quando queria ele sabia ser bem silencioso, então eu sentia que além de mim não tinha ninguém mais na casa.

Pedi pizza, enquanto esperava minha entrega separei alguns filmes para maratonar, levei alguns travesseiros e minha coberta para sala. Menos de quarenta minutos depois eu apreciava o cheiro que vinha da caixa de pizza, fui até a cozinha pegar refrigerante, quando voltei dei de cara com Sherlock ‘furtando’ minha comida.

— Nem mais um passo, Sherlock Holmes! – o espertinho pretendia levar minha pizza escada acima. — Se tem amor à vida, volte com essa caixa aqui agora! – ameacei. Será que ele não percebeu que eu também queria comer?

— É só uma pizza! – virou-se para me encarar. Gastei apenas um segundo o admirando, seus cachos estavam uma linda bagunça... É, talvez foram uns dois ou três segundos.

— Minha pizza! Se quiser divido com você.

— E se eu a quiser toda para mim? – me desafiou.

Egoísta!

— Ah, mas você não vai comer essa pizza sozinho... – comecei a andar em sua direção, ele rapidamente entendeu o que eu pretendia e também começou a se mover.

Persegui Sherlock ao redor da sala – em algum momento ele teve o bom senso de deixar a caixa de pizza segura na mesinha – quando eu pusesse minhas mãos naquele arrogante, egocêntrico, egoísta...

Como eu adoraria torturar Sherlock com cócegas, ele podia agir como uma máquina idiota as vezes, mas ele ainda era humano, se não sentisse cócegas eu começaria a trabalhar na teoria de ele ser uma inteligência artificial para falar e agir como ser humano, mas não sentir nada.

Infelizmente não tive a chance, Sherlock chutou a quina de algum móvel e depois de soltar um palavrão parou e esperou que eu o alcançasse com as mãos estendidas em rendimento.

— Chega disso, terá que guardar a tortura com cócegas para a próxima. – disse se jogando no sofá. — Percebi sua intenção depois que te desafiei, por isso corri.

— Eu não iria fazer isso. – menti inocentemente, maldito sabe tudo. Joguei-me entre os travesseiros que havia colocado no chão.

— Então Molls ... – Sherlock saiu do sofá e veio se sentar ao meu lado. — A proposta para dividir a pizza ainda está de pé?

Meu coração parou por um segundo enquanto encarava Sherlock, pela primeira vez não senti aquela frieza típica que eu estava acostumada a sempre encontrar em seus olhos.

Somente mais uma pessoa me chamava de Molls.

Mamãe.

Ouvir Sherlock me chamar de Molls mexeu comigo mais do que deveria.

Então eu percebi que apesar de conhecer melhor Sherlock o que eu sentia não mudou – e eu temia que não fosse mais apenas aquela paixonite, porque mesmo conhecendo seus defeitos, aqui estou eu o fitando toda boba.

Admirando seu rosto que na maioria das vezes tinha aquela expressão de tédio eterno. Contendo a vontade de tocar seus cachos que pareciam bem macios. Encantada pelo seu olhar...

Ah não!

Era isso.

Eu ainda era apaixonada por Sherlock Holmes.


Notas Finais


quero opiniões sobre o capítulo! :3

Half Term*: este é um período de folga para os estudantes ingleses, sempre entre os bimestres letivos. As datas exatas variam bastante de escola para escola, mas geralmente são no final de fevereiro, final de maio e final de outubro.


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