História Misplaced - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Magia, Mistério, Romance
Exibições 10
Palavras 1.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


AEEEE
EU TÔ D FÉRIAS, CAMBADA!
VAI TER CAPÍTULO MAIS FREQUENTE!
ALELUIA IRMÃOS
Q SDD
Esse capítulo é um P.o.v da Mitchie, ok? Pq? Pq eu quis. Tô loka hj.

Capítulo 24 - Uma Péssima Ideia - p.o.v Mitchie


Fanfic / Fanfiction Misplaced - Capítulo 24 - Uma Péssima Ideia - p.o.v Mitchie

Que ideia fora aquela?

Sair numa missão maluca para salvar sua melhor amiga seja-lá-do-que-for com o ex-crush dela, que não era nem ao menos seu amigo...

Amy diria que era uma péssima ideia, se estivesse ali.

Mas Amy não estava. Isso me dava o direito de tomar as decisões sozinha. Eu, Mitchie Torres, tendo toda essa liberdade para decidir coisas tão importantes poderia ser catastrófico. Dizem que sou muito impulsiva.

Caguei. Vou assim mesmo.

Acontece que eu não estava esperando que Darren aceitasse tão facilmente. Eu já havia pensado em mil e um argumentos para convencê-lo a vir, mas meu planejamento limitara-se a isso.

Agora ali estava eu, frente a frente com Darren, sem saber como prosseguir a conversa.

- O que disse? - perguntei.

- Sim, eu vou com você. - ele disse num suspiro que não pude identificar se era ansiedade ou arrependimento.

- Sério? - perguntei, incrédula.

- Sim, ué. Amy pode estar em perigo. Eu quero retribuir o favor que ela me fez. E impedir que algo aconteça com ela.

Repensei se Darren foi uma boa ideia de parceiro de missão. Ele não era inteligente. Não era confiável. Não era sequer divertido ou solidário. Não para mim. Mas minhas opções eram escassas. Quer dizer, minhas opções eram inexistentes. Darren era o único da sala que se importava com ela (ou que tinha uma dívida a pagar com ela. É, eu pensei que ia ter que usar esse argumento.) ou que era idiota o suficiente para sair para o desconhecido total com uma garota com a qual ele não tinha nenhuma intimidade. Alguém idiota como eu.

- Quando saímos? - ele perguntou, animado.

- Peraí, não é assim que funciona! - Percebi que me faltava planejar muitas coisas. É, eu nunca fui boa com planejamentos. Amy servia para isso. - E minha mãe? E a sua mãe? E a escola?

- A escola que se exploda. - Ele disse, e eu concordei. Eu pensava isso desde o primeiro ano. - Nossas mães... bem, quanto tempo vamos ficar fora?

Eu não tinha a mínima ideia.

- Algo entre dois dias e duas semanas.

Ele riu.

- Você me convidou para uma missão que você desconhece?

- Não reclame. Resolva.

- Podemos dizer que vamos passar a semana fora em uma espécie de excursão. - ele sugeriu.

- Elas não estranhariam o fato de que somos os únicos alunos indo para lá?

- Não se não for obrigatório. Como você está em ciências? - ele perguntou.

- Uma merda. - respondi com sinceridade.

- Eu também. Poderíamos dizer que é um acampamento preparatório de ciências.

Não parecia algo em que minha mãe acreditaria, mas eu estava sem tempo. Assenti.

Darren falsificou panfletos e autorizações e nós dois convencemos nossas mães em cerca de dois dias. Claro que minha mãe ficou desconfiada. Claro que ela estranhou o fato de eu só dizer isso a ela apenas dois dias antes da viagem. Mas eu não tinha tempo para me preocupar com isso.

Na manhã seguinte encontrei Darren na frente da escola.

- O que você trouxe? - perguntei.

Ele tirou a mochila das costas.

- Alguns pacotes de salgadinhos e biscoitos, meu celular e água.

- Sério? - perguntei desapontada.

- Precisava de algo mais? Ah, o que você trouxe?

Tirei minha mochila das costas.

- Um canivete suíço, três cantis de água, alimentos enlatados, uma faca...

- O que você acha que vamos enfrentar? Trasgos? - ele perguntou enquanto eu me aprontava.

- O que você acha que vamos enfrentar? Pássaros famintos?

Ele suspirou e acho que deu uma risada para si mesmo.

- Como vamos chegar lá? Localizou onde ela está? - ele perguntou.

- O endereço que ela nos deu é fora da cidade. Precisaremos pegar uns trens.

- Trens? Onde vamos arranjar trens?

- Você mora aqui há quanto tempo? - perguntei.

- Desde que nasci.

- Você não conhece a estação ferroviária?

Ele negou com a cabeça.

- Venha, Hudson. - o chamei. - Vamos conhecer sua própria cidade.

Cerca de vinte minutos caminhando até aquela estação dos infernos me fizeram questionar se não era melhor eu voltar pra casa e maratonar Demolidor enquanto comia minha barra de chocolate branco ao invés daquilo tudo. Droga de lealdade.

Meus joelhos doíam. Meu estômago roncava. Nunca senti tanta saudade da minha cama na minha vida. E aqueles eram os primeiros vinte minutos de viagem. Multiplicando aquilo por sete dias... dá... Bem, dá um número bem grande.

Eu tinha dinheiro suficiente para minha passagem e para a de Darren. Só. Eu achei que ele ia trazer dinheiro, mas ele é um idiota, mesmo, então lá se foi o dinheiro da volta. E para mais comida. Ele me pagaria na volta, mas eu não fazia ideia de como voltaríamos. A gente tava lascado.

Não sei se a viagem foi tranquila porque dormi durante todo o percurso. Quando acordei, estávamos quase chegando.

O endereço levava para colinas. Não tinha nada por perto, apenas colinas. De primeira pensei que estava errado. Mas depois lembrei que Amy não era normal. Ela tinha aqueles poderes estranhos. Ela poderia estar em qualquer lugar da terra. Aquilo me assustava, mas eu precisava seguir em frente.

Olhei para Darren, do meu lado. Ele dormia apoiado em sua mochila. Ele parecia bem menos idiota ou perigoso enquanto dormia. Lembrava um cachorrinho. Ele não sabia daquilo  sobre Amy. Talvez ele merecesse saber.

Mas eu não poderia trair minha amiga assim, contando seu maior segredo justamente para ele. Não. Eu vou esperar até que esta seja a última opção.

Eu estremeci. Cara, estou com muito calor. Você já tremeu de calor? É insuportável. Olhei para Darren dormindo. Ele não ia ver. Quase tive o impulso de tirar o casaco.

Mas eu não podia.

Eu estava usando casacos e mangas compridas fazia o que? Uma semana? Por aí. É que ninguém podia saber.

Eu sou Mitchie Torres. Eu sou o carisma da turma, eu sou o bom-humor em pessoa, eu sou a alma das festas, eu sou a alegria. Eu simplesmente não podia ficar triste. Ninguém me proibia, mas as pessoas estranhariam. O estranhamento das pessoas é a última coisa com o que eu gostaria de lidar neste momento.

Eu precisava achar algum jeito de tirar o peso sobre meus ombros. Eu sentia tanto a falta do meu primo. Ele só piorava. Continuamente. Não posso culpá-lo. Ele também está sem cor. É como eu chamo a tristeza. E desde então eu nunca me senti mais sozinha na minha vida.

Minha mãe e eu nunca estivemos mais distantes. Ela anda tão ocupada com o trabalho, a minha tia e a doença do meu primo, está estressada, está descontando tudo em mim. Eu sou idiota o suficiente para respondê-la. E então brigamos. Brigamos feio. Já é quase recorrente. Falar com Amy era a única coisa que me animava. Me fazia feliz fazê-la feliz. Mas agora ela parou de falar comigo.

Olhei para meus pulsos sob a manga de lã.

Por que eu fiz isso?

Eu me arrependi imediatamente. Eu não vou deixar a depressão me puxar para baixo, não mesmo. Eu sou Mitchie Torres. Eu sou uma guerreira em todos os aspectos. Sim, eu sou. E eu vou provar para todos. Eu vou salvar a minha melhor amiga. E então você vai ver, tristeza. Você vai ver quem é fraca, afinal.


Notas Finais


Eu fiz esse capítulo inspirado em pessoas ao meu redor e também em minha imaginação, mesmo. Se você se identificou em algum aspecto, saiba que você é muito querido em algum lugar.
Amo vocês. Comentem!
Bjins
~Me<3


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