História Miss Psycho - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Coringa (Jack Napier), Personagens Originais
Tags Caroline Watts, Coringa, Gerald, Zevean
Exibições 15
Palavras 1.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá. Olá a todos.
Boa noite, bom dia ou boa tarde.
Voltei com um novo capítulo. É mais pequeno pois a minha criatividade não estava do meu lado esta semana.
Espero que gostem e...leiam as notas finais.

Capítulo 17 - Elevador


Fanfic / Fanfiction Miss Psycho - Capítulo 17 - Elevador

- Espero bem que sim. Estou demasiado esperançosa desta vez. Não podemos falhar. -  finalizei e dei meia volta, sem mesmo ouvir a resposta de Gerald.
Na verdade, a única pessoa que não podia falhar era eu e nem tanto os meus seguranças. Eu era o papel principal. Era nas minhas mãos que estava a execução e o resultado final do plano. Bem, há dois finais: ou ele morre ou eu morro.

Cheguei ao hotel e fui logo em direção ao elevador, passando pela recepção sem dizer uma palavra. Entrei no elevador logo quando este abrir as portas. Por sorte, estava vazio. Carreguei no botão número seis e as portas fecharam-se. Aproveitei o momento para dar um longo suspiro, pensando no tanto que a minha vida mudou estes últimos tempos.Não melhorou para melhor e acho que isso também é meio que impossível de acontecer.

Perdi-me de tal forma nos pensamentos que quando já dei por mim, um homem já havia entrado no elevador antes de eu chegar ao meu piso. Olhei discretamente para o meu lado direito, onde estava o homem com um cheiro masculino tóxico e de certa forma familiar, o que me intrigou por completo.

À medida que o meu olhar ia se aproximando do seu corpo, a primeira coisa que reparei foi o cabelo. Desdenhado, bagunçado e castanho escuro. O nariz ligeiramente fino; a boca grossa e carnuda; as maçãs do rosto eram ossudas. As sobrancelhas quase pretas como o breu da noite. E aquele cheiro...era ele. Era ele. O homem que odeio, o homem que quero destruir em pedacinhos. O homem que ainda à algumas horas atrás me bateu à porta.

O meu coração acelerou abruptamente. O meu sangue esquentava e as sentiam um certo calor nas minha bochechas. Estou a corar?

Ele nem me notara. Continuava de cabis baixo a olhar para o seu telemóvel pesquisando algo que nem me dei ao trabalho de ver. Como posso tirar os olhos de algo que tanto desprezo? Poderia matá-lo aqui e agora mesmo com uma das minhas facas seguradas e escondidas pela meia do meu pé direito. Seria fácil acabar com toda a minha desgraça agora mesmo. "Porque não o faço"? Isso é o que me pergunto desde à algum tempo atrás, desde aquela vez em que ele escapou de mim como o leão da tempestade.

As minhas pernas tremiam como varas verdes. As minhas suavas suavam. Nenhuma palavra saía da minha boca, até porque não haviam palavras para falar naquele momento. O que diria eu? "Olá, prazer. Então...Como vai o dia"? Por favor...Ignorância não é comigo.
Tentei ficar calada sem que ele me notasse. Mas uma vontade de esconder a cara veio ao de cima e tentei virar-me um pouco para a esquerda, tapando a parte visível da minha face com o cabelo. Não sei nem o porquê de estar a esconder-me. Afinal de contas, a minha vingança era matar e não esconder. Já não sabia em que piso eu me encontrava. A única visão que tinha era de chão de madeira clara do elevador.

As portas do elevador abriram-se e eu não pensei duas vezes e saí, não me importando em que piso estava. Eu só queria sair dali.
Bem no momento em que pus o pé fora do elevador ouvi bem atrás de mim um longo suspiro, parecia um suspiro desiludido ou de certa forma vencido. Ao ouvir o mesmo eu simplesmente paralisei, esperando que algo se sucedesse.

- Estava à espera que sacasses a faca que tens escondida na canela e que me a tivesses espetado bem na barriga, mas não foi o que aconteceu.

A voz dele. Grossa, segura, rija, sóbria, perigosa...Não muda. É simplesmente a voz que me atormenta mas de certo modo me lembra que tenho um propósito de viver, e se o único propósito é que essa voz nunca mais seja ouvida então, eu não posso falhar.
Ao mesmo tempo não entendi o seu falatório. Como ele sabe que guardo uma faca na canela? Será que ela está à mostra?
Ainda de costas para ele, dei um sorriso para mim própria e voltei a erguer a cabeça, engolindo em seco o medo.

- Seria fácil demais matar-te assim. Espera pelo momento que valha apena. Nessa hora, vais-te arrepender de sequer teres cruzar o olhar em mim.

Sim demoras, avancei pelo corredor do piso que eu não sabia fora, deixando-o para trás, sem sequer ouvir sua resposta. Dei-me por vitoriosa, pois foi eu quem acabou a conversa em grande, mas, de qualquer forma, não bem isso que depois de alguns minutos de reflexão concluo. Eu queria ter atacado e mostrado quem realmente sou. Só provei mais uma vez covardia, excitação, medo e insegurança.

Tenho curiosidade do que ele esteja a pensar de mim depois deste bate-palavras. Será que ele me acha fraca? Será que ele se arrepende de ter falado? Aqui está o problema. Eu preocupo-me demais a pensar naquilo que ele vai achar das minhas atitudes. Pareço ser sua submissa. Odeio o sentimento de que alguém me controla, especialmente, o meu maior inimigo.

Vagueava pelo corredor estreito de paredes pintadas de laranja claro com luzes e iluminarem o percurso. O chão rangia à medida que dava passos mais pesados. A minha mente pertencia a outro mundo. Eu não estava crer acreditar naquilo que acabara de acontecer. A minha mente nunca teve tão  precária.

 

:: Quarto - 23:00h

 

Estava deitada na cama. A brisa do vento esvoaçava como de habitual as cortinas brancas do quarto. O vento batia no meus pés nus. Eu segurava uma caneca de chá verde na mão. O vapor do chá bufava na minha cara, aquecendo-a carinhosamente. O cheiro das flores e o barulho das cigarras...Eu gosto deste sítio. Gosto especialmente da paz que ele me transmite mas devo admitir que nada substitui a minha casa, o meu quarto e a minha "mãe".

A minha mente estava em branco, como sempre esteve. O que está vivo dentro de mim é só a minha vingança. O que me prende a este mundo é a maldita represália. Os meus maquiavélicos planos que sempre deram errado, apesar de agora estarem a dar terrivelmente certo, provavelmente por que Joker me remediou. Uma ajuda que realmente dá que pensar, por que ele acaba sempre por contar tudo aquilo que planeio a Zeaven. Mas isso não é um problema para mim, aliás, eu quero que ele saiba. Já referi isso anteriormente e volta a fazê-lo pois não tenho algum do que possa me acontecer. Nada além da vingança me prende a este mundo. Se morresse amanhã, não me importaria. A vida é algo que, para mim, não é muito importante. Os seres humanos são seres interessantes e inteligentes mas, no final, são todos seres incontroláveis pela própria sede. Seres que são impudentes e lotoreiros. Todos temos direito a errar, mas quando erramos em algo irreparável e abrimos mais a ferida, não à nada que possá-mos fazer a não ser arranjar um propósito para viver como por exemplo uma simples vingança. Todos me vêm como dependente desta retaliação então, se vivo com um só propósito, devo fazer com que o tempo que lutei para o ter valha realmente o esforço.

Perde-te nos pensamentos, perde-te na vida, mas não percas o teu caminho porque quando olhares, estarás mais longe da trilha...

 

 


Notas Finais


Só para avisar-vos que o próximo capítulo será postado para a próxima semana (se entretanto nada acontecer pelo meio).
Espero que tenham gostado, deixem a vossa opinião, beijo e abraços a todos vocês e eu fui!


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