História Missão A Dois - Capítulo 24


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Percy Jackson
Visualizações 23
Palavras 3.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Capítulo 23 - Hóspede


No primeiro momento eu percebi confusão no rosto de Thalia. Logo em seguida, depois que ela teve tempo de analisar minha última frase e ligar isso a minha aparência abatida, seu rosto se encheu de solidariedade. Thalia Grace, filha de Zeus, não era do tipo que demonstrava muito as suas emoções. Ainda assim ela veio e me deu um forte abraço. Mostrando que estava ali para me dar apoio naquele momento difícil. E nesse instante eu me dei conta que era exatamente disso que eu estava precisando. Alguém para me dar força. Sem isso eu realmente não sabia que conseguiria passar por essa. Ao mesmo tempo em que me senti melhor tendo ela ali comigo, também comecei a ficar mais consciente do que tinha acabado de acontecer. A ficha começou a cair e instintivamente eu comecei a chorar que nem uma criança.

Fiquei surpresa com a forma como Thalia se mostrou calma e compreensiva comigo. Jamais imaginei que ela saberia lidar tão bem com uma situação daquelas. Ela me ouviu com toda a paciência do mundo enquanto eu lhe contava tudo o que havia acontecido. Não poupei a filha de Zeus dos detalhes sórdidos. Não estava ligando muito para o que ela poderia pensar de mim ao saber o que fiz. Precisava descarregar aquele imenso peso que estava em meus ombros. E poder contar tudo a ela estava ajudando bastante. Percebi a surpresa em seus olhos quando falei sobre Nathan e sobre a carreira de modelo. Provavelmente ela não esperava aquilo de mim. Mas não vi em momento algum sinal de que ela estava me julgando. Estava mais preocupada em me dar apoio do que em analisar se eu estava certa ou errada na história toda. Quando terminei, meu choro já tinha cessado, mas meu rosto continuava bem inchado e vermelho. Com um lenço eu enxuguei as lágrimas que ainda restavam.

– Vai, agora você pode dizer. Sou uma idiota completa pelo que fiz! - falei encorajando Thalia a dar sua opinião. Até então ela não tinha falado quase nada, apenas me ouvia, concordava e murmurava alguma coisa para me incentivar a continuar.

– Você definitivamente não é uma idiota completa, Annabeth! - afirmou a semideusa - Quantas meio sangues você conhece que vivem em Nova York, estudam numa faculdade tão importante, trabalham e ainda moram sozinha? Provavelmente deve ser a única...

– É... e também sou a única que conseguiu manter tudo isso, menos o relacionamento - resmunguei deprimida.

– Bom, quem disse que para ser bem sucedida na vida amoroso é preciso inteligência? Você está apenas começando nessa empreitada de tentar viver uma vida normal. Não me admira que as coisas não tenham dado certo de primeira. Só não pense que está tudo perdido, porque não está! Você e Percy só estão passando por uma crise. Vão superar isso, você vai ver!

– Não tenho tanta certeza disso - insisti em ser pessimista - Você não viu como ele me olhou nos olhos e me disse com todas as palavras que não queria me ver, que não queria estar comigo! Eu realmente estraguei tudo dessa vez!

– Não fale assim. Vocês dois já passaram por muita coisa. Coisas que jamais nenhum outro casal passou. Não vai ser uma briguinha dessas que vai acabar com tudo! - Thalia, ao contrário de mim, insistia em ser otimista.

– Esse é o problema, Thalia. Nós sempre passamos por coisas surreais, coisas inimagináveis. Estávamos acostumados a sempre viver entre a vida e a morte, sem saber se continuaria havendo mundo onde pudéssemos viver no fim de tudo. Vivíamos sempre no limite, então nosso amor não tinha tempo para ser frágil. Tínhamos que nos agarrar a ele para sermos fortes e ele nos fez sobreviver. Mas agora é tudo diferente. Não temos mais que nos preocupar em salvar a vida um do outro. Não existem mais atos nobres e corajosos que vão provar o que sentimos um pelo outro todos os dias. Só temos a nós mesmos e a nossa rotina. E é ai que tudo começa a ganhar uma forma diferente. Temos que demonstrar nosso amor de forma simples, com pequenos atos. E os pequenos atos também começam a ter mais importância. Estamos também muito mais vulneráveis a “agentes externos” se é que me entende...

– Sim, eu um desses agentes se chama Nathan.

– Exato! E outro se chama “faculdade”, e outro “trabalho” e por ai vai... E todo o estresse que isso causa acaba nos afetando, não tem jeito. Quando me dei conta já estava mentindo para Percy sobre tantas coisas que seria impossível contar a verdade e ainda sair ilesa. Então eu optei por deixar assim mesmo. Infelizmente fui descoberta. E agora ele me odeia!

– Ele não te odeia! - repetiu Thalia - Olha, eu entendo, você tem razão, tudo o que disse é verdade. Mas acho é muito cedo para dizer que está tudo acabado. Como você mesma disse, não estão acostumados a ter tantas coisas interferindo no relacionamento de vocês. Nunca tiveram que enfrentar problemas como esses. Tenho certeza que tudo vai se resolver. Logo estarão juntos de novo e vão aprender a lidar com essas controvérsias.

– Quem é você, e o que fez com a minha amiga? - perguntei debochando dela. Era muito estranho ver Thalia falando daquele jeito. Era como se ela tivesse virado a melhor conselheira amorosa do mundo da noite pro dia. Ela riu, mostrando que pensava o mesmo.

– Eu sei, eu sei... Nem pareço eu mesma falando - confessou a semideusa - Mas acho que é porque entender os problemas dos outros é bem mais fácil do que entender os nossos próprios...

Foi ai que eu percebi a grande mancada que eu tinha dado. Thalia havia aparecido em minha porta em um momento tão conturbado que eu nem havia me dado ao trabalho de perguntar o porquê de ela estar ali. Até agora só tinha me preocupado em chorar e desabafar com ela. Sem perceber que provavelmente Thalia também devia estar com sérios problemas para ter vindo me pedir abrigo assim de repente. Eu então deixei de lado um pouco as minhas lamentações para poder perguntar o que havia acontecido com ela.

– Que péssima amiga que eu sou! Fiquei aqui chorando no seu ombro até agora e nem perguntei como você está! - falei enquanto me sentava de forma mais ereta no sofá - Me conte, o que faz aqui? Como estão as coisas lá no acampamento Júpiter? Aconteceu alguma coisa com o Leo?

– Não, relaxa, ele está bem. Mas deixa isso pra lá, não quero falar dele agora. Só preciso de um lugar para ficar por alguns dias. Acredite, já está me ajudando muito só em me receber.

– Tem certeza que não quer conversar a respeito? - insisti um pouco mais. Se para mim tinha sido bom desabafar, para ela também seria - É mais do que justo depois de eu te encher tanto com as minhas lamúrias. Quem sabe eu até possa te ajudar com algo além de refúgio.

– Está bem - concordou Thalia, ainda um pouco contrariada. Parecia que era realmente difícil para ela tocar no assunto - Acho que cometi um erro! Essa história de deixar a imortalidade de lado por causa de um garoto não podia ter dado certo mesmo.

– Acho que está dizendo isso para a pessoa errada - comentei - E mesmo não estando no meu melhor momento, não me arrependo de ter escolhido ficar com Percy.

– Ah mas a história de vocês é diferente - argumentou ela - Todo mundo sempre soube que vocês estavam predestinados a ficarem juntos. Agora no meu caso, foi um tiro no escuro. Acho que me deixei levar por uma paixão repentina, e não sei se vai valer a pena...

– Você e o Leo brigaram não é? - arrisquei, já imaginando que eu estaria certa. A cara com que Thalia me olhou entregou tudo.

– Não preciso dizer nada, você sabe como ele é irritante! Não ia demorar para que eu acabasse perdendo minha paciência com ele!

– Leo é só um pouco inconveniente e muito brincalhão. Mas você já sabia disso quando começaram a namorar.

– É, eu sei. Mas na época eu achava isso fofo. Mas aconteceram umas coisas que me deixaram extremamente irritada com ele. A ponto de não conseguir nem olhar mais na sua cara - não precisava nem perguntar para saber que a coisa tinha sido feia. Thalia parecia estar se controlando para não começar a chorar também. Ela era do tipo durona que não se permite demonstrar os sentimentos, nem mesmo nas situações mais críticas.

– E o que foram essas coisas que aconteceram? - a encorajei a continuar falando.

– Ahhh você sabe... - enrolou a filha de Zeus, parecendo estar um pouco envergonhada - Ele tem todo aquele jeito irreverente e isso chama muito a atenção das garotas. E é claro que ele adora ser o centro das atenções. Não tinha um dia em que não ficava uma fila de semideusas atrás dele por todo o canto. Eu já não aguentava mais ter que afugentá-las.

Em outros tempos eu acharia estranho ouvir ela dizer essas coisas. Tudo bem que o bom humor de Leo era uma característica antiga, mas há alguns anos ele não costumava fazer esse sucesso com as garotas. Acontece que de uns tempos pra cá Leo havia se transformado de um garoto franzino para um homem encorpado. Thalia havia me contado que de um dia pro outro Leo decidira começar a se exercitar mais e desde então havia começado a ganhar quilos e mais quilos de massa muscular. Ele ficara maior do que Frank e mais forte do que um centauro. Na época a novidade não havia desagradado nenhum pouco a filha de Zeus. Mas ao que parece, o novo físico de Leo estava começando a ganhar atenção demais, e isso, obviamente, não é sonho de nenhuma namorada.

– E tem mais... - continuou Thalia - Acho que Leo gosta mais de suas máquinas e seus inventos do que de mim! - senti vontade de rir, mas me segurei. Ela realmente parecia estar convicta daquilo, e conhecendo Leo como eu conhecia, não podia culpá-la por pensar isso. O filho de Hefesto praticamente endeusava as suas criações, cuidava delas como se fossem seus filhos. Mesmo sendo Thalia uma semideusa linda e muito segura de si, ficava difícil competir com isso.

– Você pode não acreditar, mas eu te entendo. Acho que me sentiria da mesma forma se estivesse em seu lugar - falei com tom de compreensão - E você foi embora de lá sem avisar ninguém? Não acha que provavelmente Leo está atrás de você agora?

– Aposto que ainda nem deve ter notado minha ausência. Do jeito que está requisitado e do jeito que vive focado no trabalho, não vai sentir minha falta tão cedo... - dessa vez Thalia não conseguiu esconder uma pontinha de magoa em sua voz.

– Não fiquei assim - a consolei - Ele virá atrás e você, com certeza. Enquanto isso temos uma a outra para não morrermos de depressão.

Thalia riu, e nós começamos a conversar sobre outros assuntos. Foi muito bom poder focar a mente em outras coisas que não estivessem relacionadas a Percy. Qualquer coisa que me lembrasse dele, faria eu me sentir mal. Então falamos do acampamento Júpiter, do acampamento meio-sangue, dos nossos amigos que também estavam por ai vivendo suas vidas no mundo mortal. Até que eu tive a brilhante ideia de sugerir a Thalia que fossemos ao shopping. Já estava quase na hora do almoço, então poderíamos comer alguma coisa e ainda fazer umas compras, pegar um cinema, ou qualquer outra coisa que mantivesse nossas mentes ocupadas.

Para minha sorte naquele dia não havia sessão fotográfica marcada para eu fazer na agência. Bom pra elas também, afinal se eu tivesse que ir lá naquele dia eu iria armar o maior barraco por eles não terem me avisado que minha foto já iria ser utilizada nos anúncios. Preferi aproveitar que Thalia também estava enfrentando uma situação difícil para que nós duas pudéssemos fugir juntas da realidade. Troquei de roupa e desci com ela até a avenida para pegarmos um taxi. Fomos em direção a um dos maiores centros de comprar de Manhattan. Nenhuma de nós era do tipo que ama fazer compras e que fica o dia inteiro dentro do shopping se puder. Mas nem por isso éramos de dispensar um programa tranquilo entre amigas. Assim que descemos do taxi e entramos no shopping fomos direto para a praça de alimentação. Todas aquelas confissões e choradeira haviam me deixado faminta.

E já que eu estava no fundo do poço mesmo, resolvi meter o pé na jaca logo de vez. Pedi o maior e mais calórico dos lanches que havia no cardápio de uma dessas famosas franquias de fastfood, junto com um milk-shake e uma batata tamanho grande. Thalia não ficou atrás e pediu uma pizza média só pra ela. Não estávamos nem ai para os olhares tortos que as pessoas em volta nos lançavam ao ver nosso singelo almoço. Eu realmente não tinha mais nada a perder, então não estava ligando nenhum pouco para o que poderiam pensar de mim. Nos sentamos numa das mesas livres e começamos a comer, enquanto continuamos conversando sobre assuntos aleatórios. Tudo para não lembrar do momento deprimente que estávamos vivendo. Minutos depois percebi que talvez eu tivesse o olho um pouco maior que a barriga. Meu lanche ainda estava na metade e eu não conseguia mais nem olhar pra ele de tão cheia. Thalia também não comeu mais do que quatro pedaços de sua pizza. Disfarçamos e saímos da mesa, deixando um vergonhoso desperdício para trás.

Não demorou nem dois segundos para que já estivéssemos rindo do acontecido. Fomos caminhando sem nenhuma pressa pelos corredores do local olhando uma coisa ou outra pelo caminho. Thalia parou para comprar um piercing novo para o seu nariz e aproveitou para ver algumas correntes e anéis que ela gostava. Essa não era muito a minha praia, então apenas a acompanhei dando a minha opinião quando ela pedia. O que realmente me chamou atenção naquele shopping e me fez querer entrar e olhar tudo foi a livraria. Era uma Mega Store gigante, maior do que a biblioteca da Cornell. Me senti como uma criança em uma loja de brinquedos lá dentro. Fiquei maravilhada com a quantidade de exemplares de todos os tipos de assuntos e editoras possíveis. Não me dei ao trabalho de tentar resistir à tentação. Comprei em torno de uns 6 a 7 livros. Quase não consegui carrega-los pelo shopping depois.

Em seguida fomos até o cinema, mas não havia nenhum filme que parecesse valer a pena. E com a quantidade de sacolas que estávamos, era melhor deixar para outro dia mesmo. Depois que o almoço já havia assentado tomamos um sorvete e nos sentamos num desses bancos que ficam espalhados pelos corredores. Eu já me sentia exausta, estávamos no final da tarde e tínhamos ficado o tempo todo só batendo perna por ali. Eu precisava descansar. Infelizmente aquele dia não iria acabar melhor do que começou. Eu já devia ter aprendido aquilo! Mas alguma coisa me fazia sempre acreditar que quando as coisas já estão ruins demais, não podem piorar. Grande engano!

Quando já tínhamos saído do shopping e estávamos colocando nossas sacolas no porta malas de um taxi, Thalia e eu fomos atacadas por um grupo de cerca de cinco homens que aparentemente estavam possuídos por eidolons. Seus olhos dourados os denunciavam. Fazia muito tempo que eu não me deparava com aqueles espíritos malignos, mas não tinha como esquecê-los, afinal uma vez eles quase fizeram Percy e Jason se matarem. Há tempos nós duas, assim como muitos outros semideuses que conhecíamos, havíamos aprendido a nos proteger contra a possessão dos eidolons. Infelizmente eles também tinham acesso aos mortais e até mesmo qualquer outro objeto inanimado que estivesse pelo caminho. Logo, fugir não seria a solução para nós naquele momento.

Por sorte eu havia sido precavida ao sair de casa com a minha adaga. Assim que um dos espíritos se aproximou de mim eu me desviei de seu golpe e o acertei na cabeça com a haste da faca. O homem caiu no chão inconsciente no mesmo instante. Infelizmente, o eidolon logo deixou aquele corpo e foi se instalar em um dos chafarizes que haviam ali naquela parte externa do shopping. Tive que correr para não ser atingida pelos jatos de água que vieram em minha direção. Thalia parecia que também não estava levando muita vantagem em sua luta. Um dos homens havia imobilizado seus braços as costas enquanto outro tentava golpeá-la pela frente. Superando minhas expectativas vi quando Thalia conseguiu dar um chupe bem no queixo do seu adversário e com isso dar um impulso para consegui dar a volta por cima daquele que a segurava e se soltar de seus braços. Resultado: os dois pobres coitados foram ao chão em poucos segundos e os espíritos ficaram soltos e perdidos no ar.

Não ousei enfiar minha adaga em nenhum daqueles outros homens que ainda estavam possuídos. Afinal eles ainda eram humanos inocentes que estavam apenas sendo usados pelos eidolons. Então tudo o que pude fazer foi tentar deixá-los inconscientes, porém sem comprometer demais sua integridade física. Os espíritos rapidamente já encontravam algum outro hospedeiro para voltar a nos atacar, então o máximo que eu e Thalia conseguimos foi uma vantagem de alguns minutos para sumir dali. Tive que quase ameaçar o motorista do taxi que íamos pegar antes de sermos atacadas para que ele saísse do banco de trás do carro e dirigisse para longe dali. Por pouco eu não tive que roubar o carro do sujeito. Era estranho pensar que há alguns anos isso teria sido uma possibilidade menos maluca, considerando as missões em que estávamos. Mas depois de tantos dias vivendo como mortal, roubar um carro me parecia algo tremendamente errado e inaceitável.

Quando achei que o taxi havia se afastado o suficiente para que os eidolons não nos encontrassem nem pudessem sentir nosso cheiro, pedi para o motorista nos levar até meu apartamento. Meu pulso estava acelerado e a adrenalina corria solta em meu sangue. Eu já quase me esquecera de como era sentir aquela sensação. De certa forma eu sentira falta daquilo. E não pude deixar de notar que algumas das minhas habilidades de combate estavam um pouco enferrujadas. Meus reflexos estavam mais lentos e eu não sentia mais tanta força em meus golpes. Thalia, que estava sentada ao meu lado no banco do passageiro também parecia agitada. Ela recuperava o fôlego e seus olhos estavam bem atentos. Não parecia amedrontada, pelo contrário, estava extasiada por causa da recente batalha. Só quando descemos do taxi e entramos no prédio é que começamos a comentar sobre o que havia acontecido.

– Por Zeus, de onde surgiram aquele eidolons? - indagou Thalia com a voz cheia de entusiasmo - Acho que viver tão protegida na Nova Roma está me deixando fora de forma!

– Se você está fora de forma, o que se pode dizer de mim? - respondi - Quase não dei conta de derrubar aquela meia dúzia de espíritos do mal. Antigamente eles não teriam sido problema para mim. Acho que estou precisando voltar para acampamento para treinar um pouco!

– Achei que aqui em Nova York vocês sempre tivessem que enfrentar um monstro ou outro de vez em quando.

– Pra falar a verdade, acho que não sei o que é ser atacada desde que nos mudamos. Deve ser esse “aparelho” que Leo nos deu que espanta todo tipo de criaturas.

– Mas vocês não ficam só aqui dentro do apartamento o tempo todo né? Pelo que você me falou, passa a maior parte do tempo fora de casa, na faculdade e no trabalho... Será que vocês estão perdendo o “qualidade” de semideuses? - ela deu risada logo em seguida, mas o que ela disse me fez ficar totalmente séria. Um acontecimento que eu não tinha dado importância na época veio à tona e se encaixou perfeitamente na nossa conversa.

– Outro dia quando eu machuquei a cabeça, Percy me deu ambrósia para curar o ferimento, mas não funcionou - falei de forma compassada. Thalia desmanchou o sorriso e enrugou a testa para mim.

– Como assim? - ela estava tentando processar a informação - Isso quer dizer que...

– Que temos que ir falar com Quíron! Imediatamente!



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