História Missão: Accio - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Byun, Chanbaek, Comida, Exo, Hogwarts, Lufa-lufa
Visualizações 34
Palavras 3.250
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Ficção
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


~ Olá ~
Antes de começarem a ler essa bela fanfic, quero avisar que demorei um tempão para escrever um bom conteúdo para sua diversão e se notar algum erro( sinto que terá um ) ignore ele. Sabem aquela bela história em que um escritor que tem problemas com acentos e vírgulas nunca anda sem um beta na cola? Esse seria eu.
E não sabia se seria bom ou não postar isso sem betagem, até minha adorável beta @Froschner, aquele docinho, me falar que posso. E caso vocês terem conta no Wattpad e verem essa história não precisa dar alerta, porque tenho conta lá.
Então aproveite.
Ah, e estou dizendo muito obrigado a @Baekenho do PrismEdits por fazer minha capa.

Capítulo 1 - Capítulo Único


 

Era uma tremenda de uma sorte ter o caminho mais rápido para a cozinha perto de onde você dorme, só sair da sala comunal e seguir reto no corredor escuro como breu e fazer cócegas em uma pera. Por mais estranho que isso possa parecer atrás de um quadro sem graça esta a mina de ouro de toda Hogwarts. Muitos pensam em milhares e milhares de galeões, mas não, não é dinheiro e sim comida.

Se procurasse no meu mini guia de bolso encontraria que é um dos pontos turísticos mais famosos de se visitar . O lar de elfos que nasceram com a benção da Mãe Diná, porque sem eles não teríamos todas as maravilhas suculentas que fabricam naquele espaço sagrado. Pergunte pra quem quiser. Ou simplesmente leia o guia, lá tem umas três páginas inteiras sobre o que se deve fazer antes de pisar no solo sagrado. 

E escondido em algum capítulo perdido desse guia, escondido porque Minseok disse que não posso incluir aquilo como conteúdo, tem o motivo para a cozinha ser meu lugar favorito de Hogwarts. E o motivo tem nome, sobrenome e casa. 

Park Chanyeol, Grifinória.

Nó nos conhecemos em um dia tranquilo do meu quinto ano, eu como sempre estava me arrastando, literalmente, pelo chão até a cozinha. Havia sido o dia dos Nom's, eles eram uma das provas mais importantes pros estudantes de bruxaria. Para mim era apenas mais uma prova chata e só para provar que é chata  respondi qualquer coisa em Herbologia, e com qualquer coisa quer dizer planta. Ainda não entendo como me deram nota baixa por escrever que era planta, tecnicamente não estava errado.

Depois que a bendita prova acabou tive vontade de comer algo, e como disse fui me arrastando de tanto cansaço. O grande problema era que minha mão estava doendo de tanto balançar a varinha e não conseguia fazer cócegas na porcaria da pera. E foi tudo um dilema: me esforçar ou me jogar no chão e esperar. Já deve ter dado para perceber qual escolhi.

Então eu havia deslizado no chão, me recusando a sair até ver aquela pera desistir. Eis que surgira minha salvação, Park Chanyeol. Eu não era seu amigo naquela época, apenas o conhecia de nome por ser o jogador estrela de quadribol. Achava que por um minuto ele fosse passar reto, ignorando o ser que era eu lutando para se re-estabelecer e não fazer papel de bobo na frente de um grifinório. Lufanos como eu não gostam de ser motivo para piada. Mais fora uma grande reviravolta quando ele agitou seus dedos sobre a maldita pera, voltou para onde eu estava e sem mais nem menos me carregou pelos braços até um canto. Concluindo ele salvou minha vida.

E desde aquele dia eu, Byun Baekhyun, estava com uma queda do tamanho da torre de astronomia por ele; e aquela porcaria de torre é alta.

O que leva ao dia de hoje. Manhã de algum dia de fevereiro, confuso demais para saber corretamente qual, estou atualmente no meio do dormitório da Lufa-lufa. Decidi nesse dia que tentaria dar um passo e falar com Chanyeol, o que não deu certo. No café-da-manhã tentei falar com ele, mas acho que não me viu ou me ignorou de propósito. 

Prefiro acreditar que estava muito ocupado conversando com seus amigos grifinórios para me notar.

Meus pensamentos estavam nublados pela voz do professor de feitiços, aquela voz baixa e sombria. Alguns alunos o comparam com um dementador. Acredite se visse ele você sairia correndo gritando, o velho estava praticamente morto por dentro e por fora. Meu palpite para ele agir assim é porque tiveram que subornar-lo para dar aulas. Você entenderia se tivesse que dar sabe-se-lá-Deus quantas aulas por dia para crianças que nem tratar você bem tratam.

Certo, Baekhyun concentração. Respire e expire.

— Accio, Chanyeol!

Nada. Nada aconteceu, não teve nenhum garoto coreano entrando pela minha porta. Nenhum vestígio dos cabelos negros e bagunçados. Absolutamente nada.

Depois de mais uma dúzia de tentativas, eu finalmente me irritei. E irritei ao estilo bombarda. O que não foi uma boa ideia, já que acidentalmente acertei a cama ao lado da minha. Era uma vez uma cama, espero que descanse em paz no céu.

— AH! Pelas barbas de Merlin, o quê você fez?!

Fedeu! Essa era a bela voz de um dos meus colegas e amigo de quarto, Minseok, que estava me encarando pior do que a professora de Herbologia quando eu não entregava os trabalhos a tempo.

— Foi mal, a varinha escorregou da minha mão. — E o prêmio de maior cara de pau do mundo bruxo vai para: Byun Baekhyun. Pegue seu prêmio e depois morra nas mão de um lufano inocente.

— Tinha um bolo escondido lá! — Minseok me olhava como se eu tivesse xingado a mãe dele de sangue-ruim

— Que tipo de pessoa esconde um bolo em baixo das cobertas?

— O tipo que tem medo do escuro. — Ele pegou sua varinha e começou a recitar feitiços para arrumar a "pequena' bagunça que fiz. — Sabe, às vezes eu me pergunto o que aquele chapéu tinha na cabeça ao mandar você para a Lufa-Lufa.

— Ele fumou Pó de Flu. 

E era assim que nós, lufanos, ressolviamos nossos problemas de inimizade. Com piadas horríveis sobre chapéis fumadores e depois com um mega abraço simbolizando nossa amizade eterna; tá não teve abraço. Só um tapinha nas costas, somos homens e não garotinhas.

— Ok, agora o que você estava tentando fazer? — Ah, sabe fazendo coisas normais. Estudando e tentando invocar meu crush da Grifinória. Normal.

— O que você pensaria de mim se eu dizer que sei de uma forma de trazer minha paixão de longa data até aqui? 

— Pensaria que você bebeu Whisky de Fogo de novo. 

 Certo, aqui vai uma pequena história. Uma vez um dos amigos do Chanyeol, Oh Sehun, deu uma festa na Sala Precisa para comemorar a vitória deles em um jogo de quadribol — e quando alguém diz festa aqui todos entendem como bebida grátis—, Minseok achou legal e me arrastou para lá. Agora a versão resumida do que eu me lembro daquela noite: eu, Whisky de Fogo, uma mesa e muitos corvinos vendo um lufano sem camisa. Ah! E tinha fotos, muitas delas acabaram na mão da diretora e essa foi a outra história de como eu ganhei uma detenção por tentar corromper estudantes da Corvinal.

— Estava tentando trazer Chanyeol até aqui.

— E você conseguiu? — Às vezes eu amo muito a inocência do meu querido amigo, mais isso foi além da burrice.

— Claro, você por acaso está vendo ele em algum lugar? — Subi na cama balançando meus braços em volta, indicando o quarto. — Talvez ele esteja brincando de esconde-esconde em baixo da minha cama.

Certo, agora aqui vai uma lição de vida. Lufanos são conhecidos por simbolizar a amizade, lealdade e tudo que esteja nessa categoria, e — não sei porque — escolheram um texugo para nos caracterizar. Talvez a nossa querida fundadora Helga Hufflepuff tenha pensado na hora de escolher um animal: " Ah, texugos são tão bonitinhos e adoráveis". Sinto muito minha tia, eles não são tão adoráveis e fofinhos assim. Tenho com muita convicção que se você chegar perto de um deles e estender a mão ele vai arrancá-la, e foi por esse motivo que Minseok acabou de entrar no modo texugo. É, a santa criatura acabou de me jogar da cama.

Tá vendo Helga, dá próxima vez escolhe um bichinho mais pacífico, tipo uma minhoca.

— Seu filho de um trasgo! — Foi mal mãe do Min, saiu.

— Vou ignorar isso. — Declarou enquanto se sentava no chão. — Como você estava tentando trazer o Chanyeol até aqui?

— Accio. — E foi seguido dessa palavra que Minseok me olhou como se tivesse ouvido da minha boca que eu vi o professor de feitiços dançando no Salão Comunal. O que seria uma visão e tanto.

— Agora entendi porque você não passou para a Corvinal. — Agora estou ofendido. Não precisava jogar na cara, amigo. — Por que diabos você achou que um feitiço para atrair objetos funcionaria com pessoas?

— Não custava tentar. E se funcionasse? 

— Aposto que não. — Meu caro, você não deveria ter pronunciado isso.

— Quer fazer uma aposta, então? — Ele apenas balançou a cabeça meio incerto. — Se o feitiço funcionar você vai ter que me dar cinco galeões e falar com Jongdae.

— Não podê ser apenas o dinheiro? — Ah, nem pensar coisinha. Se eu vou me confessar e com certeza pagar um mico daqueles, você vai junto. Aparentemente lufanos sofrem de quedas de amores por grifinórios, já que Jongdae anda com a camarilha de dourado e vermelho do Chanyeol. 

— É pegar ou largar?

— Por que não posso só pagar e não me humilhar? — Porque não é assim que a banda toca. — Sabe, eu não to tão desesperado que nem você.

Acho que agora sei porquê aquele chapéu me mandou pra cá. Foi por causa dá minha enorme paciência em aturar gente que me ofende e nem se desculpa, porque sabe eu podia ser um sonserino que teria tacado uma avada e dito que foi acidente. 

— Minseok, desde que ano mesmo você sofre de paixonite aguda pelo grifinório? — A peste enterrou a cabeça na ponta dos lençóis e murmurou um número. — Fala mais alto que os morcegos das masmorras não escutaram. — Se der acho que ele murmurou mais baixo ainda. — Grita caramba. 

— QUARTO! — Certo, agora eu irritei ele. — TÁ FELIZ?! NÃO CONSEGUI FALAR COM ELE DESDE O QUARTO!

É pobre Min, além de cego grita mais que uma mandrágora. Cego, porque na verdade ele  foi notado sim, e desde o quarto ano. 

Isso começou na aula de Herbologia do quarto ano, que era compartilhada com a Grifinória, onde Jongdae vigiava meu amiguinho. Ele achava que ninguém percebia, mas estava errado! Já que eu, com meus dois olhinhos que conseguiam diferenciar os sabores de torta a distância, havia pego ele com suas orbes escuras encarando meu companheiro com bochechas de bebê.

E eu contei para ele? Mais é claro que não, queria fazer mistério. Veja bem, para mim observar os dois era um mini hobby que faço quando não estou procurando Chanyeol ou comendo. Mais não achem isso estranho, em comparação ao meu passatempo o da maioria das garotas é ler histórias sobre dois bruxos mortos.

A " Grindelwald e Dumbledore: O romance proibido" é uma coletânea de contos sobre esses dois bruxos poderosos do passado que um aluno misterioso decidiu escrever. Como isso começou? Aparentemente, quando muitos alunas tiveram que fazer uma redação sobre bruxos antigos e famosos para a aula de História da Magia, elas acharam jornais e livros falando sobre a amizade que esses dois tinham e do nada todas as garotas da escola estavam falando sobre o romance proibido deles, já que ninguém naquela época via isso muito bem. 

E um dia no ano passado burburinhos espalharam pela escola, muitos deles falando que um ser da Corvinal espalhou pela sala comunal que existia uma caixa no canto do Corujal, uma caixa onde as alunas poderiam colocar ideias e em alguns dias ela estaria a mostra na biblioteca. A bibliotecária — tenho a certeza — sabe deles e acho que ela lê também.

Mais não vou mentir, a pessoa que escreve isso tá de parabéns. Não que eu já tenha lido; talvez um ou dois capítulos. Ok, foram cinco e fim.

Com um forte aperto de mãos, eu tentei de novo fazer o feitiço, porém não deu certo. Novamente.

— Você precisa ser mais específico. — Pronunciou Minseok, após a quinta tentativa.

— E onde eu vou ser mais específico? Já disse nome e sobrenome.

— Tenta a casa. — E agora entendemos porquê você também não veste azul e bronze e sim amarelo e preto. — Talvez tenha que descrevê-lo.

— Quantos Park Chanyeol da Grifinória alto que nem uma vassoura e com orelhas enormes existem?

— Sei lá. Vai de ele tenha um gêmeo em casa que seja trouxa. 

Por favor alguém avise o ministério que eu me entrego e não precisam enviar um dementador atrás de mim, porque depois dessa eu vou matar Kim Minseok, e não me importo de passar meus anos de vida em Azkaban. Se bem que eu não ficaria tão bonitinho naqueles trapos branco e preto que eles usam.

— Quer saber? Eu desisto, isso nunca vai funcionar.

E junto com sua enorme pessimismo ele entra em baixo das cobertas e fecha as persianas, me deixando sozinho com um fundo amarelado de cortesia. E de novo é apenas eu e eu.

***

 

Caminhar não é uma das minhas atividades favoritas para si fazer quando estou entediado, nem quando não estou entediado, mais não tenho nada melhor para fazer além de pensar como posso fazer para falar com Chanyeol. Sentando no final do corredor eu tiro uma pequena lista que anotei em um pergaminho:

Accio? Não funciona.

Poção do Amor? Não sou tão bom em poções.

Essas foram as únicas opções que pensei, agora apenas resta uma solução; e ela esta no banheiro da Murta-que-Geme.

Pelas lendas nesse banheiro, residente no segundo andar, uma garota chamada Elizabeth-das-quantas foi morta em mil, oitocentos(ou novecentos) e bolinha, e desde esse dia seu fantasma assombra o local e a maioria dos garotos bonitos que decidem tomar banho a noite — esse último fato foi comprovado por mim. Mais no começo do ano dois garotos começaram a vender coisa ilegais lá. E não, não são drogas, mais sim Felix Felicis, a Poção da Sorte.

Para muitos o uso e fabricação é proibido, contudo um garoto da Grifinória e outro da Corvinal juntaram-se para fazer um contrabando de poções feitas pelo próprio corvino. E como sou um santo e quase nunca faço nada errado, tá na hora de tentar conseguir uma. 

Porque com minha cara de inocente eu consigo tudo. Mentira, no caminho para lá fui parado pelo Monitor da Lufa-Lufa, já que afirmando ele: " eu não gosto da sua cara". Tá vendo como sou injustiçado? Mais continuei assim mesmo.

Passando pela soleira da porta do banheiro feminino avistei logo de cara o espectro transparente, também chamado de Murta-que-Geme.

— Olá, Baekhyun. Você voltou para terminarmos nossa conversa? — O fantasma flutuou logo acima do chão parando ao meu lado. Nunca tive medo de fantasmas, nem mesmo do Barão Sangrento, mas ela me assusta até o último fio de cabelo castanho que tenho.

— Que conversa? Eu não chamaria aquilo de conversa.

— E do que você chamaria, Baekhyunzinho? — Sua falsa voz fina me dá raiva por saber que ela estava adorando a situação.

— Assédio Sexual.

Meu desentendimento com ela ocorreu na semana passada, era de noite e eu tinha convencido o monitor da Grifinória — eu paguei ele — para me dar a senha do banheiro requintado deles. Teria sido um banho calmante se a Murta não tivesse invadido e praticamente começou a falar como era sorte dela eu estar lá. Tá vendo que fantasminha abusada?

— Ah, Baekie, você é tão mal. — Ela começou a fazer biquinho e soltar seus sons característicos. — Adoro os malvados.

A sorte dessa fantasma de araque é que eu não posso matar algo que já está morto, se não ela seria uma morta ainda mais morta. Sério, será que o Voldemort ainda está contratando? Porque com meus pensamentos assassinos eu com certeza daria um ótimo Comensal. É, talvez qualquer dia da semana eu descubra onde enterraram os restos dele e arranje uma pá.

Serei conhecido no futuro como: "Byun Baekhyun, o cara que tinha medo de se declarar então foi desenterrar o capiroto."

— Sai daqui! — Um garoto vestido de vermelho e dourado bateu seus braços no meio do corpo translúcido da Murta, tentando espantá-la. — Temos clientes. 

— Kai, pare de aterrorizar a pobre garota. Esqueceu que o banheiro é dela? — Um garoto sentado de pernas de índio reclamou do chão, enquanto agitava com fervor uma concha sobre um caldeirão, fazendo com que suas vestes azul ficassem mais exibidas pelo movimento.

— Kyungsoo! — O garoto alto ao meu lado proclamou. Pelo jeito ele não gostava que brigassem com ele. — Ela começou. Nós nunca temos clientes e agora que recebemos um ela quer espantá-lo.

— O que você quer? — O corvino perguntou em um tom baixo e sombrio. 

— Preciso dos seus dotes mágicos emprestados, Senhor. — Me ajoelho a sua frente. Se vamos fazer um comércio acho que devo parecer mais sério.

— Não me chame de Senhor. — Seus olhos enormes rolam até o alto e voltam. Sério, eles me dão medo, são iguaizinhos a da coruja da minha família. — Que tipo de poção você precisa?

— Felix Felicis. — Não sei porquê mais sussurrei o nome da poção como se fosse um segredo, vai que a Murta volta e espalha por ai.

Os olhos absurdamente grandes de Kyungsoo olharam para Kai e ele alcançou uma maleta do canto do banheiro, seu braço mergulhou até onde não possa mais ser visto e tirando de lá um pequeno frasco dourado. 

— Vinte e cinco galeões.

Vinte e quanto? Agora entendi porque eles não têm clientes recorrentes. 

— Vocês não podem me dar um desconto? — Os dois mexeram a cabeça negativamente. — Tão brincando, né? Por vinte e cinco eu mesmo faço a poção.  — Nem os ingredientes para essa poção são tão caros. Por mim eu cobraria ela por cinco galeões e faturava mais, por tanto azar deles, porquê eu Byun Baekhyun não vou comprar nada que não custe menos de dez.

E também, eu já havia gastado todo meu dinheiro no último passeio a Hogsmeade — de volta ao banheiro.

Acho que falei algo errado para eles, já que no minuto em que falei sobre o preço os braços do grifinório estavam em volta de mim, me levantando e quando vejo estou estatelado do lado de fora da porta, deixado com um coro de:

— Volte sempre. 

Nota mental: Nunca mais voltar aqui.

***

Accio? Não funciona.

p̶o̶ção̶ ̶d̶o̶ ̶a̶m̶o̶r̶? ̶n̶ão̶ ̶s̶o̶u̶ ̶t̶ão̶ ̶b̶o̶m̶ ̶e̶m̶ ̶p̶o̶çõe̶s̶. NENHUMA POÇÃO!

Desistir e ir tomar um sorvete? Talvez depois.

Parar de ser um marica e ir pessoalmente até o Chanyeol? Quando os porcos voarem.

Tentar novamente feitiços? Com certeza.

Local: Perto do campo de Quadribol.

Situação atual: Tentado levemente a quebra minha varinha.

Era impossível. Não adiantava, tudo o que conseguia atrair com o feitiço foram galhos e pedras — elas bateram na minha cara —, ainda não tinha tentado o feitiço com nomes de humanos. E agora aqui estou eu, com fome, frio, e querendo chutar o gato idiota do zelador que está me encarando a um bom tempo.

— Some daqui. — O gato com olhos vermelhos apenas ficou me encarando, era assustador. — Vai, pode rir de mim, sei que quer.

Baekhyun, pare de falar com o gato. Isso só faz você parecer mais louco do que já é. Mais é isso que estou parecendo agora, um louco. Louco por achar que daria certo, acho que vou apenas desistir, ir até a cozinha e pegar baldes de sorvete para afogar minhas mágoas, e depois vou mandar um carta para minha mãe mandando ela me inscrever em um convento nas férias, porque se não consigo falar com um garoto imagina no futuro. Vou acabar sentado na varanda da minha futura casa com uma pilha de gatos gordos.

— Accio Park Chanyeol! — Por favor funcione! Eu não quero morar num convento, nem ter que viver com gatos. Essa é a única coisa que peço.

— Ei! Você tá bem ai? — Encarei o gato a minha frente. 

— Você aprendeu a falar?

— Aqui em cima! — A voz se fez presente e mais alta do que antes. Olhando para cima eu não achei que iria encontrar o próprio Chanyeol parado como um Deus em cima de sua vassoura. — Quer ajuda?

— Minseok me deve cinco galeões.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...