História Missão Rafa - Capítulo 11


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Categorias Originais
Tags Morte, Vida
Visualizações 2
Palavras 908
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


<3

Capítulo 11 - Sol nascente


   Passei a noite toda em claro só pensando nele, pensando no quanto me senti bem dançando com ele, não pelo fato de ele ser maior do que eu mas me senti tão segura e confortável com ele, eu quis que ele me beijasse eu sei que parece errado mas eu senti meu corpo corresponder muito bem ao dele quase como se um tivesse sido feito para o outro, eu só consegui cair no sono quando o sol nasceu ainda assim só dormi por meia hora antes de sair na ponta dos pés, abri uma cômoda qualquer e dela retirei um papel e um lápis,acho que um bilhete de despedida é o mais apropriado para a situação.

Bom dia Rafa , como você ainda estava dormindo achei melhor não te acordar

Obrigada por me deixar passar a noite aqui.

Beijos, Mari.

PS:Ta afim de ir no cinema hoje?

 

      Eu não sei aonde ele guarda a chave, mas que droga, revirei algumas gavetas e nem sinal dela, eu não me lembro de aonde guardei ontem, na verdade antes de dormir o Rafa trancou a porta e deve ter deixado em algum lugar na estante da televisão.

_o que esta procurando?- eu me virei assustada e dei de cara com ele, o cabelo dele está uma bagunça só e ele fica tão bonitinho com esse jeito meio despojado.

_eu tenho que .. há.. ir – ele se aproximou com uma caneca e café e pegou o bilhete que escrevi.

_em primeiro lugar sim, eu topo ir no cinema com você, segundo porque quer ir tão sedo?

_eu não quero te incomodar

_você não me incomoda ...- vi quando ele mordeu a boca meio tenso, na verdade eu é que estou quase surtando _achei que fossemos correr hoje

_correr? ... sim sim vamos eu ... –pelo amor de deus para de gaguejar sua louca _na verdade quero levar você em um outro lugar 

_vai me dizer onde?

_é uma surpresa, e lembre-se de que sou dona da sua vida agora por isso tem que me obedecer – disse com um largo sorriso

    Ele sorriu e nos combinamos de que eu o buscaria daqui a duas horas, voltei pra casa completamente animada e tive a idéia mais louca do mundo, mas faz parte do meu plano, ao chegar em casa vesti um short Jens curto com uma camisa branca com mangas de renda, calcei uma sandália rasteirinha e deixei o cabelo solto, passei apenas um brilho de cereja para não sair com a cara lavada e desci ate a garagem, tomara a deus que meu carro não me deixe na mão hoje, a primeira coisa que fiz foi abastecer esse carro velho, em seguida comprei dois bombons de chocolate, cheguei na casa do Rafa e o vi vestido com uma calça preta e uma camisa vermelha.

_não pode ir assim- disse

_porque não?

_tem que usar branco

_por quê?

_faz o que estou mandando, por favor

     Com a cara emburrada ele voltou para o quarto e saiu de lá com uma bermuda esverdeada e a camisa branca e um chinelo de dedo.

_feliz? – ele perguntou confuso

_sim –disse sorrindo

     Dirigi o tempo todo ouvindo o Rafa falar mal do meu carro e assim que entramos na estrada de chão ele reconhecer o lugar e se calou, ele parece confuso demais mesmo assim não perguntou nada, assim que avistamos a ponte ele se virou para mim com os olhos arregalados e as mãos tremulas.

_confia em mim Rafa

     Estacionei na beira da estrada e peguei todas as flores que achei, girassóis, arranquei dois e dei um para ele, parei de frente a ponte, no mesmo lugar aonde o vi pela primeira vez, o mesmo lugar aonde ele tentou se matar, o mesmo lugar que fez minha vida tomar outro rumo, o dia está muito bonito, o céu azul com poucas nuvens o clima quente e vi algumas borboletas passarem por nos.

_sabe por que estamos aqui?

_não mesmo

_bom aqui foi o lugar aonde nos vimos pela primeira vez, naquele dia você tentou se matar e hoje vamos fazer isso – ele franziu a testa e não recuou a momento algum _hoje vamos matar o velho Rafa, aquele que não se acha bom o bastante para a vida, aquele que se isolava e sempre esperava o pior de tudo, a partir de hoje esse Rafa está morto e um novo Rafa vai nascer no lugar desse.

_o que?

    Estiquei o braço com a flor em direção ao rio e só de olhar para baixo vejo aquela longa queda que quase o matou.

_aqui jaz Rafael ... qual seu sobrenome?

_Carvalho – ele responde sorrindo

_ok, aqui jaz Rafael Carvalho, ele era uma boa pessoa mesmo que não soubesse disso, nos o amávamos e ele teve de partir dessa para melhor ... quer dizer alguma coisa pro antigo Rafa? – pergunto olhando para ele sem parar de sorrir

_porque está fazendo isso?

_ precisa deixar pra trás tudo o que aconteceu , e vai começar do zero,agora demonstre respeito estamos em um velório, agora se despeça dele

_obrigada por tudo Mari- ele disse segurando minha outra mão

_de nada

_muito bem ... ele era um péssimo irmão, um péssimo amigo e um bom desenhista e eu me despeço dele

     Jogamos os girassóis como forma de indicar que aquilo era pra valer.Me viro para ele e o abraço, ele corresponde e voltamos para o carro de mãos dadas.

_e agora ? 


Notas Finais


...


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