História Missão Sequestro - Capítulo 20


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Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Happy, Igneel, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Mavis Vermilion, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Personagens Originais, Rogue Cheney, Silver Fullbuster, Ur, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Exibições 11
Palavras 1.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Proteção (Fuyuki)


Fanfic / Fanfiction Missão Sequestro - Capítulo 20 - Proteção (Fuyuki)

Fuyuki

 

Eu só quero que alguém me diga que tudo isso é apenas uma pegadinha de mau gosto, que nada disso é real e que o Natsu e a Yaya armaram tudo isso.

Por quê? Do que adiantaria? Você teria se assustado do mesmo jeito.

            Deliora, você sabia disso?

            É claro você que sabia. Você tem mais acesso a minha mente do que eu, o que é irônico, já que a mente é minha. Deve ter visto o momento em que tudo isso aconteceu. Devo confiar em você também?

Você não podia confiar no Natsu, mas mesmo assim confiou. Sou apenas um monstro interior.

            Eu sou um idiota... Ele mesmo vivia me dizendo para não confiar nele, é como se fosse uma maldição! Mesmo assim confiei.

Não adianta chorar pelo leite derramado, garoto.

            Obrigado por me lembrar disso, Deliora...

                                               ***

            Não é como se fosse difícil aceitar a ideia de que eu não sou filho do Hiroki e da Miyo, mas isso ainda é um pouco chocante. Você chamá-los de pais e do nada te falarem que, na verdade, você é filho dos seus bisavôs.

            Certamente, isso não acontece todo dia com alguém. Devo ser muito sortudo para um fato desses. Ou o imbecil mais azarado do universo.

            Poxa, o que custava dizer? Eu não ia ficar assustado com isso quando era menor. Eu odeio quando mentem para mim.

            Senti algo em minha bochecha enquanto eu encarava o teto do meu quarto, deitado na cama. Lágrimas? Eu não quero chorar por algo assim. Eu não sou assim.

            Gold Fullbuster... Este é o meu nome? Legal. Não sabia meu próprio nome. É um bom começo.

            Onde estão meus pais? Meus pais de verdade? Como devo encarar esta situação? Devo odiá-los por não me contarem a verdade também? Eu devo ficar com raiva do Deliora por ser o responsável disto tudo?

            Eu não sei o que fazer!

            É tudo tão confuso que eu não consigo entender o que está acontecendo. Não cai a ficha de que sou filho da Juvia e do Gray... Eu sei que sou praticamente a cópia do Gray com os olhos mais claros... mas... mas mesmo assim! Até algumas horas atrás, eu era simplesmente mais um bisneto de um dos magos da Fairy Tail e, agora, eu sou filho deles. Ficar repetindo esta informação não está mudando nada em minha mente. Parece um absurdo.

            Chuva...

             A mesma chuva triste que caia quando eu brigava com meu pai, a mesma que caia quando eu vi a Yuka morrer, a mesma que chorou junto comigo este tempo... Parece que não será diferente dessa vez. Ela parece estar mais forte dessa vez, veio junto com uma ventania, quase um tornado, fazendo com que as árvores balancem fortemente contra e folhas voem por ai.

            Tudo da janela do meu quarto.

            Percebi que estava quase uma hora apenas encarando a janela de meu quarto, enquanto abraçava minhas pernas em cima da cama, que fica encostada na parede, de frente para a janela. Odeio parecer vulnerável deste jeito, mas acho que preciso de um abraço.

                                               ***

            Eu sei que é loucura, mas preciso fazer isso.

             Sai correndo no meio da rua, em meio aquela chuva toda, para ir a minha antiga casa. Onde moram meus pais... adotivos. Sinto meu coração pular do peito, já sabendo que eu estava nervoso a ponto do meu corpo inteiro sentir a adrenalina. É uma sensação confortante quando eu sei que tudo faz sentido agora.

            Assim que cheguei simplesmente abri a porta da sala, dando um enorme susto em quem estava no cômodo. Minha mãe e meu pai estavam sentados no sofá, assistindo a televisão e, com o susto, meu pai levantou correndo, já entrando em posição de luta, mas o impedi o abraçando e não consegui segurar as lágrimas e os soluços que quiseram sair. Escondi meu rosto em seu peito, não queria o encarar, não agora. É muito bom abraçá-lo.

—Fu... yuki? — ouvi meu pai sussurrar ainda em choque.

—D- Desculpe... Eu n- não entendi o porquê v- você a- agir daquele jeito comigo — tentei falar, mas meu choro me impedia. Vergonhoso, eu sei, mas eu precisava. — E- Eu não sabia.

            Senti algo molhar minha camisa. Foi quando percebi que meu pai me retribuiu o abraço e chorava.

—Você não está sozinho, Fuyuki — disse calmamente — Desculpe por agir daquele jeito, mas... Era tão frustrante não poder dizer a verdade para você que, quando você perguntava, eu ficava nervoso e não sabia o que fazer. — o senti afagar meus cabelos — Agora que você descobriu a verdade, não precisa ficar mais triste. Você tem pais de verdade, mas eles estão em uma situação difícil e só você pode ajudá-los — disse desfazendo o abraço e me encarando. — Não tenha medo das descobertas.

—Mas por quê? Por que todos mentiram para mim?

—Sua proteção era a nossa maior preocupação, meu amor — disse minha mãe já ao meu lado, passando a mão por meus olhos encharcados — Nós e seus pais concordamos que era melhor deixá-lo longe deles, pois sua força ficava mais visível com eles, sendo um grande alvo para ataques. Como hoje você sabe controlar sua magia, pode viver normalmente com eles.

—E onde eles estão? — perguntei tentando me acalmar, mas sentia as lágrimas caírem.

—Eis a questão — respondeu meu pai — Ninguém sabe onde seu pai está. E sua mãe está em coma no hospital devido a uma guerra que aconteceu há quatro anos. — completou. Eles não sabem da troca das Juvias...

            Eu preciso salvá-los.

—Fuyuki, imagino que tenha culpado o Natsu por isso. Ele foi o que foi contra até o final, mas não pôde fazer nada além de te salvar. Ele apenas aceitou em não te contar, mas sempre vinha aqui chorar em desespero, pois não sabia o que fazer sem a Lucy e tinha medo de ter falar a verdade e arruinar sua segurança. Não o culpe, ele só queria vê-lo seguro e bem.

            Acabei chorando mais. Eu disse coisas terríveis para ele e não o deixei falar... Eu sou um idiota! Eu disse que o odeio e que sentia raiva dele quando ele entrava em pânico por não querer me ver mau... Eu... ARGH! EU... eu mereço evaporar. É claro que eu nunca iria adivinhar que o Natsu fazia isso, ele esconde, às vezes, bem até demais seus sentimentos. De um modo que eu não consigo descifrá-lo... Devia ter notado antes...Sei lá, de algum jeito...

—E- Eu disse coisas horríveis para ele, o que eu faço? — acabei perguntando desesperado.

—Diga a verdade — disse-me meu pai — Diga tudo o que sente de verdade. — disse encostando a mão em meu peito.

            Dizer a verdade... Como eu faço isso?  

            Nós três ficamos horas conversando, às vezes um de nós começava a chorar, devido ao peso tirado das costas. Ficamos abraçados no sofá até anoitecer. Precisava ir embora...Sinto que Natsu está piorando pensando que eu o odeio de verdade...

            É incrível como apenas eu ter descoberto um fato, não me senti sozinho, mesmo sabendo que meus verdadeiros pais estão longe de mim e não faço a mínima ideia de como salvá-los. Hiroki, por mais que tenha sido um pai no qual nunca me dei bem, agora vejo que só fez tudo aquilo por conta da dor que sentia ao me ouvir dizer que não fazia parte desta família. E Miyo que, por mais que fosse uma excelente mãe, nunca deixou de mostrar sua tristeza ao me olhar naquele estado e ter ficado angustiada por não contar.

            Às vezes, quando pensamos que certas pessoas querem nos ver mal, na verdade estão nos protegendo de algo muito pior do que pensamos. Eles sofrem para nos ver bem, mas não nos deixam em perigo.

            Eu descobri isso do pior jeito.

            —Fuyuki — chamou-me Hiroki enquanto eu abria a porta da casa— Mesmo que não sejamos realmente seus pais, não hesite em nos procurar quando quiser, certo? — disse

—Certo! — disse abrindo um grande sorriso e me reverenciei — Miyo, Hiroki, obrigado por terem cuidado de mim até agora e... desculpem-me todo este transtorno... — levantei o tronco e encarei os dois me olhando emocionados — Oe, se começarem a chorar novamente, eu choro junto. — disse dando uma pequena risada.

—Fuyuki, nós te amamos, não se esqueça disso — disse Miyo sorrindo.

—Não esquecerei, pois também amo vocês.

            Sai antes que nós começássemos a chorar novamente.

            É muito bom saber a verdade. Saber que essas pessoas se preocupavam comigo mesmo eu não sendo um filho legítimo. Nunca conseguirei demonstrar o quão feliz eu fiquei com isso.



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