História Mistakes Of Love - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Ryan Butler
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Ação, Aventura, Comedia, Drama, Família, Fantasia, Mistério, Novela, Policial, Revelaçoes, Romance, Suspense
Exibições 4
Palavras 5.833
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como prometido, trouxe o novo capítulo, revisei ontem e acreditem eu chorei escrevendo, então preparem-se.
* Outra coisa, percebi também que não posso esperar por leitores para a Fic, mas se você que está lendo desejar compartilhar eu agradeço.
* Não tenho data para postar, depende de quando as ideias surgem, ademais quero contar com a sua compreensão.
* Perdão pelos erros e quebras de pensamento no decorrer da história até aqui, estou me esforçando para deixar tudo direitinho. Qualquer erro, não deixem de avisar.
* Obrigada ler o que eu escrevo, amo-te.
****** Por favor, ouça a música que aparecer no decorrer da história, somente na parte em que a personagem a ouve, no resto da história, ouçam The Ocean - Mike Perry.******

Capítulo 7 - Diferente


Fanfic / Fanfiction Mistakes Of Love - Capítulo 7 - Diferente

Arline

O que aconteceu?! Acabei de beijar Justin e isso não é nada bom. Estamos próximos, nossos corpos colados, nossos lábios a milímetros de distância, nossas respirações se misturam e então um sorriso corta seus lábios, só consigo olhá-lo assustada.

--- Como eu disse: Minha. - Diz e se afasta um pouco, só para depositar um beijo no canto da minha boca e sai com as roupas pela porta do quarto me deixando estática no mesmo lugar.

Levo minhas mãos à cabeça, me perguntando o que aconteceu, mas não adianta ficar remoendo esses acontecimentos, o melhor agora é me preparar para trabalhar, tenho um dia cheio. Entro no banheiro, tomo uma ducha rápida e limpo meus cortes. Saio do banheiro e vou direto ao closet me vestir, escolho uma blusa sem manga verde, uma saia preta plissada, um cinto com fivela dourada e um salto fechado com detalhe em dourado, deixo meus cabelos lisos, acessórios, uma maquiagem leve que realce meus lábios e os olhos e cubra meus arranhões distribuídos pelo corpo e para finalizar uma bolsa de lado com óculos de sol e perfume. Termino de me arrumar e saio rapidamente da quarto, ainda tenho algum tempo para chegar ao trabalho, então decido ver como Jay está e tentar esquecer o que acaba de acontecer entre nós minutos atrás.

Desço a escada e encontro 3 homens carregando caixas com coisas para fora da casa, horrorizada procuro Justin e o vejo conversando com um dos homens, me aproximo e ouço:

--- Não se preocupa cara, nós levamos tudo pra minha casa, ela vai morar lá... - Diz despreocupado sem notar minha presença.

--- Justin... - Digo, mas ele não me dá atenção, sai andando com o cara em direção a porta com mais caixas. --- Justin... - Digo e mais uma vez sou ignorada. --- JUSTIN! - Grito furiosa, ele olha para mim assustado assim como os demais rapazes.

--- Quando você ia me dizer que eu ia morar com você ?! - Digo me aproximando rapidamente dele com raiva explícita.

--- Arili, não é seguro aqui, você sabe disso... - Começa a dizer, mas eu o interrompo.

--- Não foi isso que eu perguntei. - Digo ríspida.

--- Arline, eu não ia te contar nada, ia te pegar nos ombros, jogar dentro do carro e levar pra minha casa. - Diz com raiva.

--- Ah mas não ia mesmo. - Digo dando-lhe as costas.

--- Arli, volta aqui, você precisa ir pra minha casa. - Diz vindo atrás de mim que já ia atravessar a porta da casa, mas ele  segura meu braço.

--- Por que? Qual a explicação? Ainda não recebi uma de verdade. Você disse que íamos conversar, que íamos resolver isso aqui e não que ia embalar minhas coisas e despachar como caminhão de mudança. Então, me esclareça, por favor, qual a razão de eu ir morar com você sendo que seus inimigos nem sabem quem eu sou e muito menos onde eu moro? - Digo enraivecida. Puxo meu braço da sua mão e saio pela porta com muita raiva, entro no carro que estava estacionado na garagem, ligo-o e saio acelerando de dentro de casa assim que o portão abre.

Só consigo ficar furiosa com JB por tudo isso, ele transformou minha vida numa bagunça, acelero mais, depois da discussão com Jay, perdi a hora, Droga! Bato com a mão na direção e acelero mais. Logo, chego ao prédio da Darling, paro o carro em uma vaga e me permito respirar, preciso resolver as coisas e detesto admitir, mas JB está certo, não é seguro para mim ficar exposta, bato com a mão no volante, Droga! Menos de 48h e ele já conseguiu ser meu marido, dormir comigo, ser idiota e mandão, problemático, criminoso, quase me matar em um estacionamento, quase me matar em um tiroteio e invasão dos seus inimigos, quase morrer na minha casa, me beijar e me deixar fula da vida pela manhã ao encontrar ele despachando minhas coisas sem minha autorização.

--- Urghhhhhh... - Murmuro com raiva e solto um suspiro, só me resta tentar resolver essa bagunça. Saio do carro e alarmo, sigo caminhando pela calçada e entro por uma das portas de vidro da revista, subo a escada principal e entro no elevador, saio e atravesso o Hall da recepção da revista, digo um bom dia que é recíproco para as recepcionistas Megan e Ária com belos sorrisos e entro na sala da redação. Respiro fundo o ar do lugar que me deixa feliz e sigo para minha sala.

--- Bom dia a todos. - Digo e sou respondida no mesmo tom enquanto atravesso a sala enorme com vários funcionários. Chego a minha sala e sento na cadeira, imediatamente preparo uma carta para a presidência e imprimo, assino e deixo em cima da mesa, agora estou pronta para mais um dia agitado, que seja um bom dia para nós.

Justin

Arli saiu batendo a porta e acelerando o  carro de forma feroz, pelo que pude entender ela está fula da vida comigo, Ótimo, tudo que eu preciso é de uma mulher pra encher o saco, Droga! Por que ela tem que ser tão teimosa¿! Será que não consegue entender que é pro maldito bem dela?!

Volto para a sala onde os rapazes estão:

--- Devolvam as coisas, preciso resolver esse problema com a marrenta da Arline. - Digo chateado.

--- Parece que você achou alguém como você, Drew. - Diz Christian sorrindo.

--- Vá se danar, Chris. - Digo ríspido.

--- Vish, está de pé esquerdo por causa da patroa, Justin?! - Diz Chaz gargalhando e fazendo os demais sorrirem.

--- Você também, Chaz. Só devolvam as coisas para dentro da casa, depois vamos buscá-la na revista, ela não pode ficar sozinha. - Digo.

--- Fala a verdade, cara, você quer comer ela né? Porque está todo preocupadinho com a garota. Ninguém sabe dela, não precisa tudo isso.- Diz Chaz.

--- Na verdade é mais perigoso do que vocês imaginam. - Diz Ryan, se pronunciando pela primeira vez. --- Ela é esposa do Drew e salvou-o da invasão do Harlequin na casa dele, eles a viram, apenas ainda não a identificaram, precisamos tirá-la de circulação o mais rápido possível para a proteção dela. - Completa.

--- Beleza, então vamos logo. - Diz Chaz e Chris apenas acena concordando, imediatamente eles saem para pegar as caixas e trazê-las para dentro. Logo que concluíram, me despeço de Ryan que vai para minha casa ver como anda a reforma e organização da segurança e eu e os rapazes vamos buscar Arli.

Entro no meu carro e os caras no carro de Chris, já que Chaz trouxe o meu, saímos acelerando rapidamente rumo a revista, coloco os óculos escuros e dirijo na frente como sempre, já que eles não me alcançam. Logo, chegamos ao prédio e estacionamos, avisto o carro de Arli parado do outro lado do estacionamento, desço do carro e sigo caminhando com os caras, passo por uma das portas de vidro da entrada, subo a escada e entro no elevador com eles, entro no Hall de recepção e vejo duas garotas muito bonitas com sorrisos nos rostos, me aproximo e pergunto:

--- Arline, preciso vê-la. - Digo, baixando os óculos.

--- Bom dia, senhor ... - Diz e eu completo. --- Bieber.

--- Sr. Bieber, a Sra. Roberts, no momento está ocupada finalizando a edição do mês, o senhor tem hora marcada? - Pergunta.

--- Não, sou um amigo dela e preciso realmente vê-la, autorize minha visita só dessa vez, ok. - Digo sorrindo de lado. A garota de cabelos ruivos, com uma plaquinha em sua blusa dizendo que se chama Megan, apenas olha para a garota loira ao seu lado de nome Ária e sorri concordando.

Agradeço e vou em direção a porta da Redação, entro e sigo caminhando, logo vejo a sala de Arli com seu nome escrito na porta de vidro: Arline Roberts e abaixo do nome está sua função: Editora Chefe. Vejo-a pela vidraça da sala, está linda olhando papéis espalhados pela mesa e digitando no computador, sorrio de lado e vou para a porta e bato 2 vezes, meu sorriso aumenta ao vê-la perceber quem é e imediatamente fechar a cara com raiva, se levanta dando uma bela visão de suas pernas expostas. Não tinha reparado em como estava sensual e bela está manhã, mas agora a visão é excelente.

Arline

Estava trabalhando em paz, tentando resolver o problema da edição, já que Will não tinha a foto de capa da revista, então liguei para Francis, nosso fotógrafo, que informou-me da sessão de fotos com a nova coleção de Jackeline para esta tarde às 16h, assim poderei escolher a foto de capa e a revista estará pronta e sendo impressa à meia-noite. Terminei de editar o último texto da revista quando ouço batidas na porta da sala, levanto o rosto e me deparo com Justin, sorrindo de canto para mim, fecho a cara com raiva por tudo que aconteceu, mas levanto e vou em direção a porta, vendo seus olhos comerem minhas curvas, abro a porta:

--- Nada mal, Arli, nada mal mesmo. - Diz sorrindo e me olhando descaradamente de cima a baixo.

--- O que você quer? Estou trabalhando. - Digo cruzando os braços.

--- Vim buscá-la, você sabe da situação Arli, não brinque com fogo. - Diz me olhando seriamente.

--- Pois bem. - Digo e volto a mesa da sala e pego a carta, saio pela porta empurrando-o com o ombro. --- Preciso deixar isso na Presidência, não despachem nada do escritório, por favor.- Digo sarcástica.

Saio da Redação, passo pelo Hall e entro no elevador, aperto o botão do 12º andar, assim que o elevador abre, saio e vou a sala do Chefe.

--- Bom Dia, Sr. Beaten, preciso falar com o senhor. - Digo receosa. Ele vira a cadeira que estava de costas para mim e voltada para a enorme vidraça do prédio que oferecia um bela visão da cidade.

--- Bom Dia, Arline, não precisa dessa formalidade, pode me chamar de Harry, sabe disso, diga em que posso lhe ajudar? - Diz, meu chefe só tem de velho a formalidade, porque o contrário da normalidade ele têm apenas 26 anos, é alto, loiro, de olhos verdes e de um sorriso encantador, um bom amigo de 3 anos, desde que entrei para a revista como estagiária.

--- Desculpe Harry, na verdade, eu tive uns problemas pessoais nesse fim de semana que requerem minha atenção e gostaria que você me fornecesse uma licença para trabalhar em casa. - Digo.

--- Bem... entendo, se é urgente tudo bem, vamos enviar o material por email, fique com o celular ligado e faça um esforço para comparecer as sessões de fotos, você sabe como Francis é sem você. - Diz sorridente.

--- É claro, farei o possível para retornar logo, não se preocupe, farei o serviço completo e qualquer emergência ligarei para você, irei as sessões de fotos. Aqui está minha carta de licença, é indeterminada, tudo bem? - Pergunto estendendo a carta para ele.

--- Sim, tudo ok, cuide-se Arline e se precisar não êxite em ligar, estarei aguardando seu retorno. - Diz e eu me despeço com um ''obrigada'' e saio de sua sala, entro no elevador, saio e vou direto as meninas da recepção, comunico minha ausência indeterminada que me abraçam e me desejam sorte.

Entro na Redação e chamo a atenção de todos:

--- Pessoal... Bem, tenho um comunicado para fazer: Infelizmente, por problemas pessoais que me acometeram este fim de semana, precisarei me ausentar da revista por tempo indeterminado... Sei que é inesperado, mas fui forçada a isto, não se preocupem eu passarei a trabalhar em casa e manterei o celular ligado para atendê-los, me enviem tudo por email e fornecerei meu novo endereço para vocês, irei me mudar também, por causa de uma reforma, me perdoem por esse infortúnio, mas tudo dará certo. Comparecerei as sessões de fotos para auxiliar na montagem da páginas de capa da revista, estarei a disposição. Amo vocês e essa revista, farei o possível para estar de volta o mais rápido possível, cuidem-se na minha ausência e façam essa revista brilhar ainda mais com o empenho que eu sei que vocês têm. Obrigada.

Assim que encerro, recebo uma salva de palmas e abraços de vários funcionários, sorrio com o carinho que compartilhamos, afinal somos uma família à 3 anos, sempre cuidamos uns dos outros, não é atoa que somos os melhores no que fazemos, amo cada criaturinha dentro desse lugar. Suspiro, vou sentir saudade dessa energia familiar, aconchegante e maravilhosa que eu sentia todos os dias.

Terminadas as despedidas, dirijo-me ao meu escritório, passando reto por Justin e os rapazes que o acompanham, entro e vou para minha mesa, junto a papelada finalizada do dia em uma pasta, assino uma etiqueta com a data e nome do documento e a deposito sobre o canto da mesa para levar, junto os demais papéis que precisam ser revisados, imprimo os documentos e postagens para as próximas matérias e reúno-os em uma outra pasta, assinando as informações necessárias, guardo os demais materiais no arquivo e tranco, já que esses são exclusivamente meus, os necessários para os demais funcionários estão no sistema e essas mesmas informações estão na minha conta privada à minha disposição. Desligo o computador, assino o último documento e me levanto, pego minha bolsa e as pastas, me despeço silenciosamente do meu espaço e memórias invadem minha mente, esta é a segunda vez que deixo esse espaço desde que adentrei a empresa, me ausentar agora me trás a nostalgia da última vez, memórias daquela noite passam como um flashback em minha mente, mas rapidamente as afasto, seco a lágrima que escorreu solitária em minha bochecha e saio da sala, tranco e digo até logo mentalmente.

Sinto uma presença atrás de mim, suspiro e me viro vendo Justin com um olhar indecifrável, ele ainda usa as roupas de Ethan, um camisa sem manga de moletom preta, calça jeans e um par de supras brancos que ele usou noite passada, seu cabelo levemente bagunçado lhe dá um ar sensual, poxa, como posso me zangar com uma visão assim,urhgggg!, suspiro e saio andando, coloco a chave na bolsa e vou em direção à mesa de Kathy:

--- Kathy, aqui está os documentos de hoje, finalizados e assinados, por favor, organize para a revista, e lembre o Will de formatar tudo, deixando apenas os espaços para as fotos que vou enviar hoje ainda, vamos estar com a revista pronta à meia-noite, ok? - Digo a ela, seus olhos brilham e sorri, concordando.

--- Ok, pode deixar, vamos cuidar de tudo, boa sorte... - Diz, mas diminui o volume da voz rapidamente para me perguntar. --- Quem são aqueles homens que estão esperando você? - Pergunta levemente envergonhada.

--- Ah, o loiro de moletom do meio é o Justin, o outro loiro de jaqueta é o Christian e o moreno é o Chaz, são amigos do JB. - Digo sorrindo. - Sinto não poder apresentá-los, mas preciso ir agora, desculpa Kathy, se cuida. - Mando um beijo no ar para a garota que sorri e me afasto.

Retomo o caminho e saio da Redação, atravesso o Hall da recepção dando tchau e beijos as meninas e chego aos elevadores, aperto o botão para chamá-lo e aguardo. Enquanto espero, Justin segura meu braço e me vira:

--- Aonde vai? - Pergunta.

--- Para casa, arrumar minhas coisas, a não ser que você também já tenha embalado minhas calcinhas também. - Digo olhando-o enraivecida.

--- Não se preocupe, ajudo a despachar até a que você está usando. - Diz sorrindo safado. Bato em seu peito e aponto um dedo em seu rosto.

--- Nunca, sob hipótese alguma fale assim comigo, ouviu bemw! Não sou nenhuma das mulheres com quem você tem sexo a vontade e que babam por qualquer atenção sua. Quero respeito seu para comigo, assim também o respeitarei. Sobre as suas graçinhas, use-as longe de mim! - Digo furiosa.

--- Olha aqui Arli, eu estava brincando, nunca teve alguém assim pra brincar com você? - Pergunta sarcástico. --- Ah é, você era virgem até ontem, o primeiro cara a tocar em você sou eu, então não me venha com essa de marrenta não. - Completa, meus olhos se enchem de lágrimas, mas as seguro.

--- Pois bem, Justin Drew Bieber, sim, você tirou minha virgindade, e aí? Espera receber um prêmio por isso? Porra nenhuma, se acha que vou me humilhar deixando você fazer o que bem entende com a minha vida está enganado. Sempre fui eu e acabou, você não vai entrar na minha vida em menos de 48h e começar a mandar, não mesmo, engula suas baixarias, diminua o tom e solte o meu braço, posso estar casada com você, mas não sou sua propriedade, então você tem 2 opções ou me solta e conversa direito para chegarmos a uma solução ou me mata. Qual você prefere? - Esbravejo. Ele solta meu braço. O elevador se abre e eu entro seguida pelos 3 que permanecem calados e sérios, aperto o botão do térreo, em seguida, o elevador se fecha e começa a se movimentar. Justin se vira para mim:

--- Arli, eu... Sinto muito... Por favor, me desculpa... e-eu... eu agi muito mal com você,não deveria ter dito o que disse, sinto muito... - Sua voz morre ao final da fala assim que olha para mim e eu o encaro furiosa e entristecida, suas palavras impactaram mais do que eu esperava, ali estava o inferno em pessoa, me fez sorrir, me desesperar, me preocupar, me irritar e agora me despedaça com suas palavras afiadas, sinto muito Justin, mas não posso esquecer o que você disse, mas não vou demonstrar o quanto você me afetou, afinal aprendi com o melhor a esconder meus sentimentos.

--- Cale a boca, estou com dor de cabeça. - Assim que finalizo a frase, o elevador se abre e eu saio andando empurrando JB, caminho rápido e ele vem em meu encalço, desço as escadas, quando estou próxima ao final, vejo Francis sair por uma porta lateral, ele está lindo como sempre, seu ar angelical em roupa social com as mangas da camisa lilás dobradas, contornando seus músculos e  peitoral bem moldados, uma câmera presa por uma alça em seu pescoço, as mãos nos bolsos da calça e o cabelo loiro cacheado levemente bagunçado, os olhos azuis focam em mim e ele se pronuncia:

--- Arline, que prazer em vê-la, Ma chérie. - Diz sorrindo com seu sotaque francês, se aproximando de mim na escada rapidamente e depositando um beijo em minha mão.

--- Francis, que prazer revê-lo. - Digo sorrindo.

--- Chérie, soube ,que vai tirar uma licença, por Harry. - Diz preocupado.

--- Ah, é verdade, estou com problemas que preciso resolver urgentemente, por isso irei trabalhar em casa, mas não se preocupe farei o possível para comparecer as sessões de fotos. Inclusive a de hoje está de pé, Jackeline mandou a coleção ela chegará ao seu estúdio às 12h, prepare tudo e me aguarde, estarei lá às 16h. - Digo sorrindo tranquilizando-o.

--- É claro, não se preocupe, estará tudo pronto a sua disposição, Querida. Boa sorte com os problemas e qualquer coisa, entre em contato, sabe onde me encontrar, Chérie. Eu e Harry ficaremos muito felizes em lhe ajudar, você sabe disso. - Diz depositando mais um beijo em minha mão e um piscar de olho, sorrindo e voltando por onde havia entrado.

Desço a escada mais calma e devagar, lembrando de 1 ano atrás quando recebi o apoio de Harry e Francis em um momento horrível, sempre amei a genética desses dois, irmãos, lindos e acima de tudo fantásticos, me ajudaram quando eu mais precisei, sempre terei um dívida gigantesca com ambos, amo-os de coração.

Continuo a caminhar rumo a entrada perdida em pensamentos daquela noite fatídica, quando sinto uma mão segurar meu braço mais uma vez, viro-me alarmada. Vendo Justin com cara de poucos amigos para mim.

--- Quem era? - Diz ríspido.

--- Francis, fotógrafo da revista, irmão do presidente e um grande amigo meu assim como o irmão. - Respondo e puxo meu braço gentilmente, me soltando e caminhando rumo ao meu carro. Mas sou interrompida por Justin novamente.

--- Aonde vai? - Pergunta.

--- Já não lhe respondi?! Vou pegar meu carro e ir para casa, juntar minhas coisas, eu mesma, com o mínimo de dignidade que me restou. - Digo e retomo meu caminho.

--- Não.- Diz me interrompendo mais uma vez. --- Você vai comigo, Chaz pode levar seu carro. Assim iremos no mesmo ritmo. - Finaliza.

--- Não. A droga do carro é meu, eu tenho pernas, mãos e cérebro, posso muito bem ir sozinha para minha casa, se está com tanta pressa, vá logo e me deixe quieta, dá licença, você está esgotando a pouca paciência que me resta, já me tirou o emprego e a liberdade da minha casa, quer mais o que ?! - Digo furiosa, puxo meu braço com força, o que me machuca mas eu não ligo, estou  fula da vida com ele, caminho rapidamente, aciono o alarme e entro no carro,ligo-o e acelero, saio da vaga e entro no trânsito, paro em um semáforo para entrar para a rodovia que vai me levar para casa, Justin para ao meu lado e baixa o vidro:

--- Vamos mais devagar para você acompanhar, gatinha.- Diz debochado.

--- Obrigada, quanto cavalheirismo da sua parte. - Digo debochada, subo o vidro e me concentro no semáforo. Assim que ele muda para verde, acelero e ouço o carro de Justin e dos rapazes acelerar também... Estava de molecagem né seu idiota, mas agora quero ver você me acompanhar.

Acelero com tudo, entro na rodovia e desvio dos carros sempre vendo os carros dos rapazes pelo retrovisor, mudo para a faixa rápida, aumento o volume da música que estava tocando Wait For You - Electro - Light, acelero ainda mais, começo a viajar na adrenalina de afundar o pé no acelerador, ultrapasso carros rapidamente, desvio de carros e acelero ainda mais rapidamente, continuo, Justin não fica muito atrás, me acompanha junto aos rapazes, mas permanece atrás, já que não dou brecha para me ultrapassar, mas quando desvio de um carro ele fica mais atrás, continuo acelerando, até que lágrimas enchem meus olhos, lembranças daquela noite retornam e não posso mais segurar, a dor destroça meu coração mais uma vez, continuo, já não suporto mais segurar, lembranças da felicidade e tristeza misturadas com essa rodovia, não suporto mais, a saudade me estraçalha, as mãos apertam o volante, foi eu... fui eu que causei tudo... oh! por favor, me perdoe... Lágrimas caem dos meus olhos, meu rosto está molhado, a blusa vai ensopando aos poucos e eu não consigo mais segurar, tudo explode dentro de mim, um turbilhão de emoções que não consigo controlar... Então eu vejo... Naquela curva, pego-a, naquela mureta, naquele lugar, exatamente ali, tudo aconteceu, não aguento e freio com tudo... Uma onda de fumaça encobre tudo, estou parada, suspirando, ouço outro carro para ao lado do meu, o trânsito para esse lado é mais tranquilo, então não causei problemas, ouço uma buzina e vejo através do vidro e da fumaça um Justin preocupado.

Ignoro tudo, apenas aciono a marcha e saio devagar, retomando uma velocidade adequada e constante, enxugo as lágrimas com as mãos e continuo o caminho para casa. Em alguns minutos chego em casa, abro o portão e entro estacionando o carro. Os rapazes estacionam na frente da casa e entram na mesma. Faço o mesmo e vou direto para o quarto, quando estou na escada grito:

--- Vou arrumar as coisas, fiquem a vontade, peçam pizza é por minha conta. - E entro no quarto e vou para o banheiro, olho-me no espelho e vejo o quanto essas emoções me devastaram, tiro a roupa e deixo-a caída no chão, entro na ducha e molho todo meu corpo, tomo um banho rápido e saio do banheiro enrolada em uma toalha e vou direto para o closet.Opto por um vestidinho branco de alcinha, estilo verão, apesar de estarmos no outono e fazer um pouco de frio.

Começo a recolher as coisas e colocá-las em caixas, pego as roupas e coloco-as em malas, logo já organizei tudo e apenas pego as caixas e as levo para o corredor fora do quarto, depois pego as coisas e começo a descê-las pela escada, quando chego ao pé da escada percebo que está chovendo lá fora, os rapazes estão na sala e já haviam deixando umas caixas ao pé da escada, deposito a que eu carregada no chão e me aproximo de uma que estava aberta para fechá-la.Quando me aproximo vejo um porta retrato virado, pego-o e viro para ver o que é, me arrependo imediatamente, é uma foto que guardei de teimosa, dele... Meus olhos se enchem de lágrimas, mas não ouso despejá-las, ele pediu que eu não chorasse por ele e eu sinto muito ter quebrado essa promessa. Guardo o Porta retrato na caixa e fecho-a, chega de passado, tenho outros problemas para resolver e eles estão na sala ao lado, subo a escada novamente para pegar mais coisas.

Justin

Fui ver o que Arli estava fazendo e vi-a descer a escada carregando um caixa, ela estava linda como sempre, porém parecia cansada, como se carregasse um fardo nas costas, ela se aproximou de uma das caixas que os meninos colocaram próximo a escada para depois colocar nos carros e pegou um Porta Retrato que tinha em uma, imediatamente, suas feições tomaram a forma de angústia e pude ver lágrimas se formarem em seus olhos, o que quer que seja aquela foto trouxe lembranças difíceis a ela. Rapidamente ela devolve o objeto a caixa e a fecha e retoma seu caminho subindo a escada. Não notou minha presença, então me aproximo da caixa, abro-a e pego o porta retrato, é de um rapaz que aparenta ter uns 26 anos, cabelos castanhos e olhos da cor chocolate, sorridente, enquanto abraça uma Arline sorridente, em um pôr do sol, ambos descalços, ele de camisa de flanela preta e uma bermuda verde, sua mão depositada na cintura dela, enquanto esta está com um boho hippie chic branco de tecido, folgado, óculos no rosto, seus cabelos se movem, jogados ao vento da praia que estão e ela sorri livremente, é uma cena bonita, mas porque trás tanta angústia a ela¿

Devolvo o objeto para a caixa e a fecho, retorno para a sala e encontro os rapazes vendo TV e comendo pizza, mas permaneço com essa pergunta rondando minha mente.Passou-se horas, decido ver Arli, levanto do sofá e vou para a escada, ao chegar lá não vejo nenhuma das caixas, corro escada acima, procurando Arli, entro no quarto e tudo quieto e normal, vou no banheiro e vejo as roupas dela caídas no chão, mas nada dela. Retorno para o corredor, desço a escada correndo e entro pela porta interna que dá acesso a garagem, lá encontro tanto o BMW quanto a Ford F-150 Limited branca,carregada com as coisas, parados. Retorno para dentro da casa e quando vou em direção a escada para procurá-la nos outros cômodos, vejo uma sombra do lado de fora pelo vidro da porta.

Suspiro e vou em direção a porta, abro devagar para ver quem é, vou com a mão em direção a minha arma que está na parte de trás da calça, mas percebo que é ela. Abro a porta totalmente e saio, ela está na chuva, olhando para o horizonte, sozinha, está encharcada, vou até o limite do teto silenciosamente, ela ainda não me notou, olho para os lados e vejo a muda de roupas que Ryan deixou pra mim, ele trouxe uma camisa verde musgo de botão, pego-a e entro na chuva, coloco-a sobre o ombros de Arli e viro-a e abraço-a. Ela se surpreende, mas não se afasta, apenas me abraça mais forte, como se eu pudesse escapar por entre seus dedos, logo estamos ensopados com a chuva que desaba sobre nós, ela soluça e suspira contra meu peito e eu só consigo abraçá-la...

--- Quem era naquela foto? - Pergunto calmo contra seus cabelos molhados.

--- E-Era Nathaniel... meu irmão... - Diz rouca e chorosa.

--- O que houve? Por que está chorando? - Pergunto preocupado, mas em um tom baixo enquanto a água continua a escorrer por nós.

--- E-Ele morreu... em um acidente de carro... naquela curva da rodovia... por minha culpa... - Ela não consegue se controlar, chora mais desesperada, levo minha mão a sua cabeça e a acaricio.

--- Arli, não foi sua culpa. - Digo consolando-a.

--- F-Foi sim... Eu estava dirigindo... eu queria adrenalina, então acelerei, acelerei o máximo que pude, ele mandava eu diminuir, ele gritava para eu diminuir, dizendo que tudo ia ficar bem, que ele estava bem... eu estava fula da vida com tudo, porque ele estava envolvido com a máfia como você, ele estava sendo perseguido, estavam acusando-o de algo que ele não fez, ele disse que ia ter que sumir por um tempo, eu fiquei furiosa, entrei no carro dele e ele me seguiu, eu acelerei com tudo gritando com ele dizendo que ele era um imbecil com a droga de um diploma de relações públicas, não precisava dessa porcaria toda, que eu o odiava por ter estragado a vida dele e a minha, porque agora eu ia viver sem ele, sem meu parceiro... Ele disse que tudo ia dar certo, que estava tudo bem, mas eu estava com muita raiva, só via o meu sofrimento, eu só tinha raiva e ódio dentro de mim, acelerei mais e nós continuamos a discurtir, então eu entrei na curva e ouvi um estouro, então eu perdi o controle de tudo e só consegui olhar uma última vez pro Nath, ele estava assustado, mas sorria pra mim, nosso carro capotou, ele sussurrou um ''tudo bem'' e então a escuridão... - Ela chorava descontroladamente, como se o simples lembrar a fizesse sentir a dor novamente, mas juntou forças e continuou. --- Foi 1 ano atrás, aquela mureta que hoje existe lá foi uma nova construção, eu acordei no hospital, aparelhos para todos os lados, tubos e bipes, disseram que eu tive sorte, por o carro ter capotado do meu lado o impacto do meu lado foi com peso menor, eu passaria um tempo no hospital, mas logo estaria de volta a minha vida, faturei costelas, quebrei a perna e desloquei o ombro, vidros entraram na minha barriga, mas nada que as cirurgias não resolveram... Porém o pior estava por vir, passou-se 2 dias, até que eu pude me mover livremente, olhei para os lados do quarto e não vi ele, como nossos pais morreram, Harry e Francis cuidaram de mim, já que minha irmã estava em outro país com o marido e ainda não tinha conseguido vir me ver, quando eu olhei confusa para os lados, Harry entrou no quarto e se assustou ao me ver acordada... Eu tinha apenas o soro na veia, os gessos e os curativos, os demais equipamentos haviam sido retirados, ele se aproximou de mim e eu perguntei o que havia acontecido, então ele me contou sobre o acidente, então eu me lembrei de tudo e perguntei sobre o Nath, ele segurou a minha mão e me contou que ele não havia conseguido resistir.... Meu mundo desabou ali, Jay, tudo... acabou... eu não acreditei, puxei o soro da minha veia e desci da cama, escorreguei, mas me apoiei na cama, ele tentou me ajudar, mas eu dispensei, sai cambaleando até a porta do quarto, quando cheguei no corredor, eu esperava vê-lo sentado na cadeira de espera, com um buquê de tulipas, como ele sempre fazia, mas ele não estava lá, estava vazio... Ele se foi e eu me dei conta naquele momento... Cai no chão e chorei, chorei tanto e a dor não acabava porque ... p-porque... por... porque eu matei meu irmão! - Completou e escorregou, sentando no chão, a chuva permanecia sobre nós, suas lágrimas se misturando a ela, me abaixei e levantei seu rosto apenas para olhar em seus olhos, mergulhados em tristeza e saudade. Ela não tinha mais ninguém, além da irmã distante e eu sentia sua dor, eu tenho tudo e ela mesmo em sua dor se preocupou comigo, sinto tanto por isso.

--- Arli, você não matou ele, ele sabe disso, jamais a culparia, foi um acidente e eu sinto muito, mas está tudo bem, você não está sozinha, agora você tem a mim Arli, tem a nós, eu e meus amigos, somos sua família agora, vamos cuidar de você. - Digo tentando consolá-la, mas sei que nada do que eu disser vai apagar a dor que ela carrega no peito.

--- Vem, vamos sair dessa chuva. - Digo levantando-a e a guiando para dentro de casa, pego-a no colo e subo as escadas e levo-a pro quarto, coloco-a no banheiro e fecho a porta saindo,deixando-a sozinha, saio do quarto e me dirijo a porta da casa em busca das minhas roupas que Ryan trouxe, pego-as e levo para o quarto de Arli, tiro as minhas que estão ensopadas e visto as secas, quando termino jogo as roupas molhadas no cesto com as roupas molhadas de Arli, saio do closet e deito na cama. Alguns minutos depois, ela sai do banheiro, já vestida com um moletom que vai até suas coxas e de manga longa cinza, seu cabelo está seco e levemente preso deixando mechas de cabelos cascatearem ao redor de seu rosto e corpo. Ela está linda,mas destroçada por tudo. Levanto e vou até ela, abraço-a e beijo sua cabeça, ela retribui o abraço, trêmula. Pego-a no colo e levo-a para a cama, deito-a e acaricio sua cabeça, cubro-a e quando vou sair, sinto uma mão pequena e macia segurar meu braço;

--- Fica aqui... por favor...- Diz baixinho.

--- É claro. - Digo simples, e me deito ao seu lado, puxo-a de encontro ao meu corpo e acaricio seu cabelo, pego o celular dela que está na cômoda e vejo a hora, são 15h, ela precisa ir a tal sessão de fotos do trabalho, mas uma mensagem chega, é do tal Francis:

" Arline, Chérie, sinto muito, mas as roupas atrasaram, então mudamos o horário da sessão para amanhã às 12h. Espero vê-la logo, com amor do seu amigo Francis."

Ótimo. Ela vai poder descansar agora, quando olho para o corpo cuja cabeça estou acariciando, vejo uma mulher de olhos fechados em um sono leve, então vejo o quanto Arline é diferente, é forte mas também sensível, sua história é mais difícil do que parece e a dor que ela carrega, a dor da perda e da culpa a persegue para todos os lugares, só me resta sussurrar:

--- Tudo vai ficar bem, Arli. Eu garanto.

 

 


Notas Finais


Obrigada, agradeço imensamente por você ter lido, é gratificante ver o trabalhando dando resultado.
* Não se preocupe, tentarei ao máximo utilizar meu tempo de folga para atualizar a história, estou rodeada de ideias e espero colocá-las logo no papel, antes que fujam.
* Sinto muito qualquer erro que ocorrer, se você ver algum, por favor, me conte.
* Pretendo escrever uma nova história, estou moldando alguns detalhes e pretendo focar nas histórias que já comecei também, espero estar com o início da história pronta antes do fim do ano, então aguardem.
Mias uma vez obrigada e até breve.


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