História Mistery. - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Nina Dobrev
Personagens David Luiz, Nina Dobrev
Visualizações 31
Palavras 2.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vocês esperavam por essa ou eu surpreendi vocês? É, David está certo, se ele não proteger seus amigos a pessoa que está fazendo da sua vida um inferno vai começar a machucá-los...

Capítulo 13 - Twins?


Não contei pra ninguém sobre ter visto Jason aquele dia no Hospital, aquilo também me fez perder o foco no tal pendrive que eu precisava entregar para a polícia e voltei a minha rotina de faculdade e eu e Agnes estavamos colocando em dia todos os trabalhos que acabamos perdendo. Inventamos qualquer desculpa pro Tony sobre nossas faltas e como ele estava atordoado resolvendo os problemas que o John teve com a polícia já que esfaqueou David, não nos deu muita atenção.

- David já voltou pra casa? - ela perguntou enquanto eu grampeava uns papéis.

- Eu não sei, não falo com ele desde aquele dia no Hospital. - eu disse.

- Você tá tão abatida Jade. - ela comentou e eu concordei.

- Meus pais estão vindo pra cá hoje e eu nem posso aparecer pra vê-los assim. - relembrei.

- Eu vou pra casa, espero que as coisas lá estejam mais calmas. - ela disse arrumando a mochila.

- Se precisar de reforço me avisa. - brinquei e ela gargalhou.

- Tem certeza de que não quer vir comigo? - perguntou mais uma vez.

- Não, eu tô bem, vou ficar aqui esse fim de semana. - eu disse e ela veio me dar um beijo na testa.

- Qualquer coisa me liga tá? - ela disse e eu assenti.

Escrevi tanta coisa que meus dedos estão doendo e vermelhos mas isso não me impediu de pesquisar sobre a morte do Jason, se ele não estava morto então o que foi que aconteceu naquela noite da festa? Acho que minha futura profissão será de detetive e não de advogada porque ultimamente eu tenho tentado resolver um caso que eu já deveria ter largado faz tempo, arrumei meu quarto e tomei um banho antes de descer para esperar meus pais.

Sentei em uma das mesas do refeitório e estava aproveitando o tempo fresquinho e agradável quando meu celular vibrou e ao pegar eu recebi uma foto de David no dormitório dele já deitado na sua cama escrevendo algumas coisas e eu não resisti em ir até lá.

Subi rapidinho o prédio e quando cheguei até o quarto dele não havia ninguém, estranhei e fui olhar no banheiro e foi aí que eu ouvi a porta do quarto dele bater e eu fui correndo tentar abrir mas estava trancada. Alguém me trancou aqui!

Não havia ninguém naquele quarto e eu estava começando a ficar apavorada, comecei a bater na porta para ver se alguém pelo lado de fora me ouvia.

- POR FAVOR EU ESTOU PRESA AQUI! - comecei a gritar desesperada.

Depois de um certo tempo eu percebi que não adiantaria muito eu ficar gritando então comecei a procurar alguma coisa que pudesse me ajudar a abrir a porta, abri todas as gavetas do armário dele e não tinha nada que me servisse e quando eu abri a gaveta da escrivaninha encontrei uma agenda que me chamou a atenção. Era uma consulta médica de David de três dias atrás feita no mesmo Hospital que ele foi levado quando foi esfaqueado, a data e a hora era exatamente do dia em que encontrei ele em Holmes Chapel com aquela garota no apartamento.

Como ele havia feito uma consulta aquela hora aqui em Londres? Eu me perguntava sem entender mas guardei o papel no bolso e achei uma chave de fenda que eu usei para forçar a fechadura da porta, depois de muito esforço ela finalmente abriu e eu saí correndo daquele lugar vendo o corredor vazio e quieto. Não sei o que anda acontecendo aqui mas tem alguma coisa muito errada, quando cheguei ao meu dormitório eu abri a porta na velocidade da luz e levei um susto ao ver meus pais sentados na minha cama.

- AHHHHH! - soltei um grito.

- O que foi filha? Parece que viu um fantasma! - meu pai disse levantando.

- Não, só estava distraída. - eu disse e minha mãe veio me abraçar.

- Seu coração tá batendo tão rápido. - ela constatou.

- É, eu estava fazendo uma corridinha. - menti abraçando meu pai.

- A Lou teve que sair com o vovô e a vovó mas você pode ir ficar conosco lá em casa. - ela sugeriu.

Antes eu queria ficar aqui mas depois desse susto eu prefiro mesmo ir pra casa e ficar com os meus pais, arrumei minhas coisas e quando estava atravessando o campus com os meus pais vi David e Tony conversando e ao me ver Tony veio cumprimentar os meus pais, David deu um pequeno aceno com a cabeça pra mim e eu dei um simples sorriso sem mostrar os dentes.

- Aconteceu alguma coisa? Você parece preocupado. - meu pai perguntou ao Tony.

- É só problemas de faculdade, a porta do quarto do senhor Luiz foi arrombada e ele acaba de chegar do Hospital...eu tenho que ligar para arrumarem a porta dele para que ele possa dormir aqui hoje. - Tony explicou.

- Hospital? Tá tudo bem? - minha mãe perguntou preocupada.

- Sim senhora, só precisei fazer uma cirurgia...e como os meus pais estão fora da cidade eu vim pra cá. - David disse meio sem jeito.

- David é colega de turma da Jade, são amigos na verdade. - Tony disse sorrindo.

- Ah, então se é amigo da Jade eu te convido pra ficar lá em casa esse fim de semana. - meu pai ofereceu todo sorridente.

- Não...- eu disse baixinho.

- Obrigada pelo convite mas não quero incomodar. - David disse com um meio sorriso.

- Não é incômodo nenhum, faço questão, sua porta está arrombada e não dá pra dormir assim. - minha mãe disse pra ele.

Por fim, depois de tanta insistência dos meus pais o David acabou aceitando e quando ele sentou do meu lado no carro eu percebi que as coisas estavam ficando um pouco complicadas porque ele estava indo para a minha casa e meus pais sequer tinham noção de que ele já fez coisas horríveis, assim que chegamos o meu pai já deu logo o quarto de hóspedes para ele se instalar e eu fui direto para o meu.

- Alô? - perguntei atendendo o celular.

- Oi, eu fiquei com o seu número. - a voz disse do outro lado da linha.

- Quem é? - perguntei confusa.

- Freddie de Holmes Chapel. - ele disse e eu me lembrei de ter dado o número.

- Oi Freddie, aconteceu algo? - perguntei mexendo na parte superior do meu abajur.

- O David está aqui! Ele está atacando a mãe do Anthony! - ele disse e eu deixei o abajur cair no chão.

- Como assim? - perguntei confusa.

- É, ele chegou aqui hoje com um curativo no corpo e disse que queria vingança! - ele explicou.

- Esse garoto é perigoso Jade, fiquei preocupado com você e com a sua amiga. - ele disse.

- Claro, obrigada pela preocupação Freddie. - eu disse antes de desligar.

Nós almoçamos juntos mas eu e David mal conversávamos na mesa, porém eu precisava falar com ele sobre o que o Freddie disse porque se viram ele lá como ele pode estar aqui agora?

Depois do almoço nós jogamos alguns jogos e depois meus pais saíram para buscar a minha irmã enquanto eu estava lavando a louça e David estava no banho.

- Oi. - ele disse entrando na cozinha.

- Oi. - eu disse.

- Seus pais são bem legais, eu gostei bastante deles. - ele comentou e eu concordei.

- É, eles são. - eu sorri de leve.

- Tô te achando quietinha, é sobre o tal pendrive? - perguntou se aproximando.

- David, eu acho que você tem razão em dizer que tem alguém querendo te culpar. - eu disse virando-me pra ele.

- Eu tô investigando isso. - ele disse.

- Porque não me contou antes? - perguntei.

- Era isso que eu queria te contar aquele dia no Hospital. - ele disse e eu suspirei.

- Me acusam de coisas que eu nem sei do que estão falando, e eu não entendo. - ele disse e eu concordei.

- Eu preciso te contar uma coisa mas não quero que ache que eu sou louca. - eu disse e ele assentiu.

Sentamos na sala e eu respirei fundo implorando pra Deus que ele não esteja mentindo novamente pra mim, eu precisava contar sobre eu ter visto Jason e não me perguntem porque eu confio tanto em alguém que pode ser culpado.

- Naquele dia em que eu estava no Hospital e eu fui embora do quarto eu vi o Jason. - pausei e ele me olhou espantado. - Eu não sou louca, não bebi, não usei drogas...eu o vi e ele me viu também. Eu corri em direção a ele e o encontrei no estacionamento no carro com uma pessoa que eu nem sei quem é, eu só vi uma tatuagem na mão em formato de pássaro. - eu disse.

- Jason...eu...eu sei que tem muitos furos na história da morte dele mas ele estar vivo muda tudo. - ele disse e eu sorri.

- Você acredita em mim? - perguntei.

- Jade, eu te amo, como eu não acreditaria em você? - perguntou me olhando nos olhos.

- Você quer ver o que tem no pendrive? - perguntei pra ele.

- Quero. - assentiu.

Subimos para o meu quarto e eu liguei o computador e coloquei o pendrive, seus olhos chocados acompanhavam cada cena do vídeo mas ele não dizia uma palavra. Peguei o exame dele que estava no meu bolso e devolvi pra ele que não entendeu nada de início mas eu sentei ao seu lado na cama e pausei o vídeo do notebook.

- Você estava no Hospital, você não estava em Holmes Chapel. - eu disse.

- Eu estava no Hospital porque eu passei mal, bebi alguma coisa que me fez apagar por algumas horas e eu fui pro Hospital pra saber o que tinha acontecido comigo...eu fui drogado de novo como na noite da festa. - ele explicou.

- Meu Deus, o que é que está acontecendo? - perguntei completamente confusa.

- Eu não sei ainda, mas acho que descobriremos em breve. - ele disse.

- E a Agnes? E se machucarem ela? - perguntei preocupada.

- Vamos fazer o seguinte, vamos descobrir as coisas primeiro e contar pra polícia e aí nós três teremos proteção caso algo aconteça. - ele disse e eu concordei.

- Não sou eu nesse vídeo, e eu acho que já podemos começar daqui. - ele disse virando a tela do notebook pra mim.

Se aproximar bem a imagem dá pra ver que há um risquinho preto aparecendo bem de leve na mão esquerda do David do vídeo, mas há uma jaqueta que cobre o resto então a pessoa desse vídeo é a mesma que eu vi no estacionamento com o Jason.

- Que motivos o Jason teria para fazer algo assim com você? - perguntei.

- Nenhum eu creio. - ele disse.

- Então esse vídeo é uma montagem? - perguntei.

- Não...- ele pausou. - Você disse que me viu em Holmes Chapel? - perguntou.

- Sim, pelo menos era o seu rosto, seu cabelo, seu estilo de roupa, sua voz. E nós brigamos porque eu te flagrei com a garota do estupro, mas se...se não era você...David quem era aquele cara? - perguntei sentindo o pavor tomar conta de mim.

- Eu acho que tenho um irmão gêmeo. - ele disse me fazendo arregalar os olhos.

- Faz sentido. - eu disse finalmente raciocinando.

- Você também acha isso? - perguntou e eu assenti.

- Hoje eu recebi uma foto sua antes de você chegar do Hospital, a foto mostrava que você estava em seu quarto e eu fui até lá pra conversar com você mas quando cheguei não havia ninguém no quarto e me trancaram lá. Foi aí que eu achei esse exame e precisei arrombar a porta para sair, só percebi que havia algo errado quando vi você entrar no Campus com o Tony. - eu disse e ele me encarou espantado.

- Meu Deus, quantas vezes esse cara já se passou por mim? - ele perguntou pra si mesmo em um tom desesperado.

- Eu tô com medo. - eu disse e ele me puxou para um abraço.

- Não podemos contar pra ninguém. - ele disse afagando meus cabelos.

- Pelo menos não até termos provas concretas. - ele disse e eu assenti me sentindo protegida em seu abraço.



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