História Mitologia Shieldwar - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Bissexualidade, Demonios, Distopia, Fantasia, Futurístico, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mitologia, Original, Romance, Saga
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Palavras 2.962
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 3 - 3- Fugindo


A rainha Martina andava de um lado para o outro esperando Louis e Uriah que ela havia chamado para conversar. Não tinha se passado muito tempo desde então, só que sua cabeça borbulhava de pensamentos de como ajudar Kiara, e isso parecia alongar sua espera. Ela, o tempo todo, soube o quão cruel era seu marido, mas nunca pensaria que ele poderia fazer algo tão traiçoeiro para sua própria filha. Nem se opor ela poderia fazer por conta do maldito contrato que ela assinou após ganhar a luta. Já passava das duas da manhã e Kiara só tinha até as nove da manhã para sair dali viva. Caso ao contrário, ela estaria morta.

Maldito dia que a luta apareceu em sua vida!

A morte de Reyna e a punição de Kiara eram duas coisas que ela não sabia como lidar. Ela estava praticamente perdendo duas filhas no mesmo dia. Ela se arrependia do dia que não tinha deixado matar seu marido em uma visita que eles fizeram à Italiana quando Kiara ainda era muito pequena. O pior de tudo era seu poder que exercia sobre todos ali. Até o segredo sobre Reyna e Kiara ele conseguiu esconder durante anos. Se ele tivesse morto agora, nada disso aconteceria! —Martina pensou, raivosa.

A sala que ela estava era depois da cozinha do palácio. Por isso, ela estava suando de calor por conta dos enormes fogões que tinha por ali. Martina já não lembrava o que era ficar tanto tempo na cozinha desde que saiu de Rabat para se inscrever na luta. Ela tentou relaxar sentando-se em uma cadeira de palha e somente conseguiu ficar mais apreensiva que antes já que as memórias do passado invadiram seus pensamentos.

 

Martina deveria ter uns quinze anos. Ela vestia roupas de cozinheira com escritas árabes e tirou seu avental, sentando-se no banco no calçadão da praia. Ela ia todos dos dias lá para descansar quando tinha um tempo. Martina passou a mão nas calças brancas, sentindo-as ásperas por conta da farinha. Ela estava trabalhando há meses em dois turnos para poder juntar dinheiro e ir para Joanesburgo tentar estudar e conseguir um emprego melhor do que fazendo massa no restaurante de Ment Ratt, um dos homens mais importantes do Norte da África. Ela tinha conseguido esse — péssimo — trabalho depois de sua mãe ter engravidado e não poder trabalhar durante alguns meses. A família dela passava longe de ser pobre, entretanto, seu pai não conseguia manter o padrão de vida deles sozinho. Apesar de ser a filha do meio, os seus outros irmãos velhos não ligavam muito para trabalho. Então a obrigação caiu em suas costas.

— Tina. — alguém tocou em seu ombro, sentando-se ao seu lado. — Sozinha aqui?

Era Abby, sua amiga. Ela tinha traços bem bonitos como olhos longos e verdes. Sua pele parecia uma canela e ela andava com umas roupas bem enfeitadas e sempre maquiada. Aquilo era uma superstição que ela tinha trazido do passado quando o povo que ela descendia andava assim.

— Descansando um pouco, Abby. — Martina respondeu. — Minhas mãos estão doendo de tanto cortar a massa para você pode recheá-las.

— Sabe... — Abby pensou antes de dizer. — Está aberta as inscrições para a Luta Gladiadora do ano que vem. Você deveria tentar.

— E morrer? — Martina irritou-se com a amiga.

— Você não vai. — Abby comentou.

— A vida não é um livro onde a mais fraca ganha. Nunca pensei em tentar isso, de verdade. Nem acho que o Príncipe Konecki vale a pena.

— Um cara que me transformaria em rainha de um império todo, para mim vale muito a pena, Tina.

— Não para mim. Aliás, têm garotas aí que devem ter treinado a vida toda para consegui ganhar. Me matariam com toda a certeza.

— Treino não é tudo. Tem que ter inteligência também. Você tem isso, é muito estrategista. — Abby disse, entregando-a um papel. — Caso queira tentar.

 

Bateram duas vezes na porta, tirando a rainha de suas lembranças. Ela levantou-se, cobrindo-se mais já que estava com suas vestes de dormir, pois não achava apropriado uma rainha estar daquele jeito na frente de súditos. A porta foi se abrindo bem devagar, chegando a ser suspeito aquele ato. A primeira pessoa a aparecer ali foi o soldado Uriah. Ele estava com vestes normais e bem mais relaxado do que de costume. Suas expressões estavam bem duras e confusas por conta desse chamado tão súbito.

— Entre, por favor. — Martina pediu.

Uriah entrou. Seus passos eram tímidos e lentos. Parecia temer a morte ou coisa do tipo. Martina apontou para uma cadeira e ele sentou-se. Como Louis estava atrasado, então ela sentiu que deveria começar a falar com o soldado mesmo.

— De um tempo para cá, você está passeando muito com Kiara, certo? — ela jogou essa pergunta como uma bomba para ele. — Há quanto tempo você está aqui, soldado?

— Quase quatro anos. — ele arrumou sua postura, continuando atordoado.

— Sobre Kiara...

— Sim, eu venho perseguindo-a há um tempo. — ele admitiu. — Kiara é mais acessível do clã poderoso de vocês.

— O que quer com ela?

— Talvez convencê-la a gostar de mim e não achar que todos os pobres são o mal da sociedade.

— Soldado...

— É assim que vocês nos tratam! — sua voz ficou tremida. — Por sermos a minoria, vocês jogam fogo em nossas terras, negam emprego achando que vamos roubá-los. Não é assim! Com a aproximação com Kiara, pelo menos sendo amigo dela, eu poderia conseguir que todo meu salário fosse liberado para mandar para minha família! E não ficar aqui no palácio para suprir minhas necessidades. Eu estou doando a vida para vocês, protegendo dia e noite. Deveria ser obrigação de vocês me darem o básico pelo que nos cobram!

Uriah olhou frio para a rainha. Sentiu-se até um pouco mais leve por tê-la dito aquelas coisas, mesmo temendo que ganharia alguma punição por aquilo depois. Ele não podia mais deixar aquilo guardado dentro dele. Enquanto o rei gastava rios de dinheiro com festas e presentes desnecessários, os pobres eram apenas dois por cento da população e mesmo assim, eles eram a maior causa de mortes em Primazia.

Uriah tinha um pai alcoólico que gastava quase todo seu salário de pedreiro em bebidas. Sua mãe trabalhava como faxineira e tinha que cuidar dele e mais duas irmãs. Tudo pareceu ficar pior quando seu irmão sumiu do dia para noite há quase uma década. Quando inscreveu-se para os testes de guardas e soldado do palácio, achou que ganharia bem e que poderia ajudar sua família e principalmente seu filho. Seu filho tinha apenas três anos e sua namorada tinha sido executada no hospital por conta de ser menor de idade e estar grávida. Aquilo era um crime para a sociedade e Uriah praguejava tudo aquilo com todas as suas forças.

— ❊ —

Joane estava observando tudo que acontecia naquela sala principal. Nada além de empregados limpando e alguns passando dos quartos para a cozinha. Movimentos rápidos e desesperados foram escutados pelos seus ouvidos treinados. Carlton passava apressado e com uma arma em sua mão, ele parecia assustado. Ela deu-o um bote para trás, pegando a arma rápido de sua mão e apontando para sua cabeça.

— Onde vai? — ela fez menção a estrangulá-lo.

— Fazer o serviço que o chefe me mandou. — Carlton tentou se livrar da mulher, porém ela era mais forte que ele. — ME SOLTA! — gritou.

— Que serviço é esse? — perguntou, encostando mais a arma nele.

— Matar Kiara. Que diabos eu estou falando isso para você...

— VÁ EMBORA AGORA! — ela soltou-o, olhando para ele. — Você vai matar ninguém. Ela é sua amiga...

— Eu faço o que o rei quer. A ordem dele está acima das minhas amizades.

— Você vai sair daqui, entendeu? — ela apontou a arma em direção dele. — Eu estou mandando. Qual seu nome inteiro?

— Não te interessa! Quem é você para me mandar alguma coisa? Você é uma criada! — ele desprezou-a. — Só deve saber limpar as coisas e nem deve saber o mínimo de instrução.

Joane atirou de raspão na perna dele, enquanto Carlton caiu gemendo de dor e pegando em sua perna, fazendo todos olharem para o homem. Para os olhos dos mortais, Carlton estava sozinho ali. Alguns empregados balançaram a cabeça, achando-o louco e rindo de sua cara conversando com o ar.

— Se me zombar novamente, isso vai ser no meio da sua cara! — ela ameaçou.

Joane guardou a arma atrás dela, e pegou a bandeja próxima com alguns alimentos. Subindo de cabeça baixa. Quando chegou ao quarto de Kiara, ela bateu à porta duas vezes e ouviu a voz permitindo a entrada. Kiara estava sentada no chão e ponto todas suas joias em uma grande bolsa. Ela olhou desconfiada para Joane.

— É nova por aqui? — perguntou, entranhando o rosto.

— Três dias. — Joane mentiu.

— Império da Ásia de onde você vem? Eu estou certa? — Kiara levantou-se pegando algumas roupas e pondo na mala também.

— Sim. — Joane pôs a bandeja encima da mesa do quarto. — Onde está indo?

— Fugindo! Antes que meu pai mande um assassino invés de uma empregada para me alimentar.

— Para onde?

— Não sei. Talvez um lugar legal... — ela pensou. — Talvez para Madagáscar. Um lugar mais calmo e que a vida seja barata, só estou levando minhas joias mesmo.

Kiara pegou o caderno preto que tinha roubado do quarto de Reyna. Era o diário de sua irmã que ela pegou mais cedo junto com a pedra vermelha. Talvez naquele diário tivesse algo que ela poderia usar para benefício próprio se fosse condenada à prisão. Kiara agora deveria aprender usar todo seu poder para poder ficar livre por quanto tempo ela conseguisse.

Todos os empregados na cozinha, imediatamente!”

Foi acionado nos alto-falantes. Joane praguejou algo bem baixo, quase imperceptível para todos que escutavam e saiu. Kiara balançou a cabeça, confusa. Nunca tinha visto algo assim, há não ser para os guardas e soldados do castelo. Ela deixou para lá, enfiando o diário de sua irmã na bolsa e levantou-se indo até a bandeja. Tinha algumas coisas ali e nada que a enchesse os olhos, então só pegou o copo de suco que tinha ali para tomar.

A porta de seu quarto foi aberta rapidamente, entrando sua mãe acompanhada de Uriah e Louis. Kiara quase cuspiu o suco com o susto quando olhou para Louis que estava com as mãos ensanguentadas e um estilete na mesma. Parecia ter matado mais cinco pessoas pela quantidade de sangue que ele estava. O líquido até chegava a cair no chão.

— Você matou alguém? — ela perguntou, olhando para ele.

— Ele bateu em algumas pessoas. — Martina indagou.

— Você bateu nos soldados daqui? — Kiara arregalou os olhos.

— Eles tentaram me bater. Eu só me defendi! — Louis falou como a pessoa mais óbvia do mundo.

— Você é um animal! Não deveria ter feito isso. Como queria ser um rei assim? — Ela fez uma cara feia para ele.

— O quê? Eles me atacaram e eu ataquei de volta. Eu não morri naquela arena e não vou morrer por mãozinhas de soldados que nem treinamento eles têm direito. Aliás, eu nunca quis ser rei.

— Ok. Não me interessa quem bateu primeiro. Para sua informação, os treinamentos de soldados de Primazia são os melhores do mundo. — ela terminou de tomar seu suco.

— Kiara... — sua mãe chamou. — Para de discutir. Você vai e precisa ir embora agora!

— Eu sei isso, mãe. Só que eu não tenho lugar para ir, eu não posso dormir na rua e nem em hotéis!

— Uriah levará você e Louis para a casa dele. Eu dei dinheiro para ele, quando precisar de algo, só pedi-lo. Quando você achar algum lugar para ir me escreva com o nome de Abby Meetha. — ela disse, abraçando.

— Para onde eu vou? Para Sacramento? — ela tentou achar uma resposta.

— Eu não sei. — sua mãe largou-a. — Saia pela saída secreta.

Martina foi correndo até um candelabro falso e puxou-o para baixo, fazendo uma parede com livros — também falsos — saírem do lugar. Os rapazes estavam com mochilas e passaram rápidos pela porta. Kiara abraçou sua mãe, querendo não largá-la.

— Quando nós vamos nos ver novamente? — perguntou.

— Algum dia. — Martina fez a filha soltá-la na força, pondo uma capa da cor vermelha nela.

Kiara estava em lágrimas. A sua filha voltou até a bolsa que tinha preparado para ela e colocou no ombro. Martina empurrou-a para dentro da passagem e fechou-a rapidamente, antes que alguém entrasse ali e contasse para seu marido. Ela olhou para o quarto da filha, aquilo a ajudava aceitar o fato que não veria sua filha ali tão cedo. Martina passou as mãos no rosto saindo do quarto de Kiara, trombando com seu próprio marido.

— Kiara não está aqui! — Martina jogou aquelas palavras rapidamente. — Marido...

— Martina, esqueça ela, para seu bem! Ela não é mais nossa filha. Ela está morta para nós também. Eu sei que é difícil, só que isso é uma das fases que uma rainha tem que passar. — ele passou a mão no rosto de sua esposa.

— O que está acontecendo? — ela mudou de assunto.

— Atiraram em Carlton. Estamos encontrando quem fez isso nele.

Louis. — Martina disse baixo, pondo suas mãos na boca. Será que Carlton era uma das pessoas que tentaram machucar Louis e foi atingido também? Pensou. O rei saiu da frente da mulher, descendo as escadas. Martina andou até o final do corredor onde um soldado vinha na direção dela, desesperado.

— A pedra na sala proibida não está mais lá, majestade.

— Kiara... — ela sussurrou. — Falarei com meu marido assim que possível. Obrigada por avisar, soldado... — Martina leu o sobrenome dele no broxe. — Felix.

Ele fez uma reverência para ela, indo embora. Martina riu ao saber que a coisa mais importante para seu marido tinha sido levada para longe dele. Ele agora correria o país todo atrás de Kiara e fazê-la devolver a pedra.

— ❊ —

Kiara sorria olhando pela janela do trem. Ela nunca tinha andado em um e achava legal a sensação de estar ali. Uriah e Louis quase não se falavam, apenas estavam sentados próximos um do outro enquanto o ponto de parada da casa de Uriah não chegava.

— Ela não vai sobreviver lá. — Uriah comentou para Louis. — Você como noivo dela tem que arranjar uma viagem para ela sumir daqui. Onde eu moro é pobre, não é seguro e não tem o mínimo de infraestrutura. Se algum dos meus vizinhos descobrirem que ela está em minha casa, eles irão lá somente para matá-la.

— O que eu posso fazer? — Louis indagou. — Esse não é meu mundo. Eu não sei nada daqui e não sei como protegê-la. Você precisa me ajudar.

— Eu não quero te ajudar. — Uriah disse.

— Uriah, ela não tem culpa. Eu ouvi você falando com a rainha. Pode ser que o rei nem contou para ela da pobreza extrema que algumas pessoas aqui vivem. Ela pode achar que é tudo perfeito.

— Eu vou ajudá-los com casa e comida por alguns dias. Depois disso, vocês irão embora para sempre.

— Eu vou. — Louis comentou. — Ela vai ficar. Agora ela é sua responsabilidade. Eu não estava lutando por ela, mas por minha vida. Eu vou voltar de onde eu vim e não pretendo nunca mais pisar aqui. Kiara é sua agora, então se vira com ela! O que eu queria dela, infelizmente, ela não vai poder me dar nesse momento.

— Não vou protegê-la. Se alguém me oferece um bom dinheiro por ela, eu dou e deixo fazer até rituais com a princesinha.

— Então dê-a. Eu não ligo! — Louis pareceu ressentido com alguma.

— É aqui. Chame a ex-alteza

— Kiara. É aqui! — Louis chamou-a pegando a sua mochila e a bolsa de Kiara. — Bem-vinda ao mundo real, princesa.

— O quê? — ela perguntou confusa.

O trem parou e os três desceram. O lugar era cheio de lama e umas casas feias. Algumas até eram tampadas com madeiras velhas ou placas de alumínio. Era algo que Kiara nunca soube que existia. Ela hesitou várias vezes antes de pôr o pé na lama e olhou para trás onde só tinha o mar e os trilhos do trem. Louis voltou, pegando-a no colo para atravessá-la até a parte mais limpa. O cheiro de lixo naquele lugar era insuportável e ela sussurrou para Louis:

— Nunca me contaram sobre isso, Louis. — ela parecia chocada.

Louis nada respondeu e continuou a carregá-la em seus braços. Uriah ia na frente deles, como já conhecia o local, era melhor segui-lo do que tentar fazer alguma diferente. Ele parou na frente de uma casa, pelo visto era a mais arrumadinha do local. Quando chegou ao lado dele, Louis colocou Kiara no chão novamente e Uriah apertou o ombro da garota.

— É aqui. Acho que bastante diferente do que imaginou, certo?

— Sim. Meu pai sempre falou que não tinha pobreza... As estatís...

— Elas mentem! Seu pai conta que várias vezes por ano manda incendiar aqui? — Uriah parecia culpá-la. — Entrem, por favor. — ele abriu a porta para ambos.

Eles entraram na casa de Uriah. Uma casa bem simples, porém arrumada. Tinha um homem sentado no sofá com uma bebida na mão e com os botões da camisa um tanto abertos. Dava até para ver o peito peludo dele e a corrente que ele carregava. A casa estava em silêncio e a TV estava ligada. Uriah pegou um chinelo jogando no homem no sofá e gritando para ele acordar.

— Filho, deixa seu pai em paz!

Uma voz veio de cima.

Kiara agarrou-se ao braço de Louis, enquanto Uriah desligava a televisão e jogava sua mochila no sofá vazio. Com raiva, ele pegou o copo da mão de seu pai e a bebida, enchendo o copo e depois jogando na cara do pai. Nada dele acordar.

— Seu filho está doente. Suba aqui agora! — a mãe de Uriah falou.

— Você tem um filho? — Kiara perguntou.

Uriah assentiu, saindo da companhia dos dois. Kiara sentou-se ao lado de Louis no sofá pegando sua mão e pensou:

Não posso continuar aqui por muito tempo.



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