História MITW - Cyber Love - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~1Langerzinha

Exibições 64
Palavras 1.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiii
Obrigada pelo comentário / fav se você deixou, passe nas minhas outras fics, beijosss
Obs: capítulo bem chato desculpaa
É o famoso capítulo de TRANSIÇÃO

Capítulo 9 - Desvio


   Tarik olhava para a propaganda no prédio á frente.haviam poucos segundos que Mike tinha feito aquela proposta e ele tinha que responder. Ou dar algum sinal de consentimento, até mesmo de negação, que fosse.

   Uma parte dele estava decidida a se levantar, sair dali e se manter à léguas de Linnyker pro resto da vida. Provavelmente esta era a parte mais sensata do rapaz. 

   Algo em Mike não era certo. Mesmo que Tarik não soubesse dizer o que era. 

   Percebendo a hesitação do policial, Mike fez contato visual com o mesmo. Ambos com os labios avermelhados assim como alguns pontos do corpo. 

  Tarik desistiu de resistir. Ele se inclinou para perto de Mike, no intuito de beijá-lo. Era sua confirmação de que queria e precisava daquele momento. Mike sorriu mesmo que internamente. Em poucos momentos densua vida se sentiu tão vitorioso como naquela hora. Assim que tudo aquilo terminasse ele voltaria a ser o de antes. Não estaria mais ligado à ninguém e poderia seguir sua vida, com suas proprias escolhas feitas por sua mente e não por sentimentos de impulsividade. Mas o celular de Tarik tocou. Poderia ser a maior coincidência do mundo, no momento mais inoportuno. E assim foi. 

  Ele olhou para mike por um segundo mas mesmo assim se levantou de seu colo. Linnyker mais desapontado do que nunca -e até irritado- passou a mão nos cabelos se levantando também. Ele encarou a janela se virando de costas para Tarik que pegava seu celular no chão em cima de sua camisa. Ele olhou para Mike por um instante. Realmente havia perdido a cabexa. Se sentia envergonhado mas também ainda desejoso. Era a foto de aluba que aparecia. Seu trabalho. Tinha esquecido de tudo... Até de voltar pra casa... Tudo. 

  Ele aperta os olhos se preparando para a discussão. 

  -Alô... -sua voz soou insegura e baixa. 

  "Tarik eu vou fatiar seu fígado! Você foi tomar um ar e sumiu completamente! Não voltou por trabalho, pra casa nem nada do tipo, nao respondeu chamadas nem mensagens eu quero que me diga afora mesmo que porra aconteceu! " -Luba gritou do outro lado. Tarik esfregou as têmporas começando a sentir dor de cabeça. Olhou de relance para Mike que o encarava observando cada ação e reação sua. E a expressão dele era neutra, indecifrável. Tarik olhou para o chão onde sua blusa se encontrava. O sol ja havia se levantado na cidade. 

  -Me desculpe. 

  -Só isso? 

  -Eu sei que deco explicações, mas é melhor que eu dê quando a gente se ver. 

  -Eu vou cobrar. 

  -Tudo bem. Eu estou indo então. 

  -Indo? Onde. 

  -Até mais. -Tarik finalizou a ligação. Aquela era uma forma conveniente de sair á francesa daquela situação tão complicada. Seu tempo de relaxar se foi mais rápido do que ele pôde acompanhar. Ele encara Mike que tem os braços cruzados sobre o peito desnudo. 

  -Preciso ir. 

  -Imaginei que sim. -Mike respondeu de forma seca e objetiva, se virando para pegar sua blusa no chão. Tarik encarava a cena e seus movimentos. Não tinha nada que pudesse fazer. Aquele era o ponto final daquela manhã tão... Intensa. Mike se vestiu e passou por Tarik ajeitando os cabelos na frente da geladeira de metal reluzente. Ele colocou os óculos e Tarik continuava apenas estático ali.  

  -A chave deve ficar embaixo da planta. -Ele disse depois de abrir a porta. -foi bom te ver. -falou antes de fechá-la ainda com a expressão seca. Tarik encarou a porta fechada enquanto tentava se recompor de todas as formas. 

  Se vestiu pegando tudo que lhe pertencia. Encarou a cadeira na qual minutos atrás estava sobre o colo de Linnyker. Ainda não acreditava que tinha mesmo acontecido e seu coração batia depressa ao relembrar cada instante. Ele olhou rapidamente para a cama se lembrando da frase de Mike. E sua mente criava teorias sobre tudo que poderia ter acontecido caso Luba não ligasse. No chão , um dos colares de cordão preto que Mike usava provavelmente perdeu um pingente de prata envelhecida. Era uma lua estranha e pequena. Sem pensar muito, colocou o objeto no bolso, saiu da casa trancando a mesma e colocando a chave embaixo do vaso de plantas, pensando o quão óbvio era aquele esconderijo. Ele encarou os números em dourado na porta do apartamento. 37.

   Pelo visto aquele acontecimento seria mais uma tormenta constante em sua mente já perturbada. 


 ***

    Mike estava deitado. De olhos fechados e afundado na banheira negra. Ele prendia a respiração relaxando e tentando pensar. 

  Há dias atrás quando permitiu que o momento com Tarik acontecesse, tinha feito tudo dentro de seus planos. A substância que colocou na cerveja, não era prejudicial. Manipulada especialmente para relaxar o cérebro e tranquilizar a pessoa. Para o policial , funcionou também para deixá-lo com sono e em parte isso foi bom. 

  Mas resultou que Linnyker não descobriu nada de novo com ele, tudo que o mesmo contou sobre si era assunto velho para Mike. E quando tocou sobre os dois anos os quais não havia uma informação sequer sobre ele, Tarik ficou cada vez mais vago, como se sua própria mente quisesse apagar aquilo. Não poderia ser algo muito grande ou preocupante mas Mike odiava não saber das coisas e considerava cada informação preciosa. 

  Chamou um táxi para que o mesmo levasse Tarik à sua casa. E dali, alguém se viraria para cuidar dele. Não achando a decisão boa, pensou em levá-lo até sua casa. Ou ligar para o amigo do mesmo. 

  Mas não fez nada disso e pagou a corrida perdida do taxista. Ao voltar para casa, e ver o outro adormecido em sua cama, Mike não pensava em outra coisa senão passar a noite olhando-o dormir. 

  Por várias vezes pensou o quão ridículo aquilo era. E Mike odiava aquele tipo de clichê, não gostava de se sentir como as outras pessoas. Mas sentia atração. Gostava, sempre gostou de conviver com o perigo, por menor que fosse. 

  Se lembrou de quando tinha seis anos. Sua mãe lhe disse que era perigoso subir na árvore que havia em frente à casa. Por dias ficou observando cada galho e imaginando o quão alto chegaria. Passou dias repetindo o processo e assim que tomou coragem para subir o galho se partiu e ele quebrou uma de suas pernas. Não foi agradável toda aquela dor, mas assim que se curou fez questão de subir de novo. E dessa vez não caiu e nem desceu até não sentir nenhum medo de ficar ali tão alto. Quando desceu percebeu que bastava chegar bem perto do que tinha medo pra se esquecer dele. E passou a ficar naquele lugar todos os finais de tarde quando chegava da escola. Dali conseguia ter uma vista perfeita pensar e ficar sozinho. 

  Estava acostumado a estar um passo a frente de todos. E queria mais. Estar muito mais a frente de qualquer pessoa. Conhecimento nunca parecia o bastante e tudo na escola parecia fácil demais. Quando se formou com quatorze anos, e cursou a faculdade de medicina pensou que tinha chegado ao fim de sua caminhada. Que estava satisfeito com suas conquistas e poderia começar a aproveitar a vida de uma forma diferente. Conhecer coisas novas afinal não havia nada que não pudesse fazer. 

  Mike se ergueu na banheira puxando o ar para dentro de seus pulmões. Chega de brincar, correr em círculos. Estava no meio de seu caminho. Não estava disposto a voltar atrás depois que avançou tanto. 

Saindo do banheiro totalmente negro, foi para seu quarto se secando e trocando. Ele se deitou no chão olhando para o teto do lugar. Nele haviam linhas. Qualquer pessoa que visse não notaria nada apenas um desenho aleatório e sem sentido. 

  Mas ali, estava o percurso da jornada s qual planejou naquela capital. 

  Enxergando seu próximo passo, se levantou começando a trabalhar. E agora nada o faria perder o foco. 

Nem mesmo Tarik. 

  


Notas Finais


Pra quem queria o lemon n foi dessa vez sorry


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...