História MITW - Picture - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Gabieby, Linnyker, Mike, Mikhael Linnyker, Mitw, Pac, Tarik, Tazercraft
Exibições 105
Palavras 2.303
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Escolar, Lemon, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


DEMOREI MAS CHEGUEI
cabum
(não sei introduzir os capítulos)

Capítulo 11 - Um pouco mais


Mike foi á pé. Não pegou nenhum táxi –mesmo por que todas essas saídas estavam lhe custando muito caro – mas não apenas pelo dinheiro gasto. Precisaria de tempo e coragem para ir até Tarik. Não tinha nenhum resquício de má intenção ao tomar essa atitude. Estava começando a ter a ideia cada vez mais fixa em sua mente que precisava de perdão, remissão... qualquer coisa que aliviasse sua consciência. Ele caminhou á duras penas, enquanto refletia sobre muitas coisas. Não se sentia apaixonado...

Aquela atração funcionava como uma espécie de feitiço para Linnyker. Ele sequer conseguia distinguir se queria se livrar da mesma ou se afogar ainda mais nela. A questão é que dentro de si, queria um refrigério. Algo que afastasse o sentimento de culpa, mesmo que esse nunca tivesse pesado tanto anteriormente. Quando se sente que poderia ter mudado toda uma história, com decisões simples, o coração aperta e o peso na mente aumenta. Era basicamente isso que Mike sentia.

Durante anos se manteve tranquilo á respeito. Era uma memória não tão recorrente e Mike conseguia lidar com a mesma. Mas quanto olhou naqueles olhos novamente, e não viu aquele brilho e a gentileza características do antigo tarik, seu coração se apertou. E tudo piorou com o passar dos poucos dias no qual viu o rapaz.

A sensualidade era a nova marca de Tarik. Mike saberia –e muito bem – lidar com a mesma, e o amplo leque de possibilidades que ele abriria.  Isso se não fosse a nova atmosfera de problemas que o envolvia, a começar pela dependência química. Mike nunca teve uma conexão tão direta com algo assim, o máximo que já havia visto eram amigos bêbados ou algo assim. Na época do colégio e da faculdade nunca teve interesse em chegar perto de coisas que pudessem prejudicá-lo.

Tarik parecia um imã para problemas, mas mesmo assim, Mike queria estar perto dele agora. Ele não sabia o que acabaria dizendo ao encontrar Tarik, e tampouco o que encontraria na casa dele.

Linnyker olhou a grande casa moderna por fora. Havia uma única luz acesa, e a mesma não pertencia a nenhum cômodo da casa. Era a luz da iluminação de um possível jardim ou algo do gênero, na superfície lateral. Já era um tanto quanto tarde, e o outro poderia estar perfeitamente dormindo. O máximo que Mike chegaria é na porta, mas já era o suficiente.

Ele caminhou, mas antes que estendesse totalmente seu braço para tocar a campainha, notou a porta aberta. Mike se alarmou, estranhando aquilo. Várias especulações pairavam sobre sua mente, e ele estava apreensivo sobre isso.

Mike empurrou a porta, olhando em volta. Precisava pensar com o que se armaria, caso necessário. Mike não viu ninguém ali, pelo  menos não na sala. Havia uma camisa no sofá, e um par de sapatos em frente ao jardim de inverno. Teve o cuidado de fechar a porta pela qual entrou, mas não trancou, afinal, poderia ter que sair dali ás pressas caso algo realmente acontecesse.

Mike encarou a escada que levaria ao andar superior.

-Está tudo bem, eu já disse, Mike. –Tarik alegava, enquanto arrumava sua mala.

-Não... eu não queria que você fosse... Quem sabe não possa viajar com a gente?

-Acho que é uma viagem de família. Além do mais, eu não posso ir. Tem o campeonato semana que vem, eu não vou voltar a tempo...

Mike o observava colocando suas roupas dobradas dentro.

-Tira essa cara de preocupação do rosto. Eu vou ficar bem. Além disso, eu fiquei muito tempo aqui.

-Pra mim passou como um dia.

-Que exagero.-Tarik sorriu. Ele suspirou encarando Linnyker naquele silêncio que não era desagradável.Colocou a mochila nas costas, se direcionando á porta do quarto de Linnyker. Ele olha para trás mais uma vez sorrindo novamente.

Mike o segue, andando lentamente atrás dele, descendo as escadas também. Vê Tarik se despedindo de sua mãe e agradecendo pelos dias que passou ali.Mike se sentia triste. Estava acostumado com o outro em sua casa, sempre ao alcance, sempre por perto.

Tarik levantou um pouco a mão, fazendo um tchau abrindo e fechando os quatro dedos após o polegar. Ele sorriu, e no seu sorriso também havia um pouco de tristeza. Mike repetiu o gesto dele olhando a porta sendo fechada. Alguns segundos depois, Mike desceu o que restava dos degraus correndo. Passou pela mãe abrindo a porta e alcançando Tarik que quase fechava o portão de sua casa.

-Mike? O que você...

-Quando a gente voltar, você volta também. –Tarik riu soprado balançando a cabeça negativamente e olhando para o chão.

-Eu já disse que vou ficar bem, Mike.

-Não... Eu tô  falando sério. Assim que a gente voltar, você volta pra casa... pra minha casa, quero dizer.

Tarik o encarava sem entender muito.

Mike o abraçou, meio desajeitado, mas com sinceridade. Tarik demorou um pouco para corresponder, apertando mais o abraço.

-Espero que faça uma boa viagem.

Mike assentiu. Seu semblante ainda estava caído.

-Bom campeonato, eu espero que você vença. De verdade.

--Vou marcar o set por você. –Tarik falou, recuando de costas. Sorriu sem mostrar os dentes, caminhando para longe da casa. Mike observou a cena até que o mesmo não pudesse mais ser visto.

Mike subiu os degraus de forma cautelosa. Não ouviu nenhum ruído do andar de cima, e estava começando a se preocupar. Ele chegou na parte superior. A casa era linda, extremamente bem decorada, e tudo tinha bom gosto. O corredor, tinha três portas fechadas nos lados e uma á frente. A primeira porta era um quarto, com uma cama de solteiro e móveis. A segunda porta, um quarto com uma cama de casal, e móveis igualmente organizados. Dentro deste quarto havia uma segunda porta, que Mike julgou ser o banheiro. A próxima porta, era um banheiro espaçoso e totalmente branco e dourado, Mike fechou a porta devagar, olhando para a porta no fim do corredor. A mesma estava levemente aberta. A casa assim, vazia e escura mais parecia um filme de terror. Nenhum ruído, nenhum sinal de vida.

Mike estendeu a mão para abrir a porta.

Mike estendeu a mão para abrir a porta do quarto da pousada. Estava praticamente ficando maluco naquele lugar. Sem sinal de internet, árvores e rios por todo lado e pessoas desconhecidas minguadas. Não que Mike não gostasse de paz e tranquilidade, mas um ambiente como aquele, só poderia ser aproveitado por alguns dias por um rapaz como ele. Toda aquela natureza estava começando a irritá-lo e Linnyker queria sair dali o mais rápido possível.

Tentava não focar em Tarik, mas várias coisas o lembravam dele. Inclusive quando viu a data em seu celular.Era a manhã do dia do campeonato do amigo.Mike andava ansioso pela propriedade, e nada ali era atrativo o suficiente para ele. Ele queria voltar para a cidade grande, todo aquele verde estava começando a sufocá-lo, por mais estranho que isso fosse.  Seus pais, por sua vez, estavam contentes pela semana de folga, e queriam prolongar a viagem dois dias a mais do que o planejado.

Mike não pensou duas vezes. Deixou um bilhete para a mãe, avisando, á que a mesma se encontrava no vilarejo vizinho á pousada. Ele arrumou todas as suas coisas rapidamente e saiu dali.

Esperou por quase uma hora, a te que o ônibus em péssimo estado passou. Viajar naquilo seria ruim, mas era sua única opção. Mike tentou dormir no ônibus, porque um besouro o incomodou boa parte da noite, tentando entrar pela tela da janela de madeira. Mas uma mulher com uma criança fez questão de sentar atrás dele, e um homem provavelmente marido daquela mulher ao seu lado. Eles conversavam e a criança por si só fazia barulho suficiente para manter Mike acordado. Ele bufou, desistindo de dormir.

A parte boa daquela viagem foram as fotos. Mike tirou várias, sua memória quase encheu por completo. Mas tinha valido á pena.

Quando começou a ver sua cidade se aproximando pela janela, suspirou contente. Finalmente um pouco de cinza.

Ele pegou um taxi indo até sua casa, e a primeira cosia que fez foi tomar um banho se livrando da poeira da cidade. Já era quase noite, quando conseguiu sair de casa, depois de telefonar para a pousada e falar com sua mãe, que por um momento estava irritada com o filho, mas logo compreendeu.

Ele olhou no relógio, vendo que estava atrasado. Mike correu, tentando pegar um táxi, mas todos passavam direto, ou estavam com passageiros. Ele pensou em pegar um ônibus, mas acabaria ficando suado com tanta gente que voltava do trabalho naquela hora. Acabou indo á pé, e tentou não correr para chegar.

Ele passou pelos armários abrindo a porta que o levaria á quadra. Olhou em todas elas, nas arquibancadas, mas nada de Tarik.

-Hey! Mike! –Khris e Ruby se aproximavam dele. Mike sorriu, abraçando cada uma.

-Não sabíamos que você viria hoje.

-Pois é... eu acabei vindo. Não aguentava mais ficar longe de um pouco de tecnologia.

-Imagino. Bom, já que está aqui, você pode sair com a gente quando os jogos terminarem!

-Acho que não, minha mãe quer que eu ligue pra ela daqui a pouco, lá de casa. Ela não sabe que saí, eu disse que estava passando mal com alergia do repelente.

-Sério? Que besteira...

-Pois é. Eu só vim dar uma passada... Vocês viram o Tarik?

-Eu sirvo? –Mike ouviu a voz do mesmo atrás de si. Ruby e Khris se afastaram indo em direção ás escadas. Mike se virou, e sorriu, abraçando o amigo.

-Eu estou suado!

-Jura, nem percebi quando minha pele queimou tentando descolar de você –Mike brincou.

-Os dias passam e suas piadas continuam ruins.

-Eu tento. –Mike alegou. –Mas e então, quando você joga? –Perguntou animado.

-Já joguei... estou suado não é atoa.

-Até o basquete eu perdi?-Pois é, agora estão jogando vôlei e desse eu não gosto. –Tarik explicava, enquanto caminhavam juntos para trás da quadra, indo em direção as arquibancadas que ficavam do outro lado.

Mike assentiu.

-E como foi o jogo? –Tarik fez uma expressão triste. –desculpe...

O outro retirou uma medalha de dentro da blusa, era de ouro.

-Bom, isso é pelo tênis, no basquete recebemos um troféu, mas ele não fica comigo.

-Um troféu? E uma medalha? Nossa, parabéns. –Mike o abraçou feliz. Tarik ria, recebendo seu abraço.

Naquele momento, Mike não soube descrever o que realmente aconteceu.

Não saberia dizer se foi por impulsividade, ou coisa do gênero, mas acabaram dando um breve selinho. Ele não saberia dizer nem mesmo quem beijou quem, e por mais rápido que tenha sido aconteceu. Tarik se afastou sem graça.

-Ah... me desculpe, eu acho que...

-Tudo bem. –Tarik respondeu, breve.

-Nossa, eu...

-Ok, está tudo bem. Fica tranquilo.

Mike estava sem graça pelo ocorrido.

-Eu... vou procurar a Khris e a Ruby. –tarik avisou. –Você vem?

-Ah? Não... eu tenho que ir. Eu só vim ver você... –Mike se calou quando percebeu o que disse. Até segundos atrás, antes daquele simples selinho aquela frase teria um sentido totalmente inocente.

-Ok. Obrigado mais uma vez. –Mike assentiu, recuando e sorrindo de leve. Ele acenou se despedindo e indo para casa.

Dentro, o ambiente escuro, a cama bagunçada. Mike via plásticos aleatórios e sacolas de marcas de roupas por ali. O quarto que a principio parecia vazio...

Tinha um Tarik encolhido, abraçado aos joelhos, encostado no canto da parede.

Provavelmente dormia, mas quando Mike deu o primeiro indício de que havia alguém ali ele se levantou. Cambaleou, mas ficou de pé o encarando. Seu semblante cheio de raiva ao encontrar aqueles olhos, foi para uma expressão triste.

-Você... –Tarik não disse mais nenhuma palavra. Mike conseguia perceber o quão alterado o outro estava, e o cheiro de álcool também era presente em seu hálito. O que Linnyker não esperava, foi a atitude do menor. Por um momento, Mike não via Stev. Apenas Tarik, que abraçou sua cintura, apoiando a lateral de seu rosto no peito de Linnyker. O mesmo, de tão surpreso mal reagiu. Então colocou uma de suas mãos nos cabelos de Tarik, e a outra em suas costas.

Tarik se encolheu mais ainda, o apertando naquele abraço. Não se conteve e desceu seus lábios até o topo de sua cabeça, depositando um beijo singelo e casto ali.

-Está tudo bem... eu estou aqui... –O tranquilizou.

Ficaram naquele abraço por vários minutos. Cinco? Dez? Mais? Mike não saberia dizer. Mas não queria que aquele abraço terminasse.

No entanto, Tarik se afastou dele de forma abrupta, o olhando como se não o conhecesse. Mike percebeu rapidamente que o mesmo estava alucinando.

Naquele momento, teve que se segurar pra não chorar. E assim que Tarik pareceu retornar á sanidade, Mike aproveitou o instante para se aproximar de novo. Desta vez, apesar de lúcido, parecia com medo dele, recuando.

Mike olhou para baixo, e suas lágrimas silenciosas encontraram o chão.

-Vem. Eu vou cuidar de você. –Mike alegou, estendendo sua mão direita. Tarik, quase sem expressão, segurou na mesma, se deixando guiar para a cama. Retirou suas roupas, deixando apenas a cueca. Cobriu Tarik com a colcha, se afastando dele. Mas o outro segurou firme sua mão.

-Fica aqui. Por favor.

Linnyker encarou aquela cena. Não podia, e nem queria negar, mesmo não sabendo bem o que estava acontecendo. Mesmo sabendo que pela manhã, ele voltaria a ser o mesmo que vinha sendo desde que se reencontraram.

O máximo que pôde fazer, foi se deitar ali, mesmo sem se cobrir, encarando Tarik até que o mesmo se sentisse seguro para fechar os olhos e adormecer. Linnyker apenas o olhava. E se contentava com isso.

Seu único pedido era que aquele momento de paz, durasse um pouco mais, mesmo sendo uma falsa paz.

Cansado pelo longo dia de trabalho, depois de pensar bastante, Mike acabou por dormir também.


Notas Finais


comenta, pleasee vai vai ><
obrigad apelo apoio, dê uma olhada nas outras fanfics beijos
obs: morrendinho aqui


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