História MITW- Alexandria: The Purple Eyes - Capítulo 3


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Categorias Minecraft
Tags Gabieby, Mike, Mikhael Linnyker, Mitw, Pac, Sobrenatural, Super Poderes, Tazercraft
Exibições 215
Palavras 1.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Famí­lia, Fantasia, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - O forasteiro de Ohaio


-Linnyker a porta! –A mãe de Mike grita do porão, enquanto passava o aspirador de pó lá.

Mike se levanta do sofá, deixando o livro que lia de lado.

Ele poderia estar vendo alguma série ou filme, mas os livros costumavam o entreter melhor, e o faziam não pensar em coisas que o deixariam triste ou nervoso.

Ele caminha até a porta. Era o carteiro. Mike assina para receber o pacote, mas antes de fechar, vê uma figura conhecida olhando para cada uma das residências. Mike desce as escadas de entrada, caminhando até ele.

-Procurando alguém?

O rapaz dá um pulo no lugar. Estava suado, suas calças empoeiradas, parecia ter se ajoelhado no pó de alguma construção. Ele o olha com aqueles olhos de cor tão estranha. Linnyker ainda não entendia o porque de usar lentes como aquelas.

Mais cedo, tinha procurado ser gentil com o rapaz, exatamente com um certo peso na consciência por tê-lo deixado na boate, naquele estado. Mas não avia nada que pudesse fazer.

O rapaz olhava de um lado para o outro, ele segurava uma mochila com a alça arrebentada e um celular

-Estava procurando você... Meus óculos... Preciso deles.

Ele não parava de olhar em volta, Mike achou aquele movimento estranho mas preferiu não comentar nada.

-Ham... claro, vamos entrando.

-Eu posso esperar aqui.

-Bobagem. Fique ao menos na sala.

Os dois entraram juntos. Fazia algum tempo que Tarik não se sentia acolhido em lugar algum.

-Quer alguma coisa?

-Não, eu tô bem.

-água?

-Não...

Mike assentiu e subiu as escadas. Nesse meio tempo, Tarik tirava a bateria do telefone, guardando no bolso.

-São esses?

-Sim... Obrigado.

Tarik saiu pela porta descendo as escadas sem dizer mais nenhuma palavra. Linnyker achou estranho o que aconteceu.

-Quem era, filho?

Mike olhava a rua, vendo Tarik se afastar da casa antes de fechar a porta.

-O carteiro.

   ***

Tarik olhava para seu relógio de pulso. Os segundos pareciam passar de uma maneira diferente, mas era apenas fruto de sua ansiedade.

Ele se levanta, saindo da parte de trás da casa de Linnyker. Tenta melhorar sua aparência, mas não era exatamente... possível, já que o pior se externava de sua mente, atormentado pelo medo.

Ele dá dois toques na porta, e foram o suficientes para a mãe de Mike abrir.

-Posso ajudar?

-Ham... Seu filho está? –Tarik sorriu da melhor forma que conseguiu, ajeitando os óculos. A mulher o olhou de cima a baixo, mas sorriu mesmo assim.

-Claro. Mike, tem visita pra você!  -Ela grita, se dirigindo ao andar de cima. Algum tipo de confirmação vem de lá, e ela se senta no sofá.

-Entre.

-Não, prefiro esperar ele aqui.

O rapaz não pode deixar de observar a organização, e o cheiro de limpeza que aquela casa tinha. Aquilo lhe fazia muita falta. E olhando para a mesa de jantar, já até conseguia se imaginar jantando com os tios como costumava fazer.

-Você? O que houve, esqueceu alguma coisa?

Tarik sorriu sem graça. Mesmo precisando daquele favor, sentia que estava agindo errado. Mas que se dane, certo? Não devia nada a aquelas pessoas.

-Eu fui até em casa, mas me esqueci de algo importante. Minha mãe acabou viajando, e eu perdi a minha cópia da chave. Estamos aqui faz poucos dias, e eu realmente não conheço ninguém.

Mike continuou o observando atentamente, sem entender a mensagem subentendida.

-A questão é que estou com medo de pedir favores a qualquer um, e como só estou com os livros da faculdade aqui, eu...

-Faculdade? –A mãe de Mike se pronunciou. –Desculpe, mas você estuda por aqui?

-Sim, -Tarik sorriu – faz pouquíssimo tempo, mas viemos pra cá por causa disso mesmo. Eles acabaram tendo que ir buscar o restante das nossas cosias que ficaram em Ohaio, então vão demorar alguns dias pra colocar tudo em ordem. E isso me preocupa, porque ficar na minha casa sozinho seria bom, mas acabei perdendo minha chave hoje, enquanto ajudava umas crianças a pegar uma bola que acabou caindo numa ladeira.

Tarik respirou depois de inventar aquela torrente de mentiras. Mas continuou sorrindo para a mulher.

-Ora, mas se esse é o problema, pode ficar na casa de um amigo. Meu filho.

Tarik olhou para Linnyker. Eles não eram amigos. Se viram na balada na noite anterior, quando Tarik usou suas habilidades para fazer com que Mike ficasse com ele. Ou pelo menos tentou usar.

-Não... eu só...

-Não se preocupe, deve ser ruim ficar sem rumo. Pode até usar o telefone pra ligar pros seus pais e falar que está bem. Eles devem estar preocupados.

-Ia ser bom...

-Mike suba com ele pro seu quarto. Eu vou fazer algo pra comermos.

Mike começou a subir lentamente seguido de Tarik, mas a voz da mãe de Mike o parou mais uma vez.

Se coração acelerou, pensando o que poderia ser agora.

-Mais uma coisa... qual o seu nome, filho?

-É Kevin. –Tarik sorriu, inventando aquele nome. Ele continuou seguindo Mike, que subia lentamente.

Mike entra no quarto. Tarik olha em volta, os pôsteres de heróis, e artigos sobre animação. Mike parecia um colecionador ativo.

A parede da janela, que dava para a rua era de madeira, tal como as camas colocadas em forma de beliche. Tudo era organizado de forma funcional, como se cada livro e cada objeto tivesse sido feito para estar ali.

Tarik olhava em volta, até que seus olhos pousaram sob o olhar avaliador de Linnyker.

-Então.. Kevin.

-Olha, me desculpe por isso. Mas é que fiquei desesperado sem ter meus pais por aqui. Eu precisava de ajuda. Não pense que essa coincidência foi planejada.

-Eu não estou pensando nada, por mim tudo bem. É bom ter companhia.

Tarik assente.

-Esse quarto me faz sentir bem. Como se voltasse a infância por alguns momentos.

-Eu trabalho como cartunista, e animador. Mas sou designer também. Esse mundo colorido e animado me cativa.

Tarik tirou os óculos para observar melhor.

-E qual é o lance das lentes?

Tarik fez uma cara confusa momentaneamente, mas se recordou que aquilo que era normal para ele, era bizarro para os outros.

-Eu fazia parte de um clube de RPG em Ohaio. Mantive  o costume.

-Ah... Bem, você deve estar cansado. Podemos descer pra comer, mas antes é melhor você tocar de roupa. Tomar um banho, talvez.

-O que? Está sugerindo alguma coisa? –Tarik sorriu de verdade pela primeira vez, sentindo-se um pouco relaxado ali. Ele se aproximou de Mike. Não havia nada de errado com seu cheiro. Linnyker o olhou por alguns segundos. Era estranho estar no mesmo quarto de alguém que provavelmente iria pra cama com você se estivesse um pouquinho  bêbado.

-Bem... onde fica o banheiro?

-Em frente ao meu quarto. E não se preocupe, minha mãe não usa ele.

-Ok. Tarik deixa a mochila no chão, enquanto ia para o banheiro. Mike o seguiu. Ele abre o armário branco e pequeno, tirando uma toalha branca e espessa.

-Toma.

Tarik pega a mesma. Mike continua ali, provavelmente viajando como fazia sempre.

-Ham... Mike?

-Ah, desculpe. –Ele riu sem graça. Era estranha a forma como ele se perdia nos próprios pensamentos, porque quando aquilo acontecia, seu corpo se desligava, e ele ficava como  e onde estava. Mas eram em momentos como esses que ele tinha suas melhores criações.

Mike fecha a porta do banheiro e Tarik solta a toalha, olhando o relógio em, seu pulso. Tinha uma hora e meia de paz. Ele respira fundo tentando organizar sua mente. Não podia ficar ali. Estava colocando aquelas pessoas em risco. Mas naquele momento precisava utilizar de um pouco de egoísmo para conseguir ficar vivo.

A pior parte de ter inimigos, é quando não se sabe de quem se trata.

 

-Olha só... Deixou a mochila no chão. –Linnyker se inclinou, pegando a bolsa. Ela estava pesada demais para ter só livros. Talvez fossem livros grossos demais.

Ele abre o bolso externo. Sua curiosidade ainda o colocaria em problemas.

Não teve tempo de avaliar o conteúdo, ao ouvir o chuveiro ser desligado. Mas teve tempo suficiente para pegar uma carteira de identidade.

Ele não vinha de Ohaio. Mas sim de Toledo.

Mike olhou na direção do banheiro depois de guardar tudo onde achou. Queria muito saber quem era  aquele em sua casa.

Mas o básico já sabia. Não se tratava de nenhum Kevin.

Ele  saiu do banheiro com uma toalha na cintura e outra mais curta secando os cabelos. Ele tinha um sorriso bem doce, e sua pele era bem clara. 

Seu nome era Tarik Felipe Álvares Pacanhan.

 


Notas Finais


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OBS: troquei de user


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