História MITW- Alexandria: The Purple Eyes - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Minecraft
Tags Gabieby, Mike, Mikhael Linnyker, Mitw, Pac, Sobrenatural, Super Poderes, Tazercraft
Exibições 193
Palavras 1.608
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Famí­lia, Fantasia, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OPAAA
olá pessoal, tenho um 2 bem legal pra vocês.
no twitter, é o @SugerindoFics, passem lá :3
cap TENSINHO pra vcs uehuehe não esquece de comentar, ok?

Capítulo 4 - Get out


Tarik, Val e Linnyker comiam juntos. A mãe estava ao telefone, e Mike apenas observava Tarik, que comia como se fosse a melhor coisa que já tivesse experimentado no mundo.

-Está bom? –Mike pergunta, sem tocar na própria comida. Tarik assente.

-Muito. Faz bastante tempo que não como algo assim.

-Feito em casa? –Mike pergunta. Ele estava tentando desvendar o garoto, mas parecia difícil.

-Pronto, acabei o telefonema. Está bom, Kevin?

Tarik continuou comendo, como se não fosse com ele.

-Kevin?

-Ah? Oi, ah, está ótimo. Faz tempo que não comia nada de Toledo.

“Esperto” Mike pensou.

-Você tira as lentes para ficar em casa, né?

-Que? Ah, sim. Seria estranho andar com olhos coloridos por toda parte, certo?

Mike, com os braços cruzados sobre o peito assente lentamente.

-Vocês podem subir, eu arrumo as coisas.

-Que isso, eu vou ajudar. –Tarik falou, olhando no relógio. A essa altura, devia estar sendo procurado. Estava apreensivo demais para ficar parado em algum canto. Ele se levanta ajudando Val a tirar a mesa.

-Pode descansar, eu cuido de tudo.

-Obrigada, -Ela sorriu. –Você vai também filho?

-Não. –Ele não deixaria sua casa com um estranho. Ela vai pelo corredor, devagar. Parecia cansada.

-Mike, me desculpe por todo esse transtorno. –Ele parecia tão sincero. O que Linnyker deveria fazer diante disso?

-Tudo bem, Kevin. –Daria a chance do mesmo se explicar. Ou ir embora de uma vez, ao invés de passar dias na casa, e mentindo para todos como estava fazendo.

Ele se aproxima do mesmo na pia, pegando cada louça e secando, enquanto o outro tirava da lavadora. Seu olhar era avaliador sobre cada movimento do outro, que estava sempre atento ao relógio e aos barulhos ao redor da casa.

-Fica calmo. É o cachorro do vizinho. Ele fica arranhando a cerca, e acaba fazendo esse barulho. –Mike alega.

-Ah...

Tarik entrega mais um prato, só que dessa vez suas mãos se tocam. Ele para o que está fazendo para observar aquele tênue contato.

-Você tem algum lugar pra ir?

-O que? –Ele volta a si. –Ah, não. É só para saber se meus pais já chegaram ou não na nossa casa.

Mike recebe o prato, era o último. Tarik secava as mãos.

-E chegaram? –Perguntou, enquanto o outro encarava a janela aberta.

-Hã?

-Seus pais, chegaram?

-Com certeza sim. Depois ligo meu celular pra saber se estão bem

-Vamos, agora mesmo. Eu te empresto meu carregador, está lá em cima. Tarik ficou apreensivo.

-E as janelas?

-Tem razão, melhor fechar. Ou alguém pode acabar entrando. –“A polícia, por exemplo.”

Os dois subiram, Tarik na frente e Mike logo atrás. O primeiro estava incomodado, começando a suar um pouco. Mas não por medo que Mike descobrisse algo. Mas porque ele continuava sendo o cara da balada. O que Tarik queria beijar. Mas não conseguiu. Ele não ter usado os poderes por muito tempo, tinha desativado alguma coisa?

Era uma hipótese. Nunca tinha visto alguém que não recebe as frequências nervosas com o contato dos seus olhos especiais.

Mas aquela hipótese caiu, porque conseguiu manipular muito bem aqueles três homens. O fato era que tinha que sair logo daquela casa. Porém não obstante, não tinha para onde ir.  Sair daquela casa, era como correr para os braços de seus inimigos. Assassinos, diga-se de passagem.

Ele congelou no penúltimo degrau.

-Preciso beber água.

-Eu pego.

-Não, realmente não precisa..

-Eu. Pego.

Tarik assentiu. Estava se sentindo muito estranho naquela casa. Se alguém lhe dissesse que havia sido um pesadelo, ficaria feliz em dormir no escuro do galpão. Mas também queria que todo o resto fosse um pesadelo. A morte de seus tios, de seus pais, seus poderes. Tudo de mau que tinha feito á serviço desses fatores. Foi tudo tão horrível...

-Kevin? –Mike estava á sua frente, com o copo d’água.

-Obrigado. –Ele olhou em volta antes de fechar a porta do quarto. Tudo estava silencioso, já era bem tarde.

-Preciso dormir. Amanhã vou  começar a trabalhar num projeto longo.

-Imagino.... –Tarik falou, olhando um pôster enorme do Batman na parede.

-É meu herói favorito. Porque mesmo sem poderes, ele faz coisas pela nação. –Falou tocando o papel. Tarik riu soprado.

-O poder que ele tem, é o dinheiro.

-Já ouvi falarem muito isso. Mas sem inteligência, ele não faria nada com seu dinehiro. Ficaria sentado na sala depois de um dia de trabalho chato.

-Mas me lembro bem que ele ainda fazia isso, mesmo sendo o herói.

-Verdade. Mas a noite caía e ele ia salvar alguém.

-Sensato.

-Muito. Mas isso depois que sua fase ruim passou.

-Fase ruim?

-Justiceiro. Ele se tornou mais do que isso, e parou de cometer tantos erros. Não teve mais que ver ninguém que amava morrer em vão. Sem que ele fizesse alguma coisa.

-Me lembro de várias pessoas mortas diante dele. Eu lia as revistinhas.

-Devia ler de novo. Ele tentou salvar cada uma delas.

Mike disse, encarando Tarik.

-Você deve estar cansado.

-O que? Ah... sim.

-Fique com a cama de baixo, eu durmo na de cima.

-Não precisa se incomodar por mim.

-Não é incômodo. É o que faço quando algum amigo dorme no meu quarto. –Mike disse, subindo na cama de cima e se cobrindo. –Pode apagar a luz? EU esqueci. –Tarik assente devagar, apagando a mesma. Ele se deita na cama. Era tão macia. Mike dormia lá toda noite? Não queria nem pensar nisso... Minutos se passaram, e ele  relembrou de Cada momento daquele dia longo e estranho, até chegar ali. Onde estava. Tudo caminhou de uma forma, onde as coincidências se acumularam, como tijolos de encaixe perfeito, para que ele estivesse bem ali.

-Mas... EU não sou seu amigo.

-Disso eu sei. –Mike respondeu. Não estava dormindo.

-Você ainda está acordado? –Tarik perguntou depois de um tempo.

-Você não ligou para os seus pais.

-Você esqueceu de me dar o carregador.

-E você não me lembrou.

Mike levantou, pulando da cama e pegando o mesmo. Como tudo era organizado, ele estava logo em cima da escrivaninha. Mike sabia perfeitamente onde encontrar suas coisas em seu quarto. Tarik sentou na cama, tomando cuidado para não bater a cabeça. Tinha que sair dali.

-Toma. Eu te empresto agora mesmo. Deve estar preocupado, apenas com, vergonha de pedir.

Mike estendeu o carregador no ar. Tarik se levantou lentamente, pegando o mesmo e encarnado o objeto.

-Sabe de uma coisa... Não precisa, podemos fazer isso amanhã.

-Que isso, eles devem estar preocupados. Eu pego seu telefone na bolsa.

-Não... –Tarik ficou mais apreensivo.

-Porque não? Hã? –Mike foi se aproximando com a bolsa na mão.

-Eles devem estar dormindo.

-Será mesmo? Hein? Kevin?

Tarik ergueu o olhar desesperado.

-Ou seria melhor te chamar de... Tarik.

Silêncio.

-Me responda!

-Eu... EU não sei do que você está falando!

-Não?: -Linnyker puxa a carteira de identidade. –Esse na foto, é você... Porque não arranjou logo uma falsa? -Ele não responde. -Estava óbvio que anda disso é normal. Você aparece do nada, pede para ficar aqui, não atendia pelo nome de Kevin imediatamente... Quem é você? -O outro encarava o carregador, em choque.

Linnyker joga tudo no chão, se aproximando de Tarik segurando sua gola, até prensá-lo na parede.

-Quem é você, e o que você quer na minha casa.

-Melhor não fazer isso, sua mãe...

Como coincidência, Val abriu a porta pelo barulho.

-O que está acontecendo aqui?

Lá se ia mais um  par de lentes. Tarik se soltou de Linnyker, jogando-as no chão, ignorando os olhos que ardiam.  Tanto pelo choro, quanto pelo contato com os dedos.

-Kevin, o que...

-Fique aí, não ouça nada. –Ele se afastou. Ela ficou totalmente parada sob o efeito do olhar de Tarik. Este se vira lentamente, voltando a encarar Mike.

-Mãe?

-Ela está bem...

-Não estou falando com você! Mãe, qual o problema? Mãe!

-Ela não vai te responder.

-Porque?

-Porque não! –Tarik gritou. Seus olhos roxos pareciam brilhar um pouco. Mas não o suficiente para que um Mike transtornado visse.

-Mãe...

-Basta eu falar pra ela voltar para o quarto dela, e dormir, tudo vai ficar bem.

-Claro que vai! Quando você sumir, Tarik.

-Eu estou indo, deixa só eu...

-Não se aproxima da minha mãe! O que tem de errado com você? Qual o seu problema?

Aquelas duas perguntas ecoaram na mente de Tarik. Várias vezes. Ele colocou as mãos na cabeça, puxando um pouco os cabelos, sob a enorme pressão que estava.

Ele pegou a bolsa, colocando a identidade de volta, e fechando a mesma. Calçou seus tênis num instante.

-O que está fazendo? Indo embora?

-Não se preocupe, não vou roubar nada seu! -Gritou desdenhoso.

Mike  não respondeu. Algo em nele não queria que tarik fosse. Bom, não sem dar explicações.

-É o melhor mesmo. Vai embora e não volta nunca mais! –Gritou afinal, tentando acordar a mãe que continuava parada, segurou em seus ombros, mas ela continuava sem reação.

-Val...

-Não...

-Ela vai continuar aqui, parada se eu não fizer. Pra sempre! –Tarik gritou a plenos pulmões. Mike se afastou um pouco.

-Volte pro seu quarto. Tenha uma boa noite de sono. Tudo está normal por aqui. –Ele disse num tom calmo. Mas sua voz estava trêmula enquanto as lágrimas caíam. Porque tudo tinha que ser assim? Porque não podia ter ninguém ao seu lado?

Ela lentamente se afastou, descendo as escadas e o barulho de sua porta fechando foi ouvido. Mike estava aterrorizado.

-Eu posso.

-Sai! Agora!

Tarik ficou paralisado, mas logo obedeceu. Ele desceu as escadas, e Mike sequer se moveu para vê-lo sair. Só o fez, para sentar-se na cama tentando absorver aquela confusão.

Ninguém devia ter descoberto aquilo.


Notas Finais


Passe nas minahs outras fanfics, e ative o item observar usuário, para não perder nenhuma atualização minha. obrigado por ter chegado até aqui!
Não esquece de dizer o que você achou, ok?


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