História Mitw- How I Met Your Father... - Capítulo 52


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Categorias Felipe "Febatista" Batista, Felipe Z. "Felps", João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Rafael "CellBit" Lange, TazerCraft
Personagens Felipe "Febatista" Batista, Felps, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Cellbit, Cellps, Febatista, Felps, Jvnq, Jvtista, Mike, Mitw, Originais, Pac, Romance, Yaoi
Visualizações 201
Palavras 2.463
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Fala aí galerinha do mal!
Hoje trazendo o próximo capítulo dessa fic adorada pelo povo.
Hoje teremos a revelação do passado do nosso batista... Ai meu Deus, o que será que aconteceu?!
Só ler e descobrir :3
Hasta

Capítulo 52 - Soul Healer Kisses...


Fanfic / Fanfiction Mitw- How I Met Your Father... - Capítulo 52 - Soul Healer Kisses...

– Crianças, seu tio Batista era alguém muito misterioso. Inclusive foi esse mistério que o envolvia que acabou me atraindo nele, mas naquele dia, quando ele finalmente abriu o jogo comigo, eu não estava preparado pro que viria a seguir...

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“Tudo bem, Jv... Eu vou te contar o que houve comigo...” – O significado das últimas palavras do Batista até agora ainda me são incompreensíveis. Desde que me disse isso não tocou mais no assunto...

Estávamos num ônibus, saímos mais cedo do que eu imaginava que sairía naquele dia. O destino me era desconhecido, mas a feição do Batista me preocupava mais do que a incerteza do final daquela viagem...

Seu rosto estava tenso. O via virando os olhos e mexendo no pulso enquanto o tempo passava. Sei que ele era misterioso, e o fato de estar disposto a compartilhar o seu passado comigo significava que ele confiava em mim, portanto decidi que não era hora para perguntas...

– Descemos no próximo – Batista afirma após olhar a paisagem. Era um local meio frio. Mais afastado do centro da cidade, mas ainda assim havia pessoas na rua. Eu apenas me digno a um aceno concordante leve de cabeça.

Descemos do ponto em frente a uma padaria. O cheiro dos pães matinais recém-feitos me socava no estômago ainda vazio. Quase pedi para pararmos para comermos algo, mas sua postura demonstrava urgência... Me calei e o segui...

A manhã era calma, as pessoas andavam de um lado para o outro nas ruas indo aos seus trabalhos, suas escolas e etc, nós íamos na direção contrária ao fluxo.

Entramos em algumas ruas, saímos em outras e o local não parecia mudar de perspectiva, todas as casas pareciam iguais...

Até chegarmos numa casa mais ao fundo...

A casa era alta, devia ter uns dois andares e tinha quatro janelas na parte da frente. Seria um bom lugar pra se viver, se não fosse a pintura desfeita, o gramado morto e a grande faixa amarela policial na frente com as palavras “Não entre, cena do crime” escritas em preto...

– Chegamos... – Batista diz enquanto parávamos em frente a casa abandonada.

– Onde estamos? – Eu pergunto sentindo a brisa fria da manhã me antingindo.

– Minha casa... – Ele diz e um vento do leste me acerta me fazendo tremer.

– Sua casa? Mas como? – Batista suspira e coloca o capuz do seu moletom vermelho na cabeça e logo em seguida coloca as mãos no bolso da frente.

– Ela não era assim... Ficou assim com o tempo... – Ele responde simplista e vai até a porta coberta pela fita. Ele então começa a arrancar a fita policial e eu me alarmo indo até ele e pegando em seu pulso.

– Está maluco?! Não podemos tirar uma faixa policial! – Eu digo e vejo o rosto dele. A pele branca fora castigada pelo frio do local e agora estava avermelhada.

– Não tem problema... – Ele diz com a voz baixinha – O crime que aconteceu aqui foi há muito tempo... Nenhum policial vai vir aqui... – Ele diz e continua a arrancar a fita.

Após alguns minutos ele consegue arrancar ela toda e abre a porta com uma chave presa num chaveiro com um pingente de planetas. O ranger da porta ao ser aberta agride os meus ouvidos em fazendo fechar os olhos. Nós entramos no local e a aparência era muito assustadora...

A casa parecia um lar comum. Móveis, prateleiras, uma cozinha, sala, banheiro e um segundo andar... Porém tinha algo a mais naquele lugar... Algo... Sombrio...

Havia copos e talheres no chão, as cadeiras estavam caídas do lugar, e o tapete estava errado também, tudo naquele lugar parecia velho, quase como uma máquina do tempo...

– Por que estamos aqui? Por que tudo aqui parece tão... Morto? – Era essa a sensação de estar naquele local. Uma sensação de morte rondava aqueles cômodos...

– Eu disse que ia te contar o que havia acontecido comigo, não disse? – Ele pergunta se virando pra mim, eu assinto de leve. – Pois bem, é isso que estou fazendo... Esse lugar foi responsável por me transformar no que eu sou hoje... E tudo começou há 09 anos...

#Flashback On#

Eu tinha uns dez anos na época... Era uma criança inocente que não sabia de nada da vida...

Meus pais, Maria e Alexandre, eram casados há vários anos... Me disseram que no início do casamento os dois eram felizes juntos, mesmo que tenham se juntado por minha causa já que eu nasci de um acidente... Mas após alguns anos o amor acabou, e com isso vieram as brigas, discussões... Agressões...

Meu pai nunca fora um sujeito violento, mas após perder o emprego ele começou a beber e a cada dia parecia mais e mais com raiva e amargura. Foi um período negro na nossa história...

Meu pai era o meu melhor amigo antes disso tudo acontecer, sempre carinhoso, sempre prestativo e cuidadoso, mas após ele perder o emprego tudo mudou... Ele começou a ser ignorante, grosso... Violento...

Lembro-me que eu era chamado apenas de “moleque” por ele, isso quando ele estava de bom humor... Aos poucos o meu coração ia cada vez mais pro buraco...

Quando meu irmão se assumiu foi um choque para a família. Eu não entendia direito o que estava acontecendo, mas me lembro de como me senti pior quando ele foi embora me prometendo voltar...

E assim seguia a minha vida... Um grande drama...

Até que chegou a tarde do dia 16 de agosto de 2008...

Minha mãe estava fora nesse dia, meu pai tinha ficado responsável por mim...

Eu estava no meu quarto lendo uma revista em quadrinho quando ele apareceu...

– Boa noite, filho... – Ele diz com a voz embargada por causa da bebida que ele deve ter tomado. Por algum motivo a sua aparência estava mais assustadora do que de costume. Seu rosto estava tomado por um sorriso assustador. Me sinto tremer ao pensar nisso... – O que está fazendo? – Ele pergunta e eu abaixo o meu olhar.

– E-Estou lendo uma revista, pai... – Eu digo baixo e ele se aproxima de mim.

– Fala direito, moleque! – Ele diz mais alto me fazendo tremer.

Ele se abaixa e fica na minha altura, eu fecho os olhos esperando um tapa, mas eu só sinto um carinho na minha bochecha... Eu abro os olhos e vejo-o com um sorriso ainda mais assustador.

– Desculpa por gritar com você... – Ele diz ainda sorrindo. Sua mão esquerda começa a fazer um estranho carinho na minha perna cruzada.

– Pai... O que está fazendo...? – Eu pergunto estranhando os toques dele. Seu sorriso se abre ainda mais e ele me olha no fundo dos olhos.

– Nada ué... Só estou fazendo um carinho no meu filho... – Ele diz e começa a passar a mão pelas minhas costas me fazendo tremer com o toque.

–Pa...

De repente sou impedido quando me sinto sendo levado até a minha cama com força. Suas mãos seguram os meus punhos e me prendem na cama com força. Eu fico assustado e com os olhos arregalados.

–Fique quietinho... Já vai acabar logo... – Ele diz e passa a mão pelo meu peito até chegar na barra da minha calça de moletom. Ele a puxa com rapidez me deixando apenas de cueca. Minha respiração já estava muito ofegante.

– Pai... Para... – Eu digo e ele tampa a minha boca com a mão esquerda e me olha com raiva.

– Fica quieto! Não diz nada... – Ele diz e eu sinto meus olhos lacrimejarem.

Então eu o ouço tirar o cinto da calça dele. Agora eu estava realmente assustado...

Começo a me debater na cama pra tentar me livrar dos braços dele, mas a pegada é forte e não tenho êxito. Parecia que a cada remexida ele ficava com mais raiva... E com mais vontade...

– Se você não parar, eu te mato! – Ele diz e eu começo a chorar. Minhas lágrimas caiam pelo meu rosto enquanto eu o sentia tirar a minha cueca e abrir as minhas pernas. – Fica quietinho, já vai passar... Só vai doer um pouquinho...

Eu o sinto começar a me penetrar com força me fazendo gritar em sua mão de dor. Me sentia sendo rasgado em dois alí. Não sentia as minhas pernas enquanto ele me estocava com uma expressão nojenta de prazer...

Eu queria gritar... Eu queria fugir...

Eu queria morrer...

– O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?! – Minha mãe aparece na porta do meu quarto com os olhos arregalados. Meu pai olha pra trás e se levanta rapidamente.

–Ah merda! – Ele diz e me solta começando a colocar o cinto de volta.

Minha mãe e ele gritam um com o outro enquanto saem do meu quarto. Eu não conseguia me mexer... Estava catatônico... Em choque...

Quando finalmente senti as minhas pernas eu me levantei e lentamente me locomovi até o quarto dos meus pais. O som dos gritos estava abafado, mas de repente... Parou...

Eu abro a porta que estava entreaberta para o quarto carmesim dos meus pais e arregalo os meus olhos com a cena na minha frente...

Meu pai estava com uma faca cravada no peito da minha mãe... Seus olhos já não tinham mais vida e sua respiração já não existia mais...

Minha garganta fecha ao que ele olha pra mim.

A chuva batia forte na janela enquanto a luz fraca apenas iluminava o rosto daquele homem enquanto ele retirava a faca da minha mãe...

– Merda! Não era pra você ter visto isso... – Meu pai diz se levantando da cama e vindo na minha direção.

Ele encosta em mim e eu vejo no seu rosto um sorriso macabro.

– Eu vou acabar com você seu inútil... – ele diz e pega no meu braço.

– NÃO! PAI, POR FAVOR, NÃO! – Eu digo e começo a chorar e a me debater tentando me livrar dele...

– Você é um merdinha mesmo, não é? –Você nem sequer conseguiu ver isso chegando... – Ele diz enquanto gargalha e me joga na cama.

– NÃO! POR FAVOR, ME SOLTA! – Eu grito e vejo-o rir ainda mais.

Ele pega o travesseiro e olha pra mim.

–Eu vou é sufocar você com isso... – Ele diz e ri de novo colocando o travesseiro no meu rosto e me privando o ar.

Eu me sufocava, os sentidos começaram a apagar, até que eu senti, com a ponta dos meus dedos, uma pequena tesoura que eu usava para cortar os meus desenhos. Eu a pego e enfio com toda a força no braço direito dele fazendo-o me soltar e gritar de dor.

– Seu filho da puta! –Ele xingava enquanto eu respirava rapidamente sentindo o meu pescoço latejar. Ele descrava a tesoura do braço que começa a sangrar e me olha com ódio. Um relâmpago ilumina o quarto escuro e faz uma sombra assustadora na parede enquanto eu choro de medo. – Eu vou matar você! – Ele diz e levanta a tesoura pra me apunhalar me fazendo gritar.

Porém, um milagre aconteceu...

Eu vejo alguém entrando pela porta do quarto e segurando os braços dos meu pai. Era o nosso vizinho, senhor Carlos... Ele segurava o meu pai enquanto o mesmo se debatia, por fim a polícia chegou na casa e segurou o meu pai batendo nele com um cacetete quando ele tentou agredir um policial...

Eu não aguentei tudo aquilo e apaguei logo em seguida...

#Flashback Off#

– E foi isso... Meu pai foi preso, foi condenado a trinta anos de cadeia... – Eu digo e vejo o espanto no rosto de Jv... É a mesma cara que todos fazem quando sabem... – Eu sei que você não vai mais querer ficar comigo assim... Eu sei que você me acha sujo e... – De repente eu sou interrompido pelos braços do Jv me circundando e me abraçando. Ele tremia e com certeza chorava baixinho. Eu fiquei em estado de choque. Não sabia como corresponder...

– Eu entendo... Eu entendo... – Ele dizia repetidas vezes pra mim enquanto me abraçava.

– Jv... – Eu digo sentindo que ele estava verdadeiramente me entendendo... Pela primeira vez alguém parecia estar realmente me entendendo...

– Eu vou te ajudar... Prometo... – Ele diz beijando o topo da minha cabeça.

– Como...? Como você pode me ajudar? – Eu pergunto e ele me olha no fundo dos olhos. Ele seca as lágrimas e abre um sorriso.

– Eu não sei como... Mas eu sei que vou... Mesmo que me custe tudo o que eu tenho, eu prometo que vou dar um jeito de consertar cada pedacinho seu... Cada pedaço seu que se partiu... – Ele diz e eu arregalo os meus olhos com a resposta dele...

O meu coração batia muito, mais muito rápido, eu sentia todo o meu corpo se esquentar perto dele... Um raio de sol entra pela casa no meio das nuvens e ilumina-a por dentro...  Eu sinto uma enorme vontade... Algo que eu nunca senti antes na minha vida... Meu estômago se revira e minhas pupilas dilatam ao olhar para o Jv... Seus olhos castanhos, o jeito como me abraça...

Eu não resisto e junto os nossos lábios num beijo apaixonado...

Jv parece assustado no início, mas logo se acostuma e sincroniza os lábios dele com os meus...

Suas mãos seguram levemente na minha cintura enquanto os meus braços instintivamente vão parar ao redor do seu pescoço...

É um beijo calmo... Sem pressa e sem malícia, sua lingua roça no meu lábio inferior me fazendo abrir a boca e deixá-lo guiar o beijo. Ele era carinhoso, e eu sentia que ele me apertava cada vez mais pra perto dele...

Após alguns minutos o ar se faz necessário e nós nos separamos...

– Uau... – Ele diz ofegante.

– Uau... – Eu respondo e nós dois rimos... Espera... Eu realmente ri! Eu realmente me senti bem...

Eu me sinto como nunca me senti antes... Eu sinto como se uma parte de mim estivesse... Completa...

– Desculpa... – Eu digo após alguns segundos.

– Não se desculpa... Eu gostei... Senti-me como não me sentia há muito tempo...

– E foi o melhor beijo que já dei... E mesmo sendo o primeiro eu sinto que é o melhor... – Eu digo e Jv se espanta.

– Foi seu primeiro beijo? – Ele pergunta espantado.

– Sim... – Eu adimito envergonhado – Espero que eu não tenha feito besteira... – Eu digo e ele sela nossos lábios novamente.

– Não fez... Eu adorei... – Ele diz e eu repouso a minha cabeça no ombro dele.

– O que fazemos agora...? – Eu pergunto baixinho, ele começa a fazer um cafuné na minha cabeça.

– Agora nós vamos pra casa... E depois nós vamos ao cinema... O que acha? – Ele pergunta e eu o encaro.

– Tem certeza de que não vai se arrepender...? – Eu pergunto ainda inseguro. Ele sorri em e beija...

– Eu acho que te amo, Batista... – Ele diz olhando nos meus olhos. Eu coro e sorrio também.

– Eu... Acho que te amo também... – Eu digo e vejo um grande sorriso abrir no rosto dele. Ele me abraça com força e eu retribuo...

Eu só espero que esse relacionamento não me machuque...

Eu já tenho cicatrizes demais...

 

 


Notas Finais


OOOOWWWNNNT TI FOFINHU ESSE FINAL.
Espero que tenham gostado do início de Jvtista tanto quanto eu :3
E teremos mais casais em breve, só deixa eu ter ideias de como juntá-los kkkk

Enfim, obrigado por terem lido até aqui, Se vocês gostaram, não se esqueçam de favoritar e de comentar aqui embaixo. Vejo vocês no próximo cap.
Hasta


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