História Modern Royalty (Malec) - Capítulo 10


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Asmodeus, Catarina Loss, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lilith, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Personagens Originais, Ragnor Fell, Simon Lewis
Tags Malec, Malec Longfic
Visualizações 251
Palavras 1.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde, bolinhos. 💙
Hoje, novamente, teremos att dupla, sendo uma agora, e a outra às 18:00hr (horário do nordeste, ou seja, às 19:00hr no resto do país)

Enjoye. 💙

Capítulo 10 - Idealized Image


Fanfic / Fanfiction Modern Royalty (Malec) - Capítulo 10 - Idealized Image

Oh no, is the moment gone?

Don't wanna regret this one

It Won't Kill Ya. The Chainsmokers ft Louane. 

Paris, França. 

2017 

O tremor em seu corpo era perceptível a olhos nu. Sua mente em um quase colapso, o coração espancando a caixa torácica, tornando o ar rarefeito. Magnus mantinha aquela expressão indecifrável, encarando a pobre senhora com um interesse sobrenatural, antes de, pelos braços, trazê-la para dentro do quarto.

Espantada, a mulher arriscou olha-lo. Magnus olhou-lhe por míseros segundos, quase como se outro homem houvesse tomado posse do corpo dele. Um homem poderoso que usufruia daquele poder. Um rei. Era inegável, Magnus transmitia autoridade, e medo. Ele era um rei, e Alexander não negou a si mesmo não gostar daquela implacável versão do homem que estava apaixonado.

— Diga seu preço para esquecer essa história. — disse Magnus a senhora, que o olhou assustada, uma honestidade rara brilhando nos olhos negros — Eu não tenho o dia todo, e me pouparia muito tempo se a senhora puder adiantar isso para mim.

— Magnus! — tentou em vão repreende-lo. Não obteve sucesso. Magnus ignorou-lhe, quase como se tudo que compartilharam juntos fosse lentamente apagado pelo temor em perder tudo o que o era direito.

— Vossa alteza, eu imagino que isso deve ser comum para o senhor, mas eu não sou essa pessoa. — respondeu-o a senhora, encarando o chão com os olhos enormes e agora tristonhos, e ele sequer conseguia disfarçar o quão decepcionado e desapontado estava.

— Todos tem um preço, então apenas me fale o seu. — continuou Magnus, imponente como sempre, no entanto, quase cruel.

— Eu não falarei, eu juro. — disse ela, nervosamente.

— Eu acredito que a coisa mais clara aqui é que não confio na sua palavra, não sem que ela esteja em um contrato de sigilo lavrado em cartório. — disse-a Magnus, se pondo de pé novamente, tão alto e forte que não conseguiu conter seu corpo retesando para trás.

A mulher suspirou de forma visível, erguendo os olhos para o jovem rei. E Magnus ainda parecia a mesma carcaça, porém, um homem completamente distinto do que lhe amou a noite passada. Não havia visto muito do mundo, e por Raziel, sabia que não deveria aguardar nada de Magnus. Que apenas restavam a eles quatro meses, e que nada além de um caso eram, porém, estava tão entregue e feliz, tão apaixonado que não permitiu-se pensar em quem era Magnus quando não era o homem que lhe fazia sorrir. O que ser exposto tão precocemente a aquele mundo imundo fizera com o jovem príncipe alicantês. Magnus tinha dezessete quando começou a administrar um país. De fato, ele era devera ser um quase deus, e não no sentido bom. Pela primeira vez, sentiu medo, não de serem flagrados ou de Magnus abandonar-lhe. Sentiu medo... Dele.

— Magnus, isso é errado. — tentou mais uma vez, porém, Magnus apenas lançou-lhe um olhar reprovador e cético, então, silenciou-se.

— Meu pai está doente. — começou a mulher, e Magnus não suavizou a expressão — Câncer. E eu não tenho dinheiro para o tratamento. — então, aquela era a imunda natureza humana primitiva, sim? Todos inclinados a pecar em livre demanda, entregar-se aos prazeres e aos pecados em qualquer situação. Mesmo que o errado parecesse certo, ele não se tornava certo. — Eu...

— Excelente! — exclamou Magnus, uma quase euforia o tomando, e comemoraria, se não conhecesse-o, e não soubesse que aquela máscara estava mal colocada — Vamos assinar um cheque para o tratamento do seu pai. Em troca, irá aparecer na mídia comigo, me promovendo como um filantropo.

— Desculpe? — balbuciou ela.

— Por favor, não acredite no meu bom coração ou em meio imenso desejo de esconder o que você presenciou. — disse Magnus em uma prepotência jamais vista — Caso um dia, você apenas... Huh, arrependa-se de ter aceitado nosso acordo, e deseje mostrar ao mundo que eu dormi com o príncipe de Idris em um momento oportuno, eu quero que sua história não tenha a mínima credibilidade. Pois a que todos irão conhecer, foi que o futuro rei de Alicante ajudou-lhe com a saúde de seu pobre e moribundo pai, por pura compaixão. E essa versão parece a melhor, você não concorda, Alexander?

Durante todo o tempo, aquela fôra a primeira vez em que Magnus dirigia-lhe a palavra. Pelo olhar dele, era notável que ele esperava que entrasse naquele jogo. No entanto, Magnus aparentava ser um veterano, e ele era apenas um iniciante sem instruções e sem o mínimo desejo de aprender. Ainda assim, era por eles, então o fez. — Sua versão dos fatos definitivamente me parece a melhor. — tentou, e Magnus sorriu ladino.

— O que me diz? — questionou ele a moça, e ela acenou brevemente — Em meu quarto, daqui há meia hora. E eu não gosto de atrasos.

Nervosamente, a mulher retirou-se do recinto, levando consigo o carrinho que trouxe, esperando fora do quarto o momento em que entraria. O momento em que Magnus partiria. E não negava que também esperava esse momento.

Pois percebera tardiamente que a imagem que possuía de Magnus era idealizada. Que eles não tinham nada além de algo entre quartos paredes, o mais profundo que conseguiram fôra em uma limousine. Magnus não era e nem poderia ser o homem perfeito que sua mente projetara enquanto ele proferia poesias românticas sobre seus olhos e o rubor de suas bochechas. Que fora daquele quarto, Magnus era um rei e aquele era o mundo dele. Ele seria um rei de fato, caso casasse, apenas mais uma evidência de tantas, de que jamais seriam algo além de um caso veraneio, mesmo que chegado fosse o inverno.

Magnus era jovem, porém, ainda era ele. E não era algo bom, não ao assisti-lo corromper todos os seus princípios construídos em fortes alicerces. Era seu primeiro amor, e não parecia real. Até o segundo em que estavam sozinhos, e Magnus sentou-se na cama, escondendo o rosto nas mãos, e pondo-se a chorar. Algumas mínimas lágrimas, no entanto, uma demonstração de aquele não era ele. Jamais se vira tão confuso antes.

— Magnus... — chamou-o, obtendo como resposta, um silêncio agora incômodo e perverso.

Magnus simplesmente vestiu-se, não olhando-lhe diretamente ao sair. — Eu preciso ir. — disse-lhe simplista, virando as costas. Sem uma despedida, sem um beijo, sem um mínimo toque reconfortante. Jamais se vira tão devastado antes.


Notas Finais


Eu só peço calma. Só isso. Até mais tarde. 💙
Vão comentando para que eu veja que estão gostando, o feedback de ontem foi a melhor coisa da semana. ❤️
Xoxo, V.


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