História Modern Royalty (Malec) - Capítulo 12


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Asmodeus, Catarina Loss, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Lilith, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Personagens Originais, Ragnor Fell, Simon Lewis
Tags Malec, Malec Longfic
Visualizações 275
Palavras 1.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, little cakes. 💙

Vocês estão meio... Tensos com o capítulo de ontem, huh? 😂 Já querem matar a moça, nossa.

Enjoye, sweeties. ✨

Capítulo 12 - Secret Love


Fanfic / Fanfiction Modern Royalty (Malec) - Capítulo 12 - Secret Love

I'm searching for something

 That I can't reach

Ghost. Halsey. 

Paris, França.

2017

Novamente, tão perto, no entanto, tão longe. A maneira com a qual Magnus olhava-lhe era tão cortante que o desejo de gritar estava quase se tornando incontrolável. Não conseguia olha-lo, não poderia. Aquilo era um segredo de seu país, seu futuro casamento, seu futuro reinado, suas responsabilidades de sacrifícios como um príncipe. Apercebeu-se de forma tardia quão injusto fôra culpar a Magnus por agir daquela maneira, quando entendia mais do que qualquer um o que era pertencer a um reinado.

— O quê? — Magnus falou de maneira falsamente contida, quase um rosnar — Você tem uma noiva? Uma noiva? Você acabou de dizer-me que está apaixonado por mim e agora estar a dizer que eu sou seu amante?

Respirou, inspirou, buscando uma calma que não sabia que não conseguiria encontrar. Poderia sim, sentar-se e explica-lo, no entanto, havia já percebido qual tipo de homem era Magnus, e não iria errar. Estava escolhendo aquele momentâneo atrito por uma confiança que perduraria por longo tempo.

— Eu posso explicar melhor se você me permitir e não começar a gritar. — repreendeu com desdém, recebendo mais um dos olhares de Magnus que fazia-lhe desejar sumir — Magnus, calma.

— Calma?! — exclamou o príncipe — Calma?! Uma noiva, Alexander!

— Todos nós fazemos coisas que não queremos por nossos países. — disse-o — E eu estou desejando ser honesto com você, porém não vai funcionar se você perder o controle.

— Ultimamente, você me fez perder o controle de inúmeras maneiras. — disse-lhe o príncipe, de modo contido — E nenhuma delas eu apreciei, diga-se de passagem.

Poderia apenas desistir. Sim, poderia, seria o sábio a fazer-se. Deixá-lo para trás, e simplesmente, esquecer-se daquele amor adolescente, tão arriscado e inconsequente. No entanto, não estava nem um pouco disposto a abrir mão da única pessoa que o fez sentir uma pessoa. Amado, desejado, especial e principalmente, normal. Comum. Se era egoísmo, não era de sua vontade descobrir naquele instante.

— Eu sei que já são quatro e meia da manhã, — tentou, mantendo uma calma que não soube explicar de onde proveu-se — porém, eu aprendi com você as saídas dos fundos, e ela está a nossa espera. E se você me der uma chance, Magnus, lhe asseguro, poderei explicar.

— Você me julgou por tentar nos proteger. — sussurrou o jovem rei — E não quer que eu fale nada sobre o fato de que vais casar?

Seus olhos encontraram o chão, jamais aparentou ser tão interessante antes. Estava envergonhado de si mesmo, pois Magnus estava certo sobre aquilo. Não deveria exigir dele algo que não o deu.

— Magnus, eu... — sua respiração descontrolada entregou-lhe perversamente — eu não posso fazer nada sobre meu noivado. Porém, você também sabe que não iremos ser algo eterno. — a verdade mais dolorosa, ainda mais quando dita em voz alta, quase suprimindo o ar que já se fazia tão escasso — Não somos um conto de fadas, Magnus. Por favor, apenas permita-me acertar enquanto temos tempo.

Magnus, aproximando-se da mesa de centro que ali havia, acariciou as pedras esmeraldas da coroa jogada ao léu, como se nada fosse ou significasse. — Está tudo bem. — disse ele, e nada nunca esteve pior — Vamos lá, vossa alteza. Vamos conhecer a futura majestade de Idris.

— Magnus...

— Chega. — falou-lhe — Chega, vossa alteza. Apenas, siga na frente e eu seguirei você. Me aguarde no topo da escada, sim?

Escondendo-o os olhos azuis cheios, acentiu calmamente, dando as costas, quase sentindo o peso do mundo sobre elas.

...

A escada dava para o topo do hotel, uma parte externa desprovida de cobertura. Estava quase congelante, mesmo com uma grossa camada de tecido do moletom que usava, e o nascer do sol se fazia próximo. O céu que tanto fascinava-lhe estava em um rosa e lilás, e o calor viria em breve. Era lindo, assistir aquele espetáculo, porém, paz não trazia ao seu peito. Teria paz quando tivesse Magnus, e quando tudo aquilo estivesse acabado. Fôra apenas um desentendimento, pelo anjo, por que nada poderia ser simples em sua vida? Até seu coração era complicado. Poderia apaixonar-se por qualquer um, um plebeu de Idris, um rapaz francês, porém, lógico que não. Necessitava de um rei, um rei inimigo. Certas vezes, não conseguia discernir quem era mais estúpido; ele ou o próprio coração. E aquele casamento... Todos sabiam que em nada daria. Até seu pai sabia. No entanto, insistiam ainda assim, pois era o adequado para a sociedade retrógrada em que vivia. Ainda se era dado aquele tipo de compromisso entre as pessoas da nobreza.

Em menos de três dias, experimentara as mais primitivas reações humanas. Sentira prazer, sentira amor, sentira medo. Medo principalmente. De perder-se, de perder Magnus, de tudo desabar aos pés deles. Pois, mesmo que fossem ter um fim iminente, desejava que o tempo que os restava fosse perfeito. E como seria?

Os passos não lhe captaram a atenção instantânea, entretanto, seu coração reagiu a presença. Determinado estava a ser forte, não mostrar mais do que o suficiente, no entanto, não conseguiria, sabia que não. Magnus tomou o lugar ao seu lado, encarando o firmamento.

— É lindo. — sussurrou ele, e apercebeu-se de que aquela era a segunda vez em que estava com Magnus fora de um quarto; juntos, livres — Como você.

Um rubor dolorido, e um sorriso tímido. Se Magnus desejava ir, não era certo brincar daquela maneira. — Obrigado.

Novos passos, e tornou-se para trás rapidamente. Os cabelos voavam, e ela encarou-lhe com a expressão surpresa tomando a face, tão delicada e incrível. Não era linda como o convencional, era surpreendente. E acima de tudo, sua melhor amiga.

— Você não mentiu quando disse-me que gostava de traços asiáticos, sim? — desdenhou Magnus, uma tentativa falha de conter-se.

Revirando seus olhos azuis, tornou-se a ela, que continuava com aquela mesma expressão ornando o rosto. — Alec, você tem dois minutos para explicar-me por qual razão ou circunstância, convocou-me às quatro da manhã para o topo de um hotel ao lado desse cara.

— Docinho, respeito. — ironizou Magnus, e ela crispou os lábios.

— Isso é constrangedor. — sussurrou nervoso.

— Você jura? — Aline exclamou irritada — Alec, é sério. O que você está fazendo com esse cara?

Ele encarou a figura loira de olhos verdes logo atrás, claramente perdida no meio de toda a confusão. A realeza renderia belas manchetes se não fossem tão discretos.

— Obrigado por vir. — agradeceu a Helen, e ela apenas acentiu — Bem, vossa majestade, essa é a duquesa do condado de Lyn, Aline Penhallow, e minha noiva, e essa é a princesa de sangue e minha prima, Helen Blackthorn, também, namorada da Aline. — os lábios de Magnus estavam entreabertos em surpresa, e seu desdém vitorioso não foi disfarçado — Aline, esse é o meu namorado, Magnus.

A risada da duquesa criou ecos no ar, e ela afastou-se como quem simplesmente recusasse-se a acreditar. Muito provavelmente, por que ela realmente estava recusando. — O rei de Alicante?

— Não, meu namorado. — disse firme, divertindo-se internamente com o quão perdido Magnus estava — O rei de Alicante é outra pessoa.

Agarrando a mão da namorada, Helen olhava-a com afeto e apoio, além de uma diversão cômica nos olhos. — Uau, você é bem mais alto do que dizem. — disse Helen a Magnus, e ele aparentemente apenas não tinha o que dizer — Como isso...?

— O baile de máscaras. — respondeu, satisfeito apesar de não saber se Magnus perdoaria — E depois...

— Acho que chega de detalhes. — Magnus o interrompeu rapidamente, recobrando a consciência — Não existem héteros em Idris?

Aline riu, os olhos pequenos curvando ainda mais. — Pelos plebeus, eu não posso falar-lhe, porém, entre a realeza está cada vez mais extinto. — a gracinha teve fim com um beijo depositado na palma da namorada, provocando um rubor nas bochechas pálidas de Helen. Era aquilo que desejava com Magnus, era o que tinha, porém... Até quando teria?

— Então, fui tomada da minha cama, para que meu noivo me comunicasse que está dormindo com um rei inimigo. — desdenhou Aline, agora mais calma com toda situação; situações constrangedoras era algo que todos eles dominavam — Melhor, namorando. Ao que devo a honra da notícia?

— Talvez, eu esteja cobrando o favor prestado as senhoras. — respondeu-a — Quero que nos ajude a encontrar-nos com maior frequência e menor risco.

— Vocês foram...? — questionou-lhe Helen.

— Sim. — para sua surpresa, Magnus respondera. Era quase como se ele estivesse a tentar. — No quarto dele, porém, eu já resolvi isso.

— Até posso imaginar como. — alfinetou Aline, e Magnus lançou-a um dos inúmeros olhares céticos que ele guardava.

— Ele fez o necessário, apenas. — defendeu, e conseguiu um sorriso. Aquele sorriso que faria o dia valer a pena. Um agradecimento em forma de sorriso.

— Você escutou seu príncipe, duquesa. — disse Magnus, fazendo Aline revirar os olhos.

O silêncio os tomou, e com sutileza, deixou que sua mão caísse ao lado da de Magnus, tocando os dedos porém sem forçar o toque. Magnus olhou-lhe, os olhos verdes dourados ainda mais dourados pelos pequenos feixes de sol nascente. Então, sorriu, e agarrou a mão que a ele foi oferecida.

— Vocês dois sabem o que estão arriscando? — Aline questionou após um certo tempo, onde apenas se mantiveram em silêncio, com Helen entre as pernas da duquesa, e Magnus abraçava-lhe por trás — Tipo, sabem o quão insanos e descuidados estão sendo? Sabem o que vão perder e jamais recuperar caso isso seja descoberto? — engolindo em seco, tornou-se a olhar o céu, sentindo quando Magnus firmou um aperto em sua cintura, nervoso — Você é um rei, Magnus. E não vou chamar-lhe com formalidades, pois pelo anjo, você fode com meu noivo. — Magnus pareceu apreciar o jeito atrevido de Aline, pois sorriu contido em seu pescoço — Mas, você sabe Alec, Robert já te odeia apenas por que você existe. E mesmo que você seja o real herdeiro de tudo, é... Ele ainda é rei, e eu... Ah, Raziel, eu me importo. — a menção do seu pai fez seus olhos pesarem, e Magnus pareceu perceber, pois abraçou-lhe com ternura, como se desejasse transmitir tranquilidade, mesmo que ainda não tivessem conversado sobre tudo — Eu aprecio conto de fadas e romances clássicos, Alec, muito, porém, sejam cuidadosos. Só, tente não ser pego. Por favor. — pois Aline era como uma irmã, que desejava aquele compromisso tanto quanto ele. Tinham apenas cinco anos quando conheceram-se para que pudessem apaixonar-se enquanto juntos cresciam, porém, tudo deu errado quando sua prima Helen foi visitar-lhe ao lado dos irmãos, e Aline a viu; e teve a honra de presenciar o que pôde ter sido o instante onde tudo sucumbiu, e Aline apaixonou-se, arriscando perder tudo, apenas por que amava aquela garota.

E ela estava certa sobre o que dizia, as palavras eram corretas, porém, o que poderia fazer? Não pôde conter os caminhos tortuosos de seu coração. E quando Magnus pegou em sua mão, assistindo o nascer do dia enquanto abraçava-lhe, desejou descobrir o que ele estava a pensar. Pois tudo que conseguia pensar era que, por mais louco que parecesse, estava disposto a perder tudo por ele. 


Notas Finais


Viu??? Pensaram mesmo que eu ia fazer o otp sofrer por causa de noiva? 😂

Deixem aquele MARAVILHOSO feedback, espero que tenham gostado, e eu amo vocês. 💖
Xoxo, V.


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