História Moments Of Impact - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Palavras 2.583
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capítulo novo no meio de semana? É isso mesmo produção?? Nem eu to acreditando!
Eu amei muuuuuito a interação de vocês no último capítulo!!! De verdade, vocês são uns queridos, obrigada!
Então, mas acho que isso me deixou inspirada e ansiosa pra postar logo, então voilà (olha ela metida a fracesinha kkk)
Enfim, espero que gostem do capítulo.
Beijosss <3

Capítulo 4 - 4 - The evil suits you


Fanfic / Fanfiction Moments Of Impact - Capítulo 4 - 4 - The evil suits you

[...]

“- Você está usando... Está usando o colar. – Ele mantinha os olhos cravados no meus.”

 

- Onde você conseguiu isso? – Robin disse ríspido, me tirando das memórias em que eu havia mergulhado.

- Se eu te dissesse, você não acreditaria...

- Mas você não passa de um demônio mesmo. Me devolva! Você precisa me devolver!

- Robin, - eu disse calma, contraria a gritaria raivosa dele. – eu não vou te devolver, você deu ele pra mim, pode não se lembrar disso agora, mas foi você quem me deu.

- Impossível! – ele riu debochado.

- Impossível? Então como eu saberia que pertenceu a sua mãe? Que você relutou pra entregar ele mesmo quando passava fome hein? Diga! – eu exaltei um pouco a voz, mas logo me recompus e me aproximei, lentamente – Eu sei que você deve estar confuso, é uma confusão e tanto mesmo, mas você precisa acreditar em mim.

Por um segundo eu pude perceber as guardas dele abaixarem e uma ponta de dúvida sobre o que ele deveria fazer surgir. Fora a primeira vez desde que me vira que não havia somente ódio em seu olhar, não era nada muito diferente, mas não era mais ódio. Como se isso servisse de permissão pra mim, eu estiquei minha mão até que pudesse tocar o rosto dele, que logo me repreendeu, afastando seu corpo.

- Não encosta em mim! – Ele gritou, e lá estava o ódio novamente. – Eu não acredito em você, não acredito em uma palavra. Como eu poderia dar o que eu tenho de mais valioso a você? Você não passa de um monstro frio e sem coração. Como consegue hein? Viver sabendo de toda a dor que já causou, todas as vidas que já tirou. Mas que raios, o que você ainda quer de mim? Não foi suficiente tudo o que já me causou? Eu tenho nojo de você, nojo. Eu olho pra você e a única coisa que eu consigo imaginar é o quão prazeroso será quando eu finalmente tirar a sua vida. Devia ter o feito ontem, lhe poupei pelo susto de ver esse pingente pendurado no seu pescoço. Era o que você queria né? Me deixar confuso... Ah, sua vadia ordinária...

Eu tentava manter a pose, ficar de pé enquanto ele cuspia ofensas e humilhações na minha cara. Tentava mentalizar que não era ele falando, e sim um robô construído por Hades para seja lá qual fosse a sua intenção, mas era difícil. Eu o amava, amava como louca e ao ouvi-lo falar assim de mim e com tanto ódio, fez com que eu fosse incapaz de segurar as minhas lágrimas.

- Você acha que vai conseguir me convencer com essas suas lágrimas de crocodilo? – ele falou com tom de deboche. – Salve-as pra outro, você não me engana. Eu odeio você, odeio com cada célula do meu corpo e eu vou te fazer sofrer cada milímetro de todo o sofrimento que já causou. Você não merece nem a vida que tem, quem dirá a minha misericórdia. Me devolve o colar! – ele gritou tão alto que me fez estremecer.

- Eu não posso.

- É o que veremos. – ele disse se aproximando de mim.

- Ora, mas você que não ouse tocar em mim! – eu disse perdendo a minha paciência. Eu sabia que ele não tinha culpa, mas ele tinha me machucado, me machucado muito e eu não podia deixar aquilo do jeito que estava. – Eu não vou te dar esse colar e você não vai pegar! Chega! Quem você pensa que é hein? Qual direito você acha que tem de vir até ao meu escritório, me despejar ofensas e ainda exigir que eu faça algo por você? Eu poderia tirar a sua vida em questões de segundos seu ladrão estúpido! – Óbvio que eu não o faria, mas eu estava com tanta raiva, com tanta dor por causa de suas palavras, que toda a obviedade parecia distante no momento.

- Então quer dizer que a Evil Queen resolveu finalmente mostrar as garrinhas? – ele disse em tom provocativo. Por Deus, ele estava me tirando do sério.

- Sai daqui! Vai embora! – Eu puxei-o pelo braço e o levei até porta, que eu abri com magia. – Você fala tanto sobre tirar a minha vida... Quando realmente quiser o fazer, estarei aqui te esperando, até lá, você que não ouse se aproximar de mim novamente somente para soltar essas suas ofensas. Eu já cansei das suas ameaças. – e então eu bati a porta a sua cara com tanta força que o som chegou a doer em meus ouvidos. Ele não falaria assim comigo, ninguém falava assim comigo, independente de todo amor que eu pudesse sentir. Ele havia ultrapassado os limites.

Como de se esperar, foi só o vulto dele sumir por trás da porta que eu me desabei no mais sincero e desesperado dos choros. Ter sido rude com ele certamente havia doido mais em mim do que nele. As palavras que ele tinha dito ainda se repetiam na minha cabeça... eu nunca havia imaginado que algum dia ouviria isso sair da boca de Robin, nunca havia imaginado que algum dia iria me machucar tanto.

Sentei na cadeira que ficava em frente a minha mesa e tentei me acalmar, trazendo a respiração de volta ao normal. Segurei o pingente em meu pescoço, lembrando da forma com que Robin havia me tratado na noite em que me dera... O que eu não daria pra tê-lo de volta...

“Mãe, você ainda vem?” pude ler a mensagem de Henry quando o celular se acendeu ao receber a notificação.

“Estou a caminho.”

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POV ROBIN

Eu estava sentando em um tronco no meio floresta, sentindo o vento frio que batia contra o meu rosto enquanto trazia novamente a conversa que acabara de ter com a Evil Queen a minha mente. O que eu estava esperando para tirar a vida dela afinal? Ela estava certa, até eu já estava cansado das minhas ameaças. Fora aquela droga de colar. Eu tinha certeza que a queria morta até ver aquela pedrinha azul com ela e hesitar. Eu me amaldiçoava por isso, era óbvio que me fazer hesitar era o que ela queria e puta que pariu, estava conseguindo. Eu a odiava, mas no momento, me odiava mais do que ela mesma por não conseguir a matar.

- Está tudo bem ai, parceiro? – Little John apareceu por trás, dando um tapinha nas minhas costas e sentando-se ao meu lado. – Roland está perguntado sobre você...

- Está tudo bem sim... E daqui a pouco eu vou falar com ele, só preciso me acalmar um pouco. – Eu passei a mão na cabeça, afastando o cabelo para trás.

- Você foi falar com a Regina?

- Eu fui falar com a Evil Queen. – respondi grosso. – É isso que ela é, é assim que deve ser chamada!

- Calma, cara. – ele disse com os olhos arregalados. Talvez eu tivesse pegado muito pesado com ele. - ... e você a matou?

- Não.

- Posso saber por quê?

- Ela estava usando o colar da minha mãe... você lembra dele? – Little John assentiu. – Com certeza ela o pegou para confundir a minha cabeça. Eu não consigo entender, não consigo entender como ela o achou.

- Robin... você já cogitou a hipótese de você mesmo ter o dado pra ela?

Eu levantei do banco com raiva, não era possível que ele pudesse acreditar nela.

- Foi o que ela disse... Mas como eu poderia Little John? Como poderia ter dado a ela sendo que ela é a pessoa que eu mais odeio no mundo inteiro?

Little John sorriu de canto, como se o que eu falasse fosse a coisa mais engraçada do mundo. Será que estavam todos cegos? Ela era a Evil Queen, como poderiam não estarem todos tentando matá-la junto comigo?

- Talvez nem sempre tenha a odiado... – ele disse baixo, mas alto o suficiente para que eu pudesse ouvir.

- Não! Não é possível! Eu a odeio Little John, a odeio e quero vê-la morta! É o que ela merece! Me recuso, me recuso a acreditar que eu dei isso pra ela. Ela é um monstro, será que não vê?

- Robin a Regina mudou tá legal? Eu sei, eu sei que ela já fez coisas horríveis, dignas de todo o ódio e aversão que você tem, mas ela lutou muito pra mudar quem ela era. Você já teve os seus anos de escuridão, sabe do que eu estou falando. Ela se tornou outra pessoa, uma pessoa que merece seu respeito e merecia sim ser dona daquele colar.

Aquilo era o cumulo, eu não acreditava, não podia acreditar que ele estava a defendendo.

- Você está a defendendo? Não pode ser! Porra, o que ela fez com todos vocês?

- Robin, eu só estou dizendo que acho que você deveria dá-la uma chance... Olha bem cara, ela estava usando o colar da sua mãe, aquele em que praticamente só você sabia da existência, como ela poderia ter tido conhecimento sobre isso? Pensa bem, ou você pode acabar por matar aquela que você ama. Eu sei que é difícil pra você Robin, mas tenta, por favor, tenta não odiá-la, só pra ver o que acontece.

As palavras de Little John faziam sentindo pra mim, mas a hipótese de não odiar a Evil Queen, de dar a chance pra ela me provar que era uma pessoa melhor me dava ânsia de vomito, parecia algo surreal pra mim. Mas antes que pudesse rebater, berrando que ele estava maluco e que tudo o que o que ele havia falado não passava de uma estupidez, ele se levantou para afastar-se de mim.

- Pense no que eu te falei. – Ele disse andando floresta adentro.

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POV REGINA

Já era noite quando voltei para casa. Depois do almoço com Henry e Zelena, a tarde passou lenta enquanto tentava focar no trabalho sendo que minha mente insistia em permanecer em Robin. Eu estava magoada, não queria estar, sabia que não era ele, mas eu também não era de ferro. As palavras dele martelavam em minha cabeça de forma incessante, enquanto lágrimas teimosas insistiam em aparecer. O meu coração estava quebrado, batia acompanhado de uma dor tão forte que eu me peguei desejando nunca ter me permitido amar alguém de novo.

 “O amor é uma fraqueza Regina”. Talvez Cora estivesse certa e pra pessoas como eu era sempre isso que o amor seria, uma fraqueza, um sofrimento. Mas que raios, quando eu tinha deixado ter me tornado tão frágil? Eu havia feito aquela cidade sozinha, havia conseguido tirar o final de feliz de todos aqueles que eu sempre quis fazer sofrer – mesmo que só por um tempo -. Eu era majestosa, destemida. Nada nem ninguém conseguia me abalar, e agora era impossível parar de chorar por um homem que mal se lembrava de quem eu era. Eu não queria admitir, mas naquele momento eu sentia falta da Evil Queen.

Afastei esses pensamentos antes que pudessem me dominar, eu não podia deixar ela voltar e sabia disso. Tirei os sapatos apertados, tomei um banho quente, coloquei meu pijama e me permiti ficar jogada no sofá, sentindo a exaustão tomar conta do meu corpo gradativamente.

A casa estava em silencio, silencio esse que doeu em meu peito por saber que se Roland estivesse ali não existiria. Como eu sentia falta dele. Ele estaria ao meu lado, assistindo a um desenho cuja música ficaria na minha cabeça pelo resto da semana. Eu quis saber como ele estava, quis vê-lo e ouvi-lo contar empolgada como ele sempre fazia como havia sido o dia de aula. Revirei no sofá inquieta. Eu estava sozinha. Tinha me desacostumado com aquilo.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Little John, torcendo para que ele visse logo.

“Ei Little John, como vão as coisas? Eu estou com saudades de Roland... Tudo bem com ele? Me dê notícias.”

Permaneci com o celular na mão por alguns minutos esperando uma resposta, mas acabei por desistir e bloqueá-lo. Levantei do sofá decidida a deitar na cama e não deixar que nada tirasse meu sono. Já estava na metade da escada quando ouvi a campainha tocar.

Desci preguiçosa os degraus que já tinha subido, coloquei um hobby por cima do pijama de seda e abri a porta.

Não havia ninguém do outro lado. Revirei os olhos. Tive certeza de que não passavam de algumas crianças agitadas aprontando pelas ruas de Storybrooke, até quando eu ouvi uma voz estridente.

- Atrás de você querida.

Virei meu corpo até encontrar a figura Hades dentro da minha sala, servindo-se com uma das minhas garrafas de whisky. Ele estava elegante, trajava seu terno costumeiro enquanto exibia um sorriso largo em seu rosto. Ele estava bem demais para que tinha passado tão perto da morte.  

- Espero que não se importe. Já temos intimidade o suficiente pra eu mesmo me servir, certo?

Eu pude sentir uma onda de ódio tomar conta do meu corpo. Eu queria jogar uma bolo de fogo contra ele, enforca-lo no ar e expulsa-lo dali, mas ele era um deus, e eu não era nem sequer a irmã que tinha mais habilidade com magia da família.

- O que faz aqui? – eu disse entre os dentes.

- Mas já não é obvio? Vim te ver! Não diga que não sentiu minha falta?!

- Hades, eu não tenho mais paciência para os seus joguinho. Diga o que quer ou vá embora.

- Isso foi rude... – ele disse dando um gole na bebida. – Você não deveria tratar seus amigos assim.

- Você não é meu amigo.

- Ai, fiquei ofendido. – Ah, mas ele só podia estar de brincadeira comigo.

- Você tirou de mim o homem que eu amo e depois o trouxe de volta querendo a minha cabeça em uma bandeja. O que você esperava? Que eu te desse uma pulseirinha da amizade?

- Ah! Então você já se encontrou com a minha surpresinha? Que maravilha! – Ele se aproximou de mim e trouxe a sua mão até o meu cabelo, como se o ajeitasse de um jeito carinhoso. Desgraçado. - Diga-me, ele está te tratando tão bem como merece? Porque eu fiz questão de ensinar direitinho como ele deveria tratar mulheres como você.

Era o fim. Eu iria explodir. Ele precisava sair dali.

- O que você quer de mim? – eu me afastei, aumentando o tom de voz. – Eu não consigo entender, que mal te fiz? Por que me fazer sofrer te faz tão bem?

- Não! – Ele disse levantando os braços fazendo o sinal de inocência. – Longe disso, querida. Eu sei que está sofrendo agora, mas acredite, é um sofrimento necessário... Eu sou seu amigo, por mais que nesse momento você me odeie. Um dia vai me agradecer.

Eu revirei os olhos. Estava fervendo por dentro. Eu o odiava. Pensar em tudo que ele podia ter feito com Robin me dava vontade fazê-lo queimar até que não restasse nada além das cinzas.

- Nunca! – eu gritei, me aproximando dele. – Você está certo, eu te odeio, odeio com tudo de mim e eu prometo a você que eu vou destruir a sua felicidade, nem que seja a última que eu faça. – eu falava próxima dele, em um sussurro recheado de raiva.

Ele abriu um sorriso ainda maior nós lábios.

- Eu espero que sim, o mal combina com você. – disse antes de fazer com que os cabelos virassem chamas azuis e sumisse da minha frente de maneira tão rápida como a qual ele apareceu ali.

 


Notas Finais


E ai??? Me contam o que acharaaam!

P.S:. não odeiem o Robin, ele só ta passando por um momento muito difícil, mas ele é uma pessoa boa e vai dar tudo certo.


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